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Terei eu sorte ou ele azar?

por Jorge Soares, em 05.08.08

Poupar

Imagem retirada da internet

 

O notário que fez a escritura da casa era um senhor com alguma idade e pelo vistos uma pessoa divertida,..bom, pelo menos foi a ideia com que fiquei.
 
O vendedor estava atrasado, mas o homem decidiu que também não precisávamos dele para nada, vai daí decide começar o acto sem ele.
 
Em todas as escrituras é necessário que se leia toda a documentação, ao mesmo tempo que o notário vai lendo, o representante do banco vai conferindo nas copias se todos os dados estão correctos..... afinal são eles que pagam. Lá foram lendo até que chega ao momento do valor da casa, o diálogo foi mais ou menos assim:
 
-...compram a casa no valor de xxx mil Euros- diz o notário.
-E só pedem empréstimo de xxx a dividir por três, mil euros doutor! - Diz o homem do banco.
 
O senhor fez uma pausa, ficou a olhar para mim e diz:
 
-Você é um homem de sorte, tem uma mulher que vale ouro.
-..........???????- Fiquei meio parvo, nem disse nada.
-Trate bem dela, olhe que não há muitas assim!
 
Nisto a P. reagiu e disse:


-Sabe doutor, nós temos por principio que só compramos o que quer que seja se tivermos pelo menos metade do valor.
-E é um excelente principio, fazem muito bem, o senhor é um homem com muita sorte.
 
Lá se continuou com a escritura e no fim, lá voltou o homem à conversa.
 
-O senhor é mesmo um homem de sorte, trate muito bem dela, olhe que não há muitas assim... bom, mas o senhor soube escolher, também tem mérito.
 
Fiquei na duvida, há varias interpretações possíveis para esta conversa, e na realidade não sei qual se aplica, vejamos se alguém me ajuda:

  • Primeira hipótese: as mulheres são as responsáveis pelo descalabro financeiro das famílias portuguesas, eu tenho muita sorte porque a minha não é assim e conseguimos poupar.
  • Segunda hipótese: Os homens não conseguem poupar nada, mas eu tenho uma que me põe na ordem.
  • Terceira hipótese: O notário tem lá em casa uma mulher que lhe dá cabo das economias e  apesar do valor absurdo que eu paguei por uma hora de trabalho dele, ele não consegue poupar nada.

Certo é que desde a perspectiva dele, o meu único mérito é que soube escolher e não fosse essa minha qualidade, estava condenado à penúria......é caso para dizer: E esta hein?
 
Jorge

 

publicado às 22:16


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