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Professora de matemática

 

Imagem de aqui 

 

As aulas começaram a 15 de Setembro, estamos a 20 de Outubro e a minha filha que anda no 10º ano do Liceu de Setúbal, continua sem professor de matemática.

 

Há milhares de professores no desemprego, o ministro Nuno Crato já foi duas vezes dar explicações no parlamento, já pediu desculpas, já despediu um director, já fez não sei quantas promessas, no fim tudo isso serviu para quê? De que servem a palavra e as promessas do ministro Nuno Crato?

 

O horário é de 21 horas, supostamente já foram colocados dois professores, um não apareceu, o outro recusou, alguém me explica o que é necessário para se contratar um professor num país em que há milhares no desemprego?

 

Para ser sincero não faço a menor ideia do que se segue, sei que quando as outras turmas já estão a fazer testes, a turma da minha filha continua sem começar as aulas

 

Como é que tudo isto é possível? como é que quase mês e meio depois de começarem as aulas continuam por colocar mais de 2000 professores? E ainda há quem diga que este não é o pior ministro da educação da história deste país?

 

Jorge Soares

publicado às 21:12

Terror na Aula de Inglês

Imagem da internet

 

A minha mais velha tem definitivamente uns professores muito originais no Liceu, depois do professor de Educação física que decide fazer aulas de recuperação, agora foi a professora de inglês que decidiu inovar.

 

Não sei bem a propósito de quê, talvez não tivesse nenhuma aula preparada ou simplesmente naquele dia não lhe apetecia dar aula, combinou com os alunos que em lugar da aula, veriam um filme, que filme?... bom, um que os alunos escolhessem. Há filmes disponíveis na biblioteca da escola, alguém estaria encarregado de ir lá buscar um que todos gostassem. Ora, deixar a escolha do filme aos alunos não é lá muito inteligente, podiam por exemplo ter escolhido O crime do Padre Amaro, ou um do Almodôvar.. convenhamos que para a aula de inglês não daria muito jeito... na indecisão alguém foi a casa buscar este: SAW - Enigma Mortal.

 

Podia ser pior, em lugar de um filme de terror podiam ter escolhido um pornográfico, se calhar tinha passado, se passou um de terror para maiores de 16 anos, porque não poderia passar algo mais picante?

 

Convém dizer que estamos a falar de uma turma do sétimo ano, com crianças que andam entre os 12 e os 13 anos, a professora não só deixou a escolha do filme aos alunos, como não se deu ao trabalho de verificar se o escolhido seria apropriado ou não para a idade das crianças.

 

Eu não me lembro quando consegui ver o primeiro filme de terror, mas tenho a certeza que já andava na universidade e ainda hoje se puder evitar não vejo, ora a minha filha entre outras coisas também herdou isso de mim, mal se apercebeu o que ia passar, simplesmente saiu da sala e não voltou... a professora ou não se apercebeu... estaria atenta ao filme, ou não se deu ao trabalho de questionar, ou simplesmente não se importou com a saída da aluna.

 

Há coisas que me custam a entender, não me lembro de ir para a escola ver filmes, não consigo entender como é que se troca uma aula pelo visionamento de  um filme comercial, não entendo porque é que a professora deixa aos alunos a escolha do filme e muito menos posso entender como é que esta não verifica o tipo de filme que vai passar e se este é apropriado para a idade dos seus alunos.

 

Já fizemos seguir por escrito a reclamação para a directora de turma... vamos ver no que isto vai dar, mas uma coisa é certa, garanto que esta não vou deixar passar em claro, é que se não fazemos nada, a seguir pode vir o Garganta Funda.

 

Jorge Soares 

publicado às 22:19

 

Ontem ligaram para a Mãe da escola do menino a perguntar se o Bruno tinha ido para a escola com os dentes todos!!!! É só impressão minha ou parece que ainda estão a gozar??? Ontem uma menina deu-lhe um "estalo" que arrancou um dente ao Bruno. Eu chamo a isto um murro. O Tesourinho estáva todo cheio de sangue e por isso tiveram que chamar a Mãe.

 

Depois de se averiguar quem foi, a Mãe falou com a responsável da escola e iriam tomar as medidas necessárias. ...

 

...Hoje quando a Mãe o foi levar á escola, pediu para falar com a professora do menino para lhe explicar o que tinha sucedido ontem, pois já tiha sido quase ao fim do dia, e qual não foi o espanto que ela pura e simplesmente recusa-se a falar com os pais a não ser um assunto muito grave, ao qual a Mãe lhe disse que o Bruno estar a levar todos os dias dos meninos mais velhos não era grave o suficiente... Pelos vistos não... Não aceitou falar com a Mãe. Mas o pior ainda está para vir. Quando ela vinha embora, vai despedir-se do menino e a conversa entre eles foi assim:


-"A Mãmã vai embora Tesourinho. Porta bem."

