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Iker Casilhas

Imagem de Marca.es

 

Não é coincidência que dois dos jornais espanhóis que espreitei tenham esta mesma fotografia no topo dos seus sites, na reedição da final do último mundial, a Espanha foi humilhada por uma Holanda enorme, 5 - 1 é um resultado que não é nada habitual num mundial e muito menos quando o derrotado é o campeão Mundial e da Europa.

 

Casillas não será o único culpado, na segunda parte toda a equipa caiu como um baralho de cartas, mas os falhos do Guarda redes são sempre mais notados e hoje Casillas falhou redondamente em pelo menos dois dos golos e teve culpas em e dos 5.

 

Hoje a Holanda foi muito superior à Espanha, com menos posse de bola mas com um futebol directo que apostou nas transições, deixou a Espanha sem velocidade e sem argumentos para se defender ante o caudal ofensivo, ou muito me engano ou entrou directo na bolsa de apostas como uma das principais candidatas ao titulo.

 

Não é a primeira vez que a Espanha perde no jogo de abertura de um mundial, mas o que está em questão não é tanto a derrota como a forma como esta aconteceu, com a Espanha a mostrar falhas enormes ao nivel defensivo e com dois centrais que para além de parecerem lentos, parece que não se conseguem entender no centro da defesa e ainda por cima não podem confiar no guarda redes.

 

É muito cedo para se fazerem apostas, mas esta Espanha cheira a fim de ciclo, dos 23 escolhidos por Del Bosque, 17 estiveram no mundial anterior na África do Sul. São jogadores que já ganharam tudo mas alguns dos que hoje foram titulares já estão na curva descendente das suas carreiras,  veremos se Del Bosque será capaz de fazer a necessária revolução e se terá entre os que não foram titulares jogadores à altura.

 

Para não variar também este jogo teve um caso de arbitragem, o golo da Espanha foi resultado de um penaltie inexistente.

 

No primeiro jogo do dia, o México que claramente jogou contra 14, para além de dois golos mal anulados ficou um penaltie por marcar, ganhou um zero aos camarões. Uma vitória mais que merecida, os Aztecas perfilam-se como candidatos ao segundo lugar no grupo do Brasil.

 

O Chile-Austrália está neste momento com 20 minutos de jogo, os chilenos vencem por 2-0 e dominam claramente uma selecção australiana que é sem duvida a mais fraca das que actuaram até agora.

 

Em suma, foi um dia marcado pela humilhação da Espanha, pelos frangos do Iker Casilhas e pelos erros arbitrais.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:35

O nosso futuro é isto?

por Jorge Soares, em 06.05.14

Cecília Gonçalves

 

Imagem do Público

 

O assunto é a praxe e é tratado no Público há opiniões a favor e em contra e ideias para todos os gostos, a menina da fotografia chama-se Cecília Gonçalves e tem umas ideias no mínimo originais, podem ouvir aqui, senão vejamos:

 

“ ... a praxe não é humilhação mas está presente … é normal, é aceitável, é compreensível”;
“ao longos das nossas vidas vamos ser humilhados das mais diversas formas”;
“um dia, num futuro emprego, o meu patrão poderá chamar-me de incompetente e eu terei de saber aceitá-lo”;
“os nossos professores chamam-nos ignorantes e nós temos de limitarmo-nos aos silêncio”;
“a praxe ensina-nos (…) que na vida há uma hierarquia natural e que nós vamos ter de aceitá-la”;
“a praxe ensina-nos (…) a igualdade para com os nossos semelhantes caloiros e a desigualdade perante o superior“;
“Todos os anos morrem pessoas afogadas em rios (…) e até nas suas banheiras”;
“Eles morreram na sequência de uma onda e não no ritual de praxe porque embora estivessem numa actividade praxista, podiam não o estar e morrerem na mesma”;
-“A praxe envolve humilhação, envolve gritos, envolve estar de quatro (…)”;

 

Se repararmos bem ela começa por dizer que a praxe não é humilhação, mas depois passa uma boa parte do tempo a explicar como devemos aceitar ser humilhados ao longo da vida, já seja pelos colegas mais velhos, pelos professores ou pelos patrões... segundo ela,  a praxe não é humilhação, mas se fosse era a mesma coisa.

 

Para ela existe uma hierarquia natural e portanto ser humilhado pelos "superiores" também é natural... aposto que era isso que ensinavam aos escravos, ou aos negros quando havia apartheid na África do Sul.

