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refugiado3.jpg

 

Imagem de aqui

 

Li algures que "o ser humano é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra", esta semana lembrei-me desta frase mais que  uma vez, primeiro quando vi nas noticias a forma que a Dinamarca está a utilizar para manter os refugiados longe, o roubo descarado.

 

Hoje voltei a lembrar-me quando li aqui, que no país de Gales os refugiados são obrigados a utilizar uma pulseira vermelha que serve para os identificar e terem acesso a comida. Em Middlesbrough, no Reino Unido, as portas das casas que lhes são entregues são pintadas de cor vermelha. Ambas as medidas terminam por facilitar a identificação dos recem chegados e os ataques racistas contra eles.

 

Junto com a frase vieram-me à lembrança outras coisas e outras épocas. Na Europa do Século XX milhões foram primeiro obrigados a utilizar uma estrela amarela na lapela, depois espoliados de todos os seus bens, marcados e enviados como gado para campos de morte.... 

 

A julgar pelas coisas que leio nos meios de comunicação e nas redes sociais, não me estranharia nada que um destes dias surja a noticia que algures foi criado um campo de trabalho para juntar todos os que agora chegam.

 

Em Dezembro estive em Berlim, entre as muitas coisas que aprendi da história e da forma de viver dos alemães, está o facto de todas as crianças alemãs terem que fazer pelo menos uma visita em cada um dos ciclos escolares a um campo de concentração. O objectivo é que nenhuma geração esqueça o que se passou na Europa do século XX e assim tentar evitar que se cometam os mesmos erros.

 

Não sei até que  ponto não será esta a explicação para a forma,  tão diferente do resto da Europa,  como os alemães estão a tratar o problema dos refugiados. Quer-me parecer que há muita gente por essa Europa fora que tem a memória curta e a quem não faria mal uma visita aos campos de concentração, talvez assim ficassem mais humanos, mais humildes, menos racistas, menos  preconceituosos... e não ouvíssemos falar de mais medidas como as agora tomadas na Dinamarca e no Reino Unido.

 

Já agora, para quem não percebeu ou não quer perceber, o que aconteceu no século XX na Europa tem um nome, chama-se holocausto e os que o causaram chamavam-se nazis.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

O estranho mundo em que vivemos

por Jorge Soares, em 02.07.15

heitorlourenço.jpg

 

Imagem do Expresso

 

Durante o dia a noticia foi aparecendo nos jornais online e no Facebook, "Actor português preso em aeroporto ao ser confundido com terrorista", só há pouco quando cheguei a casa consegui ler com mais detalhe e ficar a perceber o que realmente aconteceu... o que li deixou-me completamente incrédulo.

 

Tudo aconteceu no aeroporto de Orly em Paris, França. Enquanto esperava pelo inicio da viagem que o traria a Portugal, o actor Heitor Lourenço decidiu ler no seu Ipad um livro com imagens e escritos tibetanos, achava ele que aquele tempo morto e de espera seria um bom momento para a meditação.

 

Pouco depois reparou que havia uma ordem para evacuar o avião e mal pôs os pés fora do aparelho foi detido por dois policias franceses e levado para a esquadra do aeroporto onde foi interrogado e ficou seis horas detido.

 

Tudo isto porque alguém achou que ele estaria a ler o alcorão e a usar expressões que envolviam 'bombas', 'morte', explosão'.

 

Vivemos num mundo realmente estranho em que uma pessoa pode ser presa e impedida de prosseguir com a sua vida simplesmente porque alguém, que para além de alguma ignorância revela um enorme preconceito, não consegue ver a diferença entre um livro com ilustrações tibetanas e o alcorão.

 

Mesmo que o actor estivesse a ler o alcorão, num mundo normal isso não deveria ser motivo nem para a denuncia nem para que alguém fosse preso e impedido de viajar, pelos vistos o mundo em que vivemos está cada vez menos normal.

 

É claro que toda esta paranóia o que está a mostrar é que os terroristas estão a conseguir o seu propósito.

 

Jorge Soares

 

PS: Vi há poucos dias uma entrevista a este actor de Bem-vindos a Beirais e fiquei fã da sua humildade e simplicidade, não podiam ter escolhido alguém que estivesse mais longe de um terrorista para uma coisa destas.

