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ONG promove ato em repúdio ao assassinato de crianças palestinas |  Radioagência Nacional

Imagem retirada da net

Acho que é mais do que evidente que o que está a acontecer em Gaza é terrível: milhões de pessoas encerradas num pedaço de terra, sem nenhuma hipótese de sair, sujeitas, nos últimos dois anos, dia após dia, a ataques com todo o tipo de armas. Nos melhores dias, os mortos contam-se às dezenas; nos piores, às centenas. Homens, mulheres, crianças... os ataques são indiscriminados, repetindo-se dia após dia.

Das cidades, pouco resta. As populações são obrigadas a mover-se de um lado para o outro ao sabor do desejo de destruição. Há muito que deixou de existir economia em Gaza. É difícil imaginar como ainda há quem consiga sobreviver no meio de tanta destruição, morte, miséria e fome. Não contente com a devastação, Israel não permite a entrada de água nem de alimentos.

Hoje, mais uma vez, Israel passou por cima de todos os direitos e resoluções, impediu a chegada de ajuda humanitária — ainda em águas internacionais — e prendeu quem seguia nos barcos.

Em Portugal, houve quem, nas redes sociais, brincasse com a situação e se regozijasse com a prisão de ativistas portugueses. Pelos vistos, há quem olhe para isto de forma simplista: a Palestina é de esquerda e Israel é de direita... Portanto, quem é de esquerda ficou furioso e quem é de direita rejubilou porque quatro portugueses de esquerda foram presos por Israel.

Os mortos — os da Palestina dos últimos dois anos ou os de Israel do dia 7 de outubro de 2023 — não querem saber se as balas eram de esquerda ou de direita. As famílias dos milhares de mortos, de um lado ou de outro, não querem saber quem tem razão.

Custa-me entender esta visão do mundo dividida entre esquerda e direita. O que acontece em Gaza todos os dias é um genocídio, uma matança infame, sem lógica, sem razão. O facto de Israel ser uma democracia não é motivo para a sua defesa; o facto de o Hamas ser um movimento terrorista não é justificação para que se faça uma limpeza étnica, para que não fique pedra sobre pedra em Gaza e, muito menos, para as dezenas de milhares de mortos entre a população civil.

Na semana passada, Portugal reconheceu a Palestina como um país de direito. Hoje, Portugal, como o resto do mundo, viu Israel passar por cima de todas as leis internacionais e olhou para o lado.

Não vejo grande futuro para uma humanidade que olha para o valor da vida humana numa perspetiva de esquerda ou de direita.

Jorge Soares

 

publicado às 21:54

Um não lugar chamado Palestina

por Jorge Soares, em 02.10.25

A palestina

 

Segundo a Wikipédia a primeira referência escrita à Palestina é de Heródoto que em 450 antes de Cristo visita o lugar e a ela se refere como Síria Palaestina.

Desde então para cá, fez parte dos Impérios de Carlos Magno, Egípcio, Romano, Bizantino. Foi conquistada e libertada dezenas de vezes pelos mais variados povos, foi tomada pelos Cruzados católicos e reconquistada pelos Árabes,  pelos Turcos, pelos Otomanos e de novo pelos Turcos.

Durante a primeira guerra mundial os Turcos são de novo derrotados e o território é dividido entre a Grã Bretanha e a França.

Em 1946 o seu território, era maioritariamente ocupado pelos palestinos Árabes e Católicos, sendo que os judeus ocupavam uma pequena faixa junto ao mar. A partir de 1947 com o patrocínio da ONU e dos Estados Unidos e num processo que dura até hoje, os palestinos viram o seu território ir encurtando cada vez mais, até um ponto em que apenas restam umas pequenas faixas em que o povo é obrigado a sobreviver em campos de refugiados.

Repito, tudo isto foi feito com o patrocínio das nações Unidas e dos Estados unidos e com a cumplicidade de todo o resto do mundo.

Neste momento Israel prepara-se para invadir o que resta da faixa de Gaza, todos os dias morrem numa guerra não declarada dezenas de pessoas, das que 60 % são mulheres e crianças.

Daqui a uns anos, na fotografia acima haverá um novo mapa com uma faixa completamente branca e a Palestina será só uma pequena nota de rodapé na história reescrita do mundo... um não lugar.

Tal como aconteceu durante centenas de anoscom os judeus, os palestinos que restarem ao massacre andarão pelo mundo, um povo sem pátria, sem lugar....

É incrível como a história se repete e a humanidade não aprende nada com ela...

