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Pedra a pedra

por Jorge Soares, em 06.08.11

No Castelo de Almourol

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

Pedra a pedra a estrada antiga 
sobe a colina, passa diante 
de musgosos muros e desce 
para nenhum sopé;

 

Do Poema Estrada de Fogo de Fiama Hasse Pais Brandão

 

Castelo de Almourol, Vila Nova da Barquinha,

Setembro de 2010

Jorge Soares

publicado às 12:05

Borboleta Zebra

 

Iphiclides feisthamelii (Duponchel, 1832).
Espécie diurna, comum em Portugal..
Pertence à família Papilionidae Papilioninae Graphiini.
Os seus vernáculos são: "Zebra", "Papilio raiado" ou "Papilio zebrado".

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

 

Por vezes sobram as palavras, a natureza é sempre fantástica.. basta saber olhar-

 

Setúbal, Setembro de 2010

Jorge Soares

 

publicado às 22:35

O Poema que não há

por Jorge Soares, em 25.08.10

Balada do poema que não há, rosa

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Balada do Poema que não há

 

Quero escrever um poema 
Um poema não sei de quê 
Que venha todo vermelho 
Que venha todo de negro 
Às de copas às de espadas 
Quero escrever um poema 
Como de sortes cruzadas 

Quero escrever um poema 
Como quem escreve o momento 
Cheiro de terra molhada 
Abril com chuva por dentro 
E este ramo de alfazema 
Por sobre a tua almofada 
Quero escrever um poema 
Que seja de tudo ou nada 

Um poema não sei de quê 
Que traga a notícia louca 
Da história que ninguém crê 
Ou esta afta na boca 
Esta noite sem sentido 
Coisa pouca coisa pouca 
Tão aquém do pressentido 
Que me dói não sei porquê 

Quero um poema ao contrário 
Deste estado que padeço 
Meu cavalo solitário 
A cavalgar no avesso 
De um verso que não conheço

 

Manuel Alegre

publicado às 20:13

25 de Abril sempre - Grândola vila morena

por Jorge Soares, em 25.04.10

 

Cravos de Abril, 25 de Abril sempre

 

 

 

Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

 

Zeca Afonso

publicado às 15:16

Já tenho idade para deixar de ser inocente II

por Jorge Soares, em 14.04.10

Plágio é crime

 

Retirado de http://www.blogdicas.com.br/fotos/2007/08/o-plagio-de-textos-dos-blogs.jpg

 

Foi há mais de um ano que a Cigana escreveu um post que tinha como titulo Plágio é Crime, um post em que se falava de  plágio na blogosfera e na internet, na altura achei aquilo um exagero e os comentários deram para uma saudável troca de ideias em que escrevi coisas como estas:

 

Na verdade é coisa que não me preocupa .. também não sei quem haveria de me querer plagiar! ou "Eu tenho um blog de fotografias.... de vez em quando olho para os logs e vejo que me chegam pessoas de blogs que eu nem sabia que existiam... vou lá e é alguém que utilizou uma das minhas fotografias e colocou o link .... devo ficar chateado ou orgulhoso?"

 

Quando contei à Cigana o que se estava a passar, ela não perdeu tempo a atirar-me com o post e os meus comentários da altura, hoje a Rita Tomás  nos comentários ao ultimo post fez o mesmo e quanto a mim muito bem... porque eu mereço.

 

Há quem diga que eu tenho mau feitio, que por vezes tenho, mas se há algo que sei reconhecer é que não sou dono da verdade e que a vida me pode ensinar que há mais formas de olhar para ela para além da minha... e desta vez, eu reconheço... se calhar não sou assim tão mau fotógrafo... e por vezes, o facto de alguém nos plagiar ou abusar da nossa boa vontade, pode ser motivo de raiva.... mesmo que como o António e a Sofia repetiram, esta não tenha sido bem uma situação de plágio.... foi mesmo inocência minha... ou como dizia a Flor... é a consequência de sermos bonzinhos.

