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Girls not brides, as meninas não são noivas

Imagem de Girls not Brides

 

O casamento infantil rouba a infância a 10 milhões de raparigas todos os anos. Baseado nas tradições, o casamento infantil nega a milhões de meninas o seus direito à saúde, educação e segurança.

 

Neste vídeo uma série de personalidades tentam chamar a nossa atenção para uma prática terrível que baseada em supostas tradições ancestrais rouba a vida a milhões de crianças todos os anos. No vídeo, personalidades como Graça Machel, Desmond Tutu ou  Mary Robinson, tentam chamar a atenção para este problema que todos os dias rouba a inocência a muitas crianças. O Objectivo é pedir ao mundo para que se faça um esforço para que se possa terminar com esta prática numa geração... mostrar ao mundo que as tradições não são leis.

 

As crianças não são noivas, as tradições também se mudam, fim ao casamento infantil.

 

 

Jorge Soares

PS: Obrigado pela partilha Dulce

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publicado às 21:26

O que quer Isaltino Morais?

por Jorge Soares, em 02.10.11

Isaltino Morais só espera que os crimes prescrevam

Imagem do Público

 

É verdade que todos temos direito à presunção da inocência, ninguém é culpado até que a sentença transite em julgado, é e deve ser esse o espirito da lei... e em caso de duvida beneficia-se o réu... terá sido isso o que fez com que Isaltino Morais saisse em liberdade após pouco mais de 24 horas.

 

Estive a reler os posts que já escrevi sobre este assunto, um deles mereceu até um comentário num blog da primeira divisão em que alguém me avisava que era prematuro eu estar a atirar foguetes antes de tempo, porque ninguém é condenado, antes de o ser...e até ao lavar dos cestos .... tudo pode acontecer... quer-me parecer que eu devia ter dado ouvidos ao ilustre bloguer.

 

Acho que a estas alturas já meio mundo terá percebido que para Isaltino e a sua defesa, o lavar dos cestos termina quando os crimes prescreverem, a forma como meticulosamente esperam até ao ultimo momento para dar entrada dos recursos, mostra que mais que mostrar a inocência, o que se tenta é o arrastar do processo, dar tempo ao tempo, deixar que as pessoas esqueçam e que a justiça não faça o seu trabalho.

 

Hoje no Público alguém diz que existe a possibilidade de os crimes pelos que o senhor foi julgado e condenado podem prescrever em 2012, isso explica muitas coisas. 

 

Ninguém me tira da cabeça que o senhor há muito que deveria ter tido vergonha na cara e abandonado a governação da Câmara de Oeiras, todos somos inocentes até prova em contrário, mas será que a prescrição dos crimes torna alguém inocente? para mim não.

 

Mas muito mais triste que tudo isto é ver as entrevistas de rua em Oeiras e ouvir muita gente que diz: "ele não tira só para ele", ou "ele tira mas faz muitas coisas", ou " ele tem obra feita, ninguém é perfeito". Depois de ouvirmos coisas destas, o que podemos esperar dos nossos governantes?, se já nem exigimos que sejam sérios e honestos, como nos podemos espantar com coisas como as que acontecem na Madeira?, entramos no reino do vale tudo? A partir de agora tudo será permitido a quem nos governa desde que façam umas rotundas e umas fontes?

 

Triste o país em que os cidadãos já não tentam mostrar que são inocentes e sim aproveitar as falhas do sistema para saírem impunes, e pobre do povo que ante esta atitude, bate palmas.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:40

Filhos são cadilhos... educar para a vida.

por Jorge Soares, em 02.11.10

Filhos são cadilhos.. educar para a vida

 

Imagem  do Momentos e Olhares

 

Ainda a propósito do Livro de que falei ontem,  O Fim da inocência, hoje lembrei-me de dois episódios que vivi, ambos do meu tempo de estudante em Lisboa.

 

O primeiro passou-se num autocarro, numa das muitas viagens entre Lisboa e Oliveira de Azeméis, sentou-se a meu lado uma miúda, não me recordo a idade, mas não tinha mais de 15 anos, mal se sentou puxou conversa e as mais de 3 horas de viagem passaram-se num longo desfilar de factos de uma vida que apesar de ser curta, já tinha visto muitas coisas. Por entre lágrimas foram desfilando as relações com o pai, piloto e a maior parte do tempo ausente, a mãe sempre noutra, o irmão e os namorados. Ali, ante mim um completo desconhecido, ela foi libertando todos os detalhes de uma vida que claramente para ela estava a ser pesada demais. Sai daquele autocarro com a consciência clara que havia mais vidas para além daquela que eu nos meus já mais de vinte anos tinha conhecido e de que estava ali alguém que precisava urgentemente de ajuda... de vez em quando lembro-me dela e de que se calhar poderia ter feito mais que simplesmente ouvir.

