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Em busca da natalidade perdida

por Jorge Soares, em 15.07.14

Natalidade

 

 

Ontem ao fim do dia decidimos aproveitar o verão e dar um passeio aqui à volta,  passamos pelo jardim da Algodeia e reparei que havia três crianças a jogar à bola, reparei porque eram as 3 de etnia chinesa, mais à frente outras três mais pequenas brincavam no parque infantil, por perto estavam dois casais também eles chineses. Eram as únicas crianças no jardim apesar de haver bastante gente na esplanada ali ao lado.

 

Na China com a política de filho único ainda em vigor, aqueles dois casais seriam certamente penalizados, por cá são uma bênção, aquelas seis crianças quase que duplicam a taxa de natalidade dos casais portugueses.

 

Curiosamente hoje a noticia do dia tem a ver com os supostos incentivos à natalidade que o governo pretende implementar algures no futuro. Tenho três filhos e sei o quanto custa criar, educar e alimentar uma criança, acolherei de bom grado qualquer coisa que ajude a diminuir a factura mensal, mas não será de certeza com um ou dois por cento no IRS que irei ver a minha vida aliviada e sinceramente acho que este não é o caminho.

 

Se o governo que realmente criar condições para que os portugueses tenham mais filhos terá que começar por apostar num sistema publico de cresches e educação pré-escolar. Lembro-me que quando a R. nasceu a única forma de arranjar uma vaga num infantário privado foi começando a pagar a mensalidade ainda ela estava na barriga da mãe. Ela nasceu em Outubro, começou a ir para o infantário em Fevereiro e nós já pagávamos, um balúrdio,  desde Setembro.

 

Como não tinhamos apoio familiar não havia mesmo alternativa, a hipótese das creches públicas nem se colocava, primeiro porque não havia vagas, segundo porque os horários eram pensados para quem estava em casa e podia ir levar e buscar a criança a meio do dia, não para quem trabalhava.

 

Este ano decidimos colocar a D. na escola pública, temos 4 escolas primárias a pouco mais de 500 metros de casa, até agora arranjaram vaga numa escola no fim do mundo e ninguém sabe quando ou como teremos uma resposta sobre vagas na escola à que pertence a nossa morada.... mas já percebemos que foi uma chatice (para eles) termos sido os primeiros a pedir a transferência... vá lá a gente perceber porquê.

 

Não sei como é nos outros sítios, mas em Setúbal nas escolas publicas às que não vai a policia todos os dias, só se arranja vaga com cunhas e esquemas, não sei para que inventam as regras da morada se depois o Liceu de Setúbal  está cheio de miúdos que moram em Azeitão e Palmela e não há vagas para crianças que moram na mesma rua da escola.

 

De apoio escolar para crianças com problemas nem falo, se a criança não é um modelo as escolas são rápidas a classifica-las como problemáticas, mas quem quer tentar resolver o problema o melhor é que se prepare para gastar mundos e fundos em apoio médico e escolar, porque nas escolas não há dinheiro, nem tempo, nem vontade para nada disso, e no fim quem pode só tem a alternativa de arranjar um colégio... infelizmente eu sei do que falo e também sei que não é com um ou dois por cento a menos no IRS que vou pagar a mensalidade.

 

Depois para a maior parte das escolas segurança é chamar a policia quando há problemas, não é arranjar formas de prevenir para não ter que lamentar.. e infelizmente os exemplos também abundam.

 

Dito isto, se os senhores do governo acham que é com trocos que vão incentivar a natalidade, está à vista que eles nunca tiveram que enfrentar o mundo real, além disso, só paga IRS quem tem emprego e salário... que são coisas que não  estão fáceis de encontrar... depois admiram-se que os jovens terminem todos por emigrar e ir incentivar a natalidade noutros países.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:16

O político mau..e o político pior

por Jorge Soares, em 06.05.13

Portas e Passos Coelho

 

Imagem do Henricartoon

 

Depois de ouvir o Passos Coelho primeiro e o Paulo Portas depois, fiquei com uma duvida, eles não estiveram horas e horas em concelhos de ministros a discutir aquelas medidas? 

 

E por acaso o Paulo Portas e os restantes ministros do CDS faltaram a esses conselhos de ministros? se não faltaram e disseram lá o que o Portas disse ontem na televisão, como é que o Passos Coelho envia aquilo para a Troika e vem anunciar as medidas na televisão? Se não chegaram a acordo como é que as medidas são apresentadas e dadas como certas?

