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No Egipto o povo é quem mais ordena

por Jorge Soares, em 04.07.13

Golpe militar no Egipto

 

Imagem do Público 

 

Enquanto por cá andamos pendentes do arrufo de namorados entre Portas e Passos Coelho e se discute se Cavaco exige ou não Portas no governo, no Egipto um golpe militar derrubou  Mohamed Morsi, o mais que contestado presidente da República e lider do governo.

 

Depois de semanas de contestação popular e de muita repressão às manifestações que exigiam reformas no país, o exército comandado pelo ministro da defesa depôs o presidente e deteve a maioria dos dirigentes do movimento islamita no poder, a Irmandade Muçulmana.

 

Deposto o presidente, foram cancelados os direitos democráticos, foi nomeado um presidente interino e serão convocadas eleições presidenciais antecipadas o mais rapidamente possível.

 

O golpe militar ocorreu após dias e dias de manifestações na já famosa Praça Tahrir do Cairo, em que se exigia  o afastamento de um Presidente a quem acusavam de ter iniciado um processo de islamização do Egipto, de tentar concentrar todos os poderes para si e de ter decalcado formas de repressão do regime de Mubarak.

 

Num ambiente de pré guerra civil com enfrentamentos não só entre a polícia e manifestantes, mas também entre manifestantes pró e contra o governo, a situação tornou-se insustentável e desembocou num golpe militar.

 

Confesso que pensava que golpe militar era uma expressão do passado, pelos vistos não é, por outro lado não podemos esquecer que no fundo isto mais não é que o resultado da contestação popular, mesmo com muita repressão, centenas de detidos e de feridos, dezenas de mortos, o povo nunca desistiu de contestar e lutar pelos seus direitos e em contra da tirania ... era bom que o resto do mundo olhasse para o Egipto com atenção, povos e governos.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:20

Futebol, no Egipto a morte subiu ao relvado

por Jorge Soares, em 01.02.12

Pelo menos 73 mortos num jogo de futebol no egipto

Imagem do Público 

 

No Egipto, um jogo de futebol terminou numa tragédia cujo resultado até agora  vai em pelo menos 73 mortos, no final do jogo os adeptos de ambas as equipas invadiram o relvado e após tentarem agredir os jogadores, envolveram-se em confrontes que resultaram em dezenas de mortos e num número indeterminado de feridos.

 

Manuel José, treinador português do Al-Ahly, uma das equipas que se enfrentavam, relatou para a RTP o ambiente inacreditável em que todo o jogo se desenrolou e as agressões de que foi vitima até que conseguiu sair do estádio escoltado pela policia. 

 

O futebol sempre foi e sempre será um desporto de paixões, mas será que tudo isto é resultado dessa paixão?, o Egipto é um país que atravessa uma forte convulsão social, o povo que na Primavera Árabe se uniu para depor um regime com décadas liderado pelo ditador Mubarak, anseia agora pela implementação da democracia que os militares que herdaram o poder tardam em permitir.

 

O que aconteceu hoje, para além de revelar as condições de segurança inacreditáveis em que se desenrolam os espectáculos desportivos no país, recorda-nos como tantas vezes o futebol se revela como uma válvula de escape onde se libertam todos os demónios...

 

Numa altura em que por cá também vivemos momentos sociais complicados e onde as paixões clubistas são tantas vezes acirradas, deveríamos olhar com muita atenção para o que aconteceu... já diz o velho ditado, quando vires as barbas do vizinho a arder ..... já se queimaram cadeiras e bancadas em nome da cor clubista, esperemos que os demónios a libertar nunca passem disso, cadeiras queimadas e uns vidros partidos... que a morte nunca suba ao relvado.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:06

O Egipto, nós e a crise

por Jorge Soares, em 31.01.11

Exército do Egipto diz que não lutará contra o povo

Imagem do Público

 

É curioso, hoje vinha no carro a ouvir as noticias na rádio e vinha a pensar naquele meu post de Domingo à noite com os seus mais de 100 comentários, a quantidade de gente que em Portugal vira as costas à Democracia, as pessoas que dizem que é necessário sair à rua e fazer uma revolução que corra com estes políticos que temos... ou naquele inquérito que diz que antes do 25 de Abril se vivia melhor que agora... e depois vemos as noticias e vemos todo um povo que sai à rua e desafia tudo e todos em nome da Democracia.. quanto dariam os Egípcios por poderem votar?, por poderem eleger os seus governantes? Quantas vidas estão dispostos a sacrificar em nome da Democracia que pelos vistos por cá há quem despreze?

