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Queremos paz, sem roubos e sequestros, queremos paz sem pobreza

 

Imagem de aqui

 

Vai fazer um mês que o povo da Venezuela começou a sair à rua, numa luta que iniciaram os estudantes mas que pouco já é da maioria da população. Uma luta desigual em que o povo armado com palavras e consignas se enfrenta com a Guarda Nacional Bolivariana e as forças paramilitares afectas ao regime.. uma luta que começa sempre por ser pacifica mas que na maior parte das vezes termina com manifestações dispersas com o uso da força e à lei da bala.

 

O saldo oficial até agora vai nos 21 mortos, centenas de feridos e milhares de presos, entre os quais o principal dirigente da oposição Leopoldo Lopes.

 

Na última semana Nicolás Maduro fez um chamado aos colectivos chavistas, grupos armados  afectos ao regime, para que ajudem a reprimir os protestos, o resultado foi um endurecimento dos enfrentamentos que só no primeiro dia se saldou em três mortos, um dos quais uma agente do Sebin, a policia politica do regime,  morta pela policia de Chacao quando tentava introduzir à força três jovens estudantes numa viatura descaracterizada.

 

A Venezuela é um dos países com mais recursos do mundo, é o terceiro produtor de petróleo, todos os dias entra muitos milhões de dólares provenientes da renta petrolífera, apesar de tudo isto e ao contrário do que por vezes se tenta fazer passar, a generalidade da população está cada vez mais pobre, e ninguém sabe para onde vai todo esse dinheiro.

 

Só nos dois primeiros meses do ano ocorreram mais de 200 assassinatos no país, as estatísticas dizem que é o segundo país mais inseguro do mundo tendo em conta o número de assassinatos por cada 100 mil habitantes.

 

O chavismo está no poder há 15 anos, é verdade que ganharam muitas eleições, mas também é verdade que o país está hoje muito mais inseguro, o governo controla os meios de comunicação e a censura está instalada, a corrupção não pára de aumentar, não há praticamente industria para além da petrolífera, a que existe foi nacionalizada e está práticamente parada devido à falta de divisas para importações de matérias primas. Há uma enorme escassez de bens essenciais e em lugar de diminuir, a desigualdade entre os poucos ricos e os muitos pobres é cada vez maior.

 

A democracia é cada vez mais uma miragem, o povo está farto e o país está neste momento entre uma ditadura à imagem da que governa Cuba há quase 50 anos e uma guerra civil.

 

Tirem 5 minutos e vejam com atenção o seguinte vídeo onde se explica porque lutam os jovens Venezuelanos:

 

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:32

A guerra voltou à Europa!

por Jorge Soares, em 20.02.14

Ucrania

 

Imagem do Público 

 

E de repente parece que voltamos 20 anos para trás quando o ódio, a violência e a morte varreram os Balcãs, a antiga Jugoslávia era uma herança da União Soviética, um país construído e mantido de forma artificial apesar das diferenças que existiam entre os habitantes de cada uma das regiões.

 

Na Ucrânia não há diferenças étnicas ou religiosas, por isso é mais difícil de entender o que nos entra todos os dias pela casa dentro, há dois dias eu dizia que o país estava à beira da Guerra Civil, neste momento o que se vive é uma guerra de facto, dos protestos violentos passou-se a uma guerra aberta com vitórias e derrotas e até com territórios conquistados e perdidos... e com dezenas de mortos.

 

Enquanto em Kiev dezenas de pessoas de um e de outro lado morrem vitimas da violência, cá fora as opiniões também se radicalizam, a União Europeia decreta sanções ao governo e a Rússia apelida de terroristas aos opositores... se calhar esta dicotomia de opiniões ao mais alto nível ajudem a explicar o que se está a passar, mas de certeza que não ajudam nada quem em Kiev dá a vida por aquilo que acha que é o melhor para o futuro do seu país.

 

No meio deste jogo de interesses o único certo é que quem sofre e quem morre é o povo.

 

Vejam o seguinte vídeo:

 

 

 

E de repente percebemos que a guerra voltou á Europa.

