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José Policarpo

Imagem do Público 

 

Uma das vantagens do blog e das tags é que as coisas ficam guardadas, as boas e as más... quando li a noticia da morte de José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, o que me veio á cabeça é que a igreja portuguesa ficou agora mais jovem, mais liberal, menos conservadora e mais perto da realidade do mundo actual.

 

José Policarpo era para mim a antítese do actual Papa Francisco, com ele a igreja portuguesa vivia aferrada ao passado, longe da realidade do mundo actual e em consequência cada vez mais longe dos seus possíveis fieis.

 

Dando uma olhadela à tag José Policarpo aqui do blog podemos encontrar o seguinte:

 

«Casar com muçulmanos pode causar «um monte de sarilhos».

 

«Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam».

 

Ou a propósito da crise e da manifestação de 15 de Setembro do ano passado:

 

 ...os problemas não se resolvem “contestando, indo para grandes manifestações” ou fazendo uma qualquer “revolução”.

 

Com ele no comando, a igreja portuguesa ficou mais pequena, mais longe dos fieis, mais virada para si mesma e menos virada para o mundo, e a julgar pelos comentários acima, mais longe das problemáticas e da realidade do país e dos portugueses.

 

Com o devido respeito para a família e para os mais próximos, hoje a igreja portuguesa ganhou a hipótese de apanhar o comboio dos novos ventos que sopram desde Roma... este senhor não deixa grandes saudades.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:44

De Fátima mandam dizer que o Diabo saiu à Rua

por Jorge Soares, em 14.10.12

13 de Outubro em Lisboa, o povo é o Heroi

Imagem do Pontos de Vista 

 

  ...os problemas não se resolvem “contestando, indo para grandes manifestações” ou fazendo uma qualquer “revolução”.


As palavras são de José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa e foram proferidas em Fátima e quanto a mim são um enorme insulto ao milhão de pessoas que estiveram na Rua a 15 de Setembro e a todos os que nos últimos tempos se tem manifestado contra a austeridade e as políticas aplicadas pelo governo a mando da Troika.

 

Numa altura em que aumenta o desemprego e a precariedade que levam muita gente à miséria, a igreja católica escolhe olhar para o outro lado e fingir que nada se passa. Alguém deveria dizer a este senhor que o tempo em que o povo era submisso e vivia de Fado Fátima e futebol, já lá vai... e por muito que eles gostassem, o tempo não volta para trás.

 

De Fátima dizem que o diabo saiu à rua... e o povo ficou a saber com quem pode e não pode contar. e claro, alguém devia gritar aos ouvidos deste senhor: Porque no te callas!

 

Jorge Soares

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publicado às 20:21

As mulheres católicas o quê? II

por Jorge Soares, em 18.01.09

Violência familiar

 

Hoje à tarde no Rádio Clube o tema era  a violência familiar, somos um país estranho, por um lado somos pioneiros e dos povos que aderem mais rapidamente a algumas coisas, o multibanco, a internet, o telemóvel, por outro lado há coisas que não mudam, e temas que são tabu.

 

Todos ouvimos falar das vitimas de carjacking, ou do aumento da criminalidade, mas ninguém ouviu falar das 48 mulheres que morreram assassinadas durante o ultimo ano. 48 mulheres é quase uma por semana. Pessoas que morrem por vezes de forma brutal e macabra, mas que por algum motivo estranho não aparecem na abertura do telejornal, ou nas primeiras páginas dos jornais.... parece que há casos em que nos limitamos a olhar para o lado.

 

Morreram duas pessoas em assaltos de carjacking e estivemos dias, semanas a ouvir falar do assunto, morre uma mulher por semana vitima da violência familiar..... e ninguém ouve nada sobre o assunto... alguém me explica o que é que se passa?

 

A propósito do meu post de sexta sobre os comentários de Dom José Policarpo, dizia a minha amiga Flor o seguinte.

 

"Queimada Viva" é um livro que li que me chocou pela brutalidade e falta de dignidade pelo ser humano (neste caso a mulher).
Este relato é feito na primeira pessoa. Não é um crime do passado. É dos nossos dias (como muitos que não tiveram a sorte "se se pode chamar de sorte a sobreviver depois de ser queimado vivo por um familiar" de passarem até nós)!

 

Não li o livro, acredito que reflicta alguns casos reais, há uma ou duas semanas atrás li uma reportagem no Diário de Noticias sobre a violência familiar em Portugal, havia 4 ou 5 relatos impressionantes, deixo aqui uma parte de um deles:

 

Numa discussão meses antes, o marido de Célia matou o cão e disse-lhe que era para não a matar a ela. Mas avisou-a de que seria tão fácil fazê-lo como fez com o animal. Ela já tinha escondido facas, já se escondera com os filhos, mas não descobriu a arma que ele guardava no quarto. No dia 17 de Outubro de 2000, ele não veio jantar. Ela só teve tempo de "arrumar a cozinha e tratar dos três filhos". O homem chegou e mandou-os para a cama. A filha mais nova viu o pai pegar na arma e gritou: "Não mates a mãe, não mates a mãe!" Nada o demoveu. Disparou três tiros sobre a mulher, que "perdeu os sentidos".

 

Isto não é algo que saiu de um livro, é algo que saiu da vida real, algo que se passou no nosso país, com pessoas reais, na reportagem não dizia, mas imagino que seriam católicas e casadas pela igreja.

 

Não faço ideia de quantos casamentos interreligiosos haverá por ano em Portugal, imagino que muito poucos, e entre católicos e muçulmanos haverá no máximo um ou dois, somos um povo racista...essas coisas ainda não acontecem.

 

Sei sim que durante o ano passado morreram 48 mulheres vitimas da violência, atendendo às estatisticas, 95% dessas mulheres seriam católicas e de certeza casadas pela lei da igreja, e disso não ouvi a o cardeal falar, bem pelo contrário, a igreja continua a ser contra o divorcio, continua a achar que a mulher deve ser submissa e aguentar, como sempre aguentou. Em suma, a igreja é cúmplice e fala de coisas que não interessam a ninguém, de coisas que só contribuem para acirrar os ânimos, mas não fala daquilo que realmente interessa..do que realmente se passa no país.

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

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publicado às 21:49

As mulheres católicas o quê?

por Jorge Soares, em 16.01.09

 

 

«Casar com muçulmanos pode causar «um monte de sarilhos».


«Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam».

 

Quem disse as frases que copio acima foi José Policarpo, Cardeal patriarca da igreja Portuguesa, a máxima autoridade da igreja em Portugal....a voz da igreja católica no nosso país.

 

Vejamos a opinião de outro membro da igreja católica sobre a violência familiar em entrevista ao DN no dia 13 de Outubro de 2007

 

Passo a citar:


«NM- Na sua opinião uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?

Resposta - Depende do grau de agressão;


NM - O que é isso de grau de agressão?

Resposta - Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos;


NM - Então reformulando a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?


Resposta - Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso e gravidade suficiente para deixar um homem que amava.»

 

Pois, pelos vistos as mulheres portuguesas tem que ter mesmo muito cuidado.... mas não é só com os muçulmanos..... entretanto a igreja olha para o lado, e é contra o divórcio, contra o aborto, contra a contracepção,..contra tudo, até contra o bom senso.

 

Jorge

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publicado às 22:32


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