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Mariza - Alma

por Jorge Soares, em 29.09.15

 

Letra

 

Puedo decir que está vacia

cada una de estas calles

 

puedo decir que veo gente

y sin embargo no veo a nadie

 

puede decir que solo los coches  me duermen

puedo demostrar que no respiro

el aire que todos respiran

 

puedo deicr que soy el ultimo testigo de un jardin perdido

que nadie habita

y ahora que mi tiempo ya se acaba

no puedo explicar porque te has ido

no puedo deicr tu nombre sin escalofrios

 

alma

me duele ser el alma

te busco como un loco cada noche en mi ventana

no puedo dormir sin el latido de tu voz

me miro en tu mirada y no veo nada

 

alma

me duele ser el alma

te busco como un loco cada noche en mi ventana

no puedo dormir sin el latido de tu voz

me miro en tu mirada y no veo nada

no veo nada

 

puedo subirme a los tejados

donde solo vive el viento

puedo describirte en el colmado de mim miente de um descaro

en tonos viejos

 

y ahora que mi tiempo ya se acaba

puedo explicar porque te has ido

no puedo decir tu nombre sin escalofrios

 

alma

me duele ser el alma

te busco como un loco cada noche en mi ventana

no puedo dormir sin el latido de tu voz

me miro en tu mirada y no veo nada

no veo nada

 

alma

me duele ser el alma

te busco como un loco cada noche en mi ventana

no puedo dormir sin el latido de tu voz

me miro en tu mirada y no veo nada

no veo nada

 

alma

me duele ser el alma

te busco como un loco cada noche en mi ventana

no puedo dormir sin el latido de tu voz

me miro en tu mirada y no veo nada

no veo nada

publicado às 21:59

 

Letra

 

Letra e música Rodrigo Guedes de Carvalho

Estou cansada -  ainda agora chorei tanto
Outra noite -  o terror andou à solta
Vai e volta e promete que não volta
Vai e volta e promete que não volta

Estou cansada  - chorei tanto outra vez
Outra vez a pensar que hoje talvez
Haja paz -  que o terror só vai não volta
Que a tua mão não se fecha contra mim

Estou cansada - não há fim nesta demência
Ou ciência que preveja que me mates
E quem bate depois chora e promete
Que não mais a mão se levanta fechada

Estou cansada - acho que não quero nada
Que não seja uma noite descansada
Sem ter medo ou chorar na almofada
Sem pensar no amor como uma espada

Tão cansada de remar contra a maré
O amor não é andar a pé na noite escura
Sempre segura que a tortura me espera
Insegura tão desfeita humilhada

Tão cansada de não dar luta à matança
À dança negra que me dizes que é amor
Que não concebes a tua vida sem mim
E que isto assim é normal numa paixão

E eu cansada nem sequer digo que não
Já não consigo que uma palavra te trave
Não tenho nada que não seja só pavor
Talvez o amor me espere noutra estrada
Mas tão cansada não consigo procurá-la
Já tão sem força de tentar não ser escrava
Já sei que hoje fico suspensa outra vez
Outra vez a pensar que hoje talvez…

 

 

Vozes: Aldina Duarte, Ana Bacalhau, Cuca Roseta, Gisela João, Manuela Azevedo, Marta Hugon, Rita Redshoes e Selma Uamusse.

Canção de sensibilização sobre violência doméstica, assinalando o 25º aniversário da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

 

publicado às 23:44

Imagine there's no heaven - Eddie Vedder

por Jorge Soares, em 02.10.14

 

Letra

 

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

 

Hoje é para isto que está

Jorge Soares

publicado às 15:38

Capicua - A mulher do cacilheiro

por Jorge Soares, em 09.06.14

 

Letra

 

passa o passe pelo torniquete

espera que o portão abra assim que a hora chegue

para que o barco saia

ainda é de madrugada

o ar frio corta-lhe a cara

e no cais os sons metálicos são a banda sonora

 um grito de gaivota

um puto chora de com sono

enquanto a mãe tenta calá-lo

com um biberão de leite morno

e ela lembra-se dos filhos

que ficaram sós em casa

e dos filhos da patroa

pra cuidar na outra margem

já se vê Lisboa ao fundo

que amanhece sonolenta

e o motor do barco reza numa lenga lenga lenta

 

come bolacha Maria

ali sentada entre as mulheres

e na revista Maria fica a par dos fadi vers

mão gretada da lixivia

pele negra cabelo curto

saudade de Cabo Verde 

vontade de um mundo justo

porque é sempre mais difícil

pra ela que tem ... escolher a solidão

entre um bebado e um adulto

entre o pó e a sanita

vai limpar também as lágrimas 

e vai rezar também a Fátima

prá filha não estar grávida.

