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Imagem do Público

 

Vivi num país em que mesmo de dia era difícil sair à rua sem medo, num país em que ao fim de 10 anos, mesmo não saindo de casa depois das oito da noite, eu era a única pessoa que eu conhecia que nunca tinha sido assaltado. 

 

Era outra vida, outro mundo, vim para Portugal e demorei anos a conseguir andar na rua ou estar sentado num sitio qualquer, sem saber e ver a todo momento tudo  o que estava a acontecer à minha volta.. e as pessoas não sabem o que isso significa e a diferença que isso faz para o nosso bem estar.

 

Por isso nego-me a aceitar que no meu país, no país que escolhi para viver e criar os meus filhos, aconteçam coisas como as que aconteceram a Sara Vasconcelos.

 

Segundo esta noticia, Sara foi barbaramente agredida por um energúmeno qualquer que guia um táxi no porto, pelo simples facto de que se despediu de uma amiga com um beijo na boca.

 

Há coisas que não tem desculpa, imagino que haverá outra versão da história para além do que a Sara conta, mas seja qual for essa versão, não pode haver desculpa para que alguém agrida desta forma cobarde, assim como não pode haver desculpa para quem assistiu a tudo e não fez nada nem denunciou.

 

Em pleno século XXI, num país que se diz europeu e desenvolvido não podem acontecer estas coisas, as pessoas não podem ser agredidas barbaramente simplesmente porque tem preferências sexuais diferentes, a liberdade sexual é um direito de cada um e todos devemos poder expressar carinho por alguém sem ter medo.

 

Eu quero que no meu país as pessoas possam sair à rua sem medo, até porque hoje agrediram a Sara porque é lésbica, amanhã o mesmo animal, que imagino continua a conduzir o táxi como se nada se tivesse passado, vai agredir alguém porque tem cor da pele diferente, ou porque é de outro clube, ou de outra religião, ou ...

 

Jorge Soares

publicado às 22:37

Free Amina Arraf

 

A noticia é do El Mundo e chocou-me profundamente, temos tendência a esquecer que há mais mundos para além do que conhecemos, depois chegam-nos estas noticias que nos lembram que sim, que o nosso é só um pequeno e excelente mundo, lá fora há outros.... diferentes, muito diferentes.

 

Amina Abdallah Araf é mulher Árabe, é Síria, é lésbica e desde Fevereiro é blogger, o seu blog Chama-se Uma Lésbica em Damasco. No blog ela começou por falar dos direitos da comunidade LGBT na Síria, para depois abordar directamente as manifestações que no país exigiam, tal como em muitos países árabes, a abertura à democracia. 

 

É necessário muito valor para num país onde a homossexualidade é proibida por lei, não só reconhecer a sua condição de lésbica, como falar abertamente do assunto num blog, mas não é necessário menos valor para num país com uma ditadura militar que controla tudo com mão de ferro há 40 anos, se declarar dissidente politica. "É duro ser lésbica na Síria, mas mesmo assim é mais fácil ser um dissidente sexual que um dissidente político", são palavras de Amina ao the Guardian.

 

Um destes dias, Amina ia pela rua com uma amiga quando 3 homens a arrastaram para um carro e desde então está desaparecida, o seu delito?, ser mulher, ser lésbica, ser blogguer, ter opinião... Num país onde a religião, os homens, os politicos, todos relegam as mulheres para um canto insignificante da sociedade, ser mulher e ter opinião é um enorme delito.

 

Os desejos de democracia do povo Sírio e a repressão que se instalou após as manifestações já levaram à prisão mais de 10000 pessoas, Amina negou-se a sair do país quando a foram buscar a primeira vez, agora o seu nome é mais um na lista.

 

Podem ver no Facebook o Grupo de apoio a Amina desde onde se grita pela sua liberdade, Free Amina Abdalla 

 

Jorge Soares

 

Update: Pelos vistos a rapariga lésbica era na realidade um idiota qualquer e toda  a história um invento ... enfim

publicado às 22:22


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