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Assim não se cria emprego

por Jorge Soares, em 06.11.13

Estagiária para loja comercial

Imagem do Facebook

 

Infelizmente as situações como a que vemos no anuncio são cada vez mais, há muita gente que se aproveita da crise para abusar, cada dia que passa vão aumentando os relatos de empresas que se escondem por trás da palavra estágio para arranjar mão de obra barata e até gratuita...

 

Estágios não remunerados, empregos a tempo parcial de mais de 30 horas por semana com ofertas de salários de 300 Euros ou menos, ofertas de estágios profissionais em que se exigem conhecimentos e experiência a troco de nada ou de migalhas, tudo isto é o pão nosso de cada dia.

 

Um destes dias numa reportagem da RTP, um empresário da área do calçado explicava que tem dificuldade de encontrar mão de obra, e que até já teve que recusar mais que uma encomenda porque não tem empregados suficientes.

 

-Quanta paga aos seus empregados?- Perguntou a jornalista.

-O salário mínimo! 

 

Se calhar isso explica porque é que não consegue arranjar empregados... mas será que o senhor já se pôs a fazer contas? Quando dinheiro perderá ele com cada encomenda que recusa? Se calhar aquele cliente até arranja quem lhe faça os sapatos e para além daquela encomenda perde um cliente... será que não compensaria aumentar os salários e assim ter a  mão de obra suficiente e qualificada para responder a todos os seus clientes? Será que com mais mão de obra e melhor paga não teria oportunidade de fazer mais e melhor, arranjar mais clientes e mais mercados onde apostar?

 

É claro que com empresários e mentalidades como esta será muito difícil diminuir o desemprego no país, este senhor com esta forma de olhar para os negócios dificilmente sairá da cepa torta. A industria deste país só conseguirá ressurgir e marcar a diferença se tiver mão de obra qualificada e competente e não  será de certeza com baixos salários que isso se consegue...

 

Todo o mundo acha que a culpa da crise é só dos políticos, mas na realidade muito do que se está a pasar também é culpa de mentalidades como esta e de coisas como estas, assim nunca se irá criar emprego e a crise vai durar para sempre

 

Ainda não consegui encontrar o vídeo da reportagem, mas assim que o encontre coloco aqui.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:34

É deste tipo de ignorantes que o outro falava!

por Jorge Soares, em 01.10.12

Os salários do Pingo Doce

 

Imagem do Arrastão 

 

 

"uma pessoa que ganha menos de 500 euros não tem vontade nenhuma de ir trabalhar"

 

A frase é de Soares dos Santos e foi dita numa entrevista no Sábado após o triste comentário de António Borges que foi criticado até por alguns dirigentes do PSD.

 

A primeira vez que ouvi Soares dos santos falar foi numa entrevista à RTP antes das últimas eleições e em que entre muitas outras coisas e a propósito da crise, o senhor disse que a situação estava tão mal que já havia nas suas empresas empregados que para sobreviverem tinham que roubar os produtos que vendiam.

 

Até hoje revolve-me o estômago cada vez que penso que a senhora jornalista (Fátima Campos Ferreira, se não me engano) não lhe perguntou se isso não seria porque ele lhes pagava salários de miséria.

 

Agora o senhor diz que "os baixos salários não resolvem situação nenhuma e as pessoas não têm vontade nenhuma para ir trabalhar para receber menos de 500 euros depois dos impostosa julgar pela imagem acima, que gamei do Arrastão, podemos concluir que afinal o senhor sabe do que fala, para se ganhar 500 Euros limpos tem que se ter um salário bruto de pelo menos 650 Euros, basta olhar para a tabela para se perceber que a grande maioria dos empregados do Pingo Doce ganha menos que isso, uma boa parte ganha menos de 500 brutos.

 

Um claro exemplo de olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.... de certeza que era de empresários como este que falava António Borges, não dos que criticaram a TSU porque esta ia reduzir ainda mais o já de si pobre poder de compra dos portugueses e na sequência levar muitas empresas á falência porque não ia haver quem comprasse os seus produtos.

 

Não é que o senhor não tenha razão, 500 euros é um salário de miséria, mas era bom que ele se ouvisse a si próprio de vez em quando e desse aos seus empregados aquilo que ele reclama para os outros...vindo dele, estes comentários soam falsos e hipócritas.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:06

Os cubanos inventam qualquer coisa para sobreviver

 

Imagem do Público

 

Esta semana ficamos a saber que afinal em Portugal há portugueses de Primeira, os accionistas das grandes empresas que com a cumplicidade dos mesmos do costume PS, PSD e CDS,  vão antecipar o pagamento de dividendos de modo não pagar os novos impostos por mais valias. Estes são os mesmos empresários que depois vem para a televisão a falar de peito feito e a reivindicar que se possa despedir a torto e a direito sem tantos problemas.

 

Depois há os de segunda, alguns funcionários públicos nos Açores para quem o Governo regional, que é do PS, decidiu criar um subsidio especial de modo a contrariar a descida de salários decretada pelo governo.

 

E há os outros, que vão pagar mais IVA, mais IRS e ter menos salários...ou seja todos nós.

 

Há uns dias li uma reportagem do Público que se chamava:Trinta dias como um cubano, a história de alguém que decide ir um mês para cuba e viver com o salário de um empregado médio cubano, aconselho vivamente que todos leiam, é só seguir o link.  Na reportagem explica-se que com o salário normal ninguém vive mais que 12 dias, para viver o resto do mês todo o mundo se torna um chico esperto e tira ao estado tudo o que pode.

 

A julgar pelo que aconteceu esta semana, parece que o caminho que seguimos é o mesmo de Cuba, o estado tira por um lado e os chico espertos vão buscar pelo outro... a diferença é que em Cuba a coisa é igual para (quase) todos, por cá, ainda é só para alguns.... mas a julgar pelo que vamos lendo ... em breve será para todos... a miséria, que as benesses acabam mais tarde ou mais cedo.

 

Isto irrita... mesmo, será que eles não tem vergonha na cara?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:22


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