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A R. e a estranha lógica dos adolescentes

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

 

Foi no post Quem sai aos seus.... tem muitas chatices! que falei da má sina da R., como dizia naquele dia, a miúda entre muitas outras coisas (quase tudo), herdou da mãe a estranha capacidade de perder as coisas, e para enorme azar dela, herdou do pai o facto que ao contrario das coisas da mãe, as dela quase nunca aparecem.

 

Bom, parece que com a idade algumas coisas vão mudando, infelizmente para a R. e para a paciência dos pais, o cuidado com as coisas dela não é das que muda para melhor, bem pelo contrário... O que parece que está a mudar, pelo menos no que diz respeito ás peças de roupa, é a sorte, apesar de que ela perde pelo menos uma vez por semana o casaco, este aparece quase sempre.

 

Esta semana tem sido complicada, na segunda feira faltava a tampa da máquina de calcular, a mãe que já não tem paciência para tantas coisas desaparecidas armou-lhe uma daquelas broncas, a miúda pede desculpa, chora, promete que vai ter atenção... palavras vãs... todos sabemos que é um caso perdido mesmo.

 

Na Terça fui eu que os fui buscar às escolas, estava frio e a chover e ela chegou-me ao carro de manga curta, ela é friorenta, achei aquilo estranho:

 

-R. Onde está o casaco?

-Dentro da mochila

-Na Mochila?, mas tu não tens frio?

-Eu tive educação física na ultima aula.

 

Continuei a achar estranho, mas lá fomos para casa.

 

Ao chegar a casa a mãe olha para ela e pergunta logo:

 

-Onde está o casaco?

-Está na mochila?

-Na mochila?, como é que aquele casaco está na mochila?, ele não cabe lá!

-Está sim

-Mostra lá

 

É claro que não estava, nem ela fazia a menor ideia onde poderia estar...e lá estava a mãe em desespero que o casaco tinha custado dinheiro, que ela era uma irresponsável, que não podia ser... quando me apercebi fui eu que perdi a paciência, eu tinha-lhe perguntado pelo casaco à porta da escola e ela tinha-me escondido a verdade.

 

-Se o Casaco não aparecer, sou eu que vou contigo aos chineses comprar o casaco mais barato que lá estiver.

-Ok papá.

-Mas é que é mesmo o mais barato, e não quero saber se o achas feio ou não.

-Está bem.

 

Aí a mãe volta a intervir:

 

- Se o casaco não aparecer passas a ir para a escola de fato de treino nos dias em que tens educação física!

- Não mamã, isso não, não me faças isso! - diz ela já lavada em lágrimas.

 

A lógica adolescente é mesmo estranha, ir para a escola com um casaco feio dos chineses não era problema, mas ir um ou dois dias por semana de fato de treino é um drama de levar ás lágrimas ... é claro que também há a hipótese de ela a mim não me levar a sério e à mãe levar.

 

Jorge Soares

PS: O casaco, que deve ter todos os recordes de passagem pelos perdidos e achados da escola, apareceu.

 

 

publicado às 22:13

Socorrooooooo!

por Jorge Soares, em 17.05.09

Com o Magalhães a servir de máquina fotográfica

 

Vai fazer um ano que num post em que falava de genes e de mulheres escrevi o seguinte:

 

Por vezes pergunto-me como é que a natureza faz para entre os genes do pai e da mãe, escolher os conjuntos certos para um determinado filho. Como é que faz para entre todas as características contidas no genoma humano, escolher precisamente aqueles genes  e não outros.

 

Cá em casa tenho duas mulheres, que não podiam ser mais parecidas uma com a outra, nas virtudes.....e sobretudo nos defeitos.... como é que é possível que a filha tenha herdado todos os defeitos da mãe...... e ainda por cima, tenha misturado com os defeitos do pai?

 

Ter filhos é muito complicado, muito mesmo, longe de melhorar, a guerra entre a rainha e a princesa cá de casa, piora dia a dia, e claro que à medida que a guerra vai aumentando de tom, o meu papel de árbitro vai sendo mais e mais solicitado... o pior é que eu não tenho jeito nenhum para a diplomacia e convenhamos, que não é lá muito bom para a minha saúde meter-me no meio de duas guerreiras de garras afiadas.

 

Por norma tenho a mãe a queixar-se de que eu não faço nada e de que não a apoio, a verdade é que a mim a miúda raramente me responde assim, e também é verdade que eu sou muito mais duro com o N. que com a ela, o que não abona nada em meu favor... mas também é verdade que ela não faz 10% das asneiras.... tem é a língua mais afiada, especialmente com a mãe.

 

Há alturas em que me sinto perdido, sem saber se dar um berro e mandar ambas terem juízo, ou fugir porta fora antes que sobre para mim, depois dou por mim a pensar onde ficou aquela menina doce e amorosa, aquela miúda de que todo o mundo gostava e que a maioria das pessoas diziam que era uma criança que parecia estar sempre de bem com o mundo? 

 

Porque é que os nossos filhos crescem?.. e porque é que com eles crescem de forma acentuada os nossos defeitos e não as nossas virtudes?, ou será que como nos vemos ao espelho somos muito mais exigentes com eles porque queremos que eles sejam melhores que nós?

 

Vida complicada a de pai!

 

Jorge

 

 

publicado às 22:09

Adopção:Então e os genes?

por Jorge Soares, em 23.01.09

 

Não sei se alguém se lembra do post em que falava dos genes e das duas mulheres cá de casa?... certo certo é que desde então o clima de guerra está instalado, e os dois homens já estamos a pensar pedir asilo algures... mas disso já falarei outro dia

 

Por estes dias recebi um mail em que alguém dizia o seguinte:

 

Acho que a maior dificuldade é não sermos um casal infértil e ninguém perceber porque é que podendo ter filhos biológicos alguém se propõe adoptar uma ou mais crianças. è recorrente a questão mas não queres ver os teus traços na criança, mas e os genes perdem-se e blá blá blá...