 

Eu já disse isto nos comentários, mas vou repetir aqui para quem não leu, acreditem ou não, eu passei dois dias a remoer esta situação... e até dormi mal. No topo do blog há uma frase lapidar  "Viver é uma das coisas mais difíceis do mundo, a maioria das pessoas limita-se a existir!", limitar-me a existir teria sido deixar que utilizassem a fotografia depois daquele mail deles que considerei arrogante, seria passar o próximo ano a ver a minha fotografia em tudo quanto era sitio e em lugar de orgulho, sentir raiva pela arrogância deles... um ano é muito tempo..e eu gosto de sentir orgulho das coisas que faço... se dão raiva, é porque estão erradas... só me restava viver..e viver teria que ser dizer o que me ia na alma.. e foi isso que fiz.

 

Não vou discutir aqui quem tem razão ou não, quem leu o post de ontem percebeu que deixei a porta aberta a autorizar a utilização da fotografia, bastava que falassem comigo e discutissem as condições.. e cedia-a de forma gratuita... sim, eu sei, sou lírico e não aprendo nada... mas sou eu.

 

Consequência imediata de tudo isto... como dizia a minha meia laranja esta tarde, estou a fazer que paguem justos por pecadores, mas não só alterei o disclaimer do Blog, como coloquei código que vai dificultar a copia das fotografias.. não quero voltar a passar por isto... continuarei a ceder as fotografias a quem mas pedir ... mas definitivamente, a verdade é que vivemos num mundo em que quem dá a mão fica sem o braço...e está na altura de eu deixar de ser bonzinho.

 

Não quero deixar de referir  o Post do Shark sobre este assunto e estas suas palavras que subscrevo na totalidade:

 

E é mais um exemplo de como nós, autores que blogam, temos mesmo que nos pôr a pau com as utilizações (aproveitamentos?) possíveis do trabalho que publicamos de borla e, na maioria, sem a redoma do estatuto de figura pública, acautelando o necessário enquadramento de tudo quanto publicamos numa legislação que evite os abusos ou, como parece ser o caso, a simples falta de cortesia.

 

A blogosfera é feita de muitas coisas, e há pessoas que todos os dias criam coisas válidas... coisas que merecem o respeito de todos.

 

E sim, eu mereço mesmo que me atirem as minhas palavras naquele post da cigana pela cabeça abaixo.

 

Jorge Soares

 

PS:Para quem gosta de papoilas... vejam só estas belezas

publicado às 21:37

A minha Papoila e a candidatura do Fernando Nobre

 

O que tem de comum um livro brasileiro sobre espiritualidade e a candidatura do Fernando Nobre à presidência da República? ambas utilizam uma fotografia minha que foi escolhida do meu blog Momentos e Olhares,  o que tem de diferente? de certeza que muitíssimas coisas, mas além de todas as outras tem de diferente que o autor do livro, antes de o publicar teve a delicadeza de me enviar um mail em que me perguntava se poderia utilizar a fotografia.... a comissão executiva da candidatura do senhor Fernando Nobre, pegou na fotografia, colocou-a online na página do facebook e depois enviou-me um mail a informar.

 

É verdade que eu tinha no blog um disclaimer onde autorizava a utilização das fotografias sempre que fosse referenciado o autor e o blog... mas vamos lá ver. Eu acho que existe alguma diferença entre utilizar uma fotografia para ilustrar um post num blog ou num trabalho escolar, e acreditem, já houve estudantes que me contactaram a pedir autorização, e utilizar a fotografia como símbolo de uma campanha para a presidência da república com tudo o que isso significa.

 

Para mais quando existe uma enorme diferença entre ceder a imagem e ceder os direitos de autor, será que o disclaimer que estava no blog lhes permite por exemplo fazer e vender merchandasing da campanha com a imagem?

