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Gil Martins

Imagem do Público

 

Era de certeza disto que falavam alguns políticos quando diziam que havia portugueses a viver acima das suas possibilidades e por isso o país está como está.

 

"Juízes confrontam Gil Martins com facturas de restaurantes de centenas de euros, várias delas datadas do mesmo dia mas passadas em localidades diferentes."

 

A resposta ás questões dos juízes foi a seguinte:

 

“O meu tecto de despesa eram 80 milhões de euros. Com um estalar de dedos, sem ter de justificar nada a ninguém”.

 

E pelos vistos o senhor gastou uma boa parte desses milhões todos em telemóveis, computadores, televisores, refeições em restaurantes de luxo, tudo isto para ele, para a família e amigos. Só com a família e amigos é que se consegue  ter seis refeições no mesmo dia à custa do erário público, em locais tão distintos como Coimbra, Espinho, Aveiro e Cadaval.

 

Curiosamente o que vemos todos os anos é que os incêndios alastram por falta de meios e morrem bombeiros porque combatem incêndios  com equipamentos que quase equivalem a ir para o fogo despidos.

 

Gil Martins  é acusado de ter desviado cerca de 118 mil euros dos fundos do dispositivo de combate a incêndios para pagar despesas suas, de familiares e de amigos, 70 mil dos quais gastos em refeições, muitas delas em restaurantes de luxo.  

 

Quando nos perguntamos porque está o país na situação em que está basta olhar para casos como este para se perceber, havia e há de certeza muita gente a governar o país como se algures existisse um poço sem fundos onde ir buscar mais dinheiro para se malgastar,  no fim o resultado é o que temos.

 

Resta saber o que sairá deste julgamento e se o país será de alguma forma ressarcido pela má gestão e pelo desbaratamento do dinheiro que deveria servir para que os bombeiros tivessem meios adequados para  trabalhar.

 

No limite este senhor devia ser acusado de homicídio pelas morte de cada um dos bombeiros dos últimos anos, quem sabe quantas vidas teriam sido salvas se esses 80 milhões de euros tivessem sido gastos em formação adequada e em material de protecção.

 

Jorge Soares

publicado às 21:17

Estádio da luz

 

 

A Proteção Civil recomenda que não se saia de casa a partir das 18:00, visto que se prevê um agravamento do estado do tempo. A entidade considera mesmo que estar na rua é um comportamento de risco.

 

A frase acima foi repetida inúmeras vezes durante o dia em todos os meios de comunicação, entretanto havia pessoas que viajavam dos mais variados pontos do país para assistir a um jogo de futebol, que ia começar exactamente na altura em que as condições meteorológicas se iam chegar à sua fase mais critica.

 

Como é que é possível que na mesma altura em que se práticamente todo o país no nivel máximo de alerta e se aconselha à população que não saia de casa, se autorize que se realize um espectáculo ao ar livre com mais de 60 mil pessoas?

 

Todos vimos em directo como as placas metálicas da cobertura do estádio caiam sobre as cadeiras vermelhas que minutos antes estavam ocupadas por pessoas, o que teria acontecido se essas placas metálicas tivessem caído uns minutos antes? Quem seria responsável pelas consequências?

 

Todos sabemos da importância do negócio do futebol, mas será que não há limites? Qual a verdadeira importância e autoridade da protecção civil? Conseguem fechar a marginal do Porto porque as ondas podem chegar cá acima mas não conseguem impedir um espectáculo em que se colocam em risco a vida de milhares de pessoas?

 

Evidentemente ninguém estava à espera que a cobertura do estádio se desfizesse desta forma, mas não é novidade para ninguém que cada vez que há um jogo desta importância há milhares de pessoas que viajam de todo o país para assistir, será que ante o agravamento das condições atmosféricas e sabendo que essas pessoas se fariam à estrada no fim do jogo para em muitos casos fazer centenas de kms, não se deveria ter adiado o jogo?

 

Todos vimos que foi por pura sorte que não aconteceu uma tragédia no Estádio da Luz, de quem seria a responsabilidade se aquelas placas metálicas tivessem caido uns minutos antes?  O futebol não pode estar acima da vida das pessoas. O dinheiro e os interesses comerciais e televisivos não pdoeme star acima das vidas das pessoas.

 

Veja aqui a reportagem da RTP

 

Jorge Soares

publicado às 22:29


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