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Voando papagaios em Albarquel

por Jorge Soares, em 15.09.10

 

Fim de tarde em Albarquel

 

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Viver em Setúbal tem coisas excelentes, hoje saí de Loures eram quase 18:15, mesmo assim, ainda deu para chegar a casa pegar na família e ir voar papagaios para a praia de Albarquel.

 

Apesar de estar nublado, o sol a pôr-se entre a serra da Arrábida e as nuvens pintou o céu de um dourado fantástico, isto conjugado com o reflexo de toda esta luz dourada na água deu um daqueles pôr do sol com um ambiente de cortar a respiração ... e eu que deixei a máquina fotográfica em casa.

 

E lá estávamos nós a tentar fazer voar um papagaio junto ao mar, depois de um bocado a coisa estava a funcionar e o papagaio voou mesmo, cheio de cor a contrastar com o cinzento dourado do céu e com a sua cauda cor de rosa... voava mesmo.

 

De repente a minha meia laranja virou-se para o N.  e disse:

 

- Pronto, agora já cumpriste o teu sonho de fazer voar um papagaio.

 

Dei por mim a pensar... eu nunca na vida tinha voado um papagaio.... fiquei nostálgico, não pelos papagaios.. mas sim por tantas outras coisas ....

 

Jorge Soares

publicado às 22:09

Momentos meus

 

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade!

 

Ainda me falta pelo menos mais um post sobre a audição na assembleia da República, muito mais haveria a dizer, até porque o tema da adopção e da protecção das crianças institucionalizadas nunca termina.... mas também não vos quero fartar, vamos lá mudar um bocadinho de assunto.

 

Entretanto e mais a nível pessoal tenho recebido alguns comentários, a maioria das pessoas acha-me uma pessoa valente, consigo ir à assembleia da república e dizer o que penso, e não contente com isso digo o que penso aqui no blog e chamo aos bois pelos nomes... salvo seja, que os bois não tem culpa nenhuma. 

 

Vou aqui confessar uma coisa, até aos 20, 21 anos eu era uma pessoa extremamente tímida, falar em publico era um verdadeiro terror, a forma como cresci, a relação com o meu pai, a vida, fizeram de mim um adolescente sem a mínima confiança e amor próprio, como a maioria dos tímidos tinha imensa imaginação, era capaz de pensar numa situação mil vezes, mas na hora da verdade....

 

Não sei muito bem quando mudaram as coisas, algures quando estava na universidade dei por mim a acreditar nas minhas capacidades e a tentar enfrentar a vida olhos nos olhos.... nunca se deixa de ser tímido, mas chega uma altura na vida em que valores mais altos se levantam...e que valores podem ser mais alto que a felicidade e o bem estar das crianças?

 

Hoje havia uma  noticia no Publico que começava assim:

 

"Pobres, desmobilizados, mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses?"

 

É mais um daqueles artigos que fala de estudos sociais, conclui-se que cada vez nos preocupamos mais com as necessidades imediatas, o emprego, os baixos salários, mas fala também da nossa incapacidade de nos organizarmos e de lutarmos por melhorar  as coisas.

 

É verdade, nós somos assim, todos temos opinião, todos sabemos e gostamos de falar, principalmente entre amigos, mas na hora da verdade, na hora de reclamar pelos nossos direitos, na altura de dizer na hora certa e no sitio certo aquilo que deve ser dito.... ficamos calados que nem cordeirinhos....  de onde o estudo conclui o seguinte:

 

"..... que traduzem a incapacidade de criar o sentimento de pertença a uma comunidade de cidadãos colectivamente responsáveis"

 

Ou seja, Pobres, conformados, calados, desmobilizados...... Acho  que as conclusões do estudo esqueceram o mais importante...

 

Lixados... com F grande

 

Mas a culpa é nossa..... eu cresci, mudei..será que o resto do país o pode fazer?

 

Jorge

PS:Imagem minha, retirada do momentos e olhares

publicado às 22:04

Sabores da infância.... Sumol!

por Jorge Soares, em 10.06.08

Sumol

 

No Domingo os meus sogros pagaram o almoço, à boa maneira Setubalense, choco frito e Douradas grelhadas.... estava tudo óptimo. O Choco frito acompanha-se com vinho branco das terras do Sado, mas os meus filhos pediram Sumol...e tanto eu como a minha sogra, de imediato  associamos a bebida aos sabores da nossa infância.

 

Há coisas que não se explicam, há sabores que ficam, marcas que nos acompanham pela vida, o Sumol é um dos que me acompanha.. porque o sabor está lá, e é exactamente o mesmo que eu recordo de quando tinha 8 ou 9 anos.

 

Vivemos na era da globalização, o ano passado quando fui a Macau fiquei espantado quando no supermercado da esquina do hotel encontrei desde a agua até ao vinho, todos os produtos portugueses que possam imaginar... alguns mais baratos que cá... mas nem sempre as coisas foram assim. Eu sai de Portugal aos 10 anos de idade e passei 10 anos sem sequer me lembrar da existência do Sumol... mas quando regressei... bastou entrar numa pastelaria... olhar para uma daquelas garrafas verdes..... e algo na minha memoria fez contacto.

