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A origem do dia do pai

por Jorge Soares, em 19.03.14

Dia do pai

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Hoje, 19 de Março dia de São José, festeja-se o dia do pai, que é o mais parecido que temos os homens com o dia da mulher... só que nós não temos direito a festas com GNR's giras a fazerem striptease.... mas temos direito a prendas, resta é saber se quando os miúdos crescerem terão orgulho ou vergonha da colecção de molduras, feitas nos mais diversos materiais reciclados, que o pai acumulou e guardou religiosamente {#emotions_dlg.tongue} (sim, eu sei, pobre e mal agradecido!).

 

Não é fácil encontrar a origem do dia do pai, que até varia de país para país na data do festejo, e assim como há muitas datas para o festejo, também há várias hipóteses para a sua origem.

 

Nos Estados Unidos, a história mais conhecida em comemoração ao dia dos pais é a de William Jackson Smart, um ex-combatente da guerra civil que perdeu a sua esposa e que ficou sozinho com os seus os seis filhos pequenos. Em 1909 a  sua filha Sonora Smart, que tinha uma enorme admiração pela forma como ele se dedicou aos seus filhos e os conseguiu criar, resolveu homenageá-lo. A data escolhida foi a do seu nascimento, dezanove de Junho.

 

Pouco a pouco a data foi sendo festejada primeiro na  cidade natal de William ee depois em todo o país, até que Richard Nixon a tornou oficial. Depois disso outros países foram adaptando a data ao seu calendário e é nesse dia que se festeja na maioria dos países.

 

Mas há quem diga que o primeiro registro de homenagem a um pai surgiu na antiga Babilônia, há mais de quatro mil anos, onde um jovem chamado Elmesu modelou e esculpiu em argila um cartão para o seu pai em que desejava: sorte, saúde e muitos anos de vida.

 

Em portugal a data está associada  à tradição católica e a São José, pai de Jesus Cristo... e não consegui descobrir quando se começou a festejar.

 

Mas como em todos os restantes dias que se festejam durante o ano, o dia do pai, como o da mãe, da criança, dos namorados .... deveria ser todos os dias, de preferência  com mais carinho e menos consumismo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:36

Passaram 17 anos, onde está o Rui Pedro?

por Jorge Soares, em 28.01.14
Rui Pedro

 

https://www.facebook.com/dia28


Rui Pedro is missing since 1998. He was 11, today is his 27th birthday. His mother never stopped looking for him. Have you seen him?


O Rui Pedro desapareceu em 1998, com 11 anos. Hoje faz 27 anos. Filomena nunca desistiu de procurar o seu filho. Se o tiver visto, diga-nos por favor.

 

 

publicado às 22:06

Conto - Não tenha pressa

por Jorge Soares, em 14.09.13

Não tenha pressa


Para Phillipe

 

Sinto decepcionar-lhe, mas não sou o mais sábio, tampouco o mais experiente. Gostaria de ter tanto mais para ensinar-lhe, mas, assim como todas as demais pessoas, sou limitado e imperfeito. E está tudo bem, pois isto é inevitável.

 

É inevitável que não saibamos, que tenhamos incertezas, que sejamos em vários momentos oprimidos pelas dúvidas e pelo medo.

 

Por isto, eu lhe digo: não tenha pressa.

 

Tudo se resolverá com o tempo, e, se não se resolver, é porque não tinha solução mesmo.

 

Se eu tivesse de lhe deixar um único legado, seria este conselho: não tenha pressa. Pois a vida é curta demais, frágil demais, insignificante demais. Hoje, está. Amanhã, não mais. Todos passamos e todos passarão, mas o tempo permanecerá seguindo adiante mesmo que não haja mais ninguém para computar os dias, meses e anos.

 

Não tenha pressa.

 

Viva cada instante e vivencie-os. É muito fácil ignorarmos as pequenas belezas cotidianas, enquanto miramos sonhos vindouros. O futuro está no futuro. Jamais chegará. É no presente onde nossas vidas se desenrolam. É no agora que nos encontramos e nos alegramos e sofremos. Por isto, não tenha pressa.