 

Ou será que o Portas além do ministro desaparecido do mapa também entra calado e sai mudo dos conselhos de ministros? E se é para ser oposição assim à descarada, não era melhor o CDS sair do governo primeiro?

 

Mas estes senhores tem consciência da triste figura que fazem com estas coisas? E será que dá para saber quem manda realmente neste país quando um desautoriza o outro desta forma?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:21

Namoro forçado nunca deu em casamento feliz

por Jorge Soares, em 17.04.13

Passos Coelho namora obrigado

Imagem do Público

 

Como era mais que evidente da conversa entre Passos Coelho e Seguro não saiu nada de novo, há muito que se sabe que nem Passos Coelho está disposto a ceder no que quer que seja para sair das linhas da Troika, nem seguro tem a menor ideia do que quer para o país, como é que desta conversa podia sair o que quer que fosse?

 

Conversa que aliás só aconteceu por imposição da Troika, que quer forçar a assinatura de Seguro e do PS no que quer que seja que o Ministro das finanças da Troika, Vitor Gaspar, esteja a cozinhar para cobrir a inconstitucionalidade do orçamento. Ora, quando é que um namoro forçado deu em casamento feliz?

 

Entretanto, enquanto estes dois brincam aos namoros de conveniência (só faltou mesmo o cavaco ali no meio a fazer de pau de cabeleira), o país vai-se afundando e nós vamos ficando mais pobres.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:44

Calimero Passos Coelho

Imagem do Arrastão

 

Acabo de ouvir na RTP e de confirmar no Público que  "zona Euro suspende todas as decisões relativas a Portugal", por outras palavras, a Troika decidiu que até que lhe sejam apresentadas as contas com os milhões certos na austeridade, não há dinheiro para ninguém.

 

Eu não sou nada dado a teorias da conspiração, mas assim de repente começou a fazer sentido aquela conversa toda de fazer do Tribunal Constitucional o inimigo público número um do governo. O bode expiatório perfeito para agora O Gaspar e seus pares terem desculpa para continuar a apertar com a austeridade... e também começa a fazer sentido que o governo insista em colocar no orçamento de estado de 2013 uma medida que já tinha sido chumbada em 2012.. afinal parece que eles não são assim tão parvos.

 

Yo no creo em brujas... mas isto cheira mesmo mal!

 

E se em vez de estarem a inventar simplesmente aprendessem a dizer NÂO

 

Jorge Soares

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publicado às 22:07

Inconstitucional, mas não muito, no passa nada!

por Jorge Soares, em 05.04.13

 

Imagem do Público

 

Demoraram 3 meses a dizer o mesmo que o ano passado, o corte dos subsídios aos funcionários públicos é inconstitucional, tal como já era o ano passado.

 

O foco foi colocado no valor, estamos a falar de 1200 milhões de Euros, sendo que o que tinha causado mais burburinho, o corte às pensões acima de 1300 Euros, foi considerado constitucional, mas quanto a mim o mais importante é porque é que demoram 3 meses a decidir o mesmo que o ano passado. Há pouco estava  ouvir o presidente do tribunal a justificar-se, é complicado juntar 13 pessoas para tomar uma decisão... desde já deixo aqui a minha proposta, reduzam os juízes para 3, de certeza que é mais fácil juntar 3 pessoas e ainda se poupam uns milhares de Euros em salários.

 

Quanto ao futuro, não me parece que isto vá mudar nada,  hoje Cavaco fartou-se de mandar recados, e ficou claro, neste momento o mais importante é  manter o PSD no governo, mesmo que o tribunal tivesse chumbado as normas todas, ele não ia demitir o governo.

 

Concluindo, aqui no passa nada, estes 1300 milhões estavam cobertos pelo excesso de austeridade... para quem tinha esperança numa mudança de rumo, tire o cavalinho da chuva.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:20

 a quem interessam estas medidas de austeridade?

Imagem de aqui

 

Pedro Passos Coelho deixou claro nesta quinta-feira à noite que não está disposto a recuar em nenhuma das medidas recentemente apresentadas pelo Governo.


