Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Deitava o seu bebé numa caixa de papelão?

por Jorge Soares, em 08.01.14

Bebe a dormir numa caixa de papelão

 

Imagem da BBC 

 

É daquelas coisas que nos passam pelo Facebook que meio mundo partilha, que quase ninguém lê e de que ninguém duvida. Também é daquelas que a mim me deixa com a pulga atrás da orelha e que me levam a investigar... e parece que esta vez é mesmo a sério.

 

Diz aqui a BBC, um jornal que se presume sério,  que desde à mais de 75 anos a grande maioria dos bebés durante os primeiros meses de vida dormem numa caixa de papelão. Não, não é por falta de meios dos pais, é mesmo por tradição, ou por comodidade, ou por cultura, ou por bom senso....

 

A Finlândia é um dos países mais desenvolvidos do mundo, por lá desde há 75 anos todas as mulheres grávidas recebem um kit de maternidade do governo. O kit inclui uma caixa com roupas, lençóis e brinquedos, e a ideia é que a própria caixa seja usada como cama durante os primeiros meses de vida do bebé.

 

As mães podem escolher entre receber a caixa e o seu conteúdo ou uma ajuda financeira de 140 euros, 95% optam pela caixa já que os materiais que ela contém valem mais que esse valor.

 

A ideia é garantir a igualdade entre todas as crianças e que todas tem direito ás mesmas comodidades independentemente da classe social dos pais.

 

Será que por cá as mães seriam capaz de usar uma caixa de papelão como cama para os primeiros meses de vida dos seus filhos? Duvido muito, apesar da crise continuamos a ser um povo que vive mais das aparências que da realidade e do bom senso.

 

Do que  não há duvida é que este era um exemplo que bem podíamos copiar por cá, o do kit oferecido pelo governo e o da caixa, até porque tudo o que tem a ver com roupa, mobiliário e cuidados infantis, custa os dois olhos da cara.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22

Abraçar a Maternidade Alfredo da Costa

por Jorge Soares, em 09.04.12

Maternidade Alfredo da Costa

Imagem de Arranha no Trapo

 

Custe o que custar, foram as palavras do primeiro ministro, na altura poucos terão percebido o verdadeiro significado daquelas palavras, pouco a pouco vamos descobrindo, mas há coisas que são dificieis de entender, esta decisão de encerrar a Maternidade Alfredo da Costa é daquelas que não se conseguem entender.

 

A MAC é a maternidade do país onde se realiza o maior número de partos, é a que tem as melhores equipas, os melhores equipamentos, a que está melhor estruturada e mais capacitada nos cuidados a gravidezes de risco e neonatais, é para lá que são encaminhados os casos mais graves e complicados de todo o sul do país.

 

Encerrar uma unidade de referência como esta só pode ser explicado pela lógica do corte cego na despesa, para este governo cortes na despesa significa cortar a eito, sem lógica e completamente indiferente ao que isso significa ao nível da perca da qualidade dos cuidados de saúde básicos da população.

 

O nosso sistema de saúde está longe de ser perfeito, sobram os exemplos  de como a cada vez maior falta de meios nos obriga cada vez mais a recorrer aos seguros de saúde e aos privados para evitarmos esperas de meses e até anos por uma consulta e/ou uma cirurgia. Todos sabemos que faz falta muito trabalho e organização para se conseguir melhorar, mas não será de certeza com o encerramento das unidades de saúde de referência que isto irá melhorar. 

 

Já vimos neste post no que resulta o encerramento de valências hospitalares, quantas mais vidas serão necessárias para que estes senhores entendam que não é este o caminho a seguir?

 

Hoje o ministro da saúde veio confirmar que a maternidade será encerrada durante esta legislatura, amanhã dia 10 ao fim da tarde, Profissionais, utentes e familiares vão realizar um cordão humano junto à Maternidade em defesa da instituição e contra o seu encerramento.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:57


Ó pra mim!

foto do autor



Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D