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Reis Magos

 

Imagem de aqui 

 

 

Por cá o dia de reis é o dia de retirar o presépio, de apagar a as luzinhas que enfeitam ruas e praças, basicamente é o fim de natal e o regresso à vida normal. Mas não é assim em todos os países, na Espanha por exemplo, é na noite de 5 para 6 de Janeiro que se entregam e se abrem os presentes que são trazidos pelos reis nos seus camelos e não por nenhum velho de barbas... 

 

Mas afinal de onde vem a história dos reis magos? Como a maior parte das festas católicas, a dos reis é baseada na tradição, o Evangelho segundo São Mateus refere a chegada de uns magos que terão perguntado "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?", não diz quantos eram e não fala em nenhum tipo de presentes. 

 

Há quem diga que eram quatro, que eram dez, o mesmo evangelho diz que tinham três presentes, por associação de ideias, com o tempo passaram a três os reis.

 

Os nomes com que actualmente os conhecemos, Gaspar, Melchior e Baltasar aparecem pela primeira vez num friso do século VI da igreja San Apolinar Nuovo, em Rávena (Italia), este friso representa a procissão das virgens que é conduzida por três figuras vestidas à moda persa, por cima das suas cabeças estão os três nomes que agora conhecemos.

 

Com o tempo foram-se acrescentando detalhes à história, como o facto de cada um ser de uma raça diferente.

 

Sobre a estrela que eles terão seguido, há um sem número de teorias diferentes, a mais comum é que terá aparecido por aquela altura um cometa que os terá conduzido a Belém e não falta quem tente acertar com os cálculos para tentar fazer coincidir a suposta data do nascimento de Jesus com a passagem de algum dos cometas conhecidos... é claro que o facto de não se conhecer a data exacta do nascimento não ajuda muito.

 

Num destes dias ouvi numa rádio Espanhola que a versão actual dos reis foi determinada por um papa algures no século XV, andei á procura mas não consegui encontrar nenhuma referência ao dito papa, mas não me estranharia que fosse verdade, afinal em pleno século XXI Bento XVI tentou, sem muito sucesso diga-se de passagem,  deixar a sua marca no presépio fazendo desaparecer a vaca e o Burro, não me estranha nada que no passado algum dos seus antecessores tenha tido mais sucesso quando quiz deixar a sua marca pessoal.

 

Jorge Soares

publicado às 21:16

Livro:A Ilha debaixo do Mar - Isabel Allende

por Jorge Soares, em 19.02.10

A ilha debaixo do mar -Isabel Allende

 

 «Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova.»

                           Isabel Allende, A Ilha Debaixo do Mar

 

Comprei este livro no inicio do ano, ainda antes do terramoto,  como já estava a ler 3, este ficou guardado, depois foi o terramoto e o Haiti entrou de um momento para o outro no nosso vocabulário do dia a dia de uma forma brutal e avassaladora.

 

Levo sempre um livro quando vou de viagem, foi este o que escolhi para levar para Cabo Verde... em boa hora, porque passei uma semana de enorme tensão e o livro funcionou como um escape.

 

Sou fã da Isabel Allende, acho que li tudo o que ela escreveu e cada um dos seus livros é uma nova descoberta, adoro a forma como nos envolve nas historias e no ambiente do livro.

 

Este não é um livro sobre o Haiti, é um livro sobre o povo do Haiti, mais que um romance é um livro de historia, que nos descreve o auge e a queda da mais rica das colónias francesas e a forma como de uma enorme mistura de culturas  se  tece o passado e o futuro de um povo.

 

O livro descreve a vida nas plantações de cana de Açúcar, o ouro branco das Antilhas,  a forma como eram  tratados os escravos, a forma como conseguem preservar algumas das suas tradições que darão origem ao Vudu que sobrevive até aos dias de hoje, a forma como das suas fraquezas fazem força e com elas enfrentam todo o poderio de uma nação europeia até a vergarem.

