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Caros vizinhos ... (só neste país!)

por Jorge Soares, em 21.10.15

carosvizinhos.jpg

 

Imagem do Facebook de Catarina Figueiredo

 

"Caros vizinhos dedicamos este texto a quem se sentiu incomodado com o choro da nossa filha ao ponto de chamar a polícia ..."

 

É assim que começa o texto de Catarina Figueiredo dedicado aos seus vizinhos que após horas a ouvir o choro nocturno de uma criança de dois meses decidiram chamar a polícia, sim, é isso mesmo, alguém chamou a polícia porque  uma bebé de dois meses estava a chorar durante a noite. E sim, a policia bateu à  porta destes pais a meio da noite, imagino que terão ido ver a bebé para certificar que estava tudo bem e que esta chorava simplesmente porque é um bebé e é isso que os bebés fazem quando estão incomodados.

 

O Bernardo é o filho agora quase adulto da Anabela, uma das minhas colegas, era o que se pode chamar um bebé chorão, até ao ponto que o pai que era militar ansiava pelos fins de semana em que tinha que ficar de serviço para poder ficar a dormir no quartel. Lembro-me de a Anabela contar que em muitas noites os vizinhos gritavam-lhe:

 

-"Calem-me esse miúdo"

 

E eram muitas as madrugadas que ela ou o marido passavam às voltas de carro para ver se o Bernardo adormecia e pelo menos um deles e os vizinhos tinham descanso.... mas nunca ninguém chamou a polícia, porque por maior que seja o incomodo, qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que com um bebé a chorar há pouco que se possa fazer.

 

Tal como diz o Nuno Markl, "o que esperam pessoas que chamam a polícia numa situação destas? Que prendam o bebé? Os pais? Que disparem dardos tranquilizantes contra o garoto? Ou uma multa choruda numa de "toma que é para aprenderes a não procriar outra vez"?

 

É claro que há sempre a hipótese de terem chamado a polícia porque achavam que a criança estava a ser maltratada... 

 

E pensar que há tanta gente que escuta  e até presencia violência familiar e por aquilo de "entre marido e mulher..." nunca chama a polícia...

 

Jorge Soares

publicado às 22:00

É este o país dos brandos costumes?

por Jorge Soares, em 19.05.15

2015-05-18-foto-confrontos-slb.jpg

 

Imagem de aqui

 

Ando há uns dias com um post atravessado, algo que tem a ver com "ser normal isso acontecer", ainda não é hoje... ainda que tenha tudo a ver.

 

Há pouco no canal do Jornal A bola, um grupo de senhores discutia o que se passou ontem, primeiro em Guimarães e depois em Lisboa... por incrível que pareça havia alguém, não fixei os nomes, que estava com imenso cuidado no que dizia porque segundo ele, "é necessário ter cuidado, vivemos na era da imagem e assim como há muitas imagens, também há muitas formas de as manipular".

 

Sim, vivemos na era das imagens, agora cabe-nos a nós como sociedade aprender a tirar o melhor partido disso para fazer deste mundo um mundo melhor, mais justo e sobretudo, mais transparente.

 

O que se passou ontem em Guimarães não tem nome, felizmente há imagens, imagens que olhe-se por onde se olhe são tremendamente esclarecedoras. O polícia pode alegar o que quiser, pode defender-se com o que quiser, mas quanto a mim, não há absolutamente nada que justifique a reacção dele. 

 

Como é que hoje, após as imagens que todo o país viu até à exaustão, explicamos aos nossos  filhos que os polícias são os bons que existem para nos proteger dos maus, havia ali alguém bom que soubesse proteger?

 

É verdade que nas imagens, pelo menos nas que eu vi, é difícil discernir o que terá sido dito ali, pode até ser verdade que ele foi insultado e até cuspido, mas não há insulto ou cuspidela que justifique a sua reacção e muito menos quando pelo meio há crianças. Ele não estava sozinho, estava com um colega ao lado e vários nas proximidades, qual é a justificação para a forma como ele reage? Aquelas pessoas eram de alguma forma uma ameaça para a integridade dele? Tem que haver alguma diferença entre um agente de autoridade e um arruaceiro qualquer que reage com violência às palavras.

 

Depois há o que aconteceu em Lisboa, lembro-me de há uns tempos todas as manifestações terminarem em violência entre grupos de arruaceiros e policias, pelos vistos à falta de manifestações, festejos de títulos de futebol também são bons.

