Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Professores em protesto

 

Imagem de aqui

 

Um destes dias li o seguinte no Facebook:

 

Pega nesse copo.
-Peguei.
-Agora deixa-o cair ao chão. O que aconteceu?
-partiu
-Agora pede desculpa e vê lá se ele volta a ficar inteiro.

 

Achei que tinha que falar disto aos meus filhos, eles acham que pedir desculpa resolve imediatamente qualquer asneira ou problema em que se tenham metido e que a vida segue simplesmente como se nada tivesse acontecido.

 

Hoje quando pelo segundo dia consecutivo ouvi um ministro a pedir desculpa por uma asneira do seu ministério e a seguir em frente como se nada se tivesse passado, lembrei-me disto.

 

Ontem tinha sido a ministra da justiça a pedir desculpa pelas falha Citius, o já famoso do sistema informático da justiça que de um dia para o outro fez desaparecer os bites e os bytes que guardavam milhares e milhares de processos, hoje ficamos a saber aqui que há muito se sabia que o colapso do sistema era iminente, pelos vistos a única que não sabia era a ministra, a mesma que insistiu nos encerramentos de tribunais e reformas apesar de tudo e de todos.

 

Ela pediu desculpa, pena que não haja forma de colar os cacos e o sistema de justiça tenha voltado uns anos para trás ao tempo em que só havia papel.... e será que todos os processos tinham mesmo suporte em papel?

 

Hoje calhou ao ministro da educação pedir desculpa, pelos vistos aquilo que os professores apregoavam desde que saíram as listas era mesmo verdade e alguém fez asneira da grossa. Essa asneira fez com que neste momento existam muitos professores no desemprego que na realidade  deveriam estar a dar aulas, nos seus lugares já há outros professores contratados e colocados. Demoraram quase uma semana a verificar o que os professores descobriram em minutos, o ministro pediu desculpa e já há quem se tenha demitido, é claro que não foi o ministro.

 

É com agrado que vejo alguém reconhecer um erro, tal como gosto que os meus filhos o façam quando erram ou a asneira é grande, mas também aqui não vejo como poderão ser colados os cacos, como irá o ministério da educação resolver o problema? Vai despedir quem foi contratado por engano para contratar quem ficou de fora? E nos entretantos os alunos vão voltar a ficar sem professor?

 

É uma verdadeira novidade ver ministros pedir desculpa, mas era muito mais interessante ver que assumem a responsabilidade do erro, tal como digo algumas vezes aos meus filhos, as desculpas não se pedem, evitam-se.

 

Tanto a ministra da justiça como o ministro da educação podiam ter evitado o erro, bastava dar ouvidos a quem os avisou que as coisas não iam correr bem, ambos decidiram seguir em frente com o erro apesar dos avisos, agora não deviam pedir desculpas, deviam assumir a culpa e demitirem-se.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:24

A imagem dos tribunais

 

Imagem do Público

 

 

Se há coisa que sempre me impressionou foi ir a um tribunal e ver como os funcionários vivem  em pequenas ilhas rodeadas de papel, são mares e mares de processos que rodeiam tudo o que está à vista e que se acumulam em pilhas num aparente(??) caos organizado.

 

Numa altura em que tudo são bites e bytes, em que a informação se mede em terabytes e se guarda em centros de dados que estão algures no mundo e que tem o nome pomposo de "A nuvem", a justiça portuguesa continua a viver como há 30 anos atrás quando os computadores eram coisas de filmes de ficção cientifica.

 

Muita gente ficou escandalizada ao ver como durante os últimos 15 dias pilhas e pilhas de papel eram transportadas em camiões do exército, em carrinhas de empresas de transporte e até em vulgares carrinhas de caixa aberta sem sequer serem tapados.

 

Não sou dos que acham que não se devem fechar tribunais, não percebo é porque é que se fecham assim, de forma atabalhoada e de olhos fechados. Entendo que deve haver um limite para o numero mínimo de processos por ano, é evidente que não pode haver um tribunal em cada aldeia ou vila, mas também não se pode obrigar as populações a terem que se deslocar mais de 100 kms para irem a um julgamento.