 

O outro caso aconteceu nos primeiros dias de aulas, eu acabava de mudar de vida, de cidade, de país. Já não me lembro a propósito de quê, mas uma das minhas novas colegas convidou-me para almoçar, fomos comer uma piza ali para os lados da avenida de Roma. Durante o almoço que ela insistiu em pagar, a conversa foi sobre o consumo de drogas de que ela era utilizadora ocasional. Tinha um irmão adicto, já tinha experimentado algumas coisas e de vez em quando fumava uns charros. Lembro-me que terminamos o almoço num impasse, apesar da situação do irmão, ela achava que não fazia mal nenhum e que se conseguia controlar perfeitamente.

 

Éramos colegas de turma, mas não voltámos a almoçar juntos, no segundo ano desapareceu, o último que soube dela  foi que estaria algures a fazer uma desintoxicação... pelos vistos, o vício não era assim tão fácil de controlar.

 

A mim estas coisas chocam-me, vivi 10 anos na Venezuela, estudei em escolas públicas, cheguei a andar na universidade, desde o liceu que bebíamos de vez em quando, todos tivemos a nossas experiências sexuais com as namoradas de ocasião, mas até chegar a Portugal nunca vi ou ouvi falar de drogas, nem na escola nem nos grupos de amigos ou conhecidos.

 

Hoje tenho consciência que em Portugal as coisas não são assim, mal cá cheguei tive consciência disso, em Lisboa entre os meus colegas de faculdade, por entre as conversas ia percebendo que a maioria já teria pelo menos experimentado as drogas. Mas isto é o que para mim torna o livro mais assustador. No fim do livro dei por mim a pensar entre os colegas da minha filha de 11 anos, quem seria a Inês, a Rita, o Bernardo, a Mónica... de entre todas as pessoas que conheço quantos Antónios haverá?

 

Educar é uma tarefa muito complicada, devemos ter consciência que tudo aquilo que é retratado no livro existe mesmo, haverá maneira de educar de forma a que os nossos filhos passem por tudo isto sem cair?... de certeza que sim, a prova é que nós passamos ..estamos cá,.. mas eu estou de acordo com a Inês, a forma como se vive hoje, a forma como se educa hoje, a forma como os nossos filhos crescem, não tem nada a ver com aquilo que nós vivemos... e de nós depende que eles tenham o mesmo ou mais sucesso que o que nós tivemos.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:07

Já tenho idade para deixar de ser inocente II

por Jorge Soares, em 14.04.10

Plágio é crime

 

Retirado de http://www.blogdicas.com.br/fotos/2007/08/o-plagio-de-textos-dos-blogs.jpg

 

Foi há mais de um ano que a Cigana escreveu um post que tinha como titulo Plágio é Crime, um post em que se falava de  plágio na blogosfera e na internet, na altura achei aquilo um exagero e os comentários deram para uma saudável troca de ideias em que escrevi coisas como estas:

 

Na verdade é coisa que não me preocupa .. também não sei quem haveria de me querer plagiar! ou "Eu tenho um blog de fotografias.... de vez em quando olho para os logs e vejo que me chegam pessoas de blogs que eu nem sabia que existiam... vou lá e é alguém que utilizou uma das minhas fotografias e colocou o link .... devo ficar chateado ou orgulhoso?"

 

Quando contei à Cigana o que se estava a passar, ela não perdeu tempo a atirar-me com o post e os meus comentários da altura, hoje a Rita Tomás  nos comentários ao ultimo post fez o mesmo e quanto a mim muito bem... porque eu mereço.

 

Há quem diga que eu tenho mau feitio, que por vezes tenho, mas se há algo que sei reconhecer é que não sou dono da verdade e que a vida me pode ensinar que há mais formas de olhar para ela para além da minha... e desta vez, eu reconheço... se calhar não sou assim tão mau fotógrafo... e por vezes, o facto de alguém nos plagiar ou abusar da nossa boa vontade, pode ser motivo de raiva.... mesmo que como o António e a Sofia repetiram, esta não tenha sido bem uma situação de plágio.... foi mesmo inocência minha... ou como dizia a Flor... é a consequência de sermos bonzinhos.

