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A espera:Oficialmente....à espera!

por Jorge Soares, em 09.10.08

Crianças

 

Hoje foi finalmente o dia da primeira entrevista, na altura achamos um pouco estranho que em Julho marcassem a entrevista para Outubro,  agora não parece assim tão estranho, desta vez tinham feito mesmo o trabalho de casa, a psicóloga é a mesma do primeiro processo e lembrasse muito bem de nós. Para nosso espanto despacharam hoje todo o processo, as 3 ou 4 entrevistas habituais, ficaram resumidas a esta, duas horas de conversa franca e agradável encerraram o assunto. Teremos que esperar que chegue o bendito certificado de aprovação, mas segundo elas já estamos na lista....resta portanto esperar que algures apareça a nossa menina.

 

Evidentemente não vou contar aqui tudo o que se falou, na realidade falou-se mais de adopção, de candidatos e de crianças, que de nós e do nosso processo. Ficamos a saber que para as nossas condições o tempo de espera poderá ir até dois anos, evidentemente existem muitíssimos candidatos à nossa frente, só que segundo elas, 95% desses candidatos querem exclusivamente crianças brancas até 3 anos, não há candidatos que aceitem crianças de cor, o que nos coloca imediatamente no topo da lista, nós não colocamos restrição de raça.

 

Há sempre coisas que causam aflição quando se fala destes temas, o racismo das pessoas, a discriminação, as famosas listas nacionais que afinal não existem, mas sobretudo, as crianças devolvidas, sim, porque há quem devolva crianças..... haverá coisa mais cruel que abandonar novamente uma criança que iniciou  a sua vida sendo abandonada? mas disto, falarei outro dia... somos um país de gente racista e sem escrupulos....sem dúvida.

 

 

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

 

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

 

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

 

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...

 

Alberto  Caeiro

In Guardador de rebanhos

 

Jorge

Imagem retirada da internet

 

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publicado às 21:55

120 Anos de Fernando Pessoa

por Jorge Soares, em 14.06.08

 

 

Fernando pessoa nasceu tal dia como ontem, 13 de Junho, em 1888, fez portanto 120 anos.  É um poeta que tenho vindo a descobrir pouco a pouco nos últimos tempos, e a quem tenho recorrido várias vezes naqueles dias em que a  falta de tempo, de vontade ou de inspiração me atacam.. e não tenho posts.

 

Serve este post para honrar a memória do poeta e para confessar a minha iliteracia no que aos poetas portugueses diz respeito.. felizmente tenho tido sorte e o mundo da blogosfera tem-me deixado o carinho e a amizade de pessoas que me tem mostrado a beleza da poesia e dos poetas do nosso pais.

 

Isto

 

Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto

Com a imaginação.
Não uso o coração.

 

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,

É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

 

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

 

Fernando Pessoa

 

 

Anglómano, míope, cortês, fugidio, vestido de escuro, reticente e familiar, cosmopolita que prejudica o nacionalismo, investigador solene de coisas fúteis, humorista que nunca sorri e nos gela o sangue, inventor de outros poetas e destruidor de si mesmo, autor de paradoxos claros como a água e, como ela, vestiginosos: fingir é conhecer-se, misterioso que não cultiva o mistério.

 

Octávio Paz.

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

 

 

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publicado às 17:26

Pedras no caminho? Eu arrumo-as....

por Jorge Soares, em 15.02.08

Ultimamente tenho encontrado algumas vezes esta frase :

 

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

 

Primeiro em alguns blogues, depois começou a aparecer no meu live messenger, na identificação de contacto de uma amiga....  eu não sou de guardar azares e penas, portanto não gosto da frase, não entendo o seu significado... para que haveríamos de querer construir um castelo com os obstáculos da vida?... eu bem sei que "O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra", mas de aí até querer viver rodeado de más recordações..... não entendo.

 

Hoje durante o dia decidi fazer uma provocaçãozinha à minha amiga, coloquei no messenger a frase alterada:

 

"Pedras no caminho? eu arrumo-as!, para quê carregar com o passado?"

 

Mas fiquei curioso, sobre a origem da frase... lá fui ao google e no meio de muitos blogues.... o site do Publico, onde Francisco José Viegas, escritor e director da Casa Fernando Pessoa. diz o seguinte:

 

“O poema em questão não é de Fernando Pessoa, coisa que poderia ser garantida à primeira leitura (pelo tema, pela escrita, pela ortografia). No Brasil, tanto na web como em papel impresso, circulam vários «poemas apócrifos» assinados por Fernando Pessoa; muitas vezes, os seus autores pretendem garantir algum reconhecimento anónimo através da utilização do nome do poeta – são, geralmente, textos de má qualidade e que, infelizmente, se multiplicam todos os dias. Qualquer «leitor mediano» da obra de Pessoa ou dos seus heterónimos se dá conta da mistificação e da falsificação. Fernando Pessoa não diz semelhantes patetices”

 

Esta frase está envolta numa polémica que mete Fernando Pessoa e um poema,.... estou de acordo com a noticia.... Pessoa nunca escreveria esta frase........ aqui lhes deixo o poema... alguém diz que é piroso.... eu não acredito que existam poemas pirosos, um poema é um poema.... e nunca será piroso, em todo caso, de mau gosto, piroso, nunca!

 

Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”

 

 

O Poema é de Augusto Curry, e temo que seja um daqueles casos em que uma mentira é dita tantas vezes que termina por converter-se em verdade.

 

É sexta, é dia de vídeo cá no blogue.

 

Vou repetir Imogen Heap, acho estes vídeos fabulosos, e para uma sexta, em que estou cansado e um bocado farto de tudo

 

Jorge

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publicado às 22:10


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