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Itália- Costa Rica

 

Imagem do La Nacion 

 

É nestas alturas que vemos a beleza do futebol,  o grupo D era o grupo da morte, 3 Golias ex-campeões mundiais e a Costa Rica, o pequeno David para o que estaria reservado o papel de bombo da festa.

 

Itália, Inglaterra e Uruguai são ex-campeões mundiais, o Uruguai onde joga Luís Suarez, uma das estrelas maiores da liga Inglesa, ficou em quarto lugar no último mundial, a Itália e a Inglaterra são selecções recheadas de estrelas maiores do universo futebolístico e estão sempre entre os candidatos em todas as competições em que participam. Tudo isto na teoria, porque a realidade vê-se dentro do campo e  dentro do campo quem até agora se mostrou enorme foi a Costa Rica, dois jogos, duas vitórias e a classificação para os oitavos de final garantida.

 

Com a vitória de hoje dos Ticos sobre a Itália, a Inglaterra, que desde 1958 não era eliminada na primeira fase de um mundial, deixou de ter hipóteses matemáticas de se classificar e vai regressar a casa  muito mais cedo do que estaria à espera.

 

Na última jornada deste grupo vai haver um duelo de titãs, Itália e Uruguai vão jogar entre si para decidir quem acompanha a Costa Rica nos oitavos de final.

 

No outro jogo do dia, a França presenteou a Suíça, que no primeiro jogo tinha deixado alguns apontamentos muito positivos, com uma mão cheia de golos, 5-2 foi o resultado final  num jogo de um único sentido em que marcou um golo, falhou um penaltie e marcou outro que não valeu quando o árbitro já tinha apitado para o fim do jogo. Com esta vitória os franceses ainda não garantiram a classificação para os oitavos, mas deram um passo enorme nesse sentido.

 

Ontem no último jogo do dia, a Grécia de Fernando Santos, que jogou quase 70 minutos com 10,  empatou com o Japão a zero e manteve-se à tona da água. 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:55

 

 

Imagem do Público

 

Dois dias em que até agora, ainda falta jogar a favorita Argentina, não se ouviu falar dos árbitros, o que depois das polémicas dos dois primeiros dias, são boas noticias. Os árbitros fazem parte dos jogos e erram como os jogadores e os treinadores, deseja-se que errem o mínimo possível e se possível sem ser sempre a favor dos mais favoritos.

 

O Sábado começou com um Colombia-Grécia, mesmo sem Radamel Falcão a Colômbia é uma excelente selecção, muito melhor que a Grécia e quanto a mim o resultado que talvez seja um pouco exagerado, é mais que justo. Fernando Santos tem feito um excelente trabalho mas a verdade é que a Grécia não tem argumentos para ir mais longe que a primeira fase.

 

No segundo Jogo do dia tivemos uma das maiores surpresas até agora a Costa Rica com um futebol muito agradável e um jogador muito acima da média, Joe Campbel, derrotou um Uruguai sem ideias e sem soluções.

 

O uruguai que jogou sem a sua estrela Luiz Suarez e que foi quarto no último mundial, não mostrou futebol para bater uma Costa Rica muito mais humilde e muito mais lutadora. Tendo em conta o que se viu no jogo a seguir a este, acho que estas duas equipas podem ir marcando a viagem para casa.

 

O último Jogo do dia foi o Itália-Inglaterra e para mim foi o melhor até agora. Há muito que não via a Inglaterra jogar e fiquei gratamente surpreendido, uma equipa muito jovem mas que tem ali jogadores com um futuro enorme, não sei se já estarão prontos para este mundial mas é sem dúvida nenhuma uma equipa com um enorme futuro.

 

A Itália que se viu ontem  foi uma equipa virada para a frente, continua a ter solidez defensiva mas sem rastos do catenacio, ganhou porque soube explorar melhor os momentos do jogo e porque mostrou mais maturidade que a jovem equipa inglesa.