Jorge Soares

PS:Este post foi publicado por mim em 20 de Novembro de 2012, desde então não mudou nada e as mortes (de um lado muitas ,do outro poucas) continuam, com o mundo a ver futebol

publicado às 21:50

mafalda.jpg

 

Não me lembro quando foi a primeira vez que vi uma tira da Mafalda, sempre lá esteve, pelo menos desde que tenho consciência cultural e  política. Deve ter servido para tudo, cartões de aniversário, trocas de ideias com colegas e amigos, lembro-me de ter incluído uma das tiras algures num trabalho de filosofia no liceu, para posts aqui do blog, posts no Facebook, prendas de natal, .... 

Parece incrível que uma miúda tão pequenina faça tantas vezes sentido e resista à passagem do tempo e a todas as mudanças no mundo sem envelhecer. 

Hoje morreu Quino, o homem que deu vida à menina que nos  encheu os dias e a vida de sentido, ia dizer que nos vai deixar saudades, mas não é verdade, porque na realidade ele não morreu, ele não morre enquanto a Mafalda não morrer  e atrevo-me a dizer que isso não vai acontecer nunca.

A personagem, cujo nome foi inspirado pela novela Dar la cara, de David Viñas, e alguns outros, foi criada em 1962 para um cartoon de propaganda que deveria ser publicado no diário Clarín. No entanto, Clarín rompeu o contrato e a campanha foi cancelada.[3] Mafalda somente se tornou um cartoon de verdade sob a sugestão de Julián Delgado, na época o editor-chefe do hebdomadário Primera Plana e amigo de Quino. Foi publicado no jornal de 29 de Setembro de 1964, apresentando somente as personagens de Mafalda e seus pais, e acrescentando Filipe em Janeiro de 1965. Uma disputa legal surgiu em Março de 1965, e assim a publicação acabou em 9 de Março de 1965.

Uma semana mais tarde, dia 15 de Março de 1965, Mafalda começou a aparecer diariamente no Mundo de Buenos Aires, permitindo ao autor cobrir eventos correntes mais detalhadamente. As personagens Manolito e Susanita foram criadas nas semanas seguintes, e a mamãe de Mafalda estava grávida quando o jornal faliu em 22 de Dezembro de 1967.

A publicação recomeçou seis meses mais tarde, em 2 de Junho de 1968, no hebdomadário Siete Días Illustrados. Como os quadrinhos tinham que ser entregues duas semanas antes da publicação, Quino era incapaz de comentar as notícias mais recentes. Ele decidiu acabar com a publicação das histórias em 25 de Junho de 1973.

Desde então, Quino ainda desenhou Mafalda algumas poucas vezes, principalmente para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Por exemplo, em 1976 ele fez um pôster para a UNICEF ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Na Cidade de Buenos Aires existe uma praça chamada Mafalda. Retirado da Wikipédia  

Jorge Soares

publicado às 21:32

Pray For Nice

por Jorge Soares, em 15.07.16

prayfornice.jpg

 

Pray For Nice

 

Pray For Nice

publicado às 10:30

Os milagres da ciência

por Jorge Soares, em 09.06.16

bebe.jpg

 

 

Imagem do Expresso

 

Foi noticia por cá e até pelo resto do mundo, esta semana nasceu em Portugal um bebé filho de uma mulher que estava em morte cerebral há 17 semanas.

 

Ao contrário do que se pode ler na capa de pelo menos um jornal (?), não nasceu um bebé de uma mãe morta, nasceu de uma mãe viva que se encontrava em morte cerebral, não, não é a mesma coisa. É evidente que se a mãe estivesse morta não poderia haver desenvolvimento do feto, o cérebro estava em morte cerebral, o corpo estava evidentemente vivo, o que ,aliádo aos cuidados que lhe foram prestados,  permitiu o correcto desenvolvimento do feto até às 34 semanas, altura em que nasceu por cesariana..

 

O resto é o conhecimento e a qualidade de todos os profissionais de saúde que estiveram envolvidos e que permitiram o final feliz que todos conhecemos.

 

Vivemos numa época em que os avanços da ciência para além de nos permitirem viver cada vez mais tempo com uma razoável qualidade de vida,  fazem possível este tipo de "milagres".  O bebé chama-se Lourenço e nasceu saudável.

 

“Não foi um milagre, mas um avanço da ciência e da capacidade de multidisciplinaridade e eficácia de uma equipa. Não são só os médicos, mas os enfermeiros, os nutricionistas, os farmacêuticos e todos os profissionais que contribuíram para este êxito” 

Doutora Ana Campos ao Jornal Expresso

 

Jorge Soares

publicado às 23:17

O artista que se chamava Prince

por Jorge Soares, em 21.04.16

prince-purple-rain-ws-710.jpg

 

Imagem de aqui

 

O artista que se chamava Prince...