 

Eu já disse isto nos comentários, mas vou repetir aqui para quem não leu, acreditem ou não, eu passei dois dias a remoer esta situação... e até dormi mal. No topo do blog há uma frase lapidar  "Viver é uma das coisas mais difíceis do mundo, a maioria das pessoas limita-se a existir!", limitar-me a existir teria sido deixar que utilizassem a fotografia depois daquele mail deles que considerei arrogante, seria passar o próximo ano a ver a minha fotografia em tudo quanto era sitio e em lugar de orgulho, sentir raiva pela arrogância deles... um ano é muito tempo..e eu gosto de sentir orgulho das coisas que faço... se dão raiva, é porque estão erradas... só me restava viver..e viver teria que ser dizer o que me ia na alma.. e foi isso que fiz.

 

Não vou discutir aqui quem tem razão ou não, quem leu o post de ontem percebeu que deixei a porta aberta a autorizar a utilização da fotografia, bastava que falassem comigo e discutissem as condições.. e cedia-a de forma gratuita... sim, eu sei, sou lírico e não aprendo nada... mas sou eu.

 

Consequência imediata de tudo isto... como dizia a minha meia laranja esta tarde, estou a fazer que paguem justos por pecadores, mas não só alterei o disclaimer do Blog, como coloquei código que vai dificultar a copia das fotografias.. não quero voltar a passar por isto... continuarei a ceder as fotografias a quem mas pedir ... mas definitivamente, a verdade é que vivemos num mundo em que quem dá a mão fica sem o braço...e está na altura de eu deixar de ser bonzinho.

 

Não quero deixar de referir  o Post do Shark sobre este assunto e estas suas palavras que subscrevo na totalidade:

 

E é mais um exemplo de como nós, autores que blogam, temos mesmo que nos pôr a pau com as utilizações (aproveitamentos?) possíveis do trabalho que publicamos de borla e, na maioria, sem a redoma do estatuto de figura pública, acautelando o necessário enquadramento de tudo quanto publicamos numa legislação que evite os abusos ou, como parece ser o caso, a simples falta de cortesia.

 

A blogosfera é feita de muitas coisas, e há pessoas que todos os dias criam coisas válidas... coisas que merecem o respeito de todos.

 

E sim, eu mereço mesmo que me atirem as minhas palavras naquele post da cigana pela cabeça abaixo.

 

Jorge Soares

 

PS:Para quem gosta de papoilas... vejam só estas belezas

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publicado às 21:37

La Primera vez, o Hazme lo que quieras

por Jorge Soares, em 28.10.07

Hoje vou plagiar, um pedaço de um livro, encontrei isto noutro BLOG, mas este bocadinho de livro é tão grande, tão forte que decidi plagiar.

 

 

El hombre más sabio que jamás conocí, Fermín Romero de Torres, me había explicado en una ocasión que no existía en la vida experiência comparable a la de la primera vez en que uno desnuda a una mujer. Sabio como era, no me había mentido, pero tampoco me había contado toda la verdad. Nada me había dicho de aquel extraño tembleque de manos que convertía cada botón, cada cremallera, en tarea de titanes. Nada me había dicho de aquel embrujo de piel pálida y temblorosa, de aquel primer roce de labios ni de aquel espejismo que parecía arder en cada poro de la piel. Nada me contó de todo aquello porque sabía que el milagro sólo sucedia una vez y que, al hacerlo, hablaba un lenguage de secretos que , apenas se desvelaban, huían para siempre. Mil veces he querido regresar y perderme en un recuerdo del que apenas puedo rescatar una imagen robada al calor de las llamas. Bea, desnuda y reluciente de lluvia, tendida junto al fuego, abierta en una mirada que me ha perseguido desde entonces. Me incliné sobre ella y recorrí la piel de su vientre con la yema de los dedos. Bea dejó caer los párpados, los ojos y me sonrió, segura y fuerte.

  • Hazme lo que quieras – susurró.

    Tenía diecisiete años y la vida en los labios.

In: ZAFÓN, Carlos Ruiz, 2001. La Sombra Del Viento. Barcelona: Ed. Planeta, 37.ª edición, 2004. 

 

Flor

 

Fotografia tirada na fortaleza do Monte em Macau.

 

Jorge

 

 

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publicado às 19:17


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