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Policias em frente ao parlamento

 

Imagem do Público

 

Terá sido uma das maiores manifestações de polícias que aconteceram em Portugal, por volta das seis quando vinha para casa ia ouvindo as reportagens sobre o inicio da manifestação, a pergunta dos jornalistas repetia-se cada vez que avistavam algum dos organizadores: "Será que vão tentar subir a escadaria do parlamento como da última vez?"

 

A resposta também era invariavelmente a mesma: "Os manifestantes vão à assembleia para manifestar o seu descontentamento não para quebrar as leis"

 

Os últimos orçamentos de estado tem reduzido em muito as dotações financeiras de todas as forças de segurança, todos estes cortes tem significado uma enorme deterioração das condições de trabalho das polícias e começam a pôr em causa a segurança e o bem estar de polícias e restante população do país.

 

Os polícias também são cidadãos, também tem famílias, para alimentar e como a grande maioria do resto da população, também tem salários baixos e sobretudo, péssimas condições de trabalho... e tem é claro, tanto direito à indignação como qualquer outra pessoa. 

 

Mais de 15 mil polícias chegaram até à assembleia da república numa enorme manifestação do descontentamento que grassa neste momento nas fileiras de todas as forças de segurança. 

 

Não vi como tudo começou, mas quando dei por mim, uma manifestação que estava a correr de forma exemplar, descambou para o jogo do empurra, do lado de baixo os policias sem farda empurravam para cima, do lado de cima, os policias com farda empurravam para baixo.

 

Entendo a ideia de quem pretendia subir as escadas, mas a verdade é que naquele momento a manifestação e os seus objectivos passaram a segundo plano, até porque a grande maioria de quem ali estava passou de manifestante a mirone, os jornalistas passaram a narradores do jogo do empurra e mais ninguém se lembrou qual era o motivo inicial de tudo aquilo.

 

Louve-se o respeito que imperou de parte a parte, chegou-se inclusive a deter o jogo quando apareceram os primeiros feridos, havia jornalistas que narravam como policias fardados e policias sem farda partilhavam garrafas de água nas pausas do empurra...

 

Resumindo, era escusada e tinha sido muito mais sensato que a manifestação tivesse continuado normalmente... felizmente o povo é sereno e os polícias também são povo.

 

Jorge Soares

 

PS:Fui só eu que achei um bocado parvo que no meio de uma manifestação uma jornalista da RTP aborde os manifestantes com a pergunta: "Porque está aqui?"

 

 

publicado às 22:21

Manifestação de polícias na assembleia da República

Imagem do Público

 

Há coisas que simplesmente me transcendem, há pouco ouvia no telejornal o Primeiro ministro a dizer "O que se passou ontem não é um bom indicador da própria autoridade das forças de segurança" aparentemente o primeiro ministro e o governo preferiam que tudo tivesse terminado numa batalha campal.

 

Não demorou muito a que rolaram cabeças, hoje de manhã Paulo Valente Gomes, até agora director da PSP, apresentou (?) a sua demissão que evidentemente foi aceite pelo ministro da tutela. 

 

Independentemente de tudo aquilo ter sido concertado ou não, e eu não acho que tenha sido, não podemos esquecer que ontem havia polícias dos dois lados da barricada, e quem estava de serviço não podia deixar de pensar que os problemas pelos que se estava a gritar do outro lado afectam todos os policias e se calhar, se não estivessem ali, eles estariam lá a gritar as mesmas consignas e a empurrar as vedações... como se pode a exigir a alguém que está nesta posição que reprima os seus próprios colegas que até defendem os seus direitos?

 

Sou dos que criticam a forma como terminam a maioria das manifestações em frente ao parlamento, nunca percebi porque é que há gente que após o fim das manifestações  insiste em insultar os polícias, atirar pedras, forçar o confronto... Ontem não ouvimos esses insultos, ninguém atirou pedras e apesar da emoção que os jornalistas tentavam dar ao directo, ninguém viu confrontos, bem pelo contrário, vimos uma das mais pacificas manifestações dos últimos tempos, era mesmo necessário forçar a violência?

 

O que todos pudemos ver em directo é que a violência não interessava nem aos manifestantes nem a quem dirigia os polícias de serviço,  a quem interessava? Ao governo? À Troika? a alguém deveria interessar, caso contrário hoje não teríamos todo este circo montado.

 

Jorge Soares

publicado às 20:49

"Polícias unidos jamais serão vencidos"

por Jorge Soares, em 21.11.13

Polícias à porta do parlamento

 

Imagem do Facebook 

 

A frase foi repetida muitas vezes durante toda a manifestação que hoje juntou perto de 10000 elementos das forças de segurança em frente ao parlamento.