 

Já vamos no quarto dia de mundial e até agora não tivemos nenhum empate e o único jogo com menos de três golos foi o México-Camarões, louve-se o futebol ofensivo e a veia goleadora.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:16

Mais uma jornada, mais racismo no futebol

por Jorge Soares, em 11.05.14

Racismo

 

Imagem do Público 

 

O episódio de que falei neste post, que envolveu Dani Alves, uma banana e adeptos do Villareal de Espanha, saldou-se com uma multa de 7000 Euros ao Villareal e tudo continuou como se nada tivesse acontecido. de tal forma que na semana a seguir registou-se um novo caso de racismo envolvendo Pape Diop, jogador do levante e adeptos do Atlético de Madrid que imitavam macacos cada quando o jogado Senegalês do Levante.

 

Sei que há quem ache que tudo isto não passa de actos isolados praticados por dois ou três adeptos e que os clubes não devem ser punidos, concordo que isto é obra de alguns anormais, mas não concordo que os clubes não sejam responsabilizados, porque acho que estes não fazem o suficiente para evitar que os episódios se repitam.

 

E também não é com multas de 7000 Euros que estes vão reagir, o valor é ridiculo e a mensagem que passa é que não há uma vontade real para se resolver o problema e a prova é que esta semana em Itália o episódio da banana voltou a repetir-se uma vez mais. Esta vez foram os adeptos do Atalanta em Itália que atiraram duas bananas na direcção do guineense Kévin Constant e do holandês Nigel de Jong, ambos do Milan.

 

O futebol é um desporto de milhões e só existe porque existem futbolistas, sem eles não há clubes e não há adeptos, 7000 Euros de multa é um insulto da federação espanhola a Dani Alves, e um convite aos anormais que insultam jogadores só porque eles tem cor de pele diferente.

 

A verdade é que enquanto a Fifa , a Uefa e as federações fingem que se preocupam, estas coisas repetem-se quase todas as semanas e não vale a pena que se inunde a internet e as redes sociais com gente a comer bananas, não é assim que se vai resolver o problema, o problema só se vai resolver quando todo o mundo, para além de quem sofre na pele os insultos em cada jogo, tenha uma vontade real e tome acções reais para o resolver.

 

Digamos todos não ao racismo em qualquer situação.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:09

Livro - Comer orar e amar

por Jorge Soares, em 10.12.13

 

Quantas vezes já nos apeteceu deitar tudo para trás das costas e simplesmente partir? Aos 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher ocidental formada e ambiciosa podia querer, tinha a vida que muita gente ambiciona e nunca consegue, o marido dos seus sonhos, a casa com que a maioria pode sonhar e uma carreira de sucesso.


Aos 34 deu por si a olhar à volta e a sentir que não era dali e resolveu simplesmente deixar tudo para trás, começar a sonhar de novo e partir à aventura, à procura de experiências de vida e de novos sonhos.


A primeira escala é em Itália, e esta é para mim a melhor parte do livro, em poucas páginas podemos encontrar toda a magia e romantismo com que tantas vezes imaginamos  tanto Roma como o resto da Itália. Esta é a parte do comer e tudo o que se come nesta parte do livro é simplesmente sublime, quase que conseguimos sentir o sabor e os aromas da Itália mais tradicional... tudo envolto numa enorme aura de romantismo e beleza... não fosse eu já ter estado na Itália e juro que me candidatava ....


A segunda escala é na India, é a parte do Orar, foi a parte que gostei menos do livro, para mim a descrição da oração, do yoga e da concentração são levados a um extremo que por vezes torna a escrita enfadonha... mas imagino que faça parte... é claro que de novo as descrições são sublimes. 


A terceira parte é a de amar e passa-se em Bali.. aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.


Eu vi o filme antes de ler o livro e recomendo os dois, este é um livro sobre muitas coisas, sobre os sonhos e a forma como estes vão mudando ao longo da nossa vida, sobre os prazeres da vida e sobre como muitas vezes temos que fazer enormes sacrifícios em troca de pequenas coisas que pouco a pouco e no seu todo nos vão preenchendo... mas é sobretudo um livro sobre o recomeçar. Quantas vezes já abdicámos de sonhos achando que tínhamos a relação ideal e o emprego de sonho, e chegamos à conclusão que às vezes temos de recomeçar do zero?... há quem consiga e se dê bem... pelo menos nos filmes.





