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Passos Coelho e Miguel Relvas

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A Tecnoforma, empresa de que Passos Coelho foi consultor e depois gestor, conseguiu fazer aprovar na Comissão de Coordenação Regional do Centro (CCDRC), em 2004, um projecto financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos daquela região que não existiam e nada previa que viessem a existir 

 

Pouco a pouco vamos percebendo porque é que eles dizem que vivemos acima das nossas possibilidades, eles sabem mesmo do que falam, dar formação a funcionários de aeródromos que poderão existir no futuro é isso mesmo, viver acima das possibilidades de qualquer país.

 

A próxima vez que alguém perguntar para onde foi o dinheiro, já podem responder, foi para as muitas Tecnoformas deste país.

 

Jorge Soares

publicado às 10:50

 

3 anos depois continuam a haver abortos clandestinos em Portugal

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Passaram 3 anos sobre a adopção da nova lei do aborto, aquela que foi aprovada como consequência dos nossos "Sim" no referendo. A efeméride foi noticia na maior parte dos jornais e telejornais, as abordagens foram diversas, na RTP a noticia era: 3 anos depois continua a existir aborto clandestino

 

Durante a hora do almoço tinha lido a mesma noticia no DN, não consigo entender, o que poderá levar uma mulher a um vão de escada, para praticar sem segurança nenhuma um acto que pode ser praticado de forma gratuita e com todas as condições de higiene e segurança num hospital?

 

Segundo esta noticia do Público, durante estes 3 anos foram praticados de forma legal e gratuitamente 54000 abortos, perto de 19000 por ano, um número que assim à primeira vista parece enorme e que mostra que para lá da aprovação da lei, há muito a fazer ao nível da educação e da informação. A percentagem de mulheres que nestes 3 anos praticou mais que um aborto anda pelos 1,5 %, mas o número de mulheres que falta à consulta de planeamento familiar obrigatória após a intervenção anda nos 2/3.

 

Estes números mostram que continua a faltar muito que fazer ao nível da  educação e formação, não basta aprovar uma lei, é necessário muito mais, falta educação sexual nas escolas, faltam campanhas de planeamento familiar, faltam muitas coisas.

 

3 anos é tempo suficiente para que se avalie e se pondere, avaliar se há aspectos da lei que possam ser melhorados, avaliar se o prazo de 10 semanas é o mais adequado, tentar encontrar maneiras de obrigar a que a lei se cumpra e que as mulheres não faltem às consultas de planeamento familiar..e sobretudo, pensar que  19000 é um número muito grande, enorme..e encontrar estratégias para o fazer descer.

 

Se 3 anos depois ainda há abortos ilegais em Portugal, se ainda há mulheres que continuam a arriscar a sua vida em "clínicas" de vão de escada, já seja por vergonha, por medo do estigma, ou porque deixaram passar o prazo das 10 semanas, é porque ainda não fizemos tudo o que havia a fazer.. estamos à espera de quê?

 

Jorge Soares

publicado às 21:22


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