 

Também não percebo porque é que se tem que fechar todos os tribunais no mesmo dia e muito menos porque é que se tem que fechar tribunais para abrir salas de audiência  em contentores obrigando funcionários a terem que se deslocar centenas de kms por dia enquanto terminam obras nos tribunais que no futuro os irão receber.

 

Será que não era de bom senso fazer-se tudo isto por fases, garantir que a aplicação informática que irá suportar tudo isto no futuro e que se espera venha substituir as toneladas e toneladas de papel que se gastam actualmente, esteja pronta e funcional para se fazer a mudança?

 

Será que não era mais inteligente fazer-se a mudança dos tribunais à medida que as obras que ainda decorrem fossem ficando prontas?

 

Porque é que se desloca funcionários centenas de kms para daqui a um ano os voltar a deslocar? Porque é que se gastam milhares e milhares de Euros em mudanças para coisas que se espera sejam provisórias?

 

A ministra da justiça e o governo querem apresentar obra feita, não percebem que o espectáculo está a ser esta reforma só mostra que nada disto foi pensado ou planeado e que em lugar de obra feita o que vai ficar é uma enorme dor de cabeça para todos os que tiverem o azar de ter que recorrer à justiça.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:31

Adopção, Gritos Mudos

por Jorge Soares, em 18.07.11

adopção, gritos mudos

Imagem de Fátima Carvalho

 

"Tenho um marido maravilhoso e uma filha de 5 anos maravilhosa, mas .....Há 4 anos iniciamos o processo de adopção, e a seg. social exigiu-nos um quarto e foi feito um quarto com duas camas. A minha filha diz ás amigas que a irmã "morreu", sem nunca lhe falarmos nisso, pede a deus na sua oração "Jesus dá-me uma mana". E andamos nisto há quase 4 anos. Só queremos uma criança dos 3 aos 6 anos. A seg. Social diz que não há. Será possível? Isto é um desespero!"

 

O Texto acima chegou-me via email, é de facto um despero, eu sei, passei por isso duas vezes. Será possivel?, sim, é possivel,  a verdade é que não há em Portugal crianças para adoptar, não há, e não vai haver...e as pessoas, o país todo tem que interiorizar essa ideia.

 

A ideia de que o problema da adopção é a muita burocracia é uma enorme mentira, a espera dos candidatos tem muito pouco a ver com a burocracia ou com a morosidade dos processos, tem sim a ver com  o facto de haver de quatro mil candidatos à adopção e umas poucas centenas de crianças para adoptar.

 

No outro dia uma noticia fazia referência a que metade dos candidatos desiste do processo após a primeira sessão de formação, sempre tive alguma desconfiança sobre a formação para a adopção, é difícil entender que seja necessária formação para se ser pai, agora fiquei a pensar que se calhar esta faz mesmo sentido, mais não seja porque esclarece as pessoas sobre a realidade das coisas... e separará o trigo do joio, quem quer mesmo ser pai não desiste só porque tem que esperar muito tempo.

 

Falta à nossa sociedade esclarecimento a  todos os niveis, há dezenas de programas sobre adopção, muitas tardes, muitas manhãs, muita lágrima fácil, muito coitadinho, muitas coisas, mas o esclarecimento é zero....  está na altura que a seguramça social, os jornalistas, os responsáveis dos programas, olhem para este assunto com olhos de ver... e que façam o seu papel de informadores, já é tempo de que terminem os gritos mudos e o desepero de tantas famílias.

 

Jorge Soares

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:14

O país do faz de conta

por Jorge Soares, em 08.11.09

O país do faz de conta

 

Há bocado lia este post da Abigai e voltei muito atrás no tempo, até aqueles dias em que olhava para Portugal com os olhos dos meus pais, e através dos olhos deles, olhava para um país que há muito não existia. Quando mudamos de lugar levamos connosco uma fotografia de aquele momento e é assim que o recordamos, entretanto a vida segue, os países mudam, evoluem, melhoram ou pioram, mas para nós continuam a ser aquele lugar maravilhoso que guardamos na memória.