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publicado às 23:22

ManuelLuísGoucha.jpg

 

Imagem de aqui

 

"Entre outras observações, Manuel Luís Goucha não aceita que a juíza tenha dito que ele se “põe a jeito de piadas”, nomeadamente por ter “atitudes e roupas coloridas, próprias do universo feminino”."

 

Não tinha ouvido falar deste caso, aliás, não gosto lá muito do Goucha e tirando a sua participação num dos programas sobre candidatos a chefes de cozinha, não me lembro de ter visto outro dos programas em que ele aparece... mas isso não me impede de achar que tal como qualquer outra pessoa, ele tem direito à sua vida privada e merece o mesmo respeito que qualquer outra pessoa.

 

O caso remonta a 28 de Dezembro de 2009, no programa da RTP2 “5 para a meia-noite”, Goucha, que poucos dias antes tinha revelado a sua homossexualidade,  foi eleito por Filomena Cautela como a  “a apresentadora do ano”, concorria com  Cláudia Vieira e Carolina Patrocínio.

 

O apresentador não gostou e decidiu processar o programa, foi aí que apareceu a juíza citada acima que pelos vistos tem um modo muito peculiar de interpretar as leis e que baseada entre outras coisas no facto de  ele ter" atitudes e roupas coloridas, próprias do universo feminino", decidiu  a favor dos apresentadores do programa e contra Goucha.

 

Entendo a revolta de Manuel luís Goucha e entendo muito bem a sua decisão de apresentar queixa contra o estado português. Até posso conseguir entender o que se passou no 5 para a meia noite, que afinal era um programa em que se fazia humor, nem sempre bem conseguido, mas humor, mas não há forma de conseguir entender os comentários da juíza.

 

A forma como a juíza se expressa é claramente discriminatória e preconceituosa, que alguém se vista de forma mais ou menos vistosa ou que diga mais ou menos piadas, não pode ser motivo nem de preconceito nem de discriminação. Eu não percebo nada de leis, mas não estou a ver qual é a lei que permite que uma pessoa seja achincalhada devido à forma como se veste, se expressa ou aos seus gostos e preferências sexuais.

 

Depois de casos como este, ou como este de que falei aqui, ou de este outro de que falei aqui, ou este outro de que falei aqui, é caso para perguntar: O que se passa com os juízes deste país?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:41

Um mundo de preconceito

por Jorge Soares, em 26.05.13

 

 

Há quem diga que as crianças são más, que não tem filtro e que dizem a verdade, as crianças não são mais que o espelho da sociedade em que vivem, são o reflexo do que vêem no mundo que as rodeia. Há vários vídeos como este no youtube, a experiência foi realizada por primeira vez em 1939 pelo psicólogo americano Kenneth Clark. Na altura reflectia o estado da sociedade  americana de meio do século passado. 


Este vídeo é de 2008, entretanto o teste  foi realizado em muitos outros países e o resultado não é muito diferente, vivemos num mundo de preconceitos.


Jorge Soares

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publicado às 22:12

O que significa Racismo?

por Jorge Soares, em 30.07.12

Racismo

racismo 

s. m.
Sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre os outros, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria (racismo anti-semita dos nazis). 

 

Foi nos Estados Unidos, algures num restaurante em Princeton, que ouvi por primeira vez falar de Obama, um americano negro que a um ano das eleições se começava a perfilar como candidato a substituir Bush. Achei a coisa tão inverosímil que nem me dei ao trabalho de pensar muito no assunto. Não, não tinha passado assim tanto tempo nem tinam acontecido assim tantas coisas como para que isso fosse possível.

 

Curiosamente um ano depois aconteceu mesmo, um negro chegou à presidência americana, um homem cheio de grandes ideias e de boa vontade. Passaram quase 5 anos, é verdade que o mundo mudou, mas ao contrário de todas as expectativas que eu e meio mundo depositávamos num homem diferente, a verdade é que muito pouco dessas mudanças se devem a Obama ou ao seu governo... e coisas como Guantânamo ou sistema de saúde e de politicas sociais, principais bandeiras da campanha de Obama e de quem o apoiava, pouco ou nada mudaram.

