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Pelo direito à familia

 

Cada vez mais vivemos numa sociedade ecológica, verde e politicamente correcta, mas até que ponto estes conceitos interferem com a nossa vida até ao ponto em que se sobrepõem ao bom senso?
 
Na semana passada estive numa reunião em que tentávamos dar forma a um projecto onde se pretende chamar a atenção da sociedade portuguesa para o drama das milhares de crianças que vivem em instituições de acolhimento sem que o estado ou alguém defina um projecto de vida para elas. Entre os participantes, um grupo de pais adoptivos e candidatos à adopção, foram surgindo as ideias que eram expostas ao grupo.
 
A certa altura dei comigo a pensar que para cada ideia sugerida, alguém contrapunha um problema, se a ideia era lançar 10000 balões, um por cada criança, logo outro lembrava que os balões são prejudiciais para o ambiente. Se a ideia era escolhermos duas ou três instituições e irmos pintar paredes com as crianças, logo outro dizia que as crianças institucionalizadas não podem aparecer na comunicação social. Se a ideia era entregarmos 10000 flores, logo diziam que era necessário cortar as flores da natureza....e assim sucessivamente.
 
Como é fácil de ver,  a nossa preocupação ecológica e politicamente correcta, estava-se a sobrepor perigosamente aos objectivos propostos, e as pobres crianças estavam a ser esquecidas. Nessa altura tentei chamar a atenção para a existência dos meios termos, por exemplo a comunicação social pode perfeitamente dar noticias sem mostrar as caras das crianças, .....
 
Na realidade, e como estão as coisas, em breve temos uma polícia qualquer dos costumes a vigiar cada passo que damos e a verificar se esse passo é ou não ecológico e politicamente correcto..... e para ser sincero, tenho certas duvidas que tal coisa se justifique ou torne melhor e mais aceitável a nossa vida.
 
Eu não estou a  dizer que não deve haver preocupação ecológica, ou que os direitos devam ser esquecidos, nem que os fins justifiquem os meios, entendo que em tudo na vida deve existir um meio termo e o bom senso deve imperar, caso contrario, haverá uma ASAE para cada passo que damos e de certeza que não damos passos nenhuns.

 

Para tudo na vida deve haver bom senso e sentido comum, sob pena de não cairmos naquele exagero dos tempos da velha senhora em que se andava com uma telha debaixo do braço para se fumar debaixo de telha.
 
Bom,  Já agora, a ideia é no final de Novembro, fazer-se uma grande campanha de sensibilização para chamar a atenção para as 11000 crianças que vivem institucionalizadas, entregues ao estado, sem um projecto de vida e sem o direito a terem uma família. Uma das ideias aprovadas passa por colocar os jogadores de futebol a chamar a atenção para o problema, se alguém da liga de clubes ou de algum clube ler isto..... uma cunha dava jeito....e todas as participações e ideias são bem vindas.
 
Jorge
 

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 22:00


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