 

O que se viu ontem no Marquês do Pombal foi um bando de arruaceiros vestidos com os adereços do Benfica, que aproveitaram a presença da polícia para armar confusão e estragar a festa ao futebol, curiosamente e ao contrário do que aconteceu em Guimarães, eu acho que a policia teve uma actuação inteligente e ponderada, e dada a presença de tanta gente que só ali estava mesmo para festejar, se limitou a controlar. Não deve ter sido nada fácil estar ali minutos e minutos a ser bombardeados com garrafas e pedras da calçada sem carregar furiosamente sobre o bando de palhaços.

 

Para além do já relatado, há noticias de destrição e prejuízos de mais de cem mil euros no estádio Afonso Henriques, de confrontos entre adeptos benfiquistas e polícias no Alvalade XXI e de detidos um pouco por todo o país, pelos vistos há muita gente que ou não se sabe controlar ou não percebe que o futebol é para ser uma festa... há que saber perder... e sobretudo, saber ganhar.... mas é claro que a esta gente o que menos interessa é o futebol.

 

É este o país dos brandos costumes?

 

Jorge Soares

publicado às 22:35

Bairro da Bela Vista, Setúbal

 

Imagem do Público 

 

Hoje soubemos que nenhuma das balas disparadas pelos agentes atingiu o jovem da Bela Vista que morreu no Sábado após uma perseguição pela polícia, o jovem morreu precisamente porque circulava sem capacete, ironia das ironias, era esse o motivo pelo que o tinham mandado parar.

 

A presidente da Câmara de Setúbal pede ao governo mais e melhor polícia para o bairro, para quê? não é com mais polícias que se resolvem os problemas de um bairro que cada vez mais parece esquecido por uma cidade que vive de costas para ele e para quem lá vive.

 

Maria das Dores Meira chegou à presidência da Câmara em 2006, vai terminar o segundo mandato, a Bela Vista era um problema quando ela chegou à Câmara, o bairro tinha um ar degradado, a taxa de insucesso escolar era elevadíssima, e os problemas de delinquência eram constantes, entretanto passaram quase sete anos, estamos a chegar ao fim do segundo mandato e o que mudou?

 

Há partes do bairro que foram pintadas porque alguém ofereceu as tintas e os moradores deitaram mãos à obra, se há algum trabalho social é porque há na comunidade quem se esforçe por fazer a diferença, de resto nada mudou. O bairro continua com o mesmo ar degradado e abandonado de sempre,  com a crise e o aumento das dificuldades por parte de uma franja da população que nunca deixou de as ter, a situação social só piorou.

 

Pedir mais policia é sempre o mais fácil, mas em que é que isso vai melhorar a situação? melhor polícia quer dizer o quê? o Jovem morreu porque ia sem capacete e decidiu não parar quando a polícia o tentou questionar. Outros policias teriam feito o quê? fechado os olhos e ignorado a infracção e falta de respeito à autoridade?

 

Em época de eleições fica sempre bem dizer o que as pessoas querem ouvir, mas demagogias  à parte, gostava que a senhora explicasse o que é que quer dizer  "polícia suficiente", é haver um polícia dentro de cada prédio?, um em cada esquina?, um em cada rua?

 

Não é com mais policia ou com outros polícias que se resolvem os problemas de um bairro social, e muito menos um onde foram amontoados os esquecidos da sociedade, é com mais programas sociais, com mais e melhor escola, com programas de emprego. A Câmara não pode fingir durante décadas que o bairro não existe para depois vir pedir mais e melhor polícia cada vez que há um problema, de que serve a polícia se as pessoas não tem perspectiva de alguma vez terem um futuro decente?

 

Jorge Soares

publicado às 21:00

Um país com um povo abalroado

por Jorge Soares, em 20.02.13

Manifestantes cantam o Grândola Vila Morena

 

Imagem do Público 

 

Hoje foi a vez de Paulo Macedo ouvir o Grândola Vila Morena, a novidade é que quem cantou foi identificado pela policia, segundo fontes da PSP 10 pessoas foram “identificadas no seguimento da altercação”.

 

Segundo a lei, a polícia pode identificar qualquer pessoa que esteja num lugar público sempre que sobre ela recaiam suspeitas da prática de um crime. Parece que para a PSP cantar é uma altercação, um crime... será que só o Grândola  é que é considerado altercação?, será com qualquer música?, só com as músicas do Zeca? só quando está um ministro presente?

 

Entretanto há deputados do PSD que dizem que no caso do Miguel Relvas a democracia foi abalroada, como se todos nós não estivéssemos a ser abalroados há anos por este e pelos anteriores governos deste país. Eles tem direito à indignação, mas o povo que é quem realmente está a sentir a crise e a austeridade na pele, não tem esse direito.