-"Embora não Mãmã.... meninos batem."

-"Isso foi ontem filho. Hoje já não te vão bater."

-"Sim Mãmã. Murro."

 

E uma menina que lá estáva e viu tudo disse á Mãe que um outro menino do 3º ano passou e deu um murro no Bruno.

 

Pedi autorização para copiar e utilizar o post que podem ler no O Tesourinho, tive que ler e reler mais que uma vez, porque me custava a acreditar que algo assim fosse possível. Na reposta ao meu comentário, a mãe do Bruno diz que os outros miúdos não batem no Bruno por ele ter Trissomia 21, ou por ser de outra etnia..  se calhar é verdade, e também não devem bater por ele ser adoptado, mas é difícil esquecer que tudo isto é verdade.

 

No outro dia eu dizia num post em que falava do suicidio de um professor, que não são só as crianças que são vitimas de bullying, este também afecta funcionários e professores, mas se isto é verdade, o contrário também se aplica, se o bullying existe a responsabilidade também não é só das crianças que o praticam, também é da responsabilidade de funcionários e professores que não se podem simplesmente demitir das suas funções de educadores e fingir que não se passa nada.

 

Quanto a mim, a atitude desta professora é inqualificável, se uma agressão a uma criança que a deixa a sangrar e com medo de ficar na escola não é algo grave, então o que será? É verdade que cada dia é mais complicado ser professor, é verdade que as crianças são cada vez mais difíceis e que cada vez mais os pais se demitem do seu papel de educadores, mas também é verdade que atitudes como as desta professora que se nega a receber uma mãe cujo filho foi enviado para casa a sangrar, não contribuem em nada para melhorar a situação.

 

A responsabilidade por fazer com que as coisas não continuem assim tem de ser de todos nós, e não é olhando para o lado como quis fazer esta senhora, que as coisas vão melhorar, então e se um destes dias uma daquelas criança em lugar de agredir o Bruno, a agredir a ela?, Também vai achar que não é suficiente grave e vai ignorar o assunto? E se for ela a que termine a sangrar?

 

Este tipo de coisas não pode passar em branco, não pode mesmo.

 

Jorge Soares

publicado às 21:27

Bullying, a morte não pode ser a solução

por Jorge Soares, em 14.03.10

Violência nas escolas

 

 Professor vítima de bullying preferiu morrer a voltar ao 9º B

 

"Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um "careca", um "gordo" ou um "cão". Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio."

 

Era assim que começava a noticia no público na passada sexta feira, definitivamente o Bullying é um tema que veio para ficar, mas esta noticia mostra-nos que a violência física e psicológica não atinge só as crianças, atinge também professores e restantes funcionários das escolas.

 

Mas há várias coisas neste caso que me deixaram perplexo, em primeiro lugar, segundo uma outra noticia do ionline o suicidio ocorreu a 9 de Fevereiro, mas só agora, após o caso virar noticia na comunicação social, o ministério da educação decidiu abrir um inquérito... isto quando era publico entre alunos e professores da escola que a situação era insustentável. O professor tinha feito pelo menos sete queixas à direcção da escola, queixas estas que não resultaram em nada... quer dizer, em nada não...  resultaram na morte de um professor.

 

Ainda voltando à noticia do publico, podemos ler o seguinte que foi dito por um dos alunos da turma em questão:

 

"Portava-me sempre mal, mas não era por ser ele. Somos assim em todas as aulas, é da idade", reconheceu um dos alunos que tiveram mais participações por indisciplina.

 

Da idade? desculpa?... da falta de educação, que não há idade que desculpe uma coisa destas, e depois foi caricato ouvir alguns dos pais das criancinhas, indignados porque eles é que eram as vitimas....

 

Definitivamente há algo de muito errado na nossa sociedade, não há nada que justifique a indisciplina e a falta de respeito nas aulas, assim como não há nada que justifique a violência sobre os colegas. Há sim uma enorme falta de educação e uma enorme irresponsabilidade por parte de pais que não vêem ou não querem ver que estão a criar uma geração que não respeita nada nem ninguém...  

 

Há uns tempos, neste post, escrevi uma frase que alguém retirou e que foi colocada em alguns blogs de professores, começo a perceber porquê, foi esta:

 

Hoje eles não respeitam os professores

porque já não respeitam os pais

e amanhã não vão respeitar ninguém.

 

Acho que está na altura de nós, como pais, como responsáveis pela educação de toda uma geração, comecemos a pensar o que estamos a fazer de errado, porque não tenham dúvida, a culpa é nossa, não é de mais ninguém. E chegou a altura de fazermos algo, porque a morte,  esta ou a do Leandro, não pode ser a solução.

 

Jorge Soares

publicado às 21:03


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