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touradartp.png

 

Imagem do Facebook 

 

Por acaso passou ao lado daqui do blog, mas não me passou ao lado a mim, há duas ou três semanas um vídeo em que em Mourão  em nome de uma qualquer tradição se podia ver como alguém tentava pegar fogo a um gato deixou as redes sociais em polvorosa, virou noticia nos meios de comunicação e levou inclusivamente a que a GNR tomasse conta do assunto.

 

A semana passada, via RTP 2, milhares de pessoas puderam ver em vivo, em directo e a cores, não um mas vários touros a serem perseguidos, picados com ferros e vitimas de outros maus tratos de uma crueldade evidente, curiosamente para além dos (poucos) mesmos de sempre, não vi mais ninguém escandalizado com tamanha crueldade com os pobres animais.

 

Há alguma diferença entre a crueldade com gatos e a crueldade com touros? A tradição de prender fogo a um gato é menos importante do que a tradição de espetar ferros e até matar os touros? (pelo menos em Barrancos mata-se o touro).

 

Porque é que a GNR toma conta da ocorrência e promete levar à justiça quem maltrata um gato e não faz o mesmo para com quem completamente identificado e via televisão, maltrata não um mas vários touros?

 

E por fim, onde andam os milhares que se indignaram, fizeram e/ou assinaram petições online e levantaram tanta poeira nas redes sociais com o que alguém fez ao pobre gato? Os touros não lhes merecem a mesma indignação? Ou tudo não passa de indignação e hipocrisia momentânea?

 

Jorge Soares

publicado às 23:11

O Gato

por Jorge Soares, em 29.08.09

  O gato

Imagem Minha retirada de Momentos e olhares

 

 

Com um lindo salto 

Lento e seguro 

O gato passa 

Do chão ao muro 

Logo mudando 

De opinião 

Passa de novo 

Do muro ao chão 


E pisa e passa 

Cuidadoso, de mansinho

Pega e corre, silencioso

Atrás de um pobre passarinho 

E logo pára 

Como assombrado 

Depois dispara 

Pula de lado 


Se num novelo

Fica enroscado

Ouriça o pêlo

Mal humorado

Um preguiçoso

É o que ele é

E gosta muito

De cafuné


E quando à noite

Vem a fadiga

Toma seu banho

Passando a língua pela barriga. 

 

Vinicius de morais

 

Um gato na Baixa de Setúbal

 

Jorge Soares

 

Mar 28, 2009, Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 200,Exposição: 1/1600 seg.,Abertura: 5.6,Extensão focal: 200mm, Flash: Não

 

 

publicado às 16:13

O gato

por Jorge Soares, em 03.03.09

O gato

 

Hoje a meio da tarde, já nem sei a propósito de quê, lembrei-me do gato....e deste texto que escrevi já lá vão uns tempos...

 

Tinham passado uns meses desde que tínhamos mudado daquela casa quando passei na rua em frente ao edifício, de repente ele saltou do jardim, estava mais gordo... chamei, bichinho, bichinho, parou e olhou para mim, hesitou um momento e voltou a andar, voltei a chamar, bichinho! Olhou para trás e parou, acerquei-me, ia fazer-lhe um carinho na espalda.... afastou-se... saltou o muro e não o voltei a ver. Não sei se os gatos tem memória curta ou se estava chateado comigo, certo é que não quis confianças.

 
Nós morávamos no rés do chão,   o edifício tinha um enorme pátio a toda a volta, um dia ele apareceu por ali e foi ficando, comia restos, durante o dia dormia em qualquer lado dentro ou fora da casa, durante a noite dormia no velho maple que tínhamos no alpendre. Como todos os gatos tinha uma especial afeição por mim, até ao ponto que podia estar a dormir em qualquer parte da casa, bastava  eu colocar a chave na porta de entrada do edifício que ele acordava e corria para a porta da casa a esperar a minha entrada, como me reconhecia, ou porque o fazia? era um mistério para todo o mundo, mas ele era assim.
 
Lembro-me do dia em que apareceu com uma enorme ferida aberta na barriga, da forma como o tratamos, esteve dias deitado no maple, sem comer, pouco a pouco foi melhorando, voltou a comer e a ser o mesmo. Se eu estava em casa ele estava aos meus pés, ou sentado no meu colo, era o meu gato.
 
Chegou o dia em que mudamos de casa, íamos viver para um apartamento num edifício em que havia um cão no pátio, com muita pena minha, mas não era o sitio certo para um gato, e menos para um gato como aquele, habituado a ir e vir, a andar livre no pátio do nosso edifício e nos das casas vizinhas.
 
Eu gosto de gatos, e pelos vistos os gatos gostam de mim, a qualquer sitio que eu chegue se houver um gato, é certo e sabido que mal dê por mim o bicho andará a roçar as minhas pernas, mesmo os mais ariscos que não dão confiança a visitas.
 
Não sei o porquê de tudo isto, mas imagino que deve ser genético, lembro-me de a minha avó me contar que era o meu pai adolescente e havia lá em casa uma gata que não o largava, todos os dias se colocava a umas centenas de metros da casa a esperar o seu regresso a casa do emprego. Dormia no fundo da cama e a primeira ninhada de crias nasceu nessa cama.
 
Estava eu no liceu, devia estar no 9 ou 10 ano, um dia apareceu um gatinho, era minúsculo, uma das minha colegas tinha-o nas mãos, de repente gritou:
 
-Tem os olhos dele!
-....... desculpa?
-Sim, tem os olhos iguais aos teus, tu tens olhos de gato!
 
O gato tinha os olhos verdes.... como os meus, e durante uns tempos, eu era o Português dos olhos de gato!
 
Jorge
 
PS:Imagem minha.... para quem como eu gosta de gatos,  aqui há uma colecção deles.. é só carregar no link:http://picasaweb.google.com/jfreitas.soares/Gatos#
 

publicado às 22:19


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