 

Eu não via uma garrafa daquelas há 10 anos, mas sabia perfeitamente como era o sabor...e o mais estranho, é que com o primeiro golo, foi como se nunca tivesse deixado de beber.... o sabor era aquele..estava lá e era igual.

 

Talvez para a maioria das pessoas esta seja uma ideia parva, quando crescemos com as coisas e as damos por garantidas, nem lhes damos o devido valor, mas quando estamos anos longe delas...damos um valor diferente.

 

Ontem em animada conversa com a Flor de Liz, além do Sumol, recordamos outros sabores, a laranjada, a gasosa, o Tulicreme, descobri que tínhamos recordações comuns. Planta com bolacha Maria, ao Sábado à tarde a ver o Espaço 1999.....

 

De todos estes sabores da minha infância, o do Sumol é o único que perdura, os outros foram mudando comigo e com o tempo.  Hoje na praia lembrei-me das batatas fritas, acho que o pacote era vermelho.... Pala Pala, sei que eram umas batatas deliciosas... agora já não as fazem com esse sabor.. é pena.

 

Jorge

 

PS:Nem sei quem é que produz e comercializa o Sumol.. .. mas se quiser agradecer a publicidade..estejam à vontade :-)

PS2:À Flor e à Linda.. que recordaram comigo estes e outros sabores das nossas infâncias... obrigado!

PS3:Imagem retirada da internet

 

 

 

publicado às 22:39

Refazendo caminhos ... até ao rio!

por Jorge Soares, em 27.04.08

Por do Sol, Alviães, palmaz,oliveira de azemeis

 

Tirei esta fotografia da varanda da casa dos meus pais, nos dias claros em que o vento do norte leva as brumas, podemos ver o sol a pôr-se no mar e o seu reflexo na ria de Aveiro. Nos dias de sol de Inverno em que o mar está revolto, conseguimos ver a espuma das ondas na distância. Ontem estava assim, o sol teimava em esconder-se por trás das nuvens pintadas de laranja e amarelo.

 

À tarde sai de casa sozinho e fui andar, refazer caminhos, procurar passos perdidos, fui directo ao monte com ideia de chegar ao rio.... descobri que com o tempo vamos perdendo as referências e que no monte os caminhos mudam, donde antes havia carreiros há agora aceiros largos, e donde antes havia caminhos há agora ténues rastos de passos perdidos donde cresceram tojos de espinhos afiados, silvas e pés de eucaliptos já várias vezes cortados.

 

De um modo ou outro lá cheguei ao rio, que alguma vez foi de águas cristalinas, agora... bom, agora já não é. Mas continua lá, e continuam lá as ruínas dos moinhos e as fontes donde bebia agua... noutros tempos.

 

Não sabia bem donde estava, mas era preciso voltar... descobri que já não consigo subir as encostas com a agilidade de antigamente, e que o rio fica muito mais longe e mais abaixo que aquilo que conseguia recordar,  mas continuo com o meu sentido de orientação intacto, voltei ao ponto de partida, por outros caminhos ainda mais apagados no tempo, mas voltei ao sitio exacto... pena que já não se possa beber agua nas fontes... que continuam a correr.

Jorge

PS:Hoje não há PS

 

publicado às 21:55

Eu quero um LEGO!

por Jorge Soares, em 28.01.08

O Google e os legos!Hoje quando fui ao google, deparei-me com a imagem que podem ver aqui ao lado. O Google costuma assinalar algumas datas alterando a forma como aparece a palavra Google e hoje eram peças de LEGO. 

 

Mais tarde na minha visita diária ao El Mundo, encontreio o motivo, esta noticia fala dos 50 anos do popular brinquedo dinamarquês que hoje é presença habitual em todas as casas donde existam crianças.

 

A primeira vez que vi ou ouvi falar de Legos devia ter uns 5 ou 6 anos, foi num dia 25 de Dezembro, algures nos anos 70 em casa da minha avó. Era dia de natal e eu não me consigo lembrar das prendas que o menino Jesus me tinha deixado na noite anterior na lareira da minha casa, mas lembro-me perfeitamente dos meus primos Carlos e Victor terem chegado com umas enormes caixas reluzentes, de lá de dentro saiam peças vermelhas, azuis, amarelas, peças que como por magia se transformavam em muitos brinquedos diferentes, bastava usar a imaginação......

 

LegoPara mim aquilo era mágico...e a magia durou até que eles se foram embora.......devo ser das poucas pessoas que nunca na vida teve um LEGO....até que o pude comprar para os meus filhos. Não sei se alguma vez o terei pedido ou não, eu cresci noutros tempos, em minha casa havia outras prioridades que iam para além dos brinquedos.

 

Felizmente vivemos noutra época, hoje os meus filhos tem muitos LEGOS, a R. não liga muito mas o N. adora, é capaz de passar horas a criar naves espaciais, ou monstros ferozes.......

 

Acho que o unico brinquedo meu de que me consigo lembrar é de um triciclo de madeira e arame que me acompanhou quando tinha três ou 4 anos, mas lembro-me como se fosse hoje daquelas caixas brilhantes de donde saiam aquelas mágicas peças coloridas, que não eram minhas...nem iriam ser nunca.

 

Jorge

PS:imagens retiradas da Internet

 

publicado às 22:57


Ó pra mim!

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