 

Como já disse noutro post, o Haiti foi a primeira nação a obter a sua independência na América latina, uma independência conseguida à custa de muito sangue, de muita vingança, de muita destruição que deixou marcas até ao dia de hoje... tudo isso é mostrado no enredo do livro através das vidas das personagens e da forma como vivem e morrem num meio que antes de mais, é sempre hostil e selvagem.

 

Em Suma, um excelente livro que está  à altura de todos os outros desta autora.

 

Sinopse:

 

Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.

 

Jorge Soares

 

 

publicado às 22:08

Haiti - O não país - Como ajudar

por Jorge Soares, em 14.01.10

Haiti, a destruição de um não país

 

O Haiti é o mais antigo estado da América Latina, obteve a sua independência da França em 1804 quando a sua população era de perto de 500000 habitantes, dos quais 5000 eram brancos e os restantes eram escravos ou pobres descendentes de escravos, e desde então a sua sina tem variado entre as invasões, e a miséria total.

 

Foi invadido pelos espanhóis, pelos franceses, pelos piratas, de novo pelos franceses, pelos Americanos, de novo pelos americanos.... nos intervalos entre invasões foi sendo governado por uma trupe de ditadores e até um imperador chegou a ter... sendo que a faceta mais conhecida dos seus habitantes é a crença do vudu que é praticado pela grande maioria.

 

A situação actual é a de um não país, sem exercito, sem serviços, sem nada, mais de 80% da população vive no limiar da pobreza e se ainda resta algo é graças à presença da organização das nações Unidas que desde 2004 praticamente governa o pouco que restava.

 

Como prova de que nunca se está suficientemente mal, a natureza encarregou-se de destruir o pouco que restava,  hoje durante todo o dia as imagens que iam chegando ao mundo é a do desespero total, os relatos são aterradores e extremamente preocupantes pelo facto de que o que vemos é uma população abandonada à sua sorte, sem nenhum tipo de apoio. 

 

Estava à pouco a ler esta noticia do Público onde se diz o seguinte:

 

"- Não recolha água, alimentos nem roupas para o Haiti porque o país não dispõe das infra-estruturas necessárias para os distribuir;

- Opte por doar dinheiro a organizações de ajuda humanitária reconhecidas, permitindo aos profissionais obterem exactamente aquilo que é preciso sem sobrecarregar os recursos já escassos para os transportes e armazenamento;"

 

Está na mesma noticia, mas deixo aqui a lista das instituições que estão a  receber ajuda para o Haiti:

 

Cáritas Portuguesa – pode fazer donativos na conta "Cáritas Ajuda Haiti", com o NIB 003506970063000753053 da Caixa Geral de Depósitos

Cruz Vermelha Portuguesa – pode fazer donativos para o Fundo de Emergência da organização em vários bancos, indicados no site 
http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/, ou por telefone para o número 760 20 22 22 de atendimento automático (custo da chamada é de 0,60€ + IVA)

Ajude a Missão de emergência da AMI no Haiti – contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672 Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços

Associação Amurt – contribua para esta organização através da conta na CGD. NIB: 0035 2168 00020393630 21 ou cheque à ordem de Amurt - Associação de Apoio Social e Humanitário, enviados para Rua Visconde de Santarém, nº 71 3º andar, Sala 1 1000 - 286 Lisboa. Mais informações em 
http://www.amurt.pt/donativos 

Angariação de Fundos "Emergência no Haiti" da Oikos – contribua para esta campanha com transferências bancárias para o NIB: 0035 0355 00029529630 85, em conta da Caixa Geral de Depósitos.

Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura – os donativos poderão ser feitos através do número bancário 0033.0000 45207093568 05 e os bens alimentares não perecíveis e medicamentos devem ser entregues na sede da associação, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, em Lisboa.

Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência – foi aberta uma conta destinada a recolher donativos para respostas de emergência (0046 0017 00600031123 74).

Rede Miqueias (de igrejas evangélicas) – campanha SOS Haiti – donativos para a conta 0697 6358 596 30, da Caixa Geral de Depósitos (NIB - 0035 0697 0063 5859 63074)

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:30


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