 

Na verdade os Estados Unidos mudaram muito menos que aquilo que podemos pensar, hoje foi notícia no Público que em pleno século XXI ainda há quem teime em viver como se vivia na década de sessenta do século passado, na época de Marther Luter King e do seu "I Have  Dream".

 

Sabemos que é preciso muito mais que um presidente negro quando lemos que em  Crystal Springs, uma cidade do Mississípi negros foram impedidos de casar em igreja frequentada por brancos.

 

Andrea e Charles eram frequentadores daquela igreja no Mississipi e, quando decidiram casar religiosamente, escolheram-na. O pastor, Stan Weatherford, marcou a cerimónia mas a comunidade baptista, composta por brancos, não gostou. O templo existe desde 1883 e nunca ali houvera um casamento de pessoas negras; queriam que assim continuasse. 


Não sei o que me choca mais, se perceber que isto continua a acontecer ou se depois de isto acontecer, não só não acontece nada, como não há ninguém que simplesmente diga a estes senhores que isto não pode acontecer e eles se preparem para o continuarem a fazer.

 

Depois disto ficamos a perceber como é tão pequeno o poder do homem mais poderoso do mundo, que apesar de conseguir decidir o que vai acontecer em lugares tão distantes como o Iraque e o Afeganistão, não consegue fazer com que não exista descriminação e racismo contra pessoas como ele numa pequena cidade que fica no seu quintal.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:27

Diário de um pai de licença parental

por Jorge Soares, em 06.04.10

Diário de um pai de licença parental

 

Foi em Fevereiro do ano passado que aqui falei de licença parental e que assumi que eu queria gozar a minha parte da licença, foi neste post e neste outro. Bom, começou ontem, nos próximos dois meses vou estar em casa, a P. vai finalmente dedicar-se ao doutoramento e eu vou-me dedicar à D. à R. e ao N..

 

Curiosamente no Vila Forte, a Telma  Sousa falava deste assunto. A Telma refere uma noticia do Expresso que fala da mudança da lei e do aumento do numero de pais que decidiu gozar pelo menos uma parte da licença, numero este que passou de 605 em 2008 para mais de 12000 em 2009. Os números falam por si e mostram que algo está efectivamente a mudar.

 

Durante muito tempo a maternidade era utilizada como desculpa em muitas empresas na hora das contratações, os 4 meses em casa eram um obstáculo para muita gente e eram utilizados como motivo para uma discriminação injusta e que inclusivamente muitas vezes impedia a chegada de mulheres a lugares de responsabilidade para os que estavam perfeitamente capacitadas. Podemos supor que à medida que mais homens utilizem este seu direito, estes preconceitos serão colocados de parte.

 

Como dizia num dos posts do ano passado, trabalho numa empresa com muita gente jovem e com muitas mulheres, há sempre alguém grávido e o tempo todo há colegas de licença. Curiosamente, o único caso de que tive conhecimento de um colega homem que partilhou a licença, também foi um caso de adopção, uns corajosos que adoptaram dois irmão com 8 e 10 anos. Ao contrario do que refere a Telma no Post do Vila forte, eu não ouvi piadas por parte de ninguém e não me foi colocado qualquer problema.

 

Curiosamente as conversas que fui tendo ao longo dos últimos dois meses foram reforçando a ideia que já tinha desde o ano passado, a maior dificuldade para que neste tema seja atingida uma verdadeira igualdade de direitos não virá tanto das empresas e sim das mulheres, a maioria vê os 5 meses como um direito seu e que agora lhes está a ser retirado... o que não deixa de ser um contra-senso.

 

Nos próximos dois meses haverá muitos mais posts sobre crianças e sobre o dia a dia de um pai de licença parental... esperemos que não se torne rapidamente num diário de um pai desesperado.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:05

Ainda sobre a licença parental

por Jorge Soares, em 08.02.09

Adopção

 

Depois de ler a generalidade dos comentários ao meu post da semana passada em que falava da licença parental, a conclusão a que chegamos é que existe em Portugal um problema de cultura e mentalidade. 

