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Magalhães avariados... a garantia é uma treta!

 

Como seria de esperar a telenovela das garantias dos Magalhães dos meus filhos tinha que ter mesmo novos capítulos.

 

 

Para quem não leu os capítulos anteriores, ambos os computadores estavam avariados, sendo que o do N., para além de um problema de disco, tinha uns pinos da bateria partidos, e os senhores da ATI Informática diziam que tinha que levar uma Board nova, reparação que não estava coberta pela garantia e que me custaria 80 Euros.

 

Depois de uma troca de emails, enviamos uma carta registada onde reclamávamos a resposta que nos foi dada e onde exigíamos a reparação dentro da garantia. O computador foi devolvido só com o disco reparado e nunca tivemos resposta à carta enviada. Entretanto recorremos à DECO, que supunha eu, é a Associação de defesa do Consumidor.

 

Esta semana recebemos a resposta deles, entre muitas outras coisas que não interessam para nada, diz o seguinte:

 

     "Nestes termos, e uma vez que existe contradição de factos insanável (????) em processo de mediação e dado que não dispomos de peritagens ou avaliações técnicas que permitam aferir a matéria em causa, vemo-nos forçados a preceder ao arquivamento do presente processo."

 

Eles enviam uma copia da resposta dos senhores da ATI Informática, onde diz exactamente o mesmo que já me tinha sido dito a mim, e que eu tinha enviado para eles. Ou seja, nem sei a que raio eles chamam um processo, é evidente que há contradição de factos, se não houvesse eu não tinha recorrido a eles.... certo?

 

É para isto que serve uma associação de defesa do consumidor? para chegar com o processo ao exacto ponto onde eu o tinha deixado e depois arquivar? Nem uma pergunta, nem um contraditório, um pedido de esclarecimento?, nada?....  se eles não tem técnicos quem faz aqueles artigos fantásticos com os comparativos das revistas?... ou só servem mesmo para isso, para fazer vender revistas e captar associados?

 

Entretanto o computador da R. foi reparar e evidentemente o teclado não está na garantia, e lá se foram mais 30 Euros..... mas afinal que porra está na garantia destes computadores?

 

É claro que posso sempre contratar um advogado e ir para tribunal... mas quantos 80 Euros me vai custar isso?.. é por estas e por outras que estes senhores fazem o que lhes apetece. Entretanto recebi um mail de alguém que está exactamente com o mesmo problema na bateria que nós, e que recebeu a mesma resposta... e o mesmo orçamento... já lhe disse que não vale a pena falar com a DECO.. o melhor mesmo é ligar o computador directamente à corrente..sempre poupa o dinheiro dos selos a enviar cartas de reclamação.

 

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:49

O Magalhães: depois de um ano, qual o balanço?

por Jorge Soares, em 06.07.09

O Magalhães: depois de um ano, qual o balanço?

 

A telenovela com as garantias dos Magalhães cá de casa vai dar pano para mangas, ainda não é altura para voltar ao assunto, mas o que se está a passar deixou-me a pensar.  Nem de propósito, hoje no Expresso Online havia um artigo bem interessante sobre o assunto, parece que à medida que se vai desembrulhando vai aumentando a trapalhada, é só mais uma deste governo.

 

Mas vamos ao que ia, desde o incio que eu achei que tudo isto era um enorme erro, há nas escolas deste país muitíssimas necessidades que bem poderiam ser resolvidas com uma parte do dinheiro gasto neste programa, já em Outubro no meu Post  "A fotocopiadora para a escola ou o Magalhães"  expressei essa ideia,agora não só a mantenho, como a reforço, e fala a voz da experiência, cá em casa há dois, ambos na mesma escola mas com resultados bastante diferentes ao nível da utilização e aproveitamento das tecnologias.

 

Vejamos, o Magalhães do N, chegou no inicio de Fevereiro, mas que eu me lembre, só no fim do ultimo período, bem nos últimos dias de aulas, ele foi levado para a sala. E  isso foi depois de na reunião de avaliação do segundo período, os pais terem questionado a professora sobre os motivos para a sua não utilização, ela defendeu-se com o facto de não ter sido distribuído um para os professores, ela nunca tinha visto um e não fazia a menor ideia sobre o que lá vinha, não estava portanto preparada, nem ela nem a sala de aula. De facto, a escola dos meus filhos não tem tomadas eléctricas nas salas para mais que dois ou três computadores, não há rede wireless, nem as mínimas condições para a utilização em simultâneo de mais de duas dezenas de computadores.

 

É claro que achei que era uma questão de atitude, mas também é verdade que com computadores com bateria para pouco mais de uma hora, com uma professora sem motivação e sem condições minimas na sala de aula, não valia mesmo a pena. Conclusão, o Magalhães do N, enquanto funcionou, serviu para ele jogar o jogo do Pinguim e quando apertávamos com ele, algum dos jogos didácticos, do meu ponto de vista foi um completo desperdício de dinheiro, para mais quando cá em casa ele tinha acesso a um computador.

