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Descobrindo a nova Música Portuguesa - Noiserv

por Jorge Soares, em 11.10.13

Noiserv

 

 

"...se tivesse nascido música gostava de ter sido feito pelos Sigur Rós e que a haver uma banda sonora, seria com uma dos Radiohead ou do Yann Tiersen, uma qualquer doEddie Vedder mais umas quantas dos Explosions in the Sky... Jeff Buckley... já seria um dia bem passado"


São palavras de David Santos numa entrevista dada ao Ionline, deve ser por isso que eu fiquei fan deste excelente músico desde a primeira vez que ouvi um dos seus temas... curiosamente até esta semana sempre achei que Noiserv era uma banda... coisas de quem não percebe nada de música, ouvia as músicas, até via alguns dos vídeos que ia colocando no A Musica Portuguesa sem nunca imaginar que todas aquelas musicas fantásticas fossem obra de um homem só... mas são.. 

 

Podia ter escolhido qualquer uma das outras músicas, escolhi Palco Do Tempo... por que é em Português.. mas podia ter escolhido outra qualquer, com a certeza que era uma excelente escolha.

 

Letra
É o palco do tempo
Sem tempo a mais
São voltas às voltas
Por querer sempre mais

É um verso atrás
Um degrau que não viu
São curvas as rectas
Num final não vazio

É o palco do tempo
Sobre o tempo a mais
São voltas à espera
Que não vivendo mais
Mais sobre este escelente músico Português, no A Musica Portuguesa
Jorge Soares

publicado às 23:34

João Tamura

 


O João Tamura enviou-me um mail para o endereço do Musica Portuguesa com uma humildade enorme a pedir-me para ouvir e publicar uma das suas músicas, esta, eu ouvi e depois ouvi outras e fiquei encantado, e pedi ao João que me enviasse um pequeno texto de apresentação para fazer um post sobre ele e a sua música e ele enviou o seguinte:

 

"sou joão tamura desde o ano de 1993. aos 14 anos, no bairro dos Olivais Sul, em Lisboa, experimentei pela primeira vez a música. desde então, escrevo e canto pedaços de mim. pedaços dos mundos por onde viajo e fotografo. pedaços algo íntimos do que sou."

 

Pronto, a sua música fala por ele, aqui com Catarina Sampaio em doces nadas:

 

 

Letra
falar sobre amor 
ou ter-te em mim 
amor é igual, para ti. 

somos só nós 
e o que raio somos nós? 
pedaços de pó, em mim. 

durmo para não existir 
amor, isto é foder ou é amar ou é sentir? 
a saudade é o teu perfume, e nós rasgamo-nos pelo ciúme 
estranha forma só de amar sem conhecer o que raio nos une 
é morrer numa alvorada 
o teu corpo é do silêncio e tu estás tão cheia de nadas 
hoje... um coração de um leão de barro 
rasgamos esta carne mais um bocado... 
e eu decidi ser escritor ou falador sobre o amor 
porque eu sei bem a saudade e amor eu sei que eu sou tão pouco 
mentimo-nos de dia. dançamo-nos só à noite 
o que raio sem mim és tu? e não há espaço em mim para a morte 
e são os segredos da cidade onde tu passeias 
e tu escondes todo o silêncio atrás de lingerie vermelha 
e são as almas desses homens que os teus olhos comem 
e tu és onde os meus sonhos morrem... 

saudades do mar 
e o mundo é dos dois. 
ou foi. 

e somos o quê? 
pedaços de ti? 
o que foi de mim, morreu. 

sangue que eu não sei 
a noite és tu 
Vais com o vento, assim. 

agir sem saber 
crescer sem agir 
quando eu fui de ti, morri. 

escrevo para existir 
e depois há a saudade e o não saber viver sem ti 
um coração a corda e eu carrego em mim a noite 
quando morre, acorda. os meus pais foram os lobos 
comemos esta cidade. a vida é o que foi 
morremos com a idade e amor até que existas dói-me 
pões-te bela para esse mundo e o teu corpo cheira a segredos 
e tu sabes tanto a silêncio... é o medo.

 

publicado às 22:14

Letra

Bem te avisei, meu amor
Que não podia dar certo
Que era coisa de evitar


Que como eu, devias supor
Que, com gente ali tão perto
Alguém fosse reparar


Mas não!
Fizeste beicinho e,
Como numa promessa
Ficaste nua para mim


Pedaço de mau caminho
Onde é que eu tinha a cabeça
Quando te disse que sim?

