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A hipocrisia das armas químicas

por Jorge Soares, em 16.09.13

Ban Ki-moon mostra a primeira página do relatório que lhe foi entregue por Ake Sellstrom

Imagem do Público

 

Com base na investigação do incidente de Ghutta, a conclusão é que foram usadas armas químicas no conflito que está a decorrer na República Árabe da Síria… contra civis, incluindo crianças, numa escala relativamente grande.”


Foi assim que Ban Ki-moon e o mundo ficaram a saber que sim, que na Síria alguém utilizou Gás Sarin para matar umas centenas de pessoas, incluindo algumas crianças.


Não é que restassem algumas dúvidas a alguém, mas agora é oficial, na Síria foi cometido um crime de guerra.... Eu continuo sem perceber, porque é que matar pessoas com armas químicas é crime de guerra e matar pessoas, milhares de pessoas, com rockets, aviões bombardeiros, ou outro tipo de armas qualquer, não é crime de nada.


Acho que também não restam dúvidas a ninguém de quem as terá utilizado,  mesmo a Rússia, pelos vistos o último aliado de Assad, exige que o governo entregue o seu arsenal, aliás, foi feita uma conferência entre Russos e Americanos para decidir o que fazer com esse arsenal... Não ouvi ninguém preocupado com o arsenal de armas químicas dos rebeldes...se calhar é porque é difícil acreditar que eles as possam ter e manusear.

 

Pelos vistos o governo Sírio já concordou em entregar o seu arsenal químico, mas haverá alguma forma de garantir que serão mesmo todas entregues e destruídas? E se amanhã elas voltarem a aparecer?

 

No meio de tudo isto se calhar era importante que alguém perguntasse onde foi o governo Sírio buscar essas armas Químicas, quem lhas forneceu? Quando? Em que condições? Há assim tantos países e instituições no mundo com capacidade para produzir e guardar gás Sarin?


São questões importantes, porque de certeza que quem fez estas fez muitas mais e se calhar era importante saber a quem mais as terá vendido.

 

E já agora, utilizar armas químicas é um crime de guerra, e fabricar, guardar e comercializar as mesmas não é crime?

 

Já o disse aqui, mas vou repetir: Uma arma química é uma arma, mata como mata qualquer outra arma, os países ocidentais fabricam  todos os tipos de armas que vendem ao governo e aos rebeldes e que alimentam aquela guerra, mas pelos vistos só os mortos das armas químicas interessam. Para os Estados Unidos, para a França, para a Alemanha, para a União Europeia os sírios podem passar o resto da vida aos tiros e bombardeamentos, podem matar-se até ao último habitante do país .... ninguém quer saber... desde que não utilizem armas químicas é claro... quanta hipocrisia.


Jorge Soares

 

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publicado às 22:04

A hipocrisia da sociedade em que vivemos

por Jorge Soares, em 02.02.12

Descubra as diferenças

Imagem do Facebook

 

Citação de Duarte Pereira: "Descubra as diferenças. Dica: Há apenas uma... A primeira foi autorizada a permanecer nas estações do Metro de Lisboa, a segunda não. Ferir susceptibilidades? Qual delas? Mulheres semi-nuas, anoréticas, corrigidas pelo photoshop e em poses sensuais são banais; dois homens vestidos ferem susceptibilidades... Hello!!!!! Neguem quanto quiserem, mas a prova está aqui!!!" 

 

Que tão hipócrita pode ser a nossa sociedade?, a primeira imagem todo o mundo conhece, uma serie de meninas magras demais para meu gosto que posam em lingerie e poses provocantes, esteve espalhada por tudo quanto era outdoor e andou a passear dias a fio pelas redes sociais.

 

A segunda é uma imagem de uma campanha da Manhunt, rede social norte-americana utilizada, maioritariamente, por homens homossexuais para combinar encontros. Confesso que não tinha visto a fotografia nem tinha ouvido falar desta rede social até que li esta notícia do Público.

 

A segunda imagem que para além do nome da rede social tem a fotografia de dois jovens vestidos e sorridentes, foi vetada pelo Metro de Lisboa porque  pode "ferir susceptibilidades" dos seus clientes.

 

Ferir susceptibilidades?, como é que dois jovens sorridentes podem ferir susceptibilidades?, o que será que pode ferir mais susceptibilidades?, as meninas em roupa interior ou os dois rapazinhos sorridentes?