 

Na Sexta Feira voltei a ouvir o programa A Viagem da Cegonha, nesse dia, decidiram ir à procura de casais grávidos e perguntar o que achavam da partilha do período de licença parental e o que iam fazer.

 

Entrevistaram alguns casais e em todos os casos as mulheres dizem que vão tirar os 5 meses elas e nem colocam a hipótese de o marido o fazer. Depois as pessoas escusam-se nas dificuldades profissionais e na resistência das empresas em aceder a que os homens gozem a licença. Havendo uma das grávidas que disse que ela ia gozar os 5 meses mas que o país deveria criar mecanismos para obrigar as empresas a cederem..... 

 

A mim parece-me que o problema começa logo porque as mulheres sentem que é um direito delas e não estão dispostas a abdicar disso. Quanto aos mecanismos para obrigar as empresas a cederem os direitos das pessoas, esses mecanismos existem, a mesma lei que diz que a mulher tem direito aos 5 meses, é a que diz que os homens podem tirar uma parte.... ora, se conseguimos convencer as empresas a cederem os direitos à mulher, porque é que não as conseguimos convencer a ceder os direitos ao homem?

 

Todos criticamos as empresas que não contratam mulheres porque elas vão engravidar e ficar de licença, mas quando aparece uma possibilidade que vai fazer com que esta discriminação diminua, são as próprias mulheres que se aferram aos 5 meses... não percebo.

 

Como diz a Sónia Morais Santos na conclusão do programa, há um longo caminho a percorrer, mas disto tudo e de alguns comentários que recebi, a mim parece-me que o principal problema vai ser convencer as mulheres a abdicar de algum do tempo... porque para convencer as empresas,..existe a lei. 

 

Já agora, como podemos ler no Cocó na Fralda, a Sónia Morais Santos está grávida.... será que ela vai partilhar a licença parental?

 

Jorge

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publicado às 22:01

Adopção:Pais falsos????!!!!!!!

por Jorge Soares, em 18.02.08

Crianças

 

 

No grupo de mail sobre adopção em que participo, alguém colocou a seguinte questão:

 

"Disse-me a V. no outro dia, que alguns miúdos na escola se referiam ao A. como o seu pai «falso». E a mim como a mãe «falsa».

O que lhe posso dizer para que ela lhes possa responder?

Já lhe disse que não há pais falsos e verdadeiros. Só há pais e mães e estes são os que educam a criança e a amam, cuidam dela, dão-lhe mimos e ralham, etc..

Também lhe disse que ela teve a oportunidade de escolher os seus enquanto que os outros miúdos...calhou-lhes na rifa os pais que têm.

Mas tudo isto é um bocadinho longo e complexo para miúdos pequenos.

Gostava de lhe dar uma resposta curta e seca que ela pudesse usar quando isso acontecesse...algo do tipo, e parafraseando um amigo,

"Olha! Vai comer um cão!""

 

Fiquei uns minutos a ler e a reler o mail, fiquei a pensar o que se poderia responder num caso destes, a verdade é que até hoje, três ou 4 dias depois, ninguém respondeu ao apelo desta mãe.... imagino que os mais de 100 membros do grupo ficaram como eu....sem palavras.

 

Ora, estamos a falar de uma criança que anda na escola primária, nós sabemos que as crianças podem ser muito más...mas desculpem lá, como é que uma criança de 8 ou 9 anos se lembra de uma coisa destas? Pais falsos?.... é claro que as criancinhas repetem o que ouvem em casa... ou seja, isto é um problema de estupidez e falta de educação dos pais, que dizem estas coisas lá em casa... as criancinhas depois repetem.

 

Pais falsos?...serei eu um pai falso?... e o que é um pai verdadeiro?.... um que não consegue educar os seus filhos para que não sejam preconceituosos?..nem racistas? será isso um pai verdadeiro?

 

É dificil explicar ao N. que ele não deve ligar quando na escola lhe chamam negro...ou coco.... mas esta do pai falso.......... desarmou-me!

 

Para ser sincero.... no dia que isto acontecer com o meu filho..... acho que lhe vou dizer para responder "Olha, Vai à m...".. é que os cães não tem culpa da estupidez das pessoas!

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

 

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publicado às 23:09


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