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A imagem dos tribunais

 

Imagem do Público

 

 

Se há coisa que sempre me impressionou foi ir a um tribunal e ver como os funcionários vivem  em pequenas ilhas rodeadas de papel, são mares e mares de processos que rodeiam tudo o que está à vista e que se acumulam em pilhas num aparente(??) caos organizado.

 

Numa altura em que tudo são bites e bytes, em que a informação se mede em terabytes e se guarda em centros de dados que estão algures no mundo e que tem o nome pomposo de "A nuvem", a justiça portuguesa continua a viver como há 30 anos atrás quando os computadores eram coisas de filmes de ficção cientifica.

 

Muita gente ficou escandalizada ao ver como durante os últimos 15 dias pilhas e pilhas de papel eram transportadas em camiões do exército, em carrinhas de empresas de transporte e até em vulgares carrinhas de caixa aberta sem sequer serem tapados.

 

Não sou dos que acham que não se devem fechar tribunais, não percebo é porque é que se fecham assim, de forma atabalhoada e de olhos fechados. Entendo que deve haver um limite para o numero mínimo de processos por ano, é evidente que não pode haver um tribunal em cada aldeia ou vila, mas também não se pode obrigar as populações a terem que se deslocar mais de 100 kms para irem a um julgamento.

 

Também não percebo porque é que se tem que fechar todos os tribunais no mesmo dia e muito menos porque é que se tem que fechar tribunais para abrir salas de audiência  em contentores obrigando funcionários a terem que se deslocar centenas de kms por dia enquanto terminam obras nos tribunais que no futuro os irão receber.

 

Será que não era de bom senso fazer-se tudo isto por fases, garantir que a aplicação informática que irá suportar tudo isto no futuro e que se espera venha substituir as toneladas e toneladas de papel que se gastam actualmente, esteja pronta e funcional para se fazer a mudança?

 

Será que não era mais inteligente fazer-se a mudança dos tribunais à medida que as obras que ainda decorrem fossem ficando prontas?

 

Porque é que se desloca funcionários centenas de kms para daqui a um ano os voltar a deslocar? Porque é que se gastam milhares e milhares de Euros em mudanças para coisas que se espera sejam provisórias?

 

A ministra da justiça e o governo querem apresentar obra feita, não percebem que o espectáculo está a ser esta reforma só mostra que nada disto foi pensado ou planeado e que em lugar de obra feita o que vai ficar é uma enorme dor de cabeça para todos os que tiverem o azar de ter que recorrer à justiça.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:31

 

O fim dos jornais como os conhecemos

 

 

 

Imagem de aqui

 

Há quem não acredite, mas a verdade é que o papel escrito tal como o conhecemos tem mesmo os dias contados. Há muito que as vendas de livros em edições electrónicas superam as vendas das edições em papel, as versões online dos jornais são cada vez mais a nossa primeira opção para nos mantermos informados, os portais electrónicos de noticias vão-se impondo como a forma mais rápida e eficaz de fazer chegar a informação ao público.

 

Os jornais impressos tal como os conhecemos foram desaparecendo ou perdendo fulgor, quem se não se lembra do expresso no seu formato enorme, com 4 cadernos e duas revistas, quilos de papel que mal cabiam no saco plástico, o que resta daquele jornal enorme? não me lembro quando foi a última vez que o comprei, em contrapartida é raro o dia em que não passo pelo site online, ou pelo do Público.

 

Outra das vantagens dos formatos electrónicos é a proximidade, a maioria dos jornais do mundo estão ali ao alcance de um click, terei comprado o espanhol El País uma dúzia de vezes quando nas férias nas Astúrias longe de computadores e gadgets me quero manter informado, mas a visita diária ao seu site na internet e à sua secção de blogs é quase obrigatória.

 

Tudo isto vem a propósito da noticia que diz que o Jornal Francês La Tribune decidiu abandonar a sua edição em papel, é um sinal dos tempos, não sei se será o primeiro não será de certeza o último, e não me parece que tarde muito em acontecer por cá...  e nem será muito difícil prever por onde irá começar.. basta olhar para a forma como o número de páginas impressas de alguns jornais vai diminuindo à medida que o tempo passa e as versões online vão crescendo.

 

Posso estar enganado, mas prevejo que daqui a no máximo 10 anos restará um ou dois jornais em papel e dos livros restarão as edições de luxo.. o resto será electrónico.... por muito que muita gente, e eu sou um desses, ache que só consegue ler livros se eles estiverem em papel.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:40


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