 

Os senhores do Metro podem dizer o que quiserem, mas isto não passa de mais um caso de hipocrisia, homofobia e discriminação. Em pleno século XXI ainda há muita gente com teias de aranha no cérebro, gente que vive noutro tempo.. só isso pode explicar um caso como este.

 

Update:Um grupo de cidadãos vai reunir-se na tarde desta sexta-feira na estação de metro da Baixa-Chiado, em Lisboa, para trocar “beijos coloridos e pacíficos” em protesto contra a “discriminação” da transportadora em relação a uma campanha publicitária de uma rede social gay.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:52

Dar sangue é segurar vidas, desde que não sejas gay

 

Depois de dez anos como dador, André viu-lhe ser rejeitada "definitivamente" a sua dádiva. Motivo? Informou que tinha tido uma relação homossexual. (Noticia do Público)

 

O André é uma pessoa consciente e honesta, durante 10 anos ele deu sangue, este sangue foi analisado, aceite e utilizado, quem sabe se até salvou alguma vida.  De um dia para o outro o sangue do André deixou de servir para salvar mais vidas, porquê?  Porque o André foi honesto e informou a médica que há 15 meses teve uma relação homossexual. Reparem, se ele não tivesse dito nada, o sangue teria sido recolhido, analisado e utilizado e quem sabe poderia ter salvo alguma vida.

 

Agora imaginemos o seguinte cenário; o XXXX é heterossexual, nada de confusões, como todo macho latino que se preza, para além da fiel esposa, que pode não ser tão fiel assim, mas ele acha que sim, tem um arranjinho lá no emprego. Uma miuda gira que para além de com ele anda com mais meia empresa, mas ele não sabe, é claro.

 

Pelo menos uma vez por semana deixa a mulher a tratar dos filhos em casa e vai para os copos com os amigos, e como bom engatatão, trata de mijar fora do penico com qualquer pau de vassoura com saias que lhe mostre os dentes... sem preservativo,  é claro.

 

Como é um bom português, vai dar sangue, como é heterossexual e os comportamentos de risco  (os dele, que os da mulher e da amiguinha  ele nem sonha) não se contam a pessoas desconhecidas, é claro que o sangue dele é aceite.

 

Agora vejamos, qual sangue é mais perigoso, o do consciente e homossexual André ou o do macho latino heterossexual?

 

Isto é discriminação pura por parte do instituto português do sangue, porque nunca ninguém explicou em que se baseia esta regra, mas não é nada de novo,  o mesmo se aplica a quem quer adoptar, não há nada que impeça um homossexual de adoptar, mas basta o candidato dizer que o é, para que lhe seja vedado este direito, em nome de quê?

 

Nós gostamos de ser o país do faz de conta, retiramos os direitos às pessoas em nome de moralismos e hipocrisias, obrigamos as pessoas a mentir e a esconder factos para poderem viver e serem felizes, e depois passamos a vida a olhar para o lado, a quebrar as leis e as regras porque achamos que os limites não são para cumprir, os impostos não são para pagar, etc, etc, etc .... gostamos da mentira e do engano.., raio de cultura esta.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:48

As mulheres católicas o quê? II

por Jorge Soares, em 18.01.09

Violência familiar

 

Hoje à tarde no Rádio Clube o tema era  a violência familiar, somos um país estranho, por um lado somos pioneiros e dos povos que aderem mais rapidamente a algumas coisas, o multibanco, a internet, o telemóvel, por outro lado há coisas que não mudam, e temas que são tabu.

 

Todos ouvimos falar das vitimas de carjacking, ou do aumento da criminalidade, mas ninguém ouviu falar das 48 mulheres que morreram assassinadas durante o ultimo ano. 48 mulheres é quase uma por semana. Pessoas que morrem por vezes de forma brutal e macabra, mas que por algum motivo estranho não aparecem na abertura do telejornal, ou nas primeiras páginas dos jornais.... parece que há casos em que nos limitamos a olhar para o lado.

 

Morreram duas pessoas em assaltos de carjacking e estivemos dias, semanas a ouvir falar do assunto, morre uma mulher por semana vitima da violência familiar..... e ninguém ouve nada sobre o assunto... alguém me explica o que é que se passa?

 

A propósito do meu post de sexta sobre os comentários de Dom José Policarpo, dizia a minha amiga Flor o seguinte.