 

avé Maria cheia de graça

o senhor é convosco

bendita sois vós entre as mulheres

 

este balanço do barco

lembra o mar de Santiago

e ao largo do Barreiro

quase vê a ilha de Maio

quase sente o mesmo cheiro

e vai crescendo o seu desejo

de seguir no cacilheiro

é ir até Pedra Badejo

até que vê a ponte Salazar ali ao lado esquerdo

ou 25 de Abril como agora é bom dizer

e percebe que mesmo que façam pontes sobre o rio

ele é demasiado grande para que possam unir-nos

e ali no meio do Tejo

debaixo do céu azul

deu conta que até Cristo

virou as costas ao Sul

 

Ali no meio das mulheres

do barco da madrugada

sente a fadiga da lida

da faxina e da faina pesada

sofre da dupla jornada

pra por comida na mesa

com a força de matriarca

que arca com a despesa

e entre toda aquela gente

ela é só mais uma preta

só mais uma emigrante

empregada da limpeza

só mais uma que de longe vê a imponência imperial

do tal Terreiro do paço da Lisboa capital

mais uma que À chegada vai dispersar da manada

enquanto a cidade acorda

já elas estão na batalha à muito tempo

por que o metro, comboio, o autocarro

podem-nos faltar à gente

mas não a gente ao trabalho

são os outros cacilheiros

outras pontes do povo

porque a grande sobre o rio

mesmo se o estado é novo

tem nome de um grande herói da história colonial

e ela  mais uma heroína que não interessa a Portugal

em comum só este barco o mesmo rio o mesmo mar

e a mesma fé que esta vida foi feita pra navegar

em comum só este barco o mesmo rio o mesmo mar

e a mesma fé que esta vida foi feita pra navegar

 

navegar é preciso viver não é preciso

navegar é preciso viver não é preciso

navegar é preciso viver não é preciso

 

O barco

meu coração não aguenta

tanta tormenta

publicado às 22:13

A minha geração

por Jorge Soares, em 08.07.13

 

Letra

 

A minha geração

acreditou em promessas

engrossou a procissão

foi indo na conversa

 

aceitou o futuro

como se fosse presente

a cenoura e o burro

qual dos dois vai à frente

 

a minha geração

deu tudo por uma casa

mistério e padrão

de uma vida hipotecada

 

encheu-se de rotinas

começou pelo casamento

uma vida preenchida

sem nada por dentro

 

aminha geração

 

a minha geração

ainda fuma uns charros

essa espécie de refrão

que acende o passado

 

transferiu para os filhos

os sonhos adiados

chamou-lhe destino

nos versos de um fado

 

a minha geração

trocou a felicidade 

por bens de consumo

mas jura e acontece

que quer ir mudar o mundo

 

jogou à cabra cega

deixou-se apanhar

a vida é uma arena

onde nos querem lixar

 

a minha geração
a minha geração
a minha geração
a minha geração
a minha geração
a minha geração

 

 

Alguém se sente identificado?

publicado às 21:52

Letra

Bem te avisei, meu amor
Que não podia dar certo
Que era coisa de evitar


Que como eu, devias supor
Que, com gente ali tão perto
Alguém fosse reparar


Mas não!
Fizeste beicinho e,
Como numa promessa
Ficaste nua para mim


Pedaço de mau caminho
Onde é que eu tinha a cabeça
Quando te disse que sim?

 

Embora tenhas jurado
Discreta permanecer
Já que não estávamos sós


Ouvindo na sala ao lado
teus gemidos de prazer
Vieram saber de nós


Nem dei por o que aconteceu
Mas mais veloz e mais esperta
Só te viram de raspão


A vergonha passei eu
Diante da porta aberta
Estava de calças na mão

 

 

António Zambujo

 

Mais músicas do António Zambujo no Música Portuguesa

publicado às 22:13

Descobrindo a nova música Portuguesa - Kalú

por Jorge Soares, em 01.02.13
Kalu 
O conhecido baterista do gupo rock português Xutos & Pontapés aventura-se a solo, com o album Comunicação
Baterista do grupo, desde a sua fundação em 1979, Kalú participou sempre em concertos e no trabalho de estúdio, no repertório da banda, mas nunca se tinha aventurado por um lançamento solitário. O disco acaba por resultar de composições que foi guardando, feitas ao piano, a maior parte delas criadas aquando do processo de escrita do novo álbum dos Xutos, a editar durante o corrente ano. 
O produtor é Ramon Galarza, sendo as letras também da sua autoria, e de um dos filhos do baterista, Vasco Ferreira. Kalú assina a letra apenas de uma das canções. Do ponto de vista sonoro, segundo o baterista disse à Lusa, sentem-se as naturais afinidades com os Xutos, destacando temas como Demagogia ePela noite dentro. Comunicação será apresentado ao vivo a 7 de Fevereiro no Teatro do Bairro em Lisboa e no dia 14 no Hard Club do Porto.
 