 

Sei que chegará a época na qual você será tomado por angústias do tamanho do mundo, quando seus objetivos parecerão inatingíveis e você chorará sozinho escondendo as lágrimas.

 

Alguns projetos realmente são irrealizáveis, mas não há como evitá-los e você só descobrirá isto na derrota. Não tema fracassar. São as perdas que concedem maior valor às vitórias. 

 

Não tenha pressa. Por mais que você caia, caia e caia, se você tiver paciência e determinação, fatalmente conseguirá se erguer e caminhar.

 

Hoje, você é tão pequenininho que até comer é um desafio. Este desafio será substituído por outros inúmeros, que sempre darão a impressão de serem muito maiores do que você. Não tenha pressa. Tente, erre, acerte. Aos poucos, você criará sua própria história e, ao olhar para trás, verá que tudo foi como teve de ser. Talvez até se arrependa de algo, mas terá de conviver com isto. Não se pode mudar o passado e, para muita gente, esta é a mais triste das verdades.

 

Não tenha pressa, pois a vida aparentará ser longa em vários momentos críticos. A chegada da idade adulta parecerá tardar demais. A tristeza parecerá interminável. O amor, que nunca virá. Que as dívidas são impagáveis. Todavia, você verá que tudo aos poucos entrará nos devidos lugares, que os medos eram ilusórios, que muito se resolve por conta própria, às vezes sem empreendermos esforço algum. Simplesmente ocorre.

 

Não tenha pressa e não desista. Muitos lhe dirão que não é possível, que você não foi feito para isto, que a vida não é assim. Você pode ouvi-los e se acomodar, passando o resto de seus dias remoendo migalhas. Ou você pode prestar atenção a mim e persistir, pois eu lhe digo que vale a pena e que o segredo está na persistência. Portanto, não tenha pressa.

 

Talvez, com o tempo, você consiga. Talvez não, mas está tudo bem também, pois assim é a vida.


Não tenha pressa, ou melhor, apresse-se.

 

Apresse-se para viver o hoje, para amar, para ser feliz, para beber todas as experiências e levá-las consigo na memória.

 

Apresse-se para descobrir quem você é, qual é a sua essência única, que o distingue dos demais, pois eu lhe asseguro, ninguém mais neste mundo é como você.

 

Apresse-se para ouvir, ver, ler, comer, conhecer pessoas, viajar, mergulhar de cara na vida e descobrir o que ela tem de melhor e de pior. Apresse-se para ter discernimento, possivelmente uma das qualidades mais essenciais.

 

Apresse-se para sorrir, pois a vida é fugaz como um relâmpago.

 

Apressar-se e não ter pressa não são oposições. Pertencem às nossas contradições humanas.

 

Deixo-lhe estes conselhos, mesmo sabendo que talvez você não os escute, mesmo que você venha a desconfiar que eu não esteja vivendo sob tais preceitos.

 

Então, um dia, você também terá um pequeno nos braços e desejará poupar-lhe de todos os sofrimentos e mágoas. Também se sentará e refletirá sobre uma porção de advertências, de admoestações, de ensinamentos. Também se sentirá impotente, como se estivesse tentando abraçar o ar.

 

Neste dia, você se recordará de mim.

 

Henry Alfred Bugalho

 

Retirado de Samizdat

publicado às 21:19

Socorro, esta também quer uma mana !!!!!!

por Jorge Soares, em 10.04.13

Ela quer uma mana

 

Por estes dias tive uma espécie de Deja Vú, lembram-se de aquele Post em que eu contava que eles queriam uma Mana?, que depois terminou numa reunião familiar e num documento assinado por todos cá em casa, em viagens a Cabo Verde  e na chegada da míni terrorista da fotografia.

 

 

- Mamã tu vais ter um bebé na tua barriga?

- Eu?

- Sim tu, tu vais ter um bebé da tua barriga.

- Não

- Sim, eu quero que tu tenhas um bebé da tua barriga

- E para que é que tu queres que eu tenha um bebé?

- Para eu ter um mano bebé para brincar

- Não, eu não vou ter mais bebés

- Vais, vais, tu vais ter um bebé como a mãe da Y.