 

"Queimada Viva" é um livro que li que me chocou pela brutalidade e falta de dignidade pelo ser humano (neste caso a mulher).
Este relato é feito na primeira pessoa. Não é um crime do passado. É dos nossos dias (como muitos que não tiveram a sorte "se se pode chamar de sorte a sobreviver depois de ser queimado vivo por um familiar" de passarem até nós)!

 

Não li o livro, acredito que reflicta alguns casos reais, há uma ou duas semanas atrás li uma reportagem no Diário de Noticias sobre a violência familiar em Portugal, havia 4 ou 5 relatos impressionantes, deixo aqui uma parte de um deles:

 

Numa discussão meses antes, o marido de Célia matou o cão e disse-lhe que era para não a matar a ela. Mas avisou-a de que seria tão fácil fazê-lo como fez com o animal. Ela já tinha escondido facas, já se escondera com os filhos, mas não descobriu a arma que ele guardava no quarto. No dia 17 de Outubro de 2000, ele não veio jantar. Ela só teve tempo de "arrumar a cozinha e tratar dos três filhos". O homem chegou e mandou-os para a cama. A filha mais nova viu o pai pegar na arma e gritou: "Não mates a mãe, não mates a mãe!" Nada o demoveu. Disparou três tiros sobre a mulher, que "perdeu os sentidos".

 

Isto não é algo que saiu de um livro, é algo que saiu da vida real, algo que se passou no nosso país, com pessoas reais, na reportagem não dizia, mas imagino que seriam católicas e casadas pela igreja.

 

Não faço ideia de quantos casamentos interreligiosos haverá por ano em Portugal, imagino que muito poucos, e entre católicos e muçulmanos haverá no máximo um ou dois, somos um povo racista...essas coisas ainda não acontecem.

 

Sei sim que durante o ano passado morreram 48 mulheres vitimas da violência, atendendo às estatisticas, 95% dessas mulheres seriam católicas e de certeza casadas pela lei da igreja, e disso não ouvi a o cardeal falar, bem pelo contrário, a igreja continua a ser contra o divorcio, continua a achar que a mulher deve ser submissa e aguentar, como sempre aguentou. Em suma, a igreja é cúmplice e fala de coisas que não interessam a ninguém, de coisas que só contribuem para acirrar os ânimos, mas não fala daquilo que realmente interessa..do que realmente se passa no país.

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

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publicado às 21:49

Nada como a vida para percebermos o mundo!

por Jorge Soares, em 22.10.08

Manos

 

Por vezes dou por mim a ser realista, o post da ultima segunda feira descambou, eu tinha pensado falar sobre a escolha de crianças e o racismo, mas não era naquele post, estava à espera de comentários, mas não exactamente aqueles...

 

A realidade é que a grande maioria das pessoas que pensa em adoptar quer uma criança branca,  já discuti mais que uma vez este assunto com grupos de pessoas que são ou foram candidatos à adopção, já ouvi as motivações de muita gente, e estando de acordo ou não, a verdade é que cada um sabe de si..... mas se não é racismo é hipocrisia!

 

Há pouco ouvi uma história que me deixou chocado, na realidade é mais uma, porque já ouvi muitas, mas esta deixou-me mesmo chocado. Não sei muitos detalhes, mas atendendo a que já ando nisto há muito tempo, acho que seria capaz de escrever a historia... que reza mais ou menos assim:

 

Aquele casal era como muitos outros, sonhavam ter um filho, como a natureza não ajudou, decidiram seguir o longo caminho da adopção, como tantos outros tiveram que preencher papeis e fazer escolhas, a escolha deles ia para um bebe, o mais novo possível e claro, branco, como eles. Esperaram muito tempo, talvez anos, mas eles queriam um bebé. Um dia o telefone tocou, o bebe que eles queriam tinha aparecido, estava algures num centro de acolhimento. Imagino que ficaram felizes, o tempo de espera compensava, mas o bebe deles, estava lá.

 

Imagino a assistente social a apresentar o caso, sim, era um bebe de meses, e sim, era branco, eles aceitaram prontamente e foram lá, para o ir buscar. Chegados ao sitio a conversa terá sido assim:

 

-O vosso menino é este, é lindo não é?

- ......

- Ele é um menino querido e é muito lindo!

-Eu não o quero - diz a senhora!

-Não o quer?, mas tínhamos falado e vocês aceitaram!

-Não, eu não o quero.

-Mas porquê?

-Olhe para o nariz dele!

-O que é que tem?

-Tem traços de raça negra, eu não o quero!

-Mas, o miúdo é branco, e é um bebe lindo!