 

Dizem os senhores que não há democracia se os eleitos do povo não puderem falar, então mas a democracia não é para os dois lados?, eles tem direito a falar mas o povo não tem direito a expressar a sua indignação pela forma como estão a ser governados? é a isto que os senhores deputados do PSD chamam democracia?

 

Não é com as estrofes de Zeca Afonso que a democracia está a ser abalroada, é com a forma como este governo está a impor as suas políticas, é com a  forma como hoje tentaram calar o povo mandando a polícia para identificar quem cantou, isso sim é abalroar a democracia.

 

É bom que alguém explique a estes senhores que como diz José Mário Branco, a cantiga é uma arma e que com atitudes como estas de certeza que o único que vão conseguir é daqui a uns tempos terem um país de voz afinada e metade do povo identificado pela polícia.

 

a cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

há quem canta por interesse
há quem cante por cantar
há quem faça profissão
de combater a cantar
e há quem cante de pantufas
para não perder o lugar

a cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

 

O faduncho choradinho
de tabernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões
canto mole em letra dura
nunca fez revoluções

 

José Mário Branco

 

Jorge Soares

publicado às 21:40

Policia de Nova Iorque oferece sapatos

Imagem do Público

 

A fotografia acima correu o mundo, é uma daquelas histórias de encantar. Durante a ronda nocturna de 14 de Novembro, Lawrence DePrimo, um polícia de 25 anos, encontrou Jeffrey Hillman sentado no passeio encostado à montra de uma loja em Times Square. O homem, de aparência desleixada, estava descalço.


Numa noite gelada, DePrimo teve pena do pobre coitado e resolveu gastar 60 dólares num par de botas para lhe oferecer. No preciso momento em que estava a ajudar Jeffrey a calçar, passou uma turista que resolveu registar o momento para a posteridade.


No dia a seguir a imagem foi enviada para o site da Polícia de Nova Iorque que a colocou na sua página do Facebook, o resto é história.


Hoje nesta noticia do Público ficamos a saber que o sem abrigo mais famoso dos últimos tempos afinal, nem é sem abrigo nem precisava de sapatos novos. Jeffrey Hillman tem uma casa no Bronx e vá lá a saber-se porquê, já foi visto a andar descalço de novo.

 

Com base numa única fotografia conseguiu-se construir toda uma história que graças às redes sociais deu a volta ao mundo, a maior parte de nós viu a imagem no Facebook ou num blog qualquer, mas quantos de nós nos questionamos sobre a veracidade dos factos? E quantas destas histórias nos passam todos os dias pela frente?

 

É claro que nada disto retira a boa acção daquele polícia que numa noite gelada tentou fazer a diferença para alguém... e não fosse isto estar a acontecer nos estados Unidos, apesar de estar grato pela oferta de DePrimo, Hillman diz agora que quer “uma fatia do bolo” porque a fotografia foi parar à Internet sem que ele tenha dado permissão...  aposto que já há mais que um advogado a esfregar as mãos de contente.


Jorge Soares

publicado às 22:19

Nuno Santos demitido da direcção de informação da RTP

Imagem do Público 

 

Confesso, não consigo ter uma opinião formada sobre o caso das imagens em bruto que terão, ou não, sido visionadas pela polícia.

 

Imaginemos por um momento que em resultado das pedradas lançadas pelos idiotas mascarados, tinha morrido um polícia ou um jornalista... ou que no resultado da carga policial tinha morrido um dos manifestantes. Será que nesse caso todas as pessoas que se mostram contra o visionamento das imagens teriam a mesma opinião?

 

Que diferença há entre as imagens que em muitos casos passaram em directo nas diferentes televisões e as que foram captadas pelos operadores de camara e que por algum motivo não foram para o ar?

 

No dia em que Nuno Santos foi demitido, uma das explicações que ouvi na Antena 1 para a existência dos dois DVDs com as imagens em bruto, foi que estas foram compiladas porque um dos carros da RTP foi danificado e as imagens poderiam ser utilizadas como prova para se encontrar os culpados.... então as imagens podem servir como prova para a acusação da RTP e não  para utilização da PSP em sua defesa e/ou do estado?

 

Já agora, porque é que o pedido às televisões foi feito directamente pela PSP e não através de um pedido judicial?

 

Entendo perfeitamente a posição dos jornalistas em defesa do seu código deontológico e da protecção das fontes... mas comparar as imagens captadas em frente ao parlamento com um caderno de notas ou a protecção das fontes não será em manifesto exagero?