 

O Caso da R. é bem diferente, o computador chegou no inicio de Abril, mas uma professora bem mais proactiva, apesar das dificuldades da sala de aulas conseguiu tirar imenso proveito dele, e neste momento a miúda consegue fazer algumas coisas, principalmente multimédia, com mais facilidade que eu. Neste caso o problema é outro,  ela farta-se de lhe dar utilização, tanta que temos que passar a vida  a ver o que apagamos, porque os 30 Gigas do disco são claramente insuficientes para o Windows, o Linux, todo o software e as dezenas de vídeos e power points que ela produz. É claro que com tanta utilização,as teclas saltaram  em pouco tempo, e agora, já percebi que vou ter outra guerra com os senhores da empresa de reparações, porque um teclado custa 39 Euros e ainda não sei se a garantia o cobre, mas tenho fortes suspeitas que será mais um caso para a DECO resolver..

 

Esta questão dos preços das reparações leva-me a outro problema, eu já tenho uma disputa com a atinformática que não sei como nem quando se vai resolver, já estive a ver, um monitor custa quase 90 Euros, e pelo que li, há muitos avariados, um teclado custa 39, e segundo a professora da R., há muitas teclas a saltar entre os computadores dos colegas dos meus filhos, uma motherboard custa 81 Euros, qual será a percentagem de pais que estão dispostos a pagar estas reparações? e mais quando a empresa que as faz tenta empurrar a culpa para os utilizadores e foge da garantia a sete pés.

 

Talvez eu esteja enganado, mas dada a fraca qualidade do material utilizado, eu diria que lá para o fim das férias uma larga maioria dos Magalhães estará impróprio para consumo, sendo que a maioria dos pais não estará disposto a pagar estes valores e mais quando as condições das escolas e a fraca vontade de alguns professores, faz com que não se veja utilização prática dos mesmos para mais que o já famoso jogo do pinguim.

 

Resumindo, continuo a achar que os largos milhões de Euros utilizados neste programa poderiam ter servido para melhorar em muito as condições das nossas escolas, o programa deveria ter sido restrito  às crianças cujos pais não tinham condições para terem computador em casa, o estado escusava de armar toda a trapalhada que armou com ajustes directos e fundações privadas com dinheiros publicos, poderia ter sido utilizado muito menos dinheiro em computadores com um nível mínimo de qualidade em lugar de financiar brinquedos caros para os filhos da classe média que até já tinham computador em casa.

 

Jorge Soares

publicado às 22:26

Magalhães, então e a garantia?

por Jorge Soares, em 01.07.09

Magalães avariado... tenho dois

 

 

Lembram-se de aquela noticia em que o Hugo Chavez atirava um Magalhães para o chão e dizia que era à prova de crianças, que nem assim ele avariava?, bom, ou as minhas crianças são piores que o Chavez, ou aquele Magalhães era de um lote diferente dos dois que vieram cá para casa.... que estão os dois avariados.

 

Primeiro foi o da R. as teclas começaram a ficar soltas, até que uma saltou mesmo, depois foi o do N. de um momento para o outro a bateria simplesmente deixou de funcionar e passado pouco tempo, o computador deixou mesmo de funcionar.

 

Convém dizer que ambas as crianças utilizavam há bastante tempo o computador cá de casa, que já tem uns 4 ou 5 anos e continua vivo, inteiro e a funcionar, não estamos a falar de crianças que dão um trato desumano à coisa, .. o que acontece é que a qualidade dos pequenos portáteis, feitos ou não a pensar na utilização por crianças pequenas, deixa muito a desejar.

 

Convém também explicar que ambos os computadores tem menos de 4 meses de utilização, e que estão bem dentro do período de garantia.

 

No computador vem um numero de assistência para onde podemos ligar em caso de emergência, bom, eu juro que tentei, várias vezes, mas invariavelmente chegamos a uma voz de menina que nos diz: "O tempo de espera é superior a 10 minutos tente mais tarde", e isto acontece ao meio dia, às seis da tarde ou às 10 da noite, aconteceu as 3 ou 4 vezes que tentamos.

 

Feito isto, indagamos na escola e lá nos disseram o que fazer. Primeira contrariedade, para enviar o brinquedo para reparação, tem que ir na caixa... mas quem raio é que guarda uma caixa de computador durante 2 anos? Por mero acaso, uma das caixas tinha ficado esquecida na arrecadação, pelo que lá enviamos o computador do N, que era o que não funcionava mesmo.... mas foi mero acaso, e não sei o que faria se não tivesse encontrado a caixa... mas em frente.

 

Passados uns 10 dias, recebemos um SMS com um aviso para irmos ao Site da empresa atinformática para vermos a proposta de reparação.... Proposta de reparação????!!! mas o computador não estava na garantia?... mau!

 

Lá fomos ao site, e para nosso espanto, diz o seguinte:

 

Substituição da HD -- Garantia

Pino de bateria Partido  - Avaria fora da garantia

Proposta de substituição de motherboard, 81 Euros.

 

Que eu saiba aquela bateria só saiu do sitio uma vez...se tem um pino partido, é porque vinha com defeito.. e para que raio querem substituir a morherboard se o pino partido é da bateria?

 

E acham eles que eu vou pagar 80 Euros por reparar um computador que custou 50... é claro que já entreguei o caso à DECO... e vamos ver quem paga o quê...

 

O pior é que eu preciso de resolver isto, porque preciso da caixa para enviar o outro a reparar.

 

Bom, mas sobre computadores feitos a pensar em crianças, estamos conversados....e já sabem, se ainda não deitaram a caixa fora... guardem-na bem!

 

Jorge Soares

 

 

publicado às 21:24


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