 

 

 

As pessoas morrem, a sua arte perdura enquanto houver quem continua a desfrutar dela

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:53

Sem si o país fica triste Senhor Contente

por Jorge Soares, em 14.03.16

Imagem de aqui

 

A primeira imagem de Nicolau Breyner que guardo na memória é dele a gritar "Ó Mário, pisca para a esquerda" num anuncio da prevenção rodoviária portuguesa que algures pouco tempo depois do 25 de Abril pretendia ensinar a facilitar as ultrapassagens na estrada.

 

Durante os dez anos que estive fora de portugal perdi-lhe o rastro, mas quando a meio da década dos oitenta ouvi falar da primeira telenovela portuguesa, lá estava ele, como não podia deixar de ser.

 

Diz-se que morreu hoje, não é verdade, Nicolau  Breyner faz  parte do imaginário de todos os portugueses, o seu nome é sinónimo de cultura e uma parte muito importante da mesma nos últimos 50 anos.... está ligado ao teatro, à música, ao humor, à televisão, ao cinema.

 

A sua academia de formação é uma escola por onde passa muito do futuro da nossa cultura e faz parte do seu  legado

 

Nicolau Breyner é um mito da cultura portuguesa e os mitos não morrem, vivem para sempre na sua obra e no seu legado.

 

Sem si o país fica triste senhor contente.

 

 

Jorge Soares

publicado às 20:58

Eutanásia, sim, há quem a pratique em Portugal

por Jorge Soares, em 29.02.16

Eutanasia.jpg

 

Imagem da Sábado

 

"Eutanásia já é praticada nos hospitais públicos ... Vivi situações pessoalmente, não preciso de ir buscar outros exemplos. Vi casos em que médicos sugeriram administrar insulina àqueles doentes para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no SNS sabe que estas coisas acontecem por debaixo do pano, por isso vamos falar abertamente”, sublinha Ana Rita Cavaco. "Não estou a dizer que as pessoas o fazem, estou a dizer que temos de falar sobre essas situações" 

 

As palavras são da Bastonária da ordem dos enfermeiros e foi dita no programa "Em nome da Lei", da Rádio Renascença, palavras fortes, que levantaram um enorme alvoroço. Acho que a senhora não mediu o peso do que estava a dizer e as consequências da afirmação, durante o dia tentou desdramatizar e até desdizer... já era tarde.

 

Pessoalmente acho que a senhora sabe do que fala, os médicos são humanos e como humanos não serão indiferentes ao sofrimento de outros seres humanos e já seja por pedido do doente ou por simples misericórdia, haverá de certeza quem já seja por acção ou omissão, ajude ao fim desse sofrimento. 

 

A meio da tarde via facebook chegou-me uma reportagem da revista Sábado, o titulo é por mais esclarecedor;

 

Sim, matei quatro pessoas e defendo a eutanásia

 

O artigo é longo e inclui um vídeo, ao longo do texto o médico conta em primeira pessoa e com detalhes a forma como em 4 oportunidades diferentes não conseguiu resistir ao apelo de amigos, conhecidos e até de um doente. 

 

"Não há dilema: ter uma pessoa de quem gosto perto de mim a sofrer? Isso é condená-la. Todas as pessoas que me pediram ajuda estavam em profundo sofrimento, sem esperança de vida que valesse a pena viver. Mantê-las vivas, isso sim seria uma maldade horrorosa."

 

Imagino que cada um de nós terá a sua opinião sobre o assunto e reagirá de uma forma diferente,mas não me parece que seja possível ficar indiferente ao que ali é dito.

 

No fim, o médico, que tem uma doença terminal, reclama para si o direito a uma morte digna e sem sofrimento,... será que não deveríamos todos ter esse direito?

 

É verdade que nenhum destes  4 casos aconteceu no serviço nacional de saúde, mas alguém acredita que o relatado neste artigo seja caso único?

Jorge Soares

 

publicado às 21:30

mãe4.jpg

 Imagem do Expresso

 

"Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado português por violação dos Direitos Humanos no caso da cabo-verdiana Liliana Melo. A mãe, que viu os tribunais portugueses retirarem-lhe os sete filhos", é assim que começa a noticia do Expresso.

 

Neste caso o estado foi condenado pelo suposto excesso de zelo ao achar que esta mãe não tinha condições para manter e educar sete  filhos , tendo estes sido retirados, institucionalizados e posteriormente encaminhados para a adopção.