 

Não é uma conversa que não tenha escutado antes, eu e todas as pessoas que optaram por adoptar mesmo podendo ter os seus filhos biológicos. Não consigo perceber porque é que as pessoas acham que os genes do meu filho adoptado não são melhores que os meus, ou porque é que eu haveria de preferir os meus genes a outros qualquer... mas deve haver alguma razão lógica..... aliás, atendendo ao post que referi no inicio... bem que tínhamos dispensado alguns dos genes da R... que o N.  é bem menos reivindicativo.

 

Mas voltando ao mail, vou de novo socorrer-me da resposta da Sandra:

 

tal como vocês também nós não somos inférteis (que saibamos, porque nunca tentámos engravidar nem queremos!). A recepção por parte da nossa família e amigos até foi bastante boa, mas a verdade é que já estavam preparados para tal. A mim desde sempre me ouviram dizer que não queria ter filhos (por uma multitude de razões que vão muito além das questões da adopção, da protecção à infância e que se prendem com formas específicas de '"ver" o mundo). Todas essas razões, levaram a que a adopção de uma criança (quando a vontade de sermos pais surgiu) fosse a escolha mais óbvia e lógica.

Apesar da desilusão da mãe do meu companheiro e também da minha, a aceitação foi muito boa e a minha filha hoje (e desde o início) está perfeitamente integrada na família. 

Mas é claro que também tivemos de responder a algumas questões como as que indicaste. Essa dos genes então tira-me do sério. Normalmente, a minha resposta é "quem lhes disse a eles que os seus (e meus) genes eram melhores do que os de outra pessoa qualquer no mundo?!". Tentei sempre explicar também porque é que os genes, a biologia, o sangue e a carne não significam nada para mim. O que me importa são os afectos. E exemplos de como isto é verdade não faltam à nossa volta. Na sociedade, no nosso círculo de amigos, no seio da nossa própria família! 

Esses impulsos de transmitir os genes, deixar descendência biológica, etc..., funcionava em tempos muito, muito remotos, em que o objectivo humano era, como o de qualquer outra espécie a sobrevivência e a evolução. Não quer dizer que hoje, esses impulsos não existam, mas existem também uma série de outros factores com um peso enorme e o facto de, enquanto seres racionais que somos, podermos e termos o dever de ponderar todos os condicionantes.

No seguimento disto e em relação às dúvidas das pessoas, sobre o porquê de não querer ter filhos biológicos, a resposta é também, para mim, óbvia:

- O planeta está sobrelotado. 
- Os recursos, por mais que as pessoas teimem em ignorar esse facto, são finitos. 
- Toda a ideologia política, económica e social na qual se baseiam as sociedades actuais, aniquila-me qualquer ponta de optimismo em relação a «esta» humanidade. 

Considerando tudo isto (e muito mais, mas se começo nunca mais paro!), porque razão é que eu quereria pôr mais um ser humano cá?! Para mim isso simplesmente não faz sentido.

- Depois, também acresce a questão da prioridade: já cá estão crianças sem família. Neste mundo. Já existem. Estão primeiro do que as que ainda não existem! Parece-me lógico, não? Então primeiro há que tratar destas. É tão simples quanto isso. 

Esgotados todos os argumento lógicos, resta-nos o inestimável direito de decidirmos sobre a nossa própria vida: "É assim que vai ser porque eu quero. É a minha/nossa vida e eu/nós é que decidimos. Se querem apoiar, muito bem. Se não querem, olhem, vão dar banho ao cão!"

 

Sandra..... tu és demais!

 

Jorge

PS:imagem retirdada da internet

publicado às 21:46

Os genes! ... Mulheres!

por Jorge Soares, em 20.05.08

 

Por vezes pergunto-me como é que a natureza faz para entre os genes do pai e da mãe, escolher os conjuntos certos para um determinado filho. Como é que faz para entre todas as características contidas no genoma humano, escolher precisamente aqueles genes  e não outros.

 

Cá em casa tenho duas mulheres, que não podiam ser mais parecidas uma com a outra, nas virtudes.....e sobretudo nos defeitos.... como é que é possível que a filha tenha herdado todos os defeitos da mãe...... e ainda por cima, tenha misturado com os defeitos do pai?

 

Não há nada pior que duas mulheres iguais, porque os pólos iguais... como é sabido, repelem-se... quando andam as duas com a lua....aquilo é faísca o tempo todo...... e eu tento servir de árbitro....sem muito sucesso...diga-se.

 

É claro que a mãe implica com a filha... precisamente nos defeitos que são comuns às duas...e a filha como sai à mãe... tenta responder à letra.. quando se tem 8 anos.. não é lá muito boa ideia responder à mãe à letra... por norma sai-se a perder... mas ela tenta!

 

Se isto é assim com 8 anos...... acho que tenho pela frente uns anos complicados......

 

Ainda por cima, ela herdou do pai dois dos piores defeitos, a tendência para as lágrimas fáceis.... e completa incapacidade de ter cadernos limpos e organizados..... coisa que enfurece as professoras e a mãe.....

 

Sabem uma das maiores vantagens da adopção?... a probabilidade de os filhos adoptados virem melhorar os genes da família é enorme!

 

 Mas elas as duas são as mais lindas flores do meu jardim........e eu sou um marido orgulhoso e um pai babado .....

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

publicado às 22:59


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