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Janela

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Não parece nada, mas estou de volta, eu estou cá, hoje até já voltei ao trabalho, mas na realidade o que sinto é que parece que a minha mente se recusa a voltar ao ritmo normal.. à vida...estou aqui há meia hora a tentar debitar meia dúzia de letras e está complicado... não é que não tenha tema, tenho até vários de que queria falar, mas alinhavar 4 ou 5 palavras para que formem uma frase que diga algo coerente.... não está fácil...

 

Bom, desisto, por hoje, só vou dizer.. estou de volta. já lhes falarei das férias, dos campings, do excepcional verão que tivemos este ano nas Astúrias... agora vou ali olhar para as mais de 1300 fotografias que tirei e ver o que se aproveita...

 

Jorge Soares

 

PS:Acabo de descobrir que o Sporting perdeu em casa com o Rio Ave, isto está-se a compôr {#emotions_dlg.porto}

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publicado às 22:06

Recordar é viver, A carta

por Jorge Soares, em 11.07.12

A Carta

Imagem da Internet

 

 

Toda esta conversa acerca do Algarve e de parques de campismo, fez-me recordar um post que escrevi já lá vão uns quatro anos... como hoje é um daqueles dias em que não me apetece mesmo pensar muito e a maioria dos leitores daquele tempo já por cá não mora.... recordar é viver... 

 

A carta!

 

Eu gosto do Algarve fora de época e fora da confusão, naquele ano fomos acampar no mês de Abril para o parque de campismo da Praia da Luz, já lá vão uns dez anos, já não me lembro de muitos detalhes, sei que duas ou três noites terminei a dormir no chão, tínhamos um colchão de ar que teimava em esvaziar-se e foi uma complicação para o reparar... que nos bares da praia da luz não éramos lá muito bem vindos, falávamos português e os empregados olhavam de lado, um dia entramos num bar em Lagos e a empregada não falava português, só inglês! Fomos ao cinema... mas não me lembro do filme.

 

O parque de campismo era só para nós, que me lembre na maior parte dos dias éramos nós e algum casal de holandeses. Foi uma semana muito calma e relaxante.

 

Na semana seguinte voltei ao trabalho, na Quarta-feira a minha mãe ligou-me para o escritório, já era estranho ela estar-me a ligar para lá, mas pelo tom de voz, imaginei que algo estranho se estava a passar, a conversa foi mais ou menos assim:

 

-Jorge, tu conheces alguém no Algarve?

-Que eu saiba não, mas estive lá a semana passada.

-Estiveste donde?

-Estive na zona de Lagos.

-.....

-Então, o que é que se passa?

-Há... é que chegou uma carta para ti...e o código postal é de Lagos!

-Uma carta para mim?... humm , se calhar deixei lá alguma coisa...

 

Comecei a achar a historia absurda, mesmo que tivesse deixado lá alguma coisa, como é que eles iriam enviar uma carta para uma aldeia de Oliveira de Azeméis se eu moro em Setúbal?

 

-Sabes, é uma carta de uma mulher.... -diz a minha mãe.

-De uma mulher?, mas eu não dei a morada de aí a ninguém!

 

Aqui começou a fazer-se luz sobre o motivo da minha mãe me ligar para o emprego e não para casa...

 

Naquela altura no lugar donde moram os meus pais, as ruas não tinha nomes, e os carteiros entregavam as cartas pelos nomes das pessoas, e acreditem ou não, há mais dois Jorge Soares.......

 

-Isso de certeza que não é para mim, já perguntou se não é para nenhum dos outros fulanos que tem o meu nome?

-Já perguntei... e eles dizem que não conhecem ninguém no Algarve... e como tu lá estiveste... que é que eu faço?

-Bom, se não é para eles..... abra!

 

Ela abriu, e aqui a coisa piorou, era um postal daqueles mais que sugerentes e com palavras ainda piores, lá me explicou o que dizia.... fiquei sem palavras..... imaginei que alguém me estaria a fazer uma brincadeira ...a minha mãe não achou piada nenhuma e nem quero imaginar o que ficou a pensar. Passei o resto do dia a matutar quem sabia que eu tinha estado no Algarve e sabia a morada dos meus pais.. e a verdade é que não consegui lembrar-me de ninguém.

 

Cheguei a casa e contei à P.  que levou aquilo na brincadeira, a esta altura eu já não estava a achar piada, depois de muita conversa com a minha mãe, a carta foi para a lareira, a P. diz que não me volta a deixar ir à casa de banho do campismo... era os únicos momentos em que não estávamos juntos.

 

Passados uns 15 dias, um dos meus xarás apareceu de mansinho a perguntar pela carta. Cada vez que nos lembramos disto, a P.goza comigo e diz que quando vamos acampar, eu não posso ir sozinho lado nenhum... para depois não chegarem cartas.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

O que vai ser das cartas de amor?

por Jorge Soares, em 05.09.11

Fim da escrita à mão, o que será das cartas de amor?

Imagem de aqui

 

Tinha lido a noticia algures, é já neste mês de Setembro que no Estado de Indiana, nos Estados Unidos, as crianças que vão entrar para a escola vão deixar de aprender a escrever à mão. Hoje recordei o assunto porque a propósito do mundial de atletismo na Coreia do Sul, um dos jornalistas de A bola referia que o mesmo se irá passar neste país,  todos os alunos terão um tablet e será ai que aprenderão a ler e a escrever, em letra de forma, é claro..

 

Eu sempre tive uma letra horrível, sofri horrores com a pressão dos meus pais e professores, de tanto escrever, apagar e reescrever, os meus livros e cadernos sempre tiveram um aspecto pavoroso. A R., que diz a mãe que herdou todos os defeitos dos pais e nenhuma das virtudes,  sofre tanto ou mais que o que eu sofri e é constantemente penalizada por professores mais ciosos da letra redonda, bonitinha e legível. Em contrapartida, com 11 anos domina por completo o computador e as tecnologias associadas.

 

Assim de repente, pensar num futuro em que as pessoas não saibam escrever à mão parece complicado, até porque o fim da escrita vai significar o fim de muitas outras coisas:  os postit por exemplo, ou os recados furtivos trocados entre carteiras, ou os escritos na mão para recordar algo, ou os postais de viagem... Na verdade, quase todas essas coisas já foram subsituidas pelo telemóvel, os SMS, os MMS. 

 

Também não me lembro quando foi a última vez que recebi uma carta manuscrita, já ninguém espera com ansiedade pelo carteiro que desde há bastante tempo  só entrega contas e lixo publicitário. 

 

Imagino que a estas alturas da vida, já ninguém se lembra de ter pegado em papel e lápis para escrever uma carta de amor, estas morreram muito antes da escrita, foram substituídas por SMS's com meia dúzia de palavras, ou emails com meia dúzia de frases curtas e directas...  Eu lembro-me de durante um muito curto período da minha vida, quando tinha 15 ou 16 anos, ter uma namorada noutro país e ter namorado por carta.. sentimentos que cresciam e minguavam  ao ritmo das letras no papel branco e entre as idas e vindas do carteiro... na altura não havia email, nem Skipe, nem Messenger....  o amor era outra coisa.

 

O que será das cartas de amor?

 

Jorge Soares

PS: Para quem ainda não leu, aconselho vivamente o meu post, A Carta

 

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publicado às 21:53


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