Jorge Soares

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publicado às 22:40

Cecile Kyenge

 

Imagem do Público

 

“Gosto de animais – ursos e lobos, como todos sabem – mas quando vejo imagens de Kyenge não consigo pensar noutra coisa, ainda que não esteja a dizer que ela é, nas semelhanças com um orangotango”

 

Há quem ache que estas palavras não são sinal de racismo, são só uma forma de expressão, e não, não é só na Itália, basta ler os comentários à noticia do Público para se perceber que por cá também há quem pense assim. 

 

Cecile Kyenge, a senhora da fotografia,  nasceu na República Democrática do Congo emigrou com os seus pais, é a  imagem de muitos dos filhos de emigrantes que chegam à Europa e tem as oportunidades que dificilmente teriam no país dos seus pais. Ao contrario de muitos europeus, soube aproveitar essas oportunidades, estudou, tornou-se italiana e chegou a ministra, ministra da integração. É a primeira vez que há na Itália um ministro negro.


Desde que foi nomeada já foi alvo de muitos comentários depreciativos muitos deles a roçar o racismo, há na Itália muita gente para quem ela não só não deveria ser ministra como nem sequer deveria estar no país. O último, a frase que lemos acima, veio pela voz de Roberto Calderoli, senador pela Liga Norte e vice presidente do senado Italiano.

 

Para mim não há duvida nenhuma que isto é o mais puro racismo, não são as capacidades da senhora ou as suas competências como ministra o que se coloca em causa, é a cor da sua pele... e isso não tem outro nome, RACISMO.

 

É triste e vergonhoso que estas coisas aconteçam em pleno século XXI, quando vivemos num mundo global em que cada vez mais deixamos de ser cidadãos de um país ou de um lugar, para passarmos a ser cidadãos do mundo

 

Curiosamente a Itália, tal como Portugal, é um país de emigrantes, Brasil, Venezuela, Argentina, Estados Unidos, em todos estes país há centenas de milhar de italianos, muitos deles são políticos bem sucedidos o que pensariam os italianos se alguém fizesse um comentário deste tipo sobre um desses políticos?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:59

letta

Imagem do Público 

 

Daqui a 18 meses, verificarei se as reformas chegam a bom porto. Se, pelo contrário, vir que são travadas, tirarei as consequências”, convenhamos que ouvir um politico dar um prazo às suas políticas não é mesmo o habitual. Na Itália, como por cá, como em todo lado, as promessas não costumam passar de palavras, coisas que se esquecem a seguir às eleições.

 

Num país em que os partidos políticos há muito que passaram à historia e onde as  maiorias costumam ser feitas de frágeis equilíbrios formados ao sabor dos interesses, Enrico Letta veio atirar uma pedrada no charco, as suas promessas não vem de antes das eleições, são promessas feitas após a eleição como primeiro ministro e são palavras fortes.

 

A Itália morre só com austeridade. As políticas de crescimento não podem esperar mais”, alguém devia gravar e enviar o discurso a Passos Coelho e a Gaspar.


É preciso tê-los no sitio e ter muito valor para se dar um prazo às politicas económicas, sobretudo porque 18 meses é muito pouco tempo, e a situação económica não depende só de um país... era bom que no resto da Europa ouvissem estas palavras e seguissem os exemplos...


Enquanto por cá se insiste nos cortes e na austeridade ou por outro lado se pedem maiorias com palavras vagas, há quem trace metas verdadeiramente ambiciosas e prometa luta à austeridade.


Jorge Soares

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publicado às 22:25

O barulho que faz um Grillo

por Jorge Soares, em 24.02.13

Beppe Grillo

 

Imagem de Aqui 

 

Quando lerem isto já se saberá quem ganhou as eleições italianas, a julgar pelas sondagens será a coligação de esquerda liderada por Pier Luigi Bersani a gerir os destinos de Itália, ainda que exista quem acredite que Silvio Berlusconi pode ganhar... lá como por cá as pessoas estão fartas da austeridade e Berlusconi prometeu devolver um imposto... quero acreditar que os italianos não tem a memória assim tão curta... mas...