 

Ainda para mais, quando eu enviei um mail a indicar que achava que me deveriam ter contactado antes e a perguntar onde estão as referências ao autor, eles respondem assim:

 

"A referência ao seu blog está feita desde o momento em que foi editada a NOTA  onde se define os símbolos da candidatura. Veja por favor na pagina da candidatura no separador NOTAS.
Não o contactámos previamente dado informar no seu blog que as fotos eram livres de serem utilizadas agradecendo-se no entanto referência à origem da foto. Não havia qualquer pedido de contacto prévio.Se houvesse, teria sido escrupulosamente  respeitado. Cumprimos na íntegra o seu legítimo pedido.

cumprimentos

C.Executiva da Candidatura de Fernando Nobre"


Sou eu que estou de pé atrás, ou há aqui alguma falta de humildade e até arrogância?

 

Li algures que a campanha deste senhor é a primeira verdadeiramente democrática desde o 25 de Abril.. pois, para amostra, muito democráticos com esta atitude.

 

Pois meus senhores, lamento muito, mas a fotografia é minha e nas condições actuais e a menos que decidam falar comigo sobre a forma como poderei ceder os direitos, não podem utilizar a minha fotografia na campanha.

 

Deixo também o aviso a todos os apoiantes do senhor e mesmo aos meios de comunicação social, não autorizo a utilização da imagem a ninguém, e tomarei todas as medidas necessárias para fazer valer os meus direitos.

 

E não é de dinheiro que estou a falar, eu não quero vender os direitos da fotografia, também não se trata de politica, não sou nem nunca fui filiado em partido algum, nunca apoiei nenhum candidato a cargo algum,  nem está em causa a pessoa do Sr Fernando Nobre. Bastava terem tido a humildade de reconhecer o erro e admitirem que sim, que me deveriam ter contactado antes, e eu teria esquecido o assunto, para mim a fotografia é um Hobbi, não vivo nem pretendo viver disso, trata-se de dignidade e respeito pelo trabalhos dos outros.

 

Update: Conforme foi publicado na página do Facebook da campanha, retiraram a fotografia e não a vão utilizar,  este é portanto um assunto encerrado

 

Jorge Soares

publicado às 21:27

Fala baixinho, é segredo!

por Jorge Soares, em 14.12.09

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

 

Sou um menino,

Cheguei a um Mundo, perdido,

Perdido de espaços ao meu sonho.

 

Descobri rostos, que me queriam, sem saber o meu rosto

Quando eu estava perdido, despido do calor da infância.

Encontrei braços de ternura,

Que me enlaçaram de Amor.

Que me conduziram às estrelas.

 

Eles, que me encontraram,

Que me sonharam, sonhando o meu sonho,

Que me procuraram, para nos realizar.

 

Eles, que me amaram sem eu saber

Quando eu era um menino, num Mundo perdido.

Eles, que me resgataram à vida,

Correndo um Mundo por mim.

 

Eles, meu Pai- Sol

Minha Mãe- Lua

Que do céu me guardaram,

Antes mesmo dos seus braços me envolverem.

 

Correram o Mundo por um filho

E eu ganhei o Mundo pelas suas mãos…

 

Quando eu era apenas…

Um MENINO DO MUNDO!

 

Francisca Chixaro

 

Uma criança é uma criança em qualquer parte do Mundo!

 

 

 

 

publicado às 22:39

Conto:Farrusco

por Jorge Soares, em 26.09.09

 Melro

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Dentro da poça do Lenteiro, há rãs. Naquela água coberta de agriões e de juncos moram centenas delas. Mas à volta, na sebe de marmeleiros, silva-macha e alecrim, vive Farrusco, o melro. Sabe-se isso desde que, em certo entardecer de Agosto, a Clara perguntou ao cuco que se pousara num pinheiro em frente: 

- Cuco do Minho, cuco da Beira: quantos anos me dás de solteira? 

A rapariga era toda ela de se comer. E o cuco, maroto, olhou de lá, viu, e respondeu: 

- Cucu... Cucu... Cucu... 

Três anos! A moça ficou varada. O Rodrigo acabava a tropa de aí a dias, e prometera levá-la à igreja logo a seguir. Que significava, pois, semelhante demora? Aflita, chegou-se à Isaura, a alcoviteira, mouca como um soco, que a seu lado sachava milho, e gritou-lhe aos ouvidos, desesperada: 

- Ora vê?! Que lhe dizia eu? A Isaura nem queria acreditar. 