 

Hoje, e sobre o caso da mãe que decidiu atirar-se ao Tejo juntamente com as suas duas filhas, o mesmo estado está a ser condenado por muita gente por ter tido a mão leve ao deixar as crianças, que estariam sinalizadas por supostamente terem sido vitimas de abuso sexual e maus tratos, a viver com a mãe. Mãe que seria ela própria vitima de violência familiar pela mesma pessoa que supostamente abusou das crianças e estaria a sofrer uma profunda depressão.

 

Quando há duas crianças mortas é fácil concluir que o estado deveria ter feito mais, há uma série de instituições que só existem para proteger e zelar pelo bem estar das crianças. Não sabemos a história toda, não sabemos que medidas protecção terão sido tomadas, não sabemos porque se tomou a decisão de deixar as crianças à guarda de uma mãe, que se sabe  agora, não teria condições psicológicas para tal... mesmo assim é fácil concluir que algures alguém falhou.

 

No caso de Liliana Melo, de que na altura falei neste e neste post, é fácil condenar o estado, as crianças foram institucionalizadas, pelo menos o seu bem estar físico foi garantido, algumas terão ido para adopção e em principio terão famílias que lhes dão amor e carinho.... E alguém pode garantir que caso o estado não tivesse actuado estas crianças estariam todas bem? Estamos a falar de uma mãe com sete filhos, uma das quais até já estaria grávida também, que na altura não tinha emprego e que claramente não tinha condições económicas para os manter. Mesmo assim o estado foi na altura condenado na praça pública e agora nas instituições europeias, por ter feito o seu papel.

 

Faz sentido o estado ser condenado pelo seu suposto excesso de zelo ou fará sentido o estado vir a ser condenado pela morte das duas crianças desta semana? Ninguém tem dúvidas que neste caso o estado deveria ter feito muito mais... será que são os mesmos que acharam que no outro caso as crianças deveriam ter ficado com a mãe?

 

Será que devido à condenação publica do outro caso, não terão as instituições  passado a ser menos zelosas e por isso estas crianças foram entregues à mãe?

 

A única coisa certa é que nestes casos o estado não tem por onde fugir, faça o que faça, vai sempre ser preso por ter cão e por não ter.

 

Jorge Soares

publicado às 23:26

cartadiego.jpg

 Imagem de aqui

 

Diego tinha  11 anos, deixou um recado junto à varanda da que se atirou ao vazio, "Vão ver no Lucho". Lucho era o seu boneco preferido, nela estava guardada a seguinte carta de despedida:

 

"Pai, mãe, estes 11 anos que estive convosco foram muito bons e eu nunca vos vou esquecer.

 

Pai, tu ensinaste-me a ser uma boa pessoa e a cumprir o prometido, além disso, brincaste muito comigo.

 

Mãe, tu protegeste-me muito e levaste-me a muitos sítios.

 

Os dois são incríveis e juntos são os melhores pais do mundo

Tata, tu aguentaste muitas coisas por mim e o meu pai, estou-te muito agradecido e gosto muito de ti.

 

Avô, tu sempre foste generoso comigo e sempre te preocupaste. Gosto muito de ti.

 

Lolo, tu ajudaste-me muito com os trabalhos de casa e trataste-me bem. Desejo-te muita sorte para que possas ver a Eli.

 

Digo-vos isto porque não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira de deixar de ir. Por favor espero que algum dia possam odiar-me menos.

 

Peço à mãe e ao pai que não se separem, eu só serei feliz se estiverem juntos.

 

Vou sentir saudades vossas e espero que algum dia nos encontremos no céu. Bem, despeço-me para sempre

 

Assinado, Diego.. outra coisa, Tata, espero que encontre trabalho rapidamente.

 

Diego González"

 

Diego atirou-se do quinto andar em Outubro passado, a noticia surgiu agora porque apesar da carta não há justiça nem culpados pelo que sucedeu. Tal como tantas vezes acontece nestes casos, a escola e a sociedade em geral negam-se a aceitar as evidências, procuram-se outras respostas, outras causas, ninguém quer pôr o dedo na ferida e atacar o verdadeiro problema.

 

Para mim que tenho filhos é dificil ler esta carta e aceitar que estas coisas possam acontecer, todos lamentamos a morte do Diego e de todos os outros Diegos que há por aí, mas a verdade é que pouco ou nada fazemos para proteger as nossas crianças do medo e dos abusos.... 

 

O que aconteceu ao Diego tem um nome, chama-se Bullying e enquanto não fizermos nada, todos: pais, escola, sociedade somos culpados, porque todos tinhamos obrigação de proteger Diego e ninguém fez nada.

 

Jorge Soares

publicado às 21:32


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