Não, claro que não, ele não recua, imagino que estando o país e todos nós ao borde do abismo, ele será o primeiro a dar o passo em frente.


Está mais que visto que só ele e os seus ministros não conseguem entender que tal como disse Manuela Ferreira Leite, com estas medidas estão a levar o país ao caos. Se até a Troika já se veio desmarcar das medidas que foram agora tomadas, o que será mais necessário para que estes senhores entendam que nos estão a levar a todos à miséria?

 

Ontem Ferreira Leite deixava um recado aos deputados do PSD e do CDS, que por uma vez sigam a sua consciência... será que ainda resta na bancada da maioria quem tenha consciência?

 

E diz o senhor que "Infelizmente, não posso dizer que já atingimos esse limite e que não podemos pedir mais" ... não há pior cego que aquele que não quer ver.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:20

Entretanto na Madeira a vida segue .....

por Jorge Soares, em 26.10.11

Jardim continua a acumular salário com pensão

Imagem do Público

 

... como se nada se estivesse a passar.

 

Ainda há quatro políticos no activo que acumulam pensões de reforma com o vencimento dos cargos que ocupam, e todos na Madeira: os presidentes do Governo e da Assembleia Regionais, Alberto João Jardim e Miguel Mendonça, e os secretários regionais Brasão de Castro e Santos Costa. Mas os ex-políticos madeirenses vão deixar de poder acumular as subvenções vitalícias com rendimentos do sector privado, caso o Governo da República decida avançar com tal proibição. 

 

Sabem uma coisa, eu até estou admirado, primeiro porque não voltei a ouvir o homem depois do dia das eleições, estará algures de lua de mel a festejar a nova maioria absoluta?

 

Segundo, porque depois das medidas anunciadas pelo governo, eu estava à espera de o ouvir a chamar caloteiros aos gajos de Lisboa  e a dizer que na Madeira não havia cortes de subsídios de férias e de natal para ninguém.... deve estar para breve.

 

Cerro certo é que o homem continua a acumular o salário com os 4400 Euros de reforma, o resto é conversa....por certo, já alguém ouviu falar das famosas medidas a que a Madeira ia ser sujeita para pagar os mais de 8 mil milhões do buraco?.... não, pois, como sempre quem vai pagar são os nossos impostos... parvos somos nós que os elegemos e admitimos que estas coisas continuem a acontecer.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:07

O Natal chegou em Junho

Imagem do Público

 

Já diz o ditado, o natal é quando o homem quiser, este ano o natal chegou em Junho, o pai natal veio de fato e gravata e com um presente envenenado.

 

Estive atento ao debate, mesmo assim escapou-me o momento em que Passos Coelho anunciou que vamos ter um natal mais pobre, acordei para o assunto quando ouvi Jerónimo de Sousa dizer que essa medida não estava nem no programa de governo nem tinha sido anunciada durante a campanha.. é claro que não foi, mas Passos Coelho tinha avisado... o PSD poderia ir mais longe que a Troika... é caso para dizer, muito mais longe.

 

A esta hora, depois de ouvir perguntas da oposição, respostas e esclarecimentos de Passos Coelho e daquele senhor de ar e falar estranho (os humoristas vão ter pano para mangas) que parece que  é o ministro das finanças, continuo sem perceber muito bem de que se trata.

 

Começou por ser 50% do subsidio de férias, depois era o equivalente a 50 %, depois era 50% a partir do valor do salário mínimo, alguém falou de que era em sede de IRS, ao final do dia já incluía as mais valias.... como é que 50% do subsidio pode incluir as mais valias?.... tivesse o debate começado de manhã e era caso para dizer... a seguir ao almoço já não é assim..... Não quero ser má língua, mas este governo pareceu-me um bocado trapalhão. Vamos ver no que dá.... mas uma coisa é certa... este ano o natal vai ser mais triste e mais pobre,... como todos nós.

 

No ar continuam as mesmas perguntas, quando é que a crise vai chegar às transacções financeiras?, às mais valias do mercado de valores e da bolsa?, às of shores?, à zona franca da Madeira?, ao IRC dos bancos? quando deixará o povo de pagar a crise sozinho? Esperemos (ou não) que o governo chegue ao natal e que até lá a situação por cá não seja como a da Grécia.

