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Governantes

 

Imagem retirada de Pontos de Vista 

 

Lyndon Johnson foi o presidente dos Estados Unidos que sucedeu ao assassinado JFK , não sei o que teria em mente quando proferiu a frase acima, mas de certeza que se fosse vivo e pudesse ver o que por cá se passa em pleno século XXI, não teria duvidas em a voltar a repetir.

 

Era um velho desejo do PSD: uma maioria, um governo e um presidente, infelizmente o povo fez-lhe a vontade e é isso que temos actualmente. Uma maioria, com a muleta e algumas birras do Portas, mas é uma maioria, um governo chefiado por aquele que será de certeza o mais cinzento e menos preparado primeiro ministro de que há memória, e um presidente... que voltando aos velhos tempos em que não lia jornais nem via noticias do que por cá se passa, insiste em olhar para o lado e fazer de conta que tudo vai bem, sem se dar por entendido que afinal, o rei vai nu.

 

Como prenda de natal para todos os portugueses, o presidente da República decidiu que apesar de todo o historial dos anos anteriores, contra todas as opiniões da oposição e mesmo de algumas dentro do PSD, o orçamento de estado não é para enviar para o tribunal constitucional.

 

Primeira consequência desta prenda do senhor presidente, a partir de Janeiro os funcionários públicos verão ainda mais diminuídos os seus salários, e atrevo-me a apostar que lá para Março ou Abril essa diminuição de poder de compra de uma enorme fatia da população terá consequências na economia, menos dinheiro significa menos consumo, menos consumo significa menos empregos e menos impostos ... voltaremos a falar de recessão. 

 

Mas entretanto os senhores da Troika ficam contentes, podem encerrar a avaliação e todos fingimos que não se passa nada.. pelo menos até que os salários de Janeiro cheguem ao Banco e o dinheiro ainda chegue para menos dias.

 

Sei que me vou repetir, mas  custa-me a entender que isto aconteça, das duas uma: ou não há no governo quem seja capaz de ler e interpretar correctamente a constituição, ou só tentam fazer passar leis que se sabe à partida são ilegais, para calar a Troika e os credores... não sei qual das duas opções será pior, mas nenhuma delas mostra competência e/ou seriedade.

 

Mas sou capaz de concordar com o Lyndon Johnson, temos os governantes que elegemos...

 

Jorge Soares

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publicado às 21:47

"Polícias unidos jamais serão vencidos"

por Jorge Soares, em 21.11.13

Polícias à porta do parlamento

 

Imagem do Facebook 

 

A frase foi repetida muitas vezes durante toda a manifestação que hoje juntou perto de 10000 elementos das forças de segurança em frente ao parlamento.

 

Os últimos orçamentos de estado tem reduzido em muito os orçamentos de todas as forças de segurança, hoje a meio da tarde na Antena 1 alguém dizia que o orçamento para combustíveis na Polícia judiciária será reduzido em 70% com o novo orçamento de estado, e já há quem calcule que a partir de Abril os carros fiquem parados.


Todos estes cortes tem significado uma enorme deterioração das condições de trabalho das polícias e começam a pôr em causa a segurança e o bem estar de polícias e restante população do país.

 

Os polícias também são cidadãos, também tem famílias, para alimentar e como a grande maioria do resto da população, também tem salários baixos e sobretudo, péssimas condições de trabalho... e tem é claro, tanto direito à indignação como qualquer outra pessoa. A manifestação de hoje foi um aviso ao governo, um enorme cartão amarelo, era bom que a mensagem passasse

 

A manifestação terminou de uma forma completamente inédita, pela primeira vez o corpo de intervenção foi ultrapassado e os polícias manifestantes terminaram a gritar consignas no cimo da escadaria... se calhar muita gente esperava mais, mas até aí foi dada uma lição, cumprido o objectivo, a manifestação terminou, sem excessos, sem violência, sem bastonadas, sem arremesso de pedras.... era bom que fosse sempre assim.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:45

João César das Neves

 

Imagem do DN

 

É curioso porque na mesma semana em que ouvi dois ou três economistas dizerem que tivemos um trimestre com crescimento positivo graças ao chumbo do tribunal constitucional que devolveu aos trabalhadores uma parte do seu salário e isso fez aumentar o consumo, ouvi hoje este senhor dizer que "aumentar o salário mínimo é um crime".

 

Eu percebo pouco de economia, mas a mim parece-me que o que impulsa o consumo é o dinheiro, quando as pessoas tem mais dinheiro gastam mais, quando as pessoas gastam mais, as empresas precisam de produzir mais, para produzir mais as empresas precisam de mais pessoas, e isso irá fazer com que diminua o desemprego. Mas é claro que há muitas formas de olhar para o assunto, este senhor olha para o assunto de outra maneira... ele deve ser da mesma escola daquele empresário de que falei no outro dia, o que preferia perder encomendas a pagar melhores salários e assim arranjar mão de obra... também acho que está à vista onde esse tipo de mentalidades nos tem levado.

