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Espera-nos um futuro violento?

por Jorge Soares, em 13.05.15

video_agressoes.jpg

 

Imagem de aqui

É curioso, foi há dois dias que por aqui se discutiu se colocar umas orelhas enormes a um concursante dos ídolos era bullying ou não, bom, hoje ficamos todos a saber o que é realmente bullying.

 

O vídeo apareceu-me no Facebook ontem à noite, confesso que não consegui ver mais que dois ou três minutos, tal foi a impressão que me causou. Tudo me fez impressão, a forma como o miúdo era agredido, a forma como todo o bando de energúmenos se ria da situação e sobretudo a forma como ante todo aquele ataque, ele simplesmente estava ali, a ser sovado daquela forma sem uma resposta, um grito, uma reacção.

 

Felizmente existem as redes sociais e em poucas horas não só todos tomamos consciência de que estas coisas podem acontecer, como graças à divulgação e à enorme proporção que o caso tomou, não só já foi apresentada queixa, como já foram identificados todos os agressores e (esperamos nós) será feita justiça, casos como estes não podem de forma alguma ficar impunes.

 

Como não podia deixar de ser, há quem ache que se está a violar os direitos dos agressores (alguns são menores de idade) ao divulgar o vídeo e as suas imagens, se calhar é verdade, mas também é verdade que foi graças a essa divulgação que em muito pouco tempo se conseguiu alertar as autoridades e identificar agredido e agressores.

 

Entretanto o que parece que tem impressionado mais as pessoas é olhar para o aspecto tão "normal" das agressoras, parece que as pessoas associam este tipo de violência a bairros e zonas degradadas, nada mais errado, estas coisas acontecem em todos os estratos sociais, a falta de educação, de civismo e de princípios não tem nada a ver com estratos sociais, este tipo de coisas tanto pode acontecer num qualquer subúrbio de uma grande cidade como nas escolas de classe média ou até nos colégios mais caros... temos é que estar atentos e actuar ao primeiro sinal.

 

A questão que se coloca, é: atendendo à juventude que estamos a criar, que futuro nos espera?

 

Jorge Soares

publicado às 21:36

 

 

Poliamor

 

 

Normalmente às terças a P.  vê o Anatomia de Gray no canal 2, a seguir costuma dar uma entrevista com um escritor.. não sei como se chama o programa, eu estou no computador mas gosto de ir ouvindo.. na passada terça feira deixei-me estar... de repente dei por mim a ver a Ana Zanatti sentada com um grupo de jovens em animada conversa. O programa chama-se 7 palmos de testa e no site da RTP podemos ler o seguinte:

 

7 Palmos de Testa acontece só uma vez por mês. Dizemos “acontece” porque é um acontecimento. De cada vez, há sete pessoas que nunca vieram à televisão a dizer coisas que nunca se dizem na televisão – não por serem indiscretas e obscenas, mas por serem íntimas e verdadeiras.
Em vez de especialistas nas ditas conversas, pusemos lá amadores - daqueles que amam a vida perdidamente porque têm entre 16 e 22 anos. Foram escolhidos através de um blog.

 

Pela amostra daquele dia, os jovens foram muito bem escolhidos, jovens com ideias e com opinião sobre os assuntos de actualidade, jovens com mente aberta e com discurso seguro.

 

De repente a conversa vira para as relações, a Ana encara um dos jovens e diz o seguinte:

 

- Eu sei que você tem uma relação especial, uma relação poliamorosa, quer falar-nos disso?

 

E ele explica, ele vive com uma jovem, mas a relação é a três e os três amam-se entre si... a isso chama-se poliamor.

 

Atenção, não confundir com bigamia, não tem nada a ver e ele fez questão de explicar isso muito bem, na relação dele há um triângulo em que os três vértices se tocam, o que significa isso? Significa que para além de ele amar as duas e ambas o amarem, elas amam-se entre si, sendo que os três são livres de se o desejarem poderem estar com outras pessoas estranhas à relação sem que isto seja um problema para ninguém.

 

Reparem, ele falou de amor, falou de relação, acho que chegou a falar de confiança.... faz favor de não confundir com libertinagem, nada disso, é mesmo assim.... muito à frente... mesmo. A dado momento a Ana Zanatti perguntou o que poderia acontecer se em determinado momento no meio desta relação tão especial aparecesse um filho.. eu adorei a resposta dele.

 

- O que faz este tipo de relações tão especial, é que eu não faço ideia da resposta à sua pergunta!

 

É ou não é muito à frente?

 

Eu nunca tinha ouvido falar de tal coisa.... aqui entre nós que ninguém nos ouve.... não ouvi, mas acho que não me importava de ter ouvido... há uns 20 anos atrás .. é que isto é mesmo muito à frente. Eu fiquei curioso e fui ao google..  e descobri que existe até um Site.. o chama-se isso mesmo Poliamor...  e é cheio de coraçõezinhos. Mas o que importa é que tem uma definição para a coisa, vejam só:

 

Poliamor é um tipo de relação em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogamia como modelo de felicidade, o que não implica, porém, a promiscuidade. Não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo facto de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente.


O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela.

 

Mas o que gostei mesmo.. mas mesmo, foi isto:

 

... poliamor significa muitos amores, ou seja, a possibilidade de amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo.

 

Quem de nós não passou alguma vez na vida, horas a discutir se é possível ou não amar mais que uma pessoa ao mesmo tempo?  e aposto que todos concluímos mais que uma vez, que não, que não é possível.... pois  lamento dizer que estávamos todos enganados... é possível sim senhor, basta ser poliamoroso.

 

Fantástico como evolui o nosso mundo.

 

Já agora, o programa é interessante e mostra que nem tudo está perdido, ainda há jovens que pensam, que tem opinião..... e até boas ideias para o amor.

 

Update:Posts que referem este:Uma outra forma de amar - No Cantinho da Manu

 

Jorge Soares

publicado às 21:57


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