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Ainda o Algarve e o livro de reclamações

por Jorge Soares, em 16.04.09

Praia da Rocha, Portimão

 

Uma das coisas engraçadas dos Blogs dos SAPO, é que estão ligados com o SAPO noticias, isto faz com que cada vez que a malta escreve algo sobre um concelho qualquer do país, durante umas horas o post aparece listado na página do SAPO noticias de esse concelho.

 

Quando eu no outro dia escrevi aquele post sobre o livro de reclamações no café em Portimão, eu sabia que o post ia aparecer na página dos Sapo Noticias de Portimão, ou seja, aqui. E também sabia que havia alguma probabilidade de que alguém de Portimão viesse cá parar ... o que evidentemente não me impediu de contar o que se passou nem de emitir a minha opinião. A coisa foi em Portimão, mas podia ter sido em Faro, em Lisboa,  em Bragança ou no Porto... eu tinha feito o mesmo e da mesma maneira.

 

Nada me move contra o Algarve ou os Algarvios, sou sim contra o mau serviço e a falta de profissionalismo e tenho por norma reclamar os meus direitos quando sinto que estão a ser escamoteados, como foi o caso. Pelos vistos há pessoas que quando são mal servidas se limitam a virar as costas e a não voltar ao sitio, cada um é como é, eu não sou assim, porque se eu me limitar a virar as costas, como alguém sugeriu, o que vai acontecer é que tudo vai continuar da mesma forma, ou seja, mal.

 

Eu não reclamo por capricho ou mau feitio, reclamo porque acho que todos temos direito a receber um serviço de qualidade pelo dinheiro que pagamos,,,, e só reclamando e exigindo os nossos direitos podemos fazer com que as coisas melhorem. A si Teresa Sena, o conselho que lhe dou é que quando voltar a Setúbal e for mal servida, faça como eu, reclame.. talvez assim quando lá voltar as coisas não sejam tão más.

 

O Algarve é uma região que vive principalmente do Turismo e os turistas só voltam se forem bem servidos, e isso é válido para todos os turistas, estrangeiros e Portugueses..e nesse sentido falta muito por fazer. No Sábado à noite fui jantar a um restaurante no Carvoeiro, a historia dava para um post com algum humor, talvez um destes dias, hoje só vou referir que o comportamento dos empregados foi de tal ordem que  pela primeira vez em muito tempo vi pessoas levantarem-se das mesas e irem-se embora sem consumirem, e eram estrangeiras, para não falar de outras pessoas nem se chegaram a sentar e se foram embora ao serem ignorados completamente..e não, o restaurante não estava cheio. E nós só não nos fomos embora porque estávamos com  duas crianças esfomeadas e já tínhamos comido as entradas.

 

Não nos vamos enganar, o maior problema do Algarve é a falta de profissionalismo nos serviços, um empregado de restaurante que vira as costas aos clientes e os deixa a falar sozinhos a meio do pedido é um mau profissional, o mesmo empregado que fica chateado com o colega porque este atendeu uma mesa e o mostra de tal modo que este se despede na hora, é um mau profissional... e isto é verdade no Algarve, em Aveiro ou em qualquer lugar do mundo.  

 

Que me lembre nunca tinha apagado um comentário neste blog... há sempre uma primeira vez para tudo na vida, o blog é dos leitores e todas as opiniões são bem vindas, mas o insulto fácil e a má educação eu não tolero. O blog vai permanecer com os comentários anónimos moderados....  e já agora, recordo que em todos os comentários é guardado o IP do computador de onde foi feito.. se não sabem o que é e para que serve, investiguem.

 

Jorge Soares

PS:Imagem minha

PS2:Como devem imaginar, este post vai aparecer no sapo noticias de muitas cidades...foi de propósito

 

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publicado às 22:14

Livro de reclamações?... para quê?

por Jorge Soares, em 12.04.09

Proibido Fumar?.. no Algarve não

 

Fui passar 4 dias ao Algarve, por norma só vou tão para Sul em épocas em que não há muito calor e sobretudo grandes confusões.. e claro que cada vez que lá vou, além de algumas cores mais para o bronzeado, traigo sempre que contar..  esta vez não podia ser excepção.

 

No Sábado o dia acordou meio farrusco,  bastantes nuvens e até alguns pingos... passageiros, que o sol por ali nunca anda muito longe. Chegamos a Portimão e o tempo não convidava muito à praia, pelo que optamos por um passeio pelo circuito pedonal que fizeram da parte de cima da Praia da Rocha. Passado um bocado decidimos tomar um café e entramos no primeiro sitio que não falava de  beans and bacon, que tinha aspecto de estar aberto e ter café expresso.

 

Mal entrei reparei no intenso cheiro a cigarro, a minha primeira ideia foi que tinha entrado num sitio onde era permitido fumar,  um rápido olhar em volta desfez as duvidas, lá estavam bem visíveis os anúncios vermelhos... Proibido Fumar. Ao lado de um desses anúncios estava sentado um senhor de cinzeiro na mesa e cigarro na mão, que conversava alegremente com uma senhora na mesa do lado... que também fumava.

 

Comentei para a empregada que nos servia os cafés que as leis no Algarve deviam ser diferentes do resto do país.  Ela lá me explicou que isso eram coisas da patroa.. que  ela deixava os clientes fumarem. Comentei que achava mal e que se os anúncios estavam lá deviam ser cumpridos.

 

Entretanto, o senhor que ouvia a conversa, puxou de outro cigarro e ficou a olhar para mim descaradamente. Aqui foi quando surgiu o meu mau feitio e pedi o livro de reclamações. A empregada chamou a patroa.. que adivinhem lá.. era a senhora que conversava com o dito senhor e que estava a fumar também.

 

A conversa foi surreal... mas terminou assim:

 

-Minha senhora eu quero o livro de reclamações.

-Na verdade eu não sei onde está.

-Não sabe?

-Não, não me consigo lembrar, quem tratava disso era o meu marido, ele faleceu e eu não me lembro onde ele o guardava.

-A senhora tem ali o anuncio do livro, eu quero reclamar, a senhora tem que me apresentar o livro.

-Sim, eu tenho o livro..mas não me lembro onde ele está.

-Nesse caso, eu vou chamar a policia.

-Chame!

 

É claro que ela não me conhecia, porque se conhecesse sabia que eu estava a falar a sério, passado uma meia hora eu voltei lá com a policia... e achava eu que entretanto o livro teria aparecido... engano meu. O certo é que o senhor se tinha mudado com os cigarros para a esplanada e os cinzeiros tinham desaparecido das mesas. Mas nem com a policia e a ameaça de multa a dobrar, o livro apareceu. O que apareceu foram muitas lágrimas e uma história de fazer chorar as pedras da calçada... e claro, ela não viu ninguém a fumar lá no café, a única que estava a fumar era ela... não sabia ela que eu tinha a máquina na mão e tinha registado em primeira mão a prova do crime.

 

Segundo o policia, casos como este são às dezenas, pelos vistos no Algarve alguns comerciantes acham que as leis que fazem lá por Lisboa não são para cumprir.. não conhecem é o meu mau feitio.

 

Mas o dia não se ficou por aqui... que ao jantar a coisa também foi de morrer a rir... bom, se não fosse triste.. mas disso falo noutro dia.

 

Jorge

 

 

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publicado às 22:42


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