 

Pelos vistos há quem ache que devemos voltar uns 30 anos atrás, ao tempo em que éramos competitivos porque os nossos salários eram os mais pobres da Europa, deve ser alguma teoria nova, porque se olharmos para os restantes países da Europa o que vemos é que os que estão em melhor situação financeira, até há quem tenha um enorme superávit, são os que tem os salários mais elevados.

 

Portugal é dentro da União Europeia um dos países com o salário mínimo mais baixo, onde é que isso nos levou até agora? Ao sucesso ou à penúria?

 

De resto, o senhor chega a contradizer-se, por um lado diz que não devemos aumentar os salários, e por outro diz que os jovens decidem emigrar porque "esquecemo-nos de criar empregos altamente qualificados", ora, como é que se criam empregos altamente qualificados se a ideia é manter os salários baixos?


O senhor também diz que "o Tribunal Constitucional não tem estado a funcionar em termos jurídicos, mas políticos" , e não será exactamente o contrário? O tribunal constitucional limita-se a olhhar para o orçamento de estado desde o ponto de vista legal e há quem, como ele, ache que o deveria fazer desde o ponto de vista político e/ou económico?

 

O senhor diz também que a maioria dos reformados não são pobres... ora, tendo em conta que a reforma média paga pela segurança social anda à volta dos 400 Euros... e que o limite da pobreza anda à volta dos 350 Euros... não sei onde foi ele buscar os seus dados, mas de certeza que não foi ao nosso país.

 

Numa coisa concordo com ele, há muita gente a falar em nome dos pobres, mas poucos representam mesmo os pobres... eu diria mais, os pobres tem falado pouco, principalmente na altura das eleições.. por isso é que gente como este senhor ainda tem voz....e não é precisamente para defender os pobres.


Mas em que país é que este senhor vive?

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:03

Margarida Rebelo Pinto

Imagem do Facebook

 

Estava a fazer zapping quando me deparei com esta senhora a fazer comentário político, estava prestes a passar ao canal seguinte quando ela debitou a pérola que se pode ler na fotografia, foi a propósito dos protestos na assembleia da república contra a aprovação do orçamento de estado.

 

Para além de escrever literatura de cordel, eu li o Sei lá e outro dos livros da senhora e desculpem lá mas aquilo é literatura de cordel, não sei o que fará a senhora para viver, mas de certeza que não está sujeita à austeridade e aos cortes a que estamos todos sujeitos, só isso explica que possa falar assim.

 

Em democracia todos temos o direito à indignação, e quem não se sente não é filho de boa gente, a verdade é que com a aprovação deste orçamento de estado todos ficamos mais pobres, este é o terceiro orçamento de estado em que se aumentam impostos e se corta no salário de quem trabalha, se isto não é motivo suficiente para se protestar, o que será?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:48

Uma mentira estraga mil verdades

por Jorge Soares, em 01.11.13

Uma mentira

 

Imagem de Pontos de vista 

 

 

“Em 2011 vivemos uma espécie de 1580 financeiro. Em Junho de 2014 podemos viver uma espécie de 1640 financeiro”, disse (Paulo Portas), no encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado (OE), referindo-se ao período em que Portugal esteve sob domínio espanhol. 


Também há quem diga que o desemprego está a descer, é claro que se fizermos as contas, aos mais de 120 mil que emigraram durante o último ano, em vez dos 16.3%, passamos para mais de 18% .. mas evidentemente tudo depende do ponto de vista e para a ministra das finanças, Paulo Portas, Pedro Mota Soares e o primeiro ministro, isto são sinais positivos.... 

 

Certo certo é que uma vez mais o orçamento foi aprovado pela maioria... na assembleia o povo gritou e mostrou que estava contra... era bom que em lugar de gritar o povo tomasse notas... e gritasse com todos os pulmões nas próximas eleições... isto se ainda restar alguém por cá com capacidade para ir votar.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:08

Porque é que estamos presos à Troika?

por Jorge Soares, em 24.10.13

Troika

Imagem de Aqui

 

Tenho estado a semana toda a ouvir falar de programas cautelares e de novos resgates, sinceramente acho que andam todos a gozar connosco, ouço governo e oposição falar e até parece que eles estão mesmo a discutir as coisas, como se alguém tivesse alguma dúvida do que se segue.

 

Vejamos, o acordo assinado com a Troika acaba em Setembro do ano que vem. acordo que se iniciou em 2011, que já levou um quarto dos salários e do poder de compra de todos nós, são muitos milhares de milhões de Euros que saíram de circulação e que com isso nos levaram mais ou menos ao mesmo sitio onde estávamos antes.

 

Todos nos recordamos que na altura em que isto começou umas empresas americanas disseram que nós éramos lixo, bom, depois deste tempo todo, de tanta austeridade e bom comportamento, alguém ouviu falar de nos terem subido o rating? Não, pois não?

 

Pois é, para essas empresas continuamos a ser lixo, isso a nós comuns mortais que somos esmifrados pelo governo e pela Troika, pouco ou nada nos diz, mas diz muito aos mercados.