- Não vou não.

- Vais vais, que quero que tu tenhas um bebé da tua barriga

 

E depois naquele jeito de repetir tudo mil e uma vezes, ser chata e teimosa como só ela sabe ser, esteve não sei quanto tempo a repetir a cantilena  e não houve ideia ou problema logístico que a convencesse. Está visto que ela não ouviu falar da crise, do Gaspar, da Troika.....

 

......

 

Medo!!!!!{#emotions_dlg.hide}

 

Jorge Soares

publicado às 21:49

Pai sofre

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Conversa no dia do pai à mesa do jantar após comentários sobre as prendas que os dois mais novos fizeram na escola para festejar o dia:

 

- Então R, e tu não tens nada para dar ao pai? - Diz a mãe.

- Eu não, na minha escola já não fazemos essas coisas.

- Mas hoje é o dia do pai

- ....

- Então?

 

Ela vira-se para mim e diz:

 

- Pai o teu amor por mim e a tua opinião sobre mim mudam alguma coisa por eu não ter uma prenda para o dia do pai?

- .... ?????!!!!! {#emotions_dlg.amazed}

 

- Então pai?, Muda?

- Não R. não muda nada, mas há algo que definitivamente tens que aprender

- O quê?

- Que há alturas na vida em que em lugar de fazer alguns comentários desse tipo, o melhor mesmo é estarmos calados!

 -{#emotions_dlg.hide}

 

É bom termos filhos com personalidade e opinião... mas há coisas que eram mesmo escusadas... principalmente quando nos pomos a pensar de quem terá ela herdado estas coisas. {#emotions_dlg.blushed}

 

Jorge Soares

publicado às 22:04

O dia dos namorados quando se tem 5 anos

por Jorge Soares, em 14.02.13

A D e o dia dos namorados

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Foi a primeira vez que a ouvi a D falar de namorados, ainda há dois dias a educadora me dizia que ela contava a todo o mundo que se vai casar comigo. Hoje a  conversa era entre ela e a mãe e já nem sei como é que começou.. 

 

-Então e tu tens namorado?

-Sim, é o X!, ele é meu namorado e também da F.

-Teu e da F?

-Sim, é namorado das duas!

-Das duas?

-Sim, ele tem muita sorte não é mãe?, tem duas namoradas!

 

Está visto que eu passei à história!

 

Aos 5 anos tudo é permitido, até partilhar o namorado com a amiguinha e achar que ele tem sorte porque tem duas namoradas... é bom que o rapaz aproveite, porque daqui a nada a sorte acaba e as duas miúdas descobrem que namorado não é coisa que se partilhe.... e muito menos no dia dos namorados.

 

Resta saber quando é que os pais do sortudo vão acusar as miúdas de assédio e a escola de o permitir... a julgar pelos episódios anteriores, não  deve demorar muito.

 

Jorge Soares

publicado às 22:00

A Manifestar-se

 

Ontem dei de caras com o texto acima publicado no Facebook pela minha filha mais velha, ainda não lhe perguntei mas imagino que terá sido algum dos colegas mais velhos a escrever e ela partilhou, mas o simples facto de ela o ter partilhado já me deixa feliz...

 

Curiosamente isto aconteceu numa altura em que no prazo de duas semanas a psicóloga do centro de estudos onde eles passam o tempo livre da escola, nos chamou duas vezes a atenção para o reivindicativos que são os nossos filhos.

 

Primeiro a propósito do comportamento do N. e depois sobre o da R.. Segundo a senhora, nós temos que ser menos reivindicativos cá em casa, falar menos do governo, reclamar menos nos restaurantes, na estrada... pelo menos em frente deles.

 

Quando a minha meia laranja me contou eu não pude deixar de sorrir, evidentemente a senhora não me disse isto a mim, ainda bem, porque acho que não ia gostar de ouvir a resposta.

 

Numa altura em que cada vez mais a juventude deste país se afasta da política e das decisões sobre o que os rodeia mais além do seu pequeno mundo, talvez atitudes como a desta senhora ajudem a explicar o porquê destes comportamentos.