 

Resta saber onde está para ela o limite da hierarquia, até onde pode chegar a humilhação?

 

Triste mesmo é que é este o futuro do nosso país, ela é estudante universitária, é suposto ter educação, é suposto saber articular duas frases de jeito, é suposto ter capacidade para pensar que a humilhação não é aceitável não só nas praxes como em tudo o resto da vida...

 

Não sei se ela terá grande futuro como estudante ou profissional, mas de certeza que haverá algures um psiquiatra qualquer que lhe explique que o que ela sente se chama masoquismo.... e é só mais uma forma de ir pela vida, não é nem pode ser o normal da sociedade em que vivemos.

 

Jorge Soares

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publicado às 16:36

O Dux? mas afinal o que é um Dux?

por Jorge Soares, em 26.01.14

Praxes

 

Imagem de aqui 

 

Dux ... a palavra entrou-nos de repente pela porta dentro, apesar das minhas duas passagens pelo ensino superior, nunca a tinha ouvido até agora, sempre achei que as praxes eram simplesmente manifestações espontâneas de parvoíce generalizada em que os alunos do segundo ano se vingavam nos caloiros pelo que tinham sofrido no ano anterior. Foi por isso com um enorme espanto que percebi que afinal as praxes são os mecanismos de iniciação a qualquer coisa que tem mais a ver com seitas e religião que com o ensino superior e academia.

 

Pelos vistos no topo da seita há alguém que se faz chamar Dux e que tem entre as suas prerrogativas a de iniciar os vários responsáveis pela iniciação do povo.

 

Tenho estado a seguir com atenção os comentários ao Post "Carta aberta a um dux" primeiro no Pés no Sofá (onde os comentários foram encerrados)  e depois no Pontos de vista onde continuam abertos e a coisa aqueceu. Fico parvo com algumas coisas que se dizem, há quem defenda as praxes com unhas e dentes e há até quem  entenda que  que o que aconteceu no Meco não interessa a mais ninguém que a quem lá estava e às famílias, como se a morte de seis pessoas pudesse de alguma forma ser um assunto privado.

 

Vi também com alguma atenção o documentário Praxis de Bruno Moraes Cabral que nos mostra alguma da realidade das praxes e onde dá para perceber perfeitamente o espírito da coisa, o que se vê ali não passa de um mostruário de abusos e humilhações cometidas por uns supostos doutores sobre os pobres estudantes que acham que tem que passar por aquilo tudo, e tudo podem ser muitas coisas, para serem aceites.

 

O documentário foi filmado de norte a sul do pais em várias universidades diferentes e o espírito é o mesmo em todos lados, não é uma amostra do pior que se faz, é uma amostra de uma parte do que se faz e que para mim não foi novidade nenhuma, as minhas recordações do que vi nas duas faculdades em que andei eram mais ou menos à volta do que foi mostrado: abusos e humilhação pura e completamente gratuita.

 

Há muito que quem diga que as praxes foram essenciais para a sua integração e formação pessoal, ora o masoquismo é uma tara conhecida, não fazia ideia é que estava tão generalizada na sociedade portuguesa, dizer que é preciso ser sujeito a abusos e humilhações para se crescer como estudante e pessoa só pode ser sinal de masoquismo.

 

Acredito que existam praxes e praxes e que nem tudo será assim tão mau, como pai e cidadão preocupa-me seriamente que na maioria dos casos as praxes não passem disso, de humilhação e abusos e que por trás de tudo isto já exista uma organização que foge ao controlo das faculdades e até da sociedade.

 

Não sei o que se passou no Meco, tenho sérias duvidas que alguma vez se saiba sem sombra de dúvida, até porque não sabemos se o Dux alguma vez sairá do seu estado amnésico, ou se quando o fizer recordará o que se passou, o que ele acha que se passou ou o que ele desejava que se tivesse passado.  

 

Sei que estivessem eles num ritual à beira mar ou em simples conversa na areia, nada disto se teria passado desta forma se não existissem uma comissão de praxes a ser iniciada e um Dux, e sei que queiram ou não os defensores das praxes e do que lhes está associado, está na altura que as universidades ou em seu lugar o a sociedade e todo país, tomem consciência do que se está a passar, até porque não é a primeira vez que há mortos, feridos e processos em tribunal associados às praxes.

 

Infelizmente o documentário não está disponível na net, mas deixo um trailer e a opinião do realizador

 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:53


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