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Rosa Amarela

por Jorge Soares, em 28.03.13

Rosa Amarela

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Rosa Amarela com a luz do fim de tarde

 

Cacela Velha, Tavira, Algarve

Fevereiro de 2012

Jorge Soares

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publicado às 17:21

As mulheres e a psicologia dos ramos de flores

por Jorge Soares, em 15.02.12

Rosas no dia dos namorados

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Ouvido à hora do almoço:

 

- Ontem quando fui comprar o ramo de flores para a minha namorada, estava lá um tipo a comprar três ramos!

- Assim é que é, um para a Mãe, um para a filha e outro para a mulher! - Diz a menina da direita

- Nãaa, um para cada uma das amantes! - Diz a menina da esquerda!

 

Após um silêncio mais ou menos constrangedor, o rapaz acrescenta:

 

-Nesse caso as amantes ficam caras, porque eu paguei 10 Euros e ele pagou 55.

 

A psicologia feminina é mesmo estranha... digo eu.

 

Jorge Soares

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publicado às 12:58

Caminhos

por Jorge Soares, em 14.08.11

Caminho

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

À porta da minha rua, passam-se passos passajados. É o tráfego das linhas na encruzilhada do peão. De vez em quando, oiço um desvio. É um criança que cresce no desvario do pião.

 

Ai, menino, quem me dera que fosses a certeza deste íngreme caminho!

 

Lídia Silva

 

Setúbal, Abril de 2010

Jorge Soares

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publicado às 12:23

25 de Abril sempre

por Jorge Soares, em 23.04.11

A formiga no carreiro

 

 

A formiga no carreiro
Vinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas

Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
Zeca Afonso
Setúbal, Abril de 2010
25 de Abril sempre
Jorge Soares

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publicado às 17:19

Sim, talvez tenham razão.

por Jorge Soares, em 22.04.11

A pequena papoila

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

 

Sim, talvez tenham razão.
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more,
Mas essa coisa oculta é a mesma
Que a coisa sem ser oculta.

Na planta, na árvore, na flor
(Em tudo que vive sem fala
E é uma consciência e não o com que se faz uma consciência),
No bosque que não é árvores mas bosque,
Total das árvores sem soma,
Mora uma ninfa, a vida exterior por dentro
Que lhes dá a vida;
Que floresce com o florescer deles
E é verde no seu verdor.

No animal e no homem entra.
Vive por fora por dentro
É um já dentro por fora,
Dizem os filósofos que isto é a alma
Mas não é a alma: é o próprio animal ou homem
Da maneira como existe.

E penso que talvez haja entes
Em que as duas coisas coincidam
E tenham o mesmo tamanho.

E que estes entes serão os deuses,
Que existem porque assim é que completamente se existe,
Que não morrem porque são iguais a si mesmos,
Que podem mentir porque não têm divisão [?]
Entre quem são e quem são,
E talvez não nos amem, nem nos queiram, nem nos apareçam
Porque o que é perfeito não precisa de nada.

 

Alberto Caeiro

 

Pequena papoila que cresceu entre as pedras da calçada portuguesa

Setúbal Abril de 2010

Jorge Soares

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publicado às 21:16

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem .....

por Jorge Soares, em 28.11.10

 

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem

 

Se às vezes digo que as flores sorriem 
E se eu disser que os rios cantam, 
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores 
E cantos no correr dos rios... 
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos 
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. 
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes 
À sua estupidez de sentidos... 
Não concordo comigo mas absolvo-me, 
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza, 
Porque há homens que não percebem a sua linguagem, 
Por ela não ser linguagem nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

Parque de Campismo de Montargil

Junho de 2010

Jorge Soares

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publicado às 23:46

Dizem?

por Jorge Soares, em 17.11.10

Dizem?

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Dizem?

 

Dizem? 
Esquecem. 
Não dizem? 
Disseram. 

Fazem? 
Fatal. 
Não fazem? 
Igual. 

Por quê 
Esperar? 
Tudo é 
Sonhar. 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

 

Desculpem lá, mas hoje não há opiniões... vou ali pensar numas respostas e já volto!

Jorge Soares

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publicado às 23:01

Quando uma rosa morre

por Jorge Soares, em 24.08.10

Quando uma rosa morre

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Quando uma rosa morre
Outra cresce em seu lugar
Para onde o rio corre
Não é sempre o mesmo mar.

O sentido é um desvio
E a verdade um acidente
Não é sempre o mesmo rio
Não é sempre a dor que sente.

Quando uma rosa morre
Outra lua se anuncia
Não é sempre a mesma luz
Nem o mesmo fim do dia.

O sentido é um desvio
E a verdade um acidente
Não é sempre o mesmo rio
Não é sempre a dor que sente.

Quando uma rosa morre...

 

Rádio Macau

 

Outubro de 2009

Jorge Soares

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publicado às 20:09

O que é perfeito não precisa de nada

por Jorge Soares, em 22.08.10

simplicidade azul

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

 

Sim, talvez tenham razão. 
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more, 
Mas essa coisa oculta é a mesma 
Que a coisa sem ser oculta. 

Na planta, na árvore, na flor 
(Em tudo que vive sem fala 
E é uma consciência e não o com que se faz uma consciência), 
No bosque que não é árvores mas bosque, 
Total das árvores sem soma, 
Mora uma ninfa, a vida exterior por dentro 
Que lhes dá a vida; 
Que floresce com o florescer deles 
E é verde no seu verdor. 

No animal e no homem entra. 
Vive por fora por dentro 
É um já dentro por fora, 
Dizem os filósofos que isto é a alma 
Mas não é a alma: é o próprio animal ou homem 
Da maneira como existe. 

E penso que talvez haja entes 
Em que as duas coisas coincidam 
E tenham o mesmo tamanho. 

E que estes entes serão os deuses, 
Que existem porque assim é que completamente se existe, 
Que não morrem porque são iguais a si mesmos, 
Que podem mentir porque não têm divisão [?] 
Entre quem são e quem são, 
E talvez não nos amem, nem nos queiram, nem nos apareçam 
Porque o que é perfeito não precisa de nada.

 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

 

 

Flor silvestre do sopé da Arrábida

Setúbal

Maio de 2010

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publicado às 20:05

Sim, talvez tenham razão

por Jorge Soares, em 19.08.10

Pequena Papoila nas pedras da calçada

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

 

Sim, talvez tenham razão.
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more,
Mas essa coisa oculta é a mesma
Que a coisa sem ser oculta.

Na planta, na árvore, na flor
(Em tudo que vive sem fala
E é uma consciência e não o com que se faz uma consciência),
No bosque que não é árvores mas bosque,
Total das árvores sem soma,
Mora uma ninfa, a vida exterior por dentro
Que lhes dá a vida;
Que floresce com o florescer deles
E é verde no seu verdor.

No animal e no homem entra.
Vive por fora por dentro
É um já dentro por fora,
Dizem os filósofos que isto é a alma
Mas não é a alma: é o próprio animal ou homem
Da maneira como existe.

E penso que talvez haja entes
Em que as duas coisas coincidam
E tenham o mesmo tamanho.

E que estes entes serão os deuses,
Que existem porque assim é que completamente se existe,
Que não morrem porque são iguais a si mesmos,
Que podem mentir porque não têm divisão [?]
Entre quem são e quem são,
E talvez não nos amem, nem nos queiram, nem nos apareçam
Porque o que é perfeito não precisa de nada.

 

Alberto Caeiro

 

Pequena papoila que cresceu entre as pedras da calçada portuguesa

Setúbal Abril de 2010

Jorge Soares

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publicado às 19:57


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