 

Na Itália há muito que os grandes partidos estão longe da ribalta, às eleições apresentam-se sobretudo coligações, este ano apareceu uma chamada Movimento 5 Estrelas, liderada por Beppe Grillo um humorista sem muito talento mas que dada situação do país e a péssima imagem que o povo tem dos políticos tradicionais, chegou aos 15% nas intenções de votos.

 

Definido como anti politico e anti sistema, o movimento apresenta aos eleitores um programa que se foca principalmente em questões com: agua pública, mobilidade sustentável, desenvolvimento, conectividade e o meio ambiente.


Não tem evidentemente hipóteses de ganhar, mas se confirmarem o terceiro lugar nas urnas, terão de certeza uma palavra a dizer num futuro governo italiano que será sempre de coligação.

 

É difícil imaginar um país com a importância económica da Itália governado por um cómico de terceira categoria, ou não, afinal até há bem pouco tempo o primeiro ministro era Berlusconi... que de certeza ficará mais conhecido pelas festas do Bunga Bunga e pelos muitos escândalos que envolvem sempre mulheres bonitas, que pelas suas qualidades de governante.

 

As épocas difíceis são sempre propicias à aparição deste tipo de movimentos, há sempre alguém que diz o que o povo quer ouvir e com mais ou menos demagogia consegue fazer-se ouvir, foi assim que apareceu Hugo Chavez por exemplo, raramente conseguem chegar ao poder e por norma desaparecem tal como apareceram, a excepção será mesmo Chavez.

 

Ao contrario do que possa parecer, os principais partidos gostam deste tipo de personagens, raramente representam uma verdadeira oposição geralmente são o garante de que os votos dos descontentes não vão para o adversário directo e ficam dispersos por gente que não faz sombra.

 

Transpondo a situação para Portugal, quantos de nós votaríamos num partido formado pelos homens da luta e com o Hermam José como secretário Geral?

 

Veremos se nas urnas confirmam o terceiro lugar e por quanto mais tempo fará barulho este Grillo... 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:06

A Espanha ganhou o Euro 2012

por Jorge Soares, em 01.07.12

El Niño Torres, Espanha é campeã da Europa 

 Imagem do Público 

 

Não há muito a dizer, a Espanha ganhou com mérito o Campeonato da Europa de 2012. Já aqui o tinha dito antes do jogo contra a nossa selecção, eu não gosto especialmente do tipo de futebol que eles praticam, mas contra factos não há argumentos.

 

Nos seis jogos em que participaram, marcaram 12 golos e sofreram 1 e tirando o jogo da meia final que se decidiu "pela bola que primeiro bateu na trave e não entrou e a seguir bateu no poste e entrou" no geral eles foram melhores, às vezes muito melhores,  que os seus oponentes, sendo que na final de hoje foram muito melhores que a Itália.

 

A Itália, que tem uma excelente equipa e que tão brilhantemente eliminou a Alemanha nas meias finais, hoje não conseguiu controlar o meio campo Espanhol e deixou muito espaço na defesa por onde surgiram os passes de morte que se converteram em golos. Depois tal como faz muitas vezes, a Espanha simplesmente adormeceu o jogo que na segunda parte chegou a ser chato, tal como já haviam sido os jogos com a França e com a Irlanda.

 

Esta foi a terceira competição seguida que a Espanha venceu, a mim parece-me que a fórmula está se não estará esgotada, pelo menos está a ficar gasta, o Barcelona que dá a maioria dos jogadores e o fio de jogo acaba de mudar de treinador, veremos o que que traz o futuro.

 

Nós estivemos a ponto de mudar a história, ainda não foi desta, falta muito tempo para 2014, mas eu aposto desde já a que eles não ganham o mundial.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:08

Para o coração não há prescrição... haverá direito ao perdão?