 

Embora tenhas jurado
Discreta permanecer
Já que não estávamos sós


Ouvindo na sala ao lado
teus gemidos de prazer
Vieram saber de nós


Nem dei por o que aconteceu
Mas mais veloz e mais esperta
Só te viram de raspão


A vergonha passei eu
Diante da porta aberta
Estava de calças na mão

 

 

António Zambujo

 

Mais músicas do António Zambujo no Música Portuguesa

publicado às 22:13

Descobrindo a nova música Portuguesa - Kalú

por Jorge Soares, em 01.02.13
Kalu 
O conhecido baterista do gupo rock português Xutos & Pontapés aventura-se a solo, com o album Comunicação
Baterista do grupo, desde a sua fundação em 1979, Kalú participou sempre em concertos e no trabalho de estúdio, no repertório da banda, mas nunca se tinha aventurado por um lançamento solitário. O disco acaba por resultar de composições que foi guardando, feitas ao piano, a maior parte delas criadas aquando do processo de escrita do novo álbum dos Xutos, a editar durante o corrente ano. 
O produtor é Ramon Galarza, sendo as letras também da sua autoria, e de um dos filhos do baterista, Vasco Ferreira. Kalú assina a letra apenas de uma das canções. Do ponto de vista sonoro, segundo o baterista disse à Lusa, sentem-se as naturais afinidades com os Xutos, destacando temas como Demagogia ePela noite dentro. Comunicação será apresentado ao vivo a 7 de Fevereiro no Teatro do Bairro em Lisboa e no dia 14 no Hard Club do Porto.
 
Letra

Já não sei

Que mais posso fazer

O que devo dizer pra entender

 

Já tentei

Esperar o amanhecer

Ver o sol nascer

Pra me conhecer

 

Baixo as armas, tiro o escudo e o mundo

Às vezes eu preferia ser surdo ou mudo

Os dois ou nenhum

Apenas ter o meu espaço

E o vento, e o meu traço, desembaraço

 

Que posso dar pra te chegar?

(já não sei, eu não sei)

O que hei-de falar pra te alcançar?

(já não sei, eu não sei)

 

Um dia eu vou encontrar

Nem que seja a cantar por ti

E nesse dia saberei como cheguei aqui

Depois do fim vem um início

Eu vou recomeçar

 

O espelho sorri pra mim

Vai ser hoje

Eu vou longe

Acredito que sim

 

Parece tão fácil

É um assunto frágil

Como a flor que dá vida ao jardim

 

Quero falar, não me sai a palavra

Eu quero expulsar a sensação amarga

Que mata e corrói!

Que agarra e que dói, só destrói

Gostava de ser um herói

 

Que posso dar pra te chegar?

(já não sei, eu não sei)

O que hei-de falar pra te alcançar?

(já não sei, eu não sei)

Um dia eu vou encontrar

Nem que seja a cantar por ti

E nesse dia saberei como cheguei aqui

Depois do fim vem um início

Eu vou recomeçar

 

 

Vasco Ferreira / Kalú

publicado às 20:31

Miguel Calhaz


Miguel Calhaz nasceu na Sertã em 1973 e é licenciado em Contrabaixo/Jazz pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto. Além da carreira a solo, o músico integra os projectos Popxula, Quartinto, Trilhos e Os Cantautores.


Vídeo de Abril Murchou

 

 

 

Letra

Quando os sonhos já não te acordam a sorrir
Que luas te anoitecem, que nuvens te escurecem,
Que ventos e que chuvas ainda estão para vir?...

 

Muitos dias passaram depois do adeus,
Em que vila morena é que o povo ordena,
Quem ficou a sonhar os sonhos que eram teus?

 

Não sentes uma dor fechada, por ter ficado inacabada
A planta onde surgia um lugar melhor?

 

Passaram-se anos numa espera, de que valeu essa quimera,
Se a mesma lenga-lenga se vai ouvir de cor?

 

E quando te dás conta já tudo caiu,
Que luta continua, que morte sai á rua,
E em que primeiro dia o Maio amadurece Abril?

 

E se uns impérios caem que outros vão surgir,
“Que trovas vão avante?”, pergunto ao vento errante,
Se mudam os tempos a vontade é de fugir...

 

Não sentes uma dor fechada, por ter ficado inacabada
A planta onde surgia um lugar melhor?

 

Passaram-se anos numa espera, de que valeu essa quimera,
Se a mesma lenga-lenga se vai ouvir de cor?

 

Não sentes uma dor fechada, por ter ficado inacabada
A planta onde surgia um lugar melhor?

 

Passaram-se anos numa espera, de que valeu essa quimera,
Se a mesma lenga-lenga se vai ouvir de cor?