 

A maioria dos países a sério está impedida por lei de comprar divida com rating de risco, países como o Brasil, a França ou a Alemanha, nunca vão comprar a nossa dívida, logo, estamos à mercê dos especuladores, que evidentemente só compram se os juros forem algo de jeito... é também por isto que os juros não descem.

 

Não há forma de evitarmos ter que pedir dinheiro, quer dizer, haver há, se deixarmos de pagar divida e juros se calhar não precisamos de pedir tanto dinheiro, mas aí  passamos a ser párias e além de ninguém nos dar mais crédito, ninguém nos dá ou vende nada... e alguém imagina este país a funcionar dois dias sem matérias primas?

 

Podem apostar o que quiserem, daqui a um ano estamos num programa cautelar. A ameaça com o segundo resgate não é mais que chantagem emocional do governo sobre o tribunal constitucional, a austeridade está a levar-nos a todos à miséria mas está a fazer algum efeito, o problema é que também está a levar o investimento e sem investimento não há crescimento e sem crescimento não há como criar emprego e deixar de ter défice.. e enquanto tivermos défice, temos que continuar a pedir emprestado.

 

É claro que há uma terceira alternativa, renegociar e re-estructurar a divida, baixar os juros e alargar os prazos... mas dessa ninguém quer ouvir falar, nem por cá nem na Europa, nem no clube dos credores... isso seria mexer no queijo de muita gente, incluindo os bancos nacionais, e ninguém gosta que lhe mexam no seu queijo (leia-se nos seus lucros)

 

É por isto e só por isto, que estamos e vamos continuar a estar presos à Troika, mesmo que daqui a um ano Troika passe a ser de uma só entidade.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:11

Co-adopção - O superior interesse de quem?

por Jorge Soares, em 22.10.13

Co-adopção, em nome do interesse de quem?

 

Imagem do Dezanove 

 

É curioso como numa altura em que está a ser discutido um dos mais penalizadores orçamentos de estado de que há memória em Portugal, a JSD se lembra da ideia peregrina de referendar algo que já foi aprovado por maioria no parlamento... desviar as atenções do país para um tema que afecta no máximo uma dezena de crianças por ano e fazer com que estas não estejam centradas num tema que afecta profundamente os quase 10 milhões de habitantes do país,  será no interesse de quem? Das crianças ou dos políticos?

 

Há muita gente que enche a boca com a frase "O superior interesse das crianças", tendo em conta que estamos a falar de crianças que já vivem com dois pais ou duas mães, qual é o interesse de manter as coisas num limbo legal em vez de tornar legais vínculos afectivos que já existem há anos?

 

Há muita gente que se esforça por esquecer os detalhes, mas a realidade é que não estamos a falar de crianças que estão numa instituição e sem família, estamos a falar de crianças que já vivem numa família, crianças que em muitos casos não conhecem outra família que aquela, faz algum sentido que numa situação destas não se legalizem os laços?

 

Qual é o interesse de manter uma situação legal dúbia nestes casos? Toda esta discussão nesta altura é no superior interesse de quem?

 

Diz a JSD que ... não há que ter medo da democracia e este tema merece uma ampla discussão na sociedade portuguesa... já que estamos numa de referendar coisas que são do interesse de todos e merecem ampla discussão na sociedade portuguesa, porque não se referenda o orçamento de estado?, porque não um referendo aos cortes nas pensões?, aos cortes na saúde? não querem ir tão longe?... que tal um referendo ao envio do orçamento para o tribunal constitucional?

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:52

Ainda as pensões, como seria um sistema justo?

por Jorge Soares, em 16.10.13

Reformas

Imagem do Público

 

Ainda ninguém me esclareceu se os deputados descontam para a segurança social ou não, continuo sem perceber como é que são as contas da ex-deputada Celeste Correia de que falei há dois dias.

 

Entretanto hoje ficamos a saber pelo DN que não são só as figuras ali na fotografia que acumulam reformas milionárias,  Rui Machete, sim, o das acções do BPN e das confusões com Angola, acumulou durante o ano 2012 um total de 132 484 euros, o que dá uma media de mais de 11 mil Euros por mês... não sei se percebi bem, mas acho que são três as pensões que o senhor acumula, incluindo uma vitalícia por ter sido político por e ter estado mais de 8 anos a contribuir para a situação em que estamos.... agora alguém me diga que o senhor descontou para isso e que acha estes valores justos.


Falando de justiça, deixo à vossa consideração um vídeo que alguém me deixou nos comentários do post sobre as pensões de sobrevivência..é sobre o sistema de pensões na Suíça, um país que muitos portugueses escolhem para viver e que muitos mais admiram pela forma como as coisas funcionam muito melhor que por cá.... eu não sou Suíço e nem sou dos que acha que a Suíça é o arquétipo da perfeição... mas no que toca a pensões, eu não me importava que por cá se copiasse o bom exemplo.... porque como se diz algures no vídeo, O importante é que o estado garante o essencial aos mais carenciados, evitando a pobreza na velhice.


Ouçam com atenção e pensem se faz ou não sentido

 

Um país bem diferente do nosso.... sem dúvida, acham que para melhor ou para pior?
Jorge Soares

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publicado às 22:33


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