 

Os últimos orçamentos de estado tem reduzido em muito os orçamentos de todas as forças de segurança, hoje a meio da tarde na Antena 1 alguém dizia que o orçamento para combustíveis na Polícia judiciária será reduzido em 70% com o novo orçamento de estado, e já há quem calcule que a partir de Abril os carros fiquem parados.


Todos estes cortes tem significado uma enorme deterioração das condições de trabalho das polícias e começam a pôr em causa a segurança e o bem estar de polícias e restante população do país.

 

Os polícias também são cidadãos, também tem famílias, para alimentar e como a grande maioria do resto da população, também tem salários baixos e sobretudo, péssimas condições de trabalho... e tem é claro, tanto direito à indignação como qualquer outra pessoa. A manifestação de hoje foi um aviso ao governo, um enorme cartão amarelo, era bom que a mensagem passasse

 

A manifestação terminou de uma forma completamente inédita, pela primeira vez o corpo de intervenção foi ultrapassado e os polícias manifestantes terminaram a gritar consignas no cimo da escadaria... se calhar muita gente esperava mais, mas até aí foi dada uma lição, cumprido o objectivo, a manifestação terminou, sem excessos, sem violência, sem bastonadas, sem arremesso de pedras.... era bom que fosse sempre assim.

 

Jorge Soares

publicado às 21:45

Os masoquistas manifestam-se hoje

por Jorge Soares, em 21.10.13

Obrigado Troika

 

Imagem de aqui

 

A necessidade de “agradecer a ajuda” dos credores internacionais motiva uma acção de um grupo de cidadãos auto-intitulados “Obrigado, Troika”.


Sabemos que há gostos para tudo... mas "Obrigado Troika?"... isso é mesmo masoquismo puro e duro.


Eu até entendo que existam pessoas para quem o que estamos a passar faça sentido, há sempre quem acredita em tudo o que ouve vê e lê, mas uma manifestação a agradecer a austeridade?  Não havia necessidade.


Jorge Soares


Update: Hoje não é primeiro de Abril, mas podia ser, porque caímos todos.... é bom saber que estamos mal, mas não tanto como para que exista um movimento chamado "Obrigado Troika", tudo não passou de uma forma de o "Que se lixe a Troika" chamar a atenção

publicado às 13:25

Quem tem medo da Ponte 25 de Abril?

por Jorge Soares, em 15.10.13

Ponte 25 de Abril

Imagem de aqui

 

Passei uma boa meia hora à procura de imagens do que se passou à entrada da praça das portagens no dia  24 de Junho de 1994, eu tenho frescas na memória as imagens de uma A2 completamente cheia de carros parados atrás dos camiões que vemos ali na fotografia. É dificil esquecer as imagens das cargas policiais que durante horas e até bem entrada a noite tentaram calar a revolta que era ali mais que evidente.

 

O que se passou na ponte naquele dia e nos dias seguintes terá sido o fim de uma época no PSD, foi o inicio do fim do cavaquistão, nas legislativas seguintes o país deu a maioria ao PS e só passados quase 10 anos o PSD voltaria a levantar cabeça.

 

Em 1994 a internet ainda era pouco mais que um projecto de rede global, talvez por isso seja tão difícil encontrar as fotografias do que se passou naqueles dias, mas pelos vistos há muita gente com essas memórias bem frescas principalmente dentro do PSD.

 

O governo pode dar as explicações que quiser, pode deitar a culpa para a Polícia, para a Lusoponte, para o conselho de segurança da ponte, pode dizer o que bem entender, até que nunca houve manifestações na ponte, a verdade é que a manifestação não vai atravessar a Ponte 25 de Abril porque há pessoas dentro do PSD com a memória bem fresca daqueles dias de há 19 anos atrás.

 

Depois de não sei quantas marchas e maratonas, algumas com mais de 10000 participantes, que se realizaram na ponte sem nenhum tipo de problema, não há forma de entender que alguém alegue a falta de segurança para a realização desta manifestação. 

 

Hoje a CGTP decidiu trocar a marcha na ponte por uma concentração em Alcântara, acho que foi uma decisão sensata, uma coisa é uma manifestação surpresa de camiões que consegue bloquear completamente o trânsito, outra muito diferente é tentar forçar a passagem pela policia de choque com uma marcha que se deseja pacifica.

 

Resta saber quem no governo tem medo da Ponte 25 de Abril e do que ela siginifica na memória do povo Português.

