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Em Borba não há consciência

por Jorge Soares, em 20.11.18

pedreira borba.jpeg

Imagem da TSF

Nas minhas idas e vindas diárias tenho sempre a Antena 1 sintonizada no rádio do carro, nos dois últimos dias ouvi vários depoimentos sobre o passado recente da estrada que liga Borba a Vila Viçosa. Pelos microfones da rádio passaram populares, empresários das pedreiras, ex-autarcas e autarcas.

 

Desde o primeiro momento em que ocorreu o demoronamento ficou claro, para mim e acho que para o resto do país, que havia muita gente a achar que a estrada devia estar encerrada. Alguém disse que tinha estado numa reunião em que se discutiu a segurança e o futuro da mesma, até porque já existe uma variante. Reunião essa inconclusiva porque não teria havido o acordo entre a câmara, dona da estrada, e alguns dos empresários das pedreiras.

 

Acho que não restam dúvidas que havia conhecimento sobre o perigo latente e a noção de que mais tarde ou mais cedo isto poderia acontecer.

 

Hoje nas noticias da manhã entrevistaram o presidente da câmara de Borba que ante a tragédia que todos conhecemos, com a maior das calmas dizia que tem a consciência tranquila... 

 

Vejamos, a estrada é municipal logo da responsabilidade da câmara, ou seja, dele. A câmara, ou seja, ELE, sabia que a havia um perigo latente e  apesar desse conhecimento e até de alguns avisos, nada fez para evitar a derrocada e a  tragédia que agora aconteceu. Sabemos que há pelo menos duas vitimas mortais e suspeita-se que possam ser 5 ou 6...  E o senhor tem a consciência tranquila.... será que ele sabe o que é a consciência?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:36

Somos ases do volante.. ou da falta de civismo?

por Jorge Soares, em 02.09.13

Excesso de velocidade

 

Imagem de aqui

 

Há pouco no telejornal da RTP uma reportagem falava dos 21 mortos  e  mais de mil feridos durante o período de regresso das férias, como todos os anos os acidentes contam-se aos milhares, este ano foram mais de 2700. Há quem culpe a qualidade das estradas e dos carros, isso seria no passado, posso garantir que as nossas estradas e autoestradas, tal como a maioria dos carros que nelas circulam, não ficam nada a dever às de Espanha ou da França.

 

Este ano durante as férias fiz 4440 kms na estrada: Setúbal - Bragança, Bragança - Vitória,  no País Vasco, Vitória - Poitiers, na França , Poitiers- Paris. O regresso foi mais ou menos a mesma coisa.

 

Exceptuando uns 70 Kms entre a fronteira de Quintanilha e Zamora, todo este percurso é feito por auto-estradas e é incrível como basta atravessarmos a fronteira para notarmos uma enorme diferença de comportamento na estrada. No lado Português se formos a cumprir o limite de velocidade somos ultrapassados até pelos camiões, em Espanha e na França, já seja nas autovias ou nas auto-estradas, raramente vemos alguém a exceder o limite de velocidade.

 

Em Espanha ainda vemos alguns (poucos) aceleras, em França em todo o trajecto entre Biarritz e Paris, a única vez que vi alguém em grande excesso de velocidade eram dois carros com matricula portuguesa que iam juntos e pelos vistos a picar-se, nas imediações de Bordéus.

 

Mais de metade dos carros que circulavam pelas auto-estradas francesas tinham matricula estrangeira: belgas, holandeses, ingleses, alemães, polacos, mas absolutamente todo o mundo cumpria os limites, já fossem os 130 das auto-estradas pagas ou os 110 das gratuitas. 

 

A maior parte dos estrangeiros quando chega a Portugal diz que por cá se conduz mal e sem respeito pelas leis, eu também achava que era exagero, mas cada vez que vou para fora fico convencido que não senhor, não é exagero nenhum.

 

O mais curioso é que nem em Espanha nem em França vemos mais fiscalização nas estradas que por cá, em toda a travessia de Espanha, quer para um lado quer para o outro não vi uma única brigada de transito, em França vi uma no último dia, estava parada numa entrada para a auto-estrada.

 

Como explicamos esta falta de respeito pelas regras de trânsito e de civismo na estrada que pelos vistos nos torna tão diferentes dos restantes povos europeus?

 

 

Curioso mesmo é que depois de ter feito milhares de kms sem ver um francês em excesso de velocidade, já em Portugal na A25 e depois na A1, era ver os carros com matricula francesa em altíssimas velocidades... os nossos emigrantes que lá fora se comportam direitinho, mal entram no país voltam às origens e esquecem que há leis para cumprir e que deve haver civismo na estrada.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:31

BMW destruído por Angélico Vieira

  .. uma morreu; outra, uma jovem de 17 anos, está também nos Cuidados Intensivos do Santo António, igualmente com “prognóstico muito reservado”; o terceiro sofreu apenas ferimentos ligeiros. ... curiosamente a noticia é sobre um quarto acidentado,  tem 28 anos e estará com prognóstico reservado..  eufemismo para entre a vida e a morte. Faltou dizer que o terceiro, o que sofreu apenas ferimentos ligeiros era o único que ia com cinto de segurança .... segurança, a palavra mágica que lhe poderá ter salvo a vida.

 

Foi este fim de semana, numa longa recta de uma auto-estrada com 3 faixas, com piso e marcações novas, o carro era um topo de gama de mais de 100000 Euros. Normalmente a culpa é da estrada ou do governo que não as constrói com qualidade, do parque automóvel de baixo valor e envelhecido... das leis que não são adequadas... tudo desculpas que não se aplicam neste caso... então? aqui a culpa será de quem?

 

Todos os anos morrem nas estradas portuguesas mais de 800 pessoas, 800 vidas  que se perdem, mais que em muitas das guerras e revoluções que se fazem por esse mundo fora. Dizem as estatísticas que a grande maioria dos acidentes é causada por jovens, jovens que deixam muitas famílias, muitas mães, muitos pais, muitos filhos em sofrimento...e tudo isto porquê?

 

O Angélico é só mais uma cara da irresponsabilidade com que a grande maioria dos portugueses se comporta na estrada, sentamo-nos ao volante e passamos de cidadãos de brandos costumes a bestas encartadas ... donos do mundo e da estrada..

Se somos multados não é porque não cumprimos as leis, é porque o estado faz leis estúpidas e a autoridade anda na caça à multa... a culpa nunca é nossa. E é algo transversal a toda a sociedade, não importa o grau de instrução, a idade ou o poder económico, sentamo-nos ao volante e viramos combatentes numa guerra sem quartel... uma guerra em que nunca há vitórias, só derrotas...  800 vidas ceifadas de modo estúpido por ano ... porque nos achamos donos do mundo e acima das leis.

 

A Suspeita chama-lhe guerra civil eu prefiro chamar-lhe o genocídio da estupidez tuga .... 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:28


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