 

Educar também é pelo exemplo e eu espero sinceramente que no futuro os meus filhos tenham consciência cívica e se possível politica, não é com jovens acéfalos e apolíticos que se constrói o futuro do país. Do que de mim dependa eles vão ter opinião e personalidade suficiente para poderem reivindicar e reclamar as vezes que for necessário... é claro que também é importante que percebam que há uma enorme diferença entre reivindicação e falta de respeito e educação... mas como é a mesma senhora que nos dá os parabéns porque para uma criança com hiperactividade e défice de atenção as coisas com o N. estão a correr muito bem... acho que estou a ir no bom caminho.

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:44

... mas tem pilinha, está ali, vês?

por Jorge Soares, em 28.03.12

A miúda

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

De entre as muitas actividades planeadas na escolinha para celebrar o dia do pai, não podia faltar a exposição de desenhos em que cada criança mostrava a sua perspectiva sobre o seu pai.

 

É claro que orgulhosa dos seus feitos a D. não descansou enquanto não levou a mãe a ver a sua obra de arte, e lá estava eu desenhado de todas as cores e colado na parede lado a lado com o resto dos pais.

 

O primeiro que saltou à vista é que a D. tinha desenhado o pai despido, segundo a minha meia laranja, era o único desenho em que não sobressaiam as calças e a camisola.

 

- Ó D., então o pai não tem roupa?

-Pois não, mas tem pilinha, vês?, está ali!

 

 

Não faço ideia se a educadora terá questionado ou não a D. sobre isto, mas fico a imaginar a sua cara e a das auxiliares....  cheira-me que esta miúda ainda me vai dar muitas dores de cabeça.

 

Jorge Soares

publicado às 22:09

Fugir de casa

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Há alturas na vida em que somos apanhados em contramão, esteve prestes a acontecer um destes dias. Ter um filho hiperactivo não é nada fácil, não o é quando ele tem 4 ou 5 anos, não melhora quando ele vai para a escola e a julgar pela amostra, a adolescência vai ser um caso bicudo.

 

As coisas na escola vão indo, está a ser muito bom para o que eram as nossas expectativas, o que não quer dizer que quase todas as semanas não apareça mais uma coisa qualquer... no Sábado apanhamos o N. em falta, como o caso era mais ou menos grave e ainda por cima repetido, levou umas palmadas, há muito que eu não lhe batia, mas ante a tentativa de mentir para esconder a falta, perdi a paciência.

 

Apesar do grave do assunto, a coisa ficou pelas palmadas e por uma advertência de que de modo algum poderia repetir a graça. Não demorou muito, na segunda feira voltou a pecar. Acho que ele não tem muita sorte, porque na terça já eu tinha descoberto.

 

Ao fim do dia estive mais de uma hora à conversa com ele, não era bem conversa, ele ia balbuciando umas coisas e eu puxando pelas pontas e descobrindo até onde ia a coisa, no fim descobri que: Não almoçou na escola, na hora do almoço saiu da escola e foi comprar gomas e pastilhas com os colegas, em lugar de comer o lanche, leva dinheiro às escondidas e compra sandes e sumos nas máquinas da escola, o lanche de casa é sandes e sumo. Está proibido de sair da escola, mas sai montes de vezes com os colegas... entre outras coisas, algumas bem mais graves.

 

A conversa não foi fácil, a dada altura virou-se para mim e disse-me:

 

- Se continuas a ameaçar-me, saio de casa!

- Sais de casa como?

- Sim, saio de casa

- E vais para onde?

- Para onde gostem de mim e não me façam sofrer!

 

Aqui perdi a paciência

 

- Mas tu julgas o quê?, que me assustas com isso?, se queres sair de casa a porta está aberta.

- Mas é que vou mesmo - aqui levanta-se e sai disparado para a porta da rua.

- ..... 

 

Desta eu não estava à espera.....

 

- Ouve lá, onde é que tu vais?

- Não sei, vou-me embora!