 

Jorge Soares

publicado às 21:50

Manifestantes a caminho da Ponte 25 de Abril

 

Imagem do Público

 

A de hoje foi uma greve geral a meio gás que quase terminava em grande. Ao fim da tarde um grupo de manifestantes numa manobra bem pensada e melhor planeada, trocou a esplanada em frente da Assembleia da república pela avenida da ponte. Foi tal a surpresa que nem os repórteres televisivos conseguiram chegar a tempo de dar a noticia em directo, tal como uma boa parte da policia ficaram presos no caos do trânsito e quando lá chegaram já a coisa havia terminado.

 

Eu estava a ouvir as noticias pela rádio e dei por mim a torcer para que a iniciativa tivesse sucesso, lembrei-me de imediato das imagens de dezenas de camiões parados na entrada da praça das portagens, de uma fila a perder de vista de carros parados ao longo da autoestrada do sul e de filas de policias de choque preparados para levarem tudo à frente, sem grande sucesso diga-se de pasagem. Numa altura em que não havia Ponte Vasco da Gama nem Comboio na Ponte, o país esteve literalmente parado durante dois dias. Terá sido esse o momento de viragem e o fim do reinado de Cavaco Silva e do PSD por uns bons anos.

 

É curioso, mas fez precisamente 20 anos na passada segunda feira sobre aqueles dias que de alguma forma mudaram o país, foi a 24 de Junho de 1994 que tudo começou.

 

A julgar pelas fotografias que pude ver por aí, a maioria dos manifestantes que hoje tentaram recriar esse momento, não terá idade para se recordar desses dias, ou para na altura ter tido a noção da importância do que ali se passou, mas é difícil não estabelecer um paralelismo entre o momento político de 1994 e o que vivemos hoje em dia.

 

Hoje, tal como acontecia em 1994, há muita gente que apesar da crise, dos impostos, da insistência por parte do governo da maioria em ir por um caminho que só leva a mais pobreza e desemprego, que continua a encolher os ombros e a olhar para o lado como se não fosse nada com eles, gente que quase de certeza apesar de tudo vai voltar a votar nos mesmos de sempre e contribuir para manter tudo como está..

 

Na altura aqueles acontecimentos serviram para que muita gente percebesse que era necessário mudar de rumo, se calhar é de algo assim que estamos a precisar, de algo que realmente faça as pessoas acordarem... não faço ideia de quem terá estado por trás da tentativa falhada de hoje, mas fiquei realmente com pena que tenha falhado... talvez para a próxima.

 

Já agora, foi sem dúvida nenhuma uma acção muito mais útil e inteligente que o apedrejamento da polícia em que terminou a greve geral de 14 de Novembro.

 

Jorge Soares

publicado às 22:24

Crónica de uma manifestação triste

por Jorge Soares, em 03.03.13

2 de Março em Setúbal

Imagem minha do Momentos e Olhares 

 

Não vou entrar aqui na história dos números ontem, como tinha acontecido antes, muitos milhares de pessoas saíram à rua, e não foi só em Lisboa e no Porto, foi por todo o país.

 

Eu não sou lá grande espingarda a fazer cálculos destes e ainda não vi os números em lado nenhum, mas eu calculo que em Setúbal tenham sido perto de 4 mil pessoas. Num distrito que terá mais de 50000 desempregados é pouco, muito pouco mesmo... mas nem foi isso o que me causou mais impressão, não foi a quantidade, foi a forma.

 

O que mais me impressionou foi a forma quase resignada em que as pessoas se apresentaram, terá sido a manifestação mais silenciosa que já vi, isto apesar do esforço dos organizadores para lançar as palavras de ordem... e nem as estrofes do Grândola Vila Morena escritas nos cartazes faziam com que as pessoas se esforçassem em cantar. 

 

Os manifestantes percorreram a avenida Luísa Tody, no centro da avenida decorria a feira de velharias que estava cheia de gente... e cheia continuou, com todo o mundo indiferente ao que se passava... atrevo-me a dizer que havia pessoas que nem davam porque estava a passar uma manifestação.

 

Esta sensação de batalha perdida e até de indiferença assusta-me sobremaneira, é algo que venho sentindo quando falo com as pessoas, que se sente no encolher de ombros, na forma como percebemos que quem elegeu estes senhores e os anteriores o vai continuar a fazer, na forma como se calam quando perguntamos em quem vão votar a seguir.

 

Tiro o meu Chapéu aos diversos movimentos que organizaram as manifestações, o seu esforço é digno de louvar.. mas a verdade é que falta muito mais, porque o que senti ontem é que  a mensagem não está a passar... ou isso ou as pessoas já não acreditam que seja mesmo "O Povo quem mais ordena"

 

Hoje a Golimix perguntava e agora?.. agora, noutro país qualquer o governo tiraria ilações, a Troika tomaria nota e se calhar algumas coisas mudariam. Por cá o governo vai esperar até às autárquicas, porque é aí onde se verão as verdadeiras consequências da sua política... e a julgar pelos muitos encolher de ombros que eu vou vendo... não vai acontecer nada.