 

Podem ouvir mais de Miguel Calhaz, aqui

Jorge Soares 

publicado às 20:57

Emmy Curl

 

Aos 20 anos, Catarina Miranda tem já "nove anos de carreira" e é uma multifacetada artista. Nascida num ambiente artístico e beneficiando do isolamento natural provocado por isso ter acontecido em Vila Real, Catarina apresenta um estilo muito próprio em que a melancolia, o encantamento e os ambientes bucólicos transformam as suas composições em momentos de rara beleza. Num mundo criativo que vai da pintura à música e onde se notam os efeitos de não ter crescido num grande centro urbano, Catarina Miranda apresenta o seu mundo encantado pela voz de «Emmy Curl» e com ela poderá chegar muito longe. Se fosse sueca estaria já nas bocas do mundo indie, assim, demorará apenas um pouco mais a chegar onde merece.


Fonte Ecletismo Músical

 

 

 

Podem ouvir mais aqui 

 

Letra

 

Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há-de ser luz do Sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há-de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!

Há-de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno insecto,
Vento que enfurna as velas sobre os mastros!...
Há-de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros! 
A letra é um poema de Florbela Espanca

 

 Jorge Soares

publicado às 21:58

Marta Ren

 

Marta Ren é uma das mais carismáticas vozes portugesas, tendo-se afirmado enquanto voz principal do grupo Sloppy Joe. Hoje, a par de outros projectos musicais como os Bombazines, Marta colabora com os Trabalhadores do Comércio. Uma nova geração de Rock, uma energia imparável, uma presença inconfundível.


A Marta está a preparar a sua estreia a solo, o disco deve aparecer ainda durante este ano 2013 e este é o primeiro single, Summer's Gone, ..a digam lá se ela não tem swing...

 

 
Jorge Soares

publicado às 21:39

 

Letra

 

Olá Pai Natal 


É a primeira vez que escrevo para ti
Venho de Lisboa e o pessoal chama-me AC
Desculpa o atrevimento mas tenho alguns pedidos
Espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos


Como nunca te pedi nada 


Peço tudo duma vez e fica a conversa despachada
Talvez aches os pedidos meio extravagantes
Queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes


Tira-lhes as armas e a vontade da guerra
É que se não acabamos a pedir-te uma nova Terra
Ao sem-abrigo indigente, dá-lhe uma vida decente
E arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente
E ao pobre coitado, e ao desempregado
Arranja-lhe um emprego em que ele não se sinta explorado
E ao soldado, manda-o de volta para junto da mulher

Acredita que é isso que ele quer


Vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
Dá de comer ás crianças ergue escolas e hospitais
Cura as doenças e distribui vacinas
Dá carrinhos aos meninos e bonecas ás meninas
E dá-lhes paz e alegria


Ao idoso sozinho em casa, arranja-lhe boa companhia
Já sei que só ofereces aos meninos bem comportados
Mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
Jactos privados, carros topo de gama importados
Grandes ordenados, apagas pecados a culpados
Desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
Não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
Parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
E a única coisa que interessa é se as prendas tão compradas


E quando passa o Natal, dás á sola?
Há quem diga que tu não existes, quem te inventou foi a Coca-Cola
Não te preocupes, que eu não digo a ninguém
Se és Pai Natal é porque és pai de alguém
Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
E já agora para acabar, sem querer abusar
Dá-nos Paz e Amor e nem é preciso embrulhar
Muita Felicidade, saúde acima de tudo
Se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
Desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas
Feliz Natal para ti e já agora baixa as rendas

publicado às 21:00

  
Letra 
Debaixo Da Ponte

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Eu não conheço esse homem em que me tornei hoje
Vejo as luzes da cidade a brilhar ao longe
Onde mora a felicidade a mulher dos meus sonhos
Dizem que se eu procurá-la muito talvez a encontre
Dizem que casou com um homem nobre
Eles acharam-na cara demais para qualquer noivo
Mas eu vou convidá-la para sair a noite
Se ela aceitar vou levá-la até aos montes
Depois vou beijá-la e voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Há um rosto enrugado no reflexo do lodo
Há algo de errado que este rio esconde
Desde o tempo em que tu eras naive e novo
Dizem que nasce todos os dias e a noite morre
Dizem que casou com um homem nobre
Hoje eu vou procurá-la num lugar bem longe
Mas se eu não encontrá-la vou voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Olha há alguém no pontão velho(4x)
É o rei do rio que não chega ao mar(4x)
Podem ouvir mais aqui

publicado às 18:53

 


Video - A Jigsaw - "One Right Lie" feat Ruby Ann


A música portuguesa é feita para além dos óbvios e conhecidos, por dezenas de excelente grupos que fazem excelente música... estes A jigsaw são excepcionais... quem quiser ouvir mais basta ir aqui


Jorge Soares

publicado às 21:35


Ó pra mim!

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