 

Hoje o Petróleo chegou aos 100 Dólares por barril, daqui a dois ou três dias nós veremos as consequências disso cada vez que formos abastecer o carro. É pelo Egipto que passa o canal de Suez e é pelo canal que todos os dias passam mais de um milhão de barris de petróleo. Foi este petróleo que fez com que Mubarak se mantivesse no poder nos últimos 30 anos, o ocidente não prescinde do ouro Negro e entre apoiar o poder de um ditador ou correr o risco de com umas eleições livres o país pender para o lado árabe, o amigo americano e os seus seguidores apoiam o ditador.. No Futuro o Egipto pode ser uma nova Turquia, ou um novo Irão, na dúvida, o ocidente mantinha o amigo Mubarak.

 

Nós observamos de longe, mas joga-se muito do nosso futuro e da nossa crise por estes dias no Egipto.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:23

E se de repente fosse proíbido beijar?

por Jorge Soares, em 08.05.09

Beijo proíbido

 

Hoje nos meus habituais 45 minutos de solidão entre Loures e Setúbal decidi mudar de emissora de rádio, fui passando entre as que tenho gravadas na memória do rádio. Na Antena 3 estavam em amena cavaqueira 3 pessoas, achei a conversa completamente parva... eu sei que é uma emissora para gente jovem e irreverente... mas ou eu já não sou tão jovem e irreverente, ou aquilo não tinha ponta por onde se lhe pegasse.... siga!

 

Precisamente quando ia mudar de emissora a  conversa versava sobre a gripe A, ou gripe suína, ou lá como se chama,  e ouvi algo que me chamou a atenção.  "No Egipto lançaram uma campanha contra o beijo" .... é claro que demorei um bocadinho mais a mudar de emissora na esperança de ouvir algo sobre isso..em vão, a conversa continuou o seu rumo....  parva.

 

Quando cheguei a casa não resisti e fui procurar mais informação, no google noticias encontrei neste site o seguinte:

 

"O governo egípcio lançou uma campanha para evitar que as pessoas se beijem, que tem como objectivo impedir a propagação da gripe suína no país, informa nesta quinta o diário independente Al-Masri Al-Youm."

 

O ano passado houve uma epidemia de gripe em Portugal que segundo as autoridades nacionais de saúde, foi  directa ou indirectamente responsável pela morte de mais de 1500 pessoas. Não me lembro de ver ninguém de mascara, ou de se ouvir falar em pandemias, este novo vírus da gripe foi até agora responsável pela morte de umas dezenas de pessoas no México, duas pessoas nos Estados Unidos e uma pessoa no Canadá. A generalidade destas pessoas tinham doenças crónicas que foram agravadas pela gripe, como o seriam por outra gripe qualquer.

 

O que tem de especial esta gripe?.. o nome, Gripe Suína...  quanto a mim o nome é o culpado de toda a histeria que se formou à volta de uma simples gripe. Na Turquia mataram e enterraram todos os porcos, em Hong Kong mantiveram dezenas de pessoas encerradas durante uma semana num Hotel... no Egipto, gastam-se fortunas numa campanha que desaconselha os beijos.... é só a mim que tudo isto parece  ridículo?

 

Todos os dias morrem em África dezenas de pessoas  vitimas da malária, ou da cólera, ou de muitíssimas outras doenças bem mais graves e mortíferas que uma simples gripe... se déssemos a mesma atenção a estas doenças que a que se está a dar a esta gripe, quantas pessoas se poderiam salvar diariamente no mundo? Quantas crianças se salvariam? É claro que estas doenças acontecem em países pobres e não no quintal de luxo do Estados Unidos, nem nos colégios da classe média americana, logo, não incomodam ninguém... é a velha história do longe da vista.....

 

Se as coisas continuam assim, um destes dias proíbem os beijos no primeiro mundo, mas no terceiro, a Sida, a Cólera, a Malária e muitas outras doenças  vão continuar a matar, é  claro  nós vamos estar muito ocupados a beijar às escondidas.. e não vamos reparar nisso.

 

Jorge

 

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publicado às 22:18


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