 

Como disse, não consigo ter uma opinião formada.. mas há algo que me parece claro, a tutela, leia-se Miguel Relvas e o seu ministério, aproveitaram para na sequência do que já vinham fazendo na televisão e rádios Públicas, movimentar mais um peão e darem a direcção de informação do canal público a alguém mais da sua confiança.

 

Jorge Soares

publicado às 21:42

Adriana Xavier a miúda da manifestação

Imagem do Blog  Pedro Rolo Duarte

 

A imagem correu mundo, e não é para menos, um polícia apalpado por uma beldade no meio de uma multidão não é algo que se veja todos os dias...

 

Divulgada até à exaustão (mea culpa também) na blogosfera e no facebook, aquela fotografia tirada por José Manuel Ribeiro tornou-se o símbolo da luta contra a austeridade e a TSU. A beldade, Adriana Xavier de seu nome, teve direito aos seus cinco minutos de fama, com direito a entrevistas em tudo o que era meio de comunicação.

 

Na altura a Jonas reparou num detalhe importante e neste post perguntava-se se "o Policia tinha mel", já que circulavam pela net não uma, mas duas miúdas giras a apalpar em momentos diferentes o mesmo  policia no meio da multidão.

 

Curiosamente, na altura não li nem ouvi ninguém a queixar-se ou a burlar-se das entrevistas que a menina Sónia deu aos vários jornais e outros meios de comunicação, mas bastou que aparecesse uma entrevista um bocadinho mais cor de rosa na revista Lux, para que caísse o Carmo e a trindade...e já todo mundo, acha que todo aquele apalpanço ao polícia teve pouco de revolucionário e inocente e muito de falso....

 

Não li a entrevista na revista cor de rosa, não faço ideia se as repostas foram mais para o inteligente ou mais para o estilo Casa dos Segredos, mas juro que não percebo qual é a diferença entre aquelas entrevistas aos vários jornais diários e esta.

 

De resto, com tantas mulheres a quererem apalpar o senhor polícia, o que eu não entendo é porque é que ninguém até agora o quis entrevistar, era giro ouvir o outro lado da história de tanto apalpanço... não?

 

Jorge Soares

 

Update: Já estava nos comentários do Post da Jonas, que eu não tinha lido, aparentemente não foram duas raparigas a abraçar o Polícia, foi a mesma que primeiro posou de cabelo comprido e depois de cabelo apanhado... vá lá a gente perceber porquê. O meu obrigado ao anónimo que nos esclareceu

publicado às 21:24

O melhor desejo de natal de sempre ...

por Jorge Soares, em 17.12.11

a mensagem de natal mais original de sempre

Imagem do DN

 

“Esta é uma belíssima época, em todo o mundo, para desejar que haja paz, que se tenha saúde, que se viva com amor, que blah… blah… blah…”, pode ler-se na introdução. Depois de várias páginas com fotos de mulheres pouco vestidas, a mensagem continua: “E basta de farsas e de palavreado inútil! O que eu desejo, de todo o coração, é que tenhas relações sexuais incríveis, uma vida alegre e feliz, que trabalhes muito e que te paguem bem!”. “E agora não digas que não sou um teu grande amigo” 

 

Digam lá se esta não é uma forma original de desejar um bom natal e um feliz ano novo, aposto que mais de um vai copiar a ideia e enviar para os seus amigos... acontece que este desejo foi enviado pelo director da policia municipal , não para os seus amigos e sim para o email geral da Câmara municipal de Coimbra... por estas e por outras é que na empresa em que eu trabalho só o departamento de comunicação pode enviar mails para everione.

 

A frase ia inscrita num powerpoint com mais de 20 páginas profusamente ilustradas com meninas em poses sensuais e em trajes pouco natalícios... mas presume-se que apelativos. 

 

Não tenho nada contra este tipo de mensagens de natal, muito mais originais que os habituais e gordos pais natais, os mais que conhecidos presépios com ou sem burrinhos e vaquinhas ou os insossos anjos, convenhamos que enviar este tipo de coisas com o email profissional e para todos os endereços de uma câmara municipal é um bocado mau...  mas quem nunca tenha trocado um anexo, ou um endereço de mail que atire a primeira pedra.... acho um bocado exagerado que se peça a demissão do senhor por isto, a menos ele tenha estado a tirar as imagens da internet e a criar o power point durante o horário de trabalho e com os recursos da câmara.

 

Jorge Soares

publicado às 23:09


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