 

Alguém diga ao Passos Coelho que este ano ninguém lhe vai desejar bom natal! {#emotions_dlg.annoyed}

 

Jorge Soares

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publicado às 21:59

Sócrates anuncia ao país o que não vai estar nas medidas da Troika

Imagem do Público

 

Andámos durante semanas com o credo na boca, cada dia que passava alguém lançava mais um boato de uma suposta medida catastrófica que teríamos que enfrentar. Ontem finalmente o primeiro ministro deu um ar da sua graça e bem ao seu estilo de one man show, veio dar a boa nova...  afinal o céu não nos vai cair em cima.... e por todo o lado, em especial nas repartições públicas, se ouviu um enorme suspiro de alivio.... afinal vamos poder ir de férias e comprar as prendas de natal sem ter que andar a negociar títulos do tesouro ao desbarato... Não, não estou a brincar, cá em casa há um funcionário público... e consta-me que o terror era verdadeiro.

 

Mas se é verdade que as medidas não são tão penalizadoras como muito arautos da desgraça vendiam, também é verdade que a coisa não está para embandeirar em arco. Convém perceber que a crise existe mesmo, que é resultado de asneiras de muita gente que está ou já esteve no governo, e que ou nos mentalizamos que temos mesmo que apertar o cinto e deixar de viver como novos ricos, ou a coisa pode correr muito mal.

 

Estive a ler o resumo das medidas propostas, estão no Público, na generalidade concordo, lendo os comentários à noticia, parece que há pessoas que acham que a montanha pariu um rato, isto só mostra que há muita gente que ainda não percebeu nada do que se está a passar. Convém que a malta perceba que ninguém nos está a dar dinheiro, estão a emprestar, com juros de 5%, o que comparado com os 12 em que a coisa já ia, é muito bom, mas vamos ter que pagar na mesma... 

 

Voltando um pouco atrás, tal como era mais ou menos de esperar, as medidas propostas são mais ou menos as que estavam no PEC IV, eu continuo a achar que a oposição fez um mau serviço ao país quando fez cair o governo, até porque nas condições actuais, quer-me parecer que não vai haver maioria absoluta, a dizer verdade, quem tem mais possibilidades de ganhar as eleições até será o PS, tal a baralhação que vai nas hostes do PSD.

 

Bloco de Esquerda e PCP não tem condições para fazer parte de qualquer governo, quem faz questão de não aceitar a ajuda externa NÃO PODE aceitar governar com as medidas propostas pela troika. Restam PS, PSD e CDS... depois de tudo o que tem sido dito pelo Passos Coelho alguém acredita que os dois maiores partidos se entendam para formar governo?..e se os votos do CDS não forem suficientes para uma maioria com PS ou PSD?, o que fará Cavaco?

 

Falta um mês para as eleições, neste momento não faço a menor ideia em quem vou votar...... esperemos que o ambiente desanuvie...

 

Jorge Soares

PS: quem quiser pode fazer download do Memorando de Entendimento (em inglês) e ler com detalhe

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publicado às 22:11

Roubar ao pobre para dar ao rico

 

Ouvi a noticia de relance na Antena 1,  entre as medidas do novo PEC está de novo o aumento do IVA do leite achocolatado e da Coca Cola, que foi motivo de polémica no PEC anterior e deixado de lado depois das negociações com o PSD. Hoje alguém comentava o assunto, os motivos das medidas, o que seria ou não abrangido, quando uma voz por trás diz:

- Mas ficamos a saber que alguém deu uma tacada de mestre, os empresários do Golfe conseguiram descer o Iva de 23 para 6%. 

 

Segundo o Público, Sócrates tomou esta decisão no dia em que visitou a Bolsa de Turismo de Lisboa e terá sido decidida porque este desporto contribui com 500 milhões de Euros para a economia Portuguesa.... 

 

Com quanto contribui a industria do calçado? e a indústria automóvel? e a industria Têxtil? e a industria dos serviços?, depois disto, eu aconselho aos patrões destas industrias que levem o senhor às feiras do sector, quem sabe e são tão convincentes como os senhores do golfe... , e já agora levem o senhor à Feira do relógio... quem sabe e ele percebe a realidade do país em que vive e ganha juízo.

 

Bom, quando já não restar mais nada para fazer.. podemos ir todos dar umas tacadas... ou procurar emprego de apanha bolas à volta dos campos de golfe.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:49


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