- Ouvirias mal!... 

- Olhe lá que não ouvisse! Contei-os bem. 

E foi então que Farrusco soltou a sua primeira gargalhada. Coisa bonita! Uma cascata de semicolcheias escaroladas, como se alguém rasgasse um pano cru, rijo e comprido, no silêncio da tarde serena, que o desânimo de Clara enchera subitamente de melancolia. Nada mais do que isso. Mas o bastante para mudar o sinal do desencanto. A força virgem daquele riso chamou a vida à consciência dos seus direitos. De parada, a natureza animou-se. Uma aragem muito branda e muito fresca atravessou o espaço. Tudo quanto era mundo vegetal ondulou levemente. A própria terra, sonolenta do calor do dia, acordou. £ de aí a segundos começou a maior sinfonia que se ouviu no Lenteiro. 

Chamadas por aquela volatina, as rãs subiram à tona de água e puseram-se a dar força sonora às tímidas vozes ocultas e anónimas que se erguiam do limbo. Às rãs, juntaram-se logo, pressurosos, os ralos, as cegarregas, os grilos, e quanta arraia miúda tinha fala. A esta, a passarada. Até que não ficou bicho sensível e solidário alheio ao Tantum Ergo pagão. Um coro imenso, cósmico e fraterno, que enchia o mundo de confiança. 

Clara, arrastada pela onda de harmonia, apelou da sentença: 

- Cuco do Minho, cuco da Beira: quantos anos me dás de solteira? 

O que foste fazer! O malandro do pitoniso, se há pouco fora cruel, desta vez requintou. 

- Cucu... Cucu... Cucu... Cucu... 

Parecia uma ladainha! A lengalenga não parava mais. Ou de propósito, ou porque o mundo, naquele instante, era um orfeão aberto, o ladrão dava mais anos de solteira à rapariga do que estrelas tem o céu. 

Desapontada, a cachopa regressou às ervas daninhas do lameiro. E, num amuo justificado, deixou correr as horas. A seu lado, comprometida, a Isaura, que tinha garantido o noivado a curto prazo, falava, falava, sem conseguir adoçar-lhe no espírito o fel da desilusão. E quando a noite se aproximou disposta a selar com negrura aquela tristeza humana, foi preciso que Farrusco, novamente solidário com os direitos da moça, saltasse da espessura da sebe para o cimo de um estacão, e fizesse ressoar pelo céu parado e quente uma segunda gargalhada. Discordância de tal maneira fresca, sadia, prometedora, que a rapariga ganhou ânimo. Pôs os olhos em si, na força criadora das margaridas abonadas, no ar de coisa sã que toda ela ressumava, e sorriu. Depois, confiante, juntou a sua alegria à alegria do melro. Soltou então também uma risada cristalina, que partiu da verdura do milhão, passou pelas penas luzidias de Farrusco, e foi bater como um castigo no ouvido desafinado do cuco. Um segundo a natureza esteve suspensa daquela gargalhada. A vida homenageava a vida. Depois continuou tudo a cantar. 

- O estafermo do cuco, tia Isaura! Até um melro se riu!... 

- Riem-se de tudo, esses diabos... 

Mas o lusco-fusco começava a empoeirar o céu, e Farrusco ia fechando docemente os olhos, deitado na cama dura. A vida que lhe ensinara a mãe, simples, honesta, espartana, não lhe consentia luxos de noitadas. Pela manhã, ainda o sol vinha lá para Galegos, já ele tinha de estar de perna à vela, pronto para comer a bicharada da veiga, e rir de novo, se alguma tola de Vilar de Celas se fiasse outra vez no aldrabão do cuco. 

 

Miguel Torga, Os Bichos

 
Retirado de Contos de Aula

publicado às 21:35

Andanças, o outro lado da pirâmide do Louvre

por Jorge Soares, em 05.11.07

O outro lado da pirâmide do Louvre

 

 

Charles AznavourShe" class="ljvideo"> 

 

 

 

 

 

publicado às 00:03


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