 

Já agora, isto é um blog, o meu blog e eu tenho opinião e não tenho nada que me mostrar ou que ser imparcial.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:36

Na Ucrânia luta-se por quê?

por Jorge Soares, em 18.02.14

Ucrânia

Imagem do Público 

 

Um destes dias ante as imagens terríveis que chegavam da Síria via televisão, a minha filha mais velha perguntava-me porque é que aquilo acontecia e porque é que os outros países deixavam.... confesso que tive alguma dificuldade em lhe explicar, talvez porque mesmo a mim me custa a entender.

 

Hoje ao ver as imagens que nos vão chegando desde Kiev lembrei-me dessa conversa. A Ucrânia caminha a passos largos para uma situação parecida com a da Síria, com a agravante de que a Ucrânia é muito maior que a Síria, na Europa só a Rússia é maior, e há evidentemente interesses muito mais complicados e delicados que na Síria.

 

Recordemos que tudo isto começou quando o governo afecto aos interesses Russos, se negou a assinar com a União Europeia um tratado que servia de preparação para a entrada do país na União.

 

Na Ucrânia a luta não é pelo poder, é principalmente uma luta de interesses, de um lado está o governo que defende os interesses da Rússia e do outro está a oposição e uma parte do povo que defendem uma aproximação à união Europeia. 

 

Da forma como as posições estão extremadas, dificilmente haverá uma saída que não envolva um banho de sangue e enquanto policias e manifestantes se enfrentam na praça da liberdade de Kiev, a União europeia e a Russia esforçam-se em culpar-se mutuamente pelo que está a acontecer.

 

A Ucrânia tem 44 milhões de habitantes, não é um pequeno país do norte de África ou do médio Oriente, o que quer que venha a acontecer nos próximos dias terá de certeza efeitos no resto da Europa, esperemos que sejam efeitos positivos e que eu não tenha que voltar a explicar à minha filha o motivo porque há milhares de pessoas a serem massacradas sem que ninguém faça nada.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:51

O que tem de especial as armas químicas?

por Jorge Soares, em 26.08.13

Armas químicas na Síria

Imagem do Público

 

A guerra civil na Síria começou à quanto tempo? Dois anos? Mais? É uma guerra estranha que parece que não ata nem desata, vamos sabendo dela ao sabor das vitimas, de resto não é fácil ter uma imagem do que por lá se passa, sabemos que há o exército do governo que controla a capital e algumas cidades e há os rebeldes que controlam outras cidades, pelo meio há avanços e recuos e mortos, muitos mortos.

 

Por vezes passam-se semanas ou meses em que parece que não se passa nada, deixa de ser noticia, depois volta, com mais mortos. Esta semana voltou, com imagens chocantes de muitos mortos, adultos e crianças, supostamente vitimados por armas químicas.

 

Por algum motivo que me escapa, os mortos das armas químicas chocam o mundo muito mais que todos os outros, quantos mortos terá havido na Síria desde o inicio da guerra? Quantas crianças terão sido mortas nos bombardeamentos da aviação governamental? Quantas terão morrido nos ataques e contra ataques dos rebeldes? Quantas terão morrido nos ataques suicidas com bombas dos rebeldes?

 

É claro que saber da morte de algumas dezenas de pessoas vitimas de armas químicas me choca, mas não me choca mais que saber que há anos que morrem pessoas diariamente, muitas pessoas, naquela guerra!

 

O mundo mostra-se chocado porque morreram pessoas vitimas de armas químicas, os Estados Unidos e a Europa querem uma investigação e ameaçam com intervir no caso de se comprovar que elas foram utilizadas... mas não teria sido muito mais inteligente ter intervido antes e evitado que se chegasse a este ponto?

 

Uma arma química é uma arma, mata como mata qualquer outra arma, os países ocidentais fabricam e vendem todos os tipos de armas que vendem ao governo e aos rebeldes e que alimentam aquela guerra, mas pelos vistos só os mortos das armas químicas interessam. Para os Estados Unidos, para a França, para a Alemanha, para a União Europeia os sírios podem passar o resto da vida aos tiros e bombardeamentos, podem matar-se até ao último habitante do país .... ninguém quer saber... desde que não utilizem armas químicas é claro... quanta hipocrisia.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:08


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