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Helicóptero do Inem

Imagem da RTP

 

 

Foi em Chaves, mas podia ter sido em muitas outras localidades do interior do país e até em algumas do litoral, no Sábado uma mulher de 79 anos sentiu-se mal em plena rua em Chaves, chamado o INEM, os médicos contactaram o hospital de Chaves que recusou a doente já que desde o início do ano não dispõe do serviço de cardiologia. De seguida foi contactado o hospital de Vila Real que também recusou a doente por não dispor de vagas. Tudo isto enquanto a senhora estava a ter um ataque cardíaco em plena rua.

 

Entretanto foi transportada para o hospital de Chaves onde dada a gravidade do ataque cardíaco se decidiu que tinha mesmo que ir para Vila Real, foi chamado o helicóptero para fazer o transporte, este chegou quando a idosa já tinha falecido duas horas depois do primeiro alerta.

 

As poupanças na saúde tem um preço, neste caso o facto de não haver cardiologia em Chaves pagou esse preço na forma de uma vida humana.

 

Como é que se encerra um serviço num hospital sem garantir que os mais próximos tem capacidade suficiente para atender todos os casos? Quando em Vila Real dizem que não aceitam uma emergência cardíaca porque não há vagas, esperam o quê?, que transportem o doente para o Porto?, para Bragança?, para Braga?... e por acaso um doente cardíaco pode esperar até chegar de Chaves ao Porto?

 

Haverá de certeza muitos outros casos como este por todo o país,  casos que custarão muitas mais vidas, quem assume as responsabilidades?, onde estão os que decidiram que ao retirar a cardiologia de Chaves esta senhora não podía viver? vão asumir as suas responsabilidades neste caso?...será que era disto que o Primeiro ministro falava quando disse "Vamos cumprir as metas custe o que custar"? quantas vidas humanas estão encerradas nesta frase?

 

Jorge Soares

publicado às 21:23

Parabéns ao INEM

 

Eu sou uma pessoa com mau feitio, é um facto,  se há coisa que não faz parte da minha personalidade é comer e calar, sou dos que reclama, muitas vezes,  principalmente quando sinto que os meus direitos estão a ser pisados, ou quando sinto que estou a pagar um serviço e este não corresponde ao que estava contratado... eu reclamo, e peço o livro de reclamações e já  muitas vezes aqui escrevi sobre estas situações

 

Já aqui relatei vários casos com empresas privadas  e organismos do estado,  ontem falei do INEM, ainda que em si o post não era uma reclamação contra esta instituição, era uma chamada de atenção para uma situação que aconteceu e que teve como protagonista uma criança na escola.

 

Mas assim como reclamo quando sinto que fui maltratado, também acho que se devem reconhecer os bons exemplos e os bons serviços, hoje fiquei muito surpreendido quando recebi o seguinte email:

 

"Exmo. Senhor Jorge Soares,

 

Boa tarde,

 

Teve o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) conhecimento da denúncia publicada no seu blog, na data de hoje, com o título «Como cuida o estado da saúde dos nossos filhos na escola?».

 

Neste sentido, vem o INEM questionar sobre a possibilidade de nos informar relativamente ao dia e hora aproximada em que a ocorrência relatada teve lugar.

 

Efectivamente, todas as reclamações/denúncias são devidamente analisadas neste Instituto, pois essa é uma das formas que temos para melhorar continuamente a qualidade dos serviços prestados.

 

Muito obrigado."

 

O INEM utiliza uma funcionalidade do google que os avisa cada vez que algo é publicado com a palavra INEM.. e na posse dessa informação dão-se ao trabalho de tentar perceber o que aconteceu, mesmo quando o que eu escrevi não é uma denuncia ou uma reclamação directa, nem podia ser, dado que o que contei não se passou comigo.

 

Desde aqui dou os meus parabéns ao INEM, é um exemplo que deveria ser seguido por muitas gente, por muitas empresas, por todo o estado e são atitudes como esta que me fazem pensar que ainda restam coisas positivas neste nosso país.

 

De minha parte tentarei obter a informação que me pedem de modo a ajudar no que for possível.

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:56


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