 

Entretanto voltei para cá  e como a Abigai, tive que enfrentar a realidade de um país que não conhecia, ideias, mentalidades, usos e costumes, uma nova vida à que me fui habituando. Mas há coisas que resistimos em ver, quando se fala de insegurança e corrupção, eu teimo em continuar a ver aquele ideal, principalmente porque a realidade de onde vinha era de tal forma violenta que acho sempre que por cá, e como dizia neste post, continuamos  a viver no céu.

 

Este ultimo ano foi terrível para as minhas convicções, primeiro foi o caso BPN que arrastou para a lama uma boa parte do PSD, depois foi o caso Freeport que chapinhou o Primeiro ministro e bastante gente à sua volta, depois foi aquela trapalhada toda do PSD antes das eleições, agora foi o caso das sucatas, que mostrou o lamaçal em que vivem as empresas públicas e de novo mostra que o estado vive num mar de negociatas e compadrios.

 

Vivemos sem dúvida no país do faz de conta,  vejamos:Eu faço de conta que vivo num país de gente séria. Durante muito tempo o Presidente da República e o PSD fizeram de conta que no BPN não se passava nada. Depois o Primeiro Ministro e o PS fizeram de conta que no freeport não se passava nada e aquilo não era nada com eles. De novo o Sr. Cavaco Silva a fazer de conta que o país era parvo e a lançar noticias e suspeições, agora, segundo esta notícia do Publico, durante 4 meses o Procurador Geral da República esteve a fazer de conta que não se passava nada e a deixar passar as eleições para mandar investigar o caso das sucatas.

 

Digam lá se Portugal não está convertido no país do faz de conta? 

 

Jorge Soares

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:30

Processo a Deus

por Jorge Soares, em 23.09.07

Segundo esta noticia, o senador Ernie Chamberes, americano é claro, decidiu abrir um processo a Deus porque ele é culpado das catástrofes naturais, e o mais engraçado é que segundo esta outra noticia, o processo foi aceite pelos tribunais americanos.

 

Independentemente daquilo que pensamos do sistema judicial americano, e de  se o homem está ou não maluco, evidentemente que isto não faz sentido nenhum, vejamos;

 

Podemos acreditar ou não que Deus existe, mas em nenhum dos casos faz muito sentido processa-lo. Se acreditarmos que Deus existe, então devemos acreditar que os seus desígnios são sempre positivos, logo, ou não é ele que causa as catástrofes de que o acusam agora, ou sendo ele o causador, deve ter um bom motivo, afinal, muitos e variados são os desígnios de Deus e se calhar fazia mais sentido processar o Diabo….que de certeza arranjava advogado!

 

No caso de não acreditarmos que Deus existe, então, não faz sentido nenhum processar alguém que não existe.

 

O que é o jantar?

 

Picanha com Feijão Preto.

 

Ingredientes

 

1 picanha

Alhos

Uma cebola

Pimento verde

¼ Chourizo

Bacon

1 lata de Feijão Preto

Polpa de Tomate

1 Caldo Knorr

Sal

Louro

Ervas aromáticas

 

 

Pique a cebola, o pimento verde, os dentes de alho e o louro e coloque num tacho com um pouco de azeite. Corte o bacon e o chouriço em pedaços pequenos, junte no tacho e deixe tudo alourar até o bacon começar a libertar a gordura, junte uma colher de sopa de polpa de tomate, o caldo knorr e as ervas aromáticas deixe ferver e junte a lata de feijão preto. Deixe ferver novamente e ponha o lume no mínimo.

 

Pique 4 ou 5 dentes de alho, junte bastante sal e esfregue esta mistura na picanha, embrulhe completamente a carne em papel de alumínio e coloque numa travessa no forno a 250 Graus durante 45 minutos.

 

Passado este tempo desembrulhe a picanha e coloque na travessa em conjunto com os líquidos que tenha largado entretanto, volte a colocar no forno entre 45 a uma hora.

 

Vá mexendo os feijões, não deixe que se queimem.

 

Bom apetite.

 

Jorge

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:58


Ó pra mim!

foto do autor



Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D