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marcelorebelodesousa.jpg

 

Imagem de aqui

 

Por norma as eleições em Portugal tem sempre muitos vencedores, acho que esta vez não restam dúvidas,estas eleições só tiveram um vencedor, Marcelo teve mais de 50 % dos votos, todos os outros candidatos apostavam numa segunda volta em que a união da esquerda pudesse derrotar o candidato mediático e dos média, isso não aconteceu e portanto, não me parece que esta vez possam existir vitórias morais.

 

A maior derrotada foi sem dúvida nenhuma Maria de Belém Roseira, que pagou muito caro a forma e o momento em que lançou a sua candidatura, fez uma campanha pobre e vazia de conteúdo e não se conseguiu afastar do facto de ser um dos 30 deputados que pediu a fiscalização do tribunal constitucional da lei que exigia a prova de rendimentos para quem pretendia receber subvenções vitalícias.

 

Um resultado ao nível do Tino de Rens é um castigo pesado, mas também é a prova de que os nomes e o prestigio político já não são garantia de votos, o resultado obtido esteve ao nível do discurso e da campanha feita pela candidata.

 

Para mim, como para uma grande parte dos  portugueses,  Sampaio da Nóvoa era um perfeito desconhecido, fez uma campanha longa e afirmativa, apesar da falta de apoio do PS e mesmo contra alguns dos pesos pesados deste partido, conseguiu afirmar-se pelo discurso positivo, é verdade que não conseguiu chegar à segunda volta, mas também é verdade que contra um candidato que todo o mundo conhece e que teve os meios de comunicação ao seu serviço, conseguiu um resultado que poucos esperariam. Tem o enorme mérito de conseguir provar que é mesmo possível termos candidatos oriundos da sociedade civil com resultados...

 

Marisa Matias era