 

Jorge Soares

publicado às 21:58

2 de Março o Povo é quem mais ordena




Amanhã vai haver uma manifestação perto de ti, não deixes na voz dos outros a tua indignação.

 

Jorge Soares

publicado às 22:29

2 de Março, vamos todos grandular

 

 

Parece que o nosso dicionário ganhou uma nova palavra, dei por ela ontem numa noticia do Público onde se falava num cartaz que em Londres recebeu o ministro Álvaro com os dizeres: "Grandolar por Portugal". Mais à frente na mesma noticia alguém dizia "quantos mais ministros vierem, mais irão ser 'grandolados'"...

 

Por sua vez no Sapo Noticias podemos ler a propósito dos manifestantes que cantaram o Grândola Vila Morena no parlamento, o seguinte: Foi a primeira "grandolada". Um grupo de cidadãos interrompeu o discurso de Pedro Passos Coelho no Parlamento e cantou "Grândola Vila Morena".

 

Algures li por ai que quem grandola é um grandolador... e que os episódios em que se canta o Grândola são grandoladelas ... e há inclusivamente quem diga que estamos na época da grandolização do país.

 

Hoje na faculdade de direito deu para perceber  que os aprendizes de advogado não sabem a letra do Grândola Vila Morena... mas sabem enforcar coelhos, espero sinceramente que o tenham comprado morto e que a moda não pegue... a de enforcar bichinhos e a de inventar palavras novas, é que coelhar soa mesmo feio.

 

Excepcional mesmo é a campanha dos cartazes para a manifestação de 2 de Março, tiro o meu chapéu a quem teve e executou a ideia, 5 estrelas.

 

Por certo, no Sábado vai-se grandolar um pouco por todo o país e até no estrangeiro, deixo aqui os locais de concentração em cada uma das 33 cidades em que se irá cantar:

 

Pode consultar aqui a lista de manifestações:


Aveiro. Ver evento no facebook.
Barcelona, Consulado Geral de Portugal, 17h. Ver evento no facebook.
Beja, 16h. Ver evento no facebook.
Boston, Boston Public Library, 18h. Ver evento no facebook.
Braga, Avenida Central, 15h. Ver evento no facebook.
Caldas da Rainha, Pç 25 de abril (Câmara Municipal), 14h30. Ver evento no facebook.
Castelo Branco, em frente à Câmara Municipal, 16h. Ver evento no facebook.
Coimbra. Ver evento no facebook.
Chaves, Lg das Freiras, 16h. Ver evento no facebook.
Covilhã, 15h. Ver evento no facebook.
Entroncamento, em frente à estação da CP, 16h. Ver evento no facebook.
Évora, Pç do Giraldo, 16h. Ver evento no facebook.
Faro. Ver evento no facebook.
Funchal, Pç do Município, 16h. Ver evento no facebook.
Guarda. Ver evento no facebook.
Horta, Pç da República, 10h. Ver evento no facebook.
Leiria, Fonte Luminosa, 15h. Ver evento no facebook.
Lisboa, Marquês de Pombal, 16h. Ver evento no facebook.
Londres, Embaixada Portuguesa15h. Ver evento no facebook. 
Loulé16h. Ver evento no facebook.
Marinha Grande, Parque da Cerca, 15h. Ver evento no facebook.
Paris, Consulado Geral de Portugal, 15h. Ver evento no facebook.
Ponta Delgada. Ver evento no facebook.
Portalegre, Pç da República, 16h30. Ver evento no facebook.
Portimão. Ver evento no facebook.
Porto, Pç da Batalha, 15h. Ver evento no facebook.
Santarém. Ver evento no facebook.
Setúbal. Largo José Afonso, 16h, Ver evento no facebook.
Tomar15h. Ver evento no facebook.
Torres Novas, Pç 5 de Outubro, 14h. Ver evento no facebook.
Viana do Castelo, Pç da República, 15h. Ver evento no facebook.
Vila Real. Ver evento no facebook.
Viseu. Ver evento no facebook.

 

Que ninguém falte.. mesmo que não tenha jeito para as cantigas

 

Jorge Soares

publicado às 21:49

Solta a Grândola que há em ti

por Jorge Soares, em 23.02.13

Solta a Grândola que há em ti

 

Que se lixe a Troika, 2 de Março o povo é quem mais ordena


Jorge Soares

publicado às 10:39


Ó pra mim!

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