 

Imagem minha do Momentos e Olhares 

 

A noticia é do Público, que se baseou num jornal inglês, que se terá baseado num italiano...  antes as histórias passavam de boca em boca, agora passam de página online em página online... e ainda bem, porque o que se perde em objectividade ganha-se em conhecimento... mas vamos ao que interessa.

 

Ele chama-se António e tem 99 anos, ela chama-se Rosa e tem 96, estão juntos desde 1934, qualquer coisa como 77 anos, uma longa vida inteira de alegrias e tristezas da que resultaram cinco filhos, doze netos e até um bisneto. Por estes dias António decidiu dar uma olhadela numas coisas antigas que encontrou num velho móvel lá de casa e descobriu que Rosa guardava cartas de amor que datam dos anos 40 do século passado... cartas que não eram dele e sim de outro homem, cartas que mostravam que algures, há 60 anos atrás, Rosa o teria traído.

 

Apesar da confissão e do arrependimento de Rosa, António não perdoa e o casal está em processo de divórcio.

 

Eu tenho uma máxima, só sabemos como vamos reagir ante qualquer situação da vida quando passamos por ela, a vida já me ensinou muitas coisas e nem sempre me deixou bem na fotografia. Visto desde aqui, sem saber muito mais que o que li nas poucas linhas da notícia do público, custa-me a crer que 77 anos de vida em conjunto não possam pesar mais que algo que aconteceu há 60 anos.... se aturar alguém durante mais de 70 anos não nos fazem merecedores do céu e do perdão por algo que aconteceu há  tanto tempo, o que poderá fazer?

 

Não deixa de ser engraçado ler os comentários à notícia e a alguns posts da blogosfera, há quem fale da honra vingada, há quem ache que o facto de a senhora guardar as cartas durante tanto tempo é sinal de que continuava a amar o outro, há quem ache uma parvoíce e que não merece que duas pessoas terminem a vida em solidão, há quem jura que perdoaria e quem garanta a  pés juntos que não... e claro, nunca falta alguém que ache que o senhor não tinha nada que andar a bisbilhotar os papeis antigos... então e o direito à privacidade da senhora?... 

 

Está visto que para os crimes do coração não há prescrição... haverá direito ao perdão? vocês acham que perdoavam?

 

Jorge Soares

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publicado às 20:44

 

Refugiados em Lampeduza

Imagem do Público

 

 

Vivemos num mundo de contrastes, há bem poucos dias vimos como os Estados Unidos, um dos membros da NATO, utilizou de uma forma magistral os seus soldados e a sua tecnología para no outro lado do mundo, invadindo outro país, aplicar a sua peculiar forma de justiça.

 

Hoje um Jornal inglês relatava como apesar de  toda essa tecnología, de todos esses meios, dos muitos milhares de homens, dos muitos milhões de Euros que diariamente se gastam numa guerra civil patrocinada e apoiada pelos países ocidentais, ali ao lado, a poucos kms de terra e à vista de Porta-aviões, Helicópteros, navios e aviões, mais de 60 pessoas, incluindo duas crianças pequenas, morreram de fome e de sede num barco no mediterrâneo.

 

O mediterrâneo é um mar interior, todos os dias há centenas de navios que o cruzam em todas as direcções, como é possível que um barco com mais de 70 pessoas ande à deriva durante 16 dias sem que ninguém o veja? Como é possível que no século XXI se deixem morrer pessoas à fome e à sede só porque nasceram no lado errado do mar e não desistem de chegar ao lado certo?

 

É claro que nesta altura a culpa não é de ninguém, ninguém viu, ninguém ouviu, ninguém soube.... na verdade, ninguém quis saber, são refugiados, que importa mais 50 ou menos 50?

 

Há quem diga que o mundo está mais seguro sem Bin Laden e sem muitos dos ditadores que foram caindo nos últimos meses... depois de ler notíciass como esta eu tenho sérias dúvidas. De que serve um mundo mais seguro se estamos a construir uma sociedade que não é capaz de ser humana?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:08


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