-Não, de certeza que ele tem antepassados negros, olhe para o nariz!

 

Acreditem ou não, esta é uma história real!

 

Agora digam-me,  o que chamariam a esta senhora?

 

Jorge

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publicado às 22:40

Somos hipócritas ou sou eu que sou desnaturado?

por Jorge Soares, em 20.10.08

Hipócrita

 

Na passada semana tive duas conversas com uma amiga que me deixaram a pensar em algumas das características actuais da nossa sociedade, das duas vezes ficou claro que temos visões diferentes para este assunto, o tema é até que ponto a opinião dos nossos pais e família devem ou não influenciar algumas das nossas decisões mais intimas.

 

Na primeira conversa o tema versava  o facto de a grande maioria dos candidatos à adopção quererem exclusivamente crianças de raça branca, e na maior parte dos casos utilizarem as reticências da família como desculpa, ou seja "Eu não sou racista, os meus pais é que são". Na segunda conversa falávamos de uma senhora que vivia com um senhor mais velho e que decidiu terminar com a relação porque os pais não aprovavam o companheiro que ela tinha escolhido para a sua vida.

 

A minha amiga acha que a opinião da família é importante, mesmo quando já temos quase 40 anos, continuamos a pedir opiniões e a fazer o que eles decidem, já seja quando falamos dos nosso filhos ou da pessoa que supostamente tínhamos escolhido para a nossa vida. É evidente que respeito as opiniões de todo o mundo, mas tenho outra opinião.

 

Para mim as pessoas não assumem aquilo que são, e utilizam os pais como desculpa, é claro que a  família pode ter opinião, mas que sentido faz ir perguntar aos meus pais sobre os filhos que vou adoptar? Ou sobre a pessoa que escolhi para partilhar a minha vida? É mais fácil culpar outros que assumir os nosso defeitos, ou que afinal não amávamos assim tanto alguém.

 

Da ultima vez que tive a discussão da escolha das crianças esta terminou quando eu disse que se os meus pais não gostassem dos meus filhos, tinha muita pena, mas eles estão criados e os meus filhos precisam de todo o amor e carinho que lhes possa dar.

 

Vivemos num mundo hipócrita em que ninguém assume dos seus erros e defeitos ou sou eu que sou mesmo desnaturado?

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 21:28

Já tenho idade para deixar de ser inocente

por Jorge Soares, em 29.07.08

Eu Quixote

Imagem retirada da internet

 

Já alguma vez tiveram um momento na vida em que estão a fazer algo ou a tomar uma atitude em que sabem que estão a fazer o correcto, o que deve ser, mas olham à vossa volta e sentem que o resto do mundo olha para vocês como se estivessem a fazer algo de muito errado?
 
De vez em quando dou por mim a sentir isso, é como se de repente o sentido do bem e do mal, do que deve ou não ser, simplesmente se desvanece. Nessas alturas dou por mim a pensar que o mundo não pode estar errado, que de certeza absoluta sou eu que estou errado.... e confesso que fico na duvida.
 
Hoje isso aconteceu de novo, e de novo eu tenho a certeza absoluta que tomei a  atitude certa, sei que fiz o que devia fazer.... mas parece que só eu vejo isso.
 
Parece que o não nos chatearmos, o termos medo das retaliações, o termos medo do que dirão ou farão, são mais fortes que o que deve ser......  e nestas alturas eu sinto que realmente ou sou muito inocente e lírico... ou estou a mais neste mundo... porque realmente eu não consigo ser de outra maneira.
 
Costumo dizer que prefiro ser assim, que prefiro sentir-me bem comigo mesmo que ser hipócrita, mas a realidade é que isto farta. Ser prejudicado no emprego porque chamamos as coisas pelo nome, sentir que as pessoas não me entendem e acham que eu tenho mau feitio quando só estou a ser sincero e digo as coisas que elas não gostam de ouvir, ... com o tempo isto cansa.. e com o tempo, termino a pensar..será que não é mesmo verdade e sou eu que estou errado? Será que ser sempre sincero é o mais certo?, será que fazer sempre o que deve ser, o legal, não entrar  ou não ser conivente com esquemas é o que está certo?...
 
Já tenho idade para deixar de ser inocente, mas será que há uma idade para deixar de acreditar que devemos seguir o caminho recto e para não fazer as coisas só para não nos chatearmos?
 
Não sei, juro que hoje não sei... e sim, tudo isto tem a ver com o ultimo post.
 
Jorge

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publicado às 23:21


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