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O ministro da saúde irracional

Imagem do Público 

 

 

 

Diz o ministro das finanças, que o governo insiste no aumento dos impostos para resolver a crise, porque cortar na despesa de forma racional exige tempo e dá muito trabalho. 

 

Ora, como não se pode cortar de forma racional, corta-se a torto e a direito.  Hoje ficamos a saber que vai deixar de haver comparticipação nos medicamentos para a Asma, na pílula contraceptiva e nas vacinas da gripe e contra o cancro no útero. Isto é o que eu chamo cortar de forma irracional.

 

Não sei se alguém fez as contas em quanto irá custar ao país e ao sistema nacional de saúde, o aumento do número de baixas, do aumento dos custos com a interrupção voluntária da gravidez e em tratamentos para o cancro.... e vai de aí, se calhar já se prepara outro pacote de cortes irracionais e estes deixam de ser custos.

 

Entendo que é muito importante que se corte na despesa, só por si o aumento de impostos não vai ser suficiente para resolver a crise, custa-me a entender que se comece a cortar precisamente pela saúde, e custa-me muito mais a entender que corte precisamente nestes itens. Não foi à muito que aqui falei do enorme número de mães adolescentes que há no nosso país, 12 dão à luz por dia, espelho de uma politica de educação sexual que está muito longe de ser efectiva.

 

O cancro do colo do útero é a segunda causa de morte entre as mulheres jovens na Europa. Portugal regista a maior incidência dos países da União Europeia: cerca de 17 casos por cada 100 mil habitantes. Todos os anos morrem no nosso país cerca de 300 mulheres com esta doença. Talvez os srs. ministros das finanças  e da saúde devam ser esclarecidos destes números.

 

Não é segredo para ninguém que os gastos de saúde em Portugal são excessivos, gasta-se muito e muito mal em medicamentos e em muitas outras coisas, mas não haverá outras maneiras de poupar sem ser com cortes irracionais? Há uns dias estava a testar o programa de impressão de receitas electrónicas e fiquei abismado com as diferenças de preço entre marcas de medicamentos, quanto poupariam o estado e os utentes se os médicos fossem obrigados a receitar pelo principio activo?

 

Cortar na despesa sim, mas não de forma irracional,  não assim, as pessoas não são números e a saúde tem que ser um bem de primeira necessidade, não um luxo.

 

Jorge Soares

publicado às 13:28


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