- Ok, tu podes ir, mas não levas nada que seja desta casa

- Mas eu não levo nada

- Levas levas, esses sapatos e essa roupa são de cá, tira lá os sapatos e a roupa

- Mas tu queres que eu vá para a rua de cuecas?

- De cuecas não, que essas também são de cá.

- Eu não vou para a rua nú!

- Isso é problema teu, tu não dizes que não precisas de nós?.

 

Voltou para o quarto, ... foi por pouco, com a chuva que estava lá fora ele não ia longe, mas.....

 

Acho que tirando a minha meia laranja, não conheço ninguém que não tenha alguma vez pensado em sair de casa, o facto de ser adoptado e de passar a vida a aprontar não nos facilita a vida, nem a ele nem a nós... 

 

Eu senti que ele estava a utilizar  a ameaça como estratagema para assustar a mãe, e decidi mostrar-lhe que não podia ser, por pouco não era eu o apanhado na minha ratoeira... as crianças hiperactivas tem uma memória curta, dizem os médicos que os castigos devem ser firmes e imediatos, castigos prolongados não resultam porque passado pouco tempo já não tem a noção de porque estão castigados. O facto de ter sido castigado no Sábado e na segunda estar a aprontar de novo mostra que a ciência sabe do que fala.... mas não é fácil para mim como pai interiorizar, e claro, é muito complicado explicar ao mundo, e em especial à maioria dos professores que não é uma questão de atitude ou má criação das crianças, é sim uma doença. 

 

Entretanto falamos com a escola, que nos diz que não tem forma de controlar se eles saem ou não do recinto, havia um projecto de implementação de entradas controladas por cartão que estava quase pronto,.....  foi cancelado pela crise.... a nós resta-nos estar com o coração nas mãos.... 

 

Pai sofre.

 

Jorge Soares

publicado às 22:04

Vá lá a gente tentar perceber as crianças!

por Jorge Soares, em 16.05.11

Vá lá a gente tentar perceber as crianças

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Durante anos, dia após dia o N. ficava a chorar no infantário, todos os dias, desde que tinha um ano e até que finalmente entrou para a escola primária, fosse eu ou fosse a mãe quem o levava, ficava lavado em lágrimas e num pranto inconsolável. De inicio e até percebermos que mal ele deixava de nos ver as lágrimas paravam de imediato e começava a brincadeira como se nada fose, a coisa foi complicada. Não é fácil deixar uma criança a chorar todos os dias, o primeiro pensamos é que ela é maltratada e que não gosta da sala, da educadora, das auxiliares... passa-nos tudo pela cabeça, incluindo mudar a criancinha de escola.. coisa que chegámos a fazer, sem que nada mudasse... 5 anos de choro diário é dose.

 

Mas se acham que isto é mau, o que acham de uma criança que todos os dias quando a vão buscar arma um berreiro porque não quer sair da escola? Mau não é? pois... isso é o que acontece comigo todos os dias.

 

Imaginem o que é chegarem à escola e estarem os outros pais a buscar as suas criancinhas sorridentes e terem que andar atrás da vossa porque ela mal vos vê corre para a outra ponta? É ver as mães com um sorriso amarelo e a pensarem:

 

-Como será que eles tratam a pobre criança que ela nem quer ir para casa ao fim do dia?

 

Depois o sorriso amarelo passa para as auxiliares e claro, para mim.. que nunca encontro nenhum buraco onde me esconder.

 

Com o tempo comecei a tentar usar estratagemas, em lugar de lá ir eu, mandava os irmãos, primeiro o N. e depois a R., para nada, o comportamento era exactamente o mesmo, só quando é a mãe a ir lá ela não faz fita.. raio de criança.

 

Estava a ficar seriamente preocupado até que um dia a fui deixar na escola de manhã e para minha grande surpresa, fez uma birra exactamente igual à que faz ao fim do dia, só que ao contrário, não queria lá ficar por nada, quando não se agarrava a mim, tentava fugir para a rua.

 

Estão a ver a minha cara de alivio? desta vez o sorriso amarelo era mesmo da auxiliar que a veio receber.

 

Vá lá a gente tentar perceber as crianças.

 

Jorge Soares

publicado às 22:32


Ó pra mim!

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