Letra

Já não sei

Que mais posso fazer

O que devo dizer pra entender

 

Já tentei

Esperar o amanhecer

Ver o sol nascer

Pra me conhecer

 

Baixo as armas, tiro o escudo e o mundo

Às vezes eu preferia ser surdo ou mudo

Os dois ou nenhum

Apenas ter o meu espaço

E o vento, e o meu traço, desembaraço

 

Que posso dar pra te chegar?

(já não sei, eu não sei)

O que hei-de falar pra te alcançar?

(já não sei, eu não sei)

 

Um dia eu vou encontrar

Nem que seja a cantar por ti

E nesse dia saberei como cheguei aqui

Depois do fim vem um início

Eu vou recomeçar

 

O espelho sorri pra mim

Vai ser hoje

Eu vou longe

Acredito que sim

 

Parece tão fácil

É um assunto frágil

Como a flor que dá vida ao jardim

 

Quero falar, não me sai a palavra

Eu quero expulsar a sensação amarga

Que mata e corrói!

Que agarra e que dói, só destrói

Gostava de ser um herói

 

Que posso dar pra te chegar?

(já não sei, eu não sei)

O que hei-de falar pra te alcançar?

(já não sei, eu não sei)

Um dia eu vou encontrar

Nem que seja a cantar por ti

E nesse dia saberei como cheguei aqui

Depois do fim vem um início

Eu vou recomeçar

 

 

Vasco Ferreira / Kalú

publicado às 20:31

 

 

letra

 

As flores pelo chão

Pisadas desde o baile

O vento frio

Só mulheres de xaile

 

Tudo me contaram

Quando eu dei aos ares de Espanha

Uns desceram para sul

Eu fiquei a ver Idanha

 

Ai de mim

Não faço nem ideia

Prometi partir na lua cheia

Pago por um  bagaço na estação

Nos olhos de um varão

Vejo a fera da fronteira

 

Ir pra angola

pode mesmo ser a salvação

Ou são Paulo

receber calor de um povo irmão

 

Ir abastecer

onde há quem dance

 

Promessas de verão

Os mar e nozes quebram

Praia fora vão

Se águas más lhe pegam

Num posso mais remar

Que terra se alevante

Se firme a procurar

Quero ir pra adiante

 

Ai de mim

Se tudo é ao contrario

Tenho de ir cumprir nosso fadário

Acabo de engolir num repelão

Pregunta um bom beirão

se isto era necessário

 

Ir embora

pode mesmo ser solução

Ver trabalho

o frio compensa pela aflição

 

Mas se isto não mudar

Eu não descanso

 

E se eu for

Quem espera Mariana

Faz de mim nas guardas quentes de sua cama

 

E se eu for

Quem me faz de tua estampa

Para onde irás se só voltar

pra encontrar a minha campa

 

Ai de mim

Não faço nem ideia

Prometi partir na lua cheia

Pago-te um bagaço na estação

Nos olhos de um varão

Vejo a fera da fronteira

publicado às 21:48

 

Letra

 

De manhã cedinho

Eu salto do ninho e vou para a paragem

De bandolete à espera do sete

mas não pela viagem

 

Eu bem que não queria

mas um belo dia eu vi-o passar

E o meu peito que é céptico

por um pica de eléctrico voltou a sonhar

 

Em cada repique

que salta do clique de aquele alicate

De um modo frenético

o peito que é céptico toca a rebate

 

Se eu lhe perguntasse

se tem livre passe para o peito de alguém

Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também

 

Ninguém acredita o estado em que fica o meu coração

Quando o sete me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vão

Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz

Traçar meu horário com  o de um funcionário de um trem da carris

 

Se o trem descarrila o povo refila e eu fico num sino

Porque um mero trajecto no meu caso concreto é já o destino

 

Ninguém acredita o estado em que fica o meu coração

Quando o sete me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vão

Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá 

 

 

publicado às 22:57


Ó pra mim!

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