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Ser diferente é bom

por Jorge Soares, em 28.03.16

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Imagem de aqui 

 

O título é plagiado do livro da Sónia (Ver aqui) mas assenta que nem uma luva a Marcelo Rebelo de Sousa, temos mesmo um presidente diferente.

 

Hoje, à hora do chá e não no prime time como era costume, o Presidente falou ao país e de uma forma simples e sem muitos rodeios, explicou aos portugueses que o governo apresentou  um orçamento que para além de ser de consensos e agradar a gregos (Europa) e troianos (governo e partidos que o apoiam), é constitucional, tem um forte cariz social e assim seja o governo rigoroso na sua implementação, é perfeitamente factível.

 

Assim, sem grandes dramas ou lições de moral, simples, directo e numa linguagem acessível a quem quiser entender.

 

O homem pode ser hiperactivo e até um cata-vento, mas não há dúvida que sabe ao que vai e como chegar ao povo.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:47

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Imagem de aqui 

 

“Agora temos o homem certo no local certo”

 

Segundo o Expresso, terá sido esta a frase utilizada por Jean-Claude Juncker, Presidente da União Europeia, ao referir-se a Marcelo Rebelo de Sousa no final de um encontro entre ambos.

 

Gosto do detalhe do "agora temos", pelos vistos não sou eu o único a embirrar com o ex morador do Palácio de Belém, pelos vistos lá para os lados de Bruxelas também não gostam muito dele.... vá lá a gente a perceber porquê...

 

Mas será mesmo Marcelo o homem certo no lugar certo? À primeira vista nota-se a vontade de marcar a diferença, de arejar e tentar desanuviar o ambiente... gostei muito do detalhe de mandar o carro com o motorista para cumprir o protocolo e chegar a pé, descontraidamente e sem aparato, pelo lado contrário... uma coisa mesmo à Marcelo e que nunca seria possivel com o senhor de Boliqueime... Imagino a cara dos seguranças quando ele disse que ia descer até ao parlamento, a pé!

 

Como sabe quem costuma cá passar, não votei nele, a minha candidata nas presidenciais era a Marisa Matias, mas confesso que gostei  deste primeiro dia, do discurso conciliador, sem ressabiamentos nem recados nas entrelinhas, um discurso positivo, cheio de esperança. Em suma, louva-se  que vá haver em Belém uma nova forma de estar, leve e descontraída... .

 

Só o tempo e as condições sociais e políticas do país dirão se Juncker tem razão e ele é ou não o homem certo no local certo, para bem do país e de todos nós, esperemos que o saiba ser, o país agradece.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:26

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Imagem de aqui

 

Por norma as eleições em Portugal tem sempre muitos vencedores, acho que esta vez não restam dúvidas,estas eleições só tiveram um vencedor, Marcelo teve mais de 50 % dos votos, todos os outros candidatos apostavam numa segunda volta em que a união da esquerda pudesse derrotar o candidato mediático e dos média, isso não aconteceu e portanto, não me parece que esta vez possam existir vitórias morais.

 

A maior derrotada foi sem dúvida nenhuma Maria de Belém Roseira, que pagou muito caro a forma e o momento em que lançou a sua candidatura, fez uma campanha pobre e vazia de conteúdo e não se conseguiu afastar do facto de ser um dos 30 deputados que pediu a fiscalização do tribunal constitucional da lei que exigia a prova de rendimentos para quem pretendia receber subvenções vitalícias.

 

Um resultado ao nível do Tino de Rens é um castigo pesado, mas também é a prova de que os nomes e o prestigio político já não são garantia de votos, o resultado obtido esteve ao nível do discurso e da campanha feita pela candidata.

 

Para mim, como para uma grande parte dos  portugueses,  Sampaio da Nóvoa era um perfeito desconhecido, fez uma campanha longa e afirmativa, apesar da falta de apoio do PS e mesmo contra alguns dos pesos pesados deste partido, conseguiu afirmar-se pelo discurso positivo, é verdade que não conseguiu chegar à segunda volta, mas também é verdade que contra um candidato que todo o mundo conhece e que teve os meios de comunicação ao seu serviço, conseguiu um resultado que poucos esperariam. Tem o enorme mérito de conseguir provar que é mesmo possível termos candidatos oriundos da sociedade civil com resultados...

 

Marisa Matias era a minha candidata, mais uma mulher do bloco com um discurso afirmativo, cheio de conteúdo e de sucesso. Os 10% de votos são sem dúvida um excelente resultado, mas não foram suficientes para impedir que Marcelo vencesse na primeira volta. Com este resultado o Bloco de Esquerda mantém a dinâmica de crescimento... e verá sem dúvida fortalecida a sua posição nas muitas e duras negociações com António Costa e o PS que irão acontecer nos próximos tempos.

 

Ao contrário do que costuma acontecer, hoje não vimos ambiente de vitória na sede do Partido Comunista português, apesar de todo o empenho colocado pela máquina partidária do partido, Edgar Silva  teve um resultado parecido ao do Tino de Rans. O partido comunista português é cada vez mais uma organização longe da realidade do mundo e isso notou-se no discurso e na  forma de encarar a campanha de Edgar Silva. No século XXI é preciso muito mais que falar de Abril e dos direitos dos trabalhadores para se conquistarem votos, não é que isso não seja importante, mas há muitas outras coisas que também são importantes e raramente se ouviu o que quer que fosse na campanha do Ex Padre madeirense.

 

Falta falar da grande surpresa destas eleições, Vitorino Silva, ou Tino De Rans, com uma campanha de um homem só, muitas vezes esquecido e até ostracizado pela comunicação social, consegui ter mais de 3% dos votos. Durante esta semana alguém dizia que Vitorino é o Marcelo Rebelo de Sousa dos pobres, alguém que conseguiu aproveitar ao máximo a sua notoriedade para se fazer ouvir. Ele queixou-se muitas vezes que não lhe era dado o mesmo tempo de antena que aos outros candidatos, a verdade é que ele soube aproveitar muito bem os poucos momentos que lhe deram e sobretudo o tempo que teve no último debate.

 

Dos outros candidatos não reza a história, Já aqui falei de Paulo Morais e da sua suposta "cruzada" contra a corrupção,achoque o resultado obtido está à altura da sua credibilidade, vão ler o post,não me vou repetir.

 

É sempre positivo termos muitos candidatos e muitas opções de escolha, mas convém que estes tenham alguma coisa para dizer a quem vai votar, nestas eleições a grande maioria tinha pouco para dizer, mas havia mesmo quem não tivesse mesmo nada e não se perceba muito bem para que se candidataram.

 

Marcelo tentou convencernos de que era um candidato independente e longe do seu partido e da sua origem política, todos sabemos que nem sempre o que ele diz é para se levar a sério e que muda de opinião com alguma facilidade, há quem diga que António Costa é o outro grande vencedor da noite... esperemos que sim, para bem do país e de todos os portugueses.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:32

Marcelo contra Marcelo

por Jorge Soares, em 05.01.16

 

É com certeza um político português, Marcelo Rebelo de Sousa igual a si mesmo, não percebo porque é que a malta se espanta com saídas destas por parte deste senhor, sempre foi assim, o cata-vento gira sempre a favor do vento... ou neste caso do que dá jeito na altura.

 

Tenho estado com alguma atenção a discursos e debates, do meu ponto de vista nem espremendo bem se consegue aproveitar muito, há muita gente a jogar à defesa e poucas propostas ou respostas directas.

 

Sou só eu que acho que há alguém que está a ser levado ao colo pela comunicação social?

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:30

Marcelo Rebelo de Sousa

Imagem do Público

 

De há muito que não sigo as crónicas do Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, não faço ideia do que esteve por trás disto, independentemente de quase nunca concordar com as suas ideias políticas, tenho o Marcelo por alguém inteligente e bem formado, custa-me portanto a crer que tenha sido ele quem esteve por trás de algo tão parolo e provinciano como este vídeo.

 

Diz o Público que na Alemanha recusaram passar o filme,... eu acho que devíamos agradecer a quem tomou tal decisão, apesar da mensagem ser importante a forma é inqualificável, depois do ataque de riso que iam ter, os alemães não iam de certeza ouvir nada do que ali se diz. 

 

Eu não sei vocês, mas eu não me vejo representado em lado nenhum neste vídeo, esta é a imagem do Portugal de há 30 anos atrás e não tem nada a ver com o país actual.

 

Completamente ridículo, se esta é a imagem do que vai ser a campanha de Marcelo à presidência... aconselho-o vivamente a mudar de agência de publicidade.

 

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 18:11


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