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Apontamentos sobre a visita a Londres

por Jorge Soares, em 30.08.11

Londres

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

A maioria das pessoas ruma a Sul e ao calor no Verão, cá por casa o hábito é o contrário, verão é a Norte, este ano incluiu uns dias um pouco mais a Norte ainda, em Londres.  

 

Primeira constatação, a diária em Londres para dois adultos e 2 crianças num hotel de 4 estrelas (da cadeia Novotel) fica mais barato que alugar um bungalow nos parques de campismo da costa Alentejana e nem estou a comparar com o mês de Agosto. Pagamos mais na Pascoa ou em Junho num bungalow que o que pagamos pelo hotel em Londres... é claro que a isto há que juntar as viagens... que se marcadas com a devida antecedência também não ficam assim tão caras. É verdade que o hotel não era no centro, mas tinha metro quase à porta e em 10 minutos estávamos na Tower Bridge. Com isto não é de admirar que por cá os ingleses sejam cada vez menos.

 

É claro que todos adoramos a cidade, evidentemente 5 dias não dá para ver tudo com a calma e o detalhe que gostaríamos, mas dá para ficarmos com uma ideia da grandiosidade da cidade e da enorme mescla de povos e culturas que vivem e convivem em (pelo menos) aparente calma e harmonia.

 

A maioria dos grandes museus são gratuitos, pelo que a nossa escolha de visitas recaiu principalmente sobre estes... e mesmo nos sítios em que não era gratuito existem os bilhetes familiares que tornam o acesso muito mais barato. A alimentação é mais cara que por cá, mas com algum cuidado consegue-se almoçar ou jantar a preços mais ou menos acessíveis... mesmo sentados e de faca e garfo conseguimos jantar por menos de 50 Euros, 4 pessoas.

 

Todos adorámos a cidade, a R. ficou um pouco triste porque não pode ir visitar o Museu da cera, mas 100 libras por um bilhete familiar era assim um pouco para o exagerado... fica para a próxima.

 

Aconselho vivamente o passeio de barco pelo rio, há uns barcos que vão do O2 até à zona do Big Ben, o bilhete familiar custou-nos 26 Libras, dá para o dia inteiro e podemos entrar e sair as vezes que quisermos, a perspectiva da cidade desde o Rio é fantástica e é uma  excelente forma de visitar uma grande parte da mesma sem termos que andar muito.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:35

Nós e os preços dos combustiveis

por Jorge Soares, em 06.09.10

O roubo nos combustiveis

Imagem da Internet

 

A história do preço dos combustíveis em Portugal sempre foi assim para o anedótico, durante anos, quando era o governo que ditava os preços, estes eram calculados de forma a serem a média dos preços na Europa, na altura eu era um lírico e sempre acreditei que algum  daqueles governos que iam passando, ia acordar para a realidade e passar a calcular o valor do salário mínimo utilizando a mesma fórmula.. lirismo mesmo.

 

Um dia alguém decidiu que os preços iam passar a ser livres, acabava-se a fórmula da média europeia e ia entrar em funcionamento o mercado, nessa altura descobri que além de mim havia muitos mais líricos em Portugal, as noticias nos jornais falavam de concorrência e de previsões de preços a descer, tal como acontecia na Espanha por exemplo. O tempo foi passando, em lugar de pagarmos a média europeia passámos a pagar acima da média  e para enorme espanto do mundo, o preço era exactamente o mesmo até à segunda casa decimal em ABSOLUTAMENTE todas as bombas de combustível do país.

 

Um caso espantoso em que a concorrência funciona mesmo.. pelo menos foi o que concluiu a autoridade da concorrência após uma exaustiva investigação que concluiu que o facto de todas as marcas terem exactamente o mesmo preço em todo o país... era algo normal... os anormais somos nós que temos que pagar e calar e ainda levar com decisões  destas.

 

Há uns anos alguém decidiu copiar uma ideia francesa e fez uma lei que obriga a que nas autoestradas existam uns placares com a informação do preço nas 3 bombas seguintes, uma lei idiota, dinheiro deitado ao lixo, nas minhas muitas viagens não me lembro de ver uma diferença de mais de um cêntimo.. na maior parte dos casos os preços são exactamente iguais... é a concorrência.

 

Finalmente há uns anos o Carrefour instalou-se em Portugal e com eles veio o conceito das bombas nos Supermercados, que vendem os combustíveis até 10% mais baratos. Mais um fenómeno deste país, os hipermercados que têm que comprar o combustível às empresas de refinação, conseguem vender os mesmos mais baratos que estas mesmas empresas.... e isto sem fazer Dumping.

 

Eu gasto mais ou menos um depósito por semana, e passei a ser cliente fiel, isto apesar dos avisos dos meus colegas que tinham ouvido uns boatos, o gasóleo era de fraca qualidade, tinha menos potência, estragava o motor.. a propria Galp chegou a fazer um anuncio de rádio. Não é difícil perceber de onde saiam estes boatos, o certo é que os meus carros sempre utilizaram estes combustíveis, nunca tive o menor problema e ainda agora nas férias verifiquei que não há diferença nenhuma, nem de potência nem de consumos.

 

Hoje a Galp decidiu que afinal e ao contrário do que sempre disse, também consegue vender os combustíveis mais baratos e escolheu uma das suas bombas em Setúbal, uma que desde que o Jumbo passou a vender combustíveis muito mais baratos, estava às moscas. Isto depois de A BP e a Repsol andarem há muito tempo a vender em Saldo.

 

Tudo isto deveria deixar-nos a pensar, para que serve a autoridade da concorrência? Como é que ninguém vê que o mercado dos combustíveis em Portugal é um cartel e quem paga somos nós? Como é que os hipermercados conseguem vender os combustíveis mais baratos que quem os produz? Como é que a Galp, que tem o monopólio da refinação, não conseguia vender mais barato que as outras marcas? e como é que agora já consegue? Até quando pensam fazer de nós idiotas?

 

Comprem nos hipermercados.. vão por mim, o combustível é exactamente igual aos outros e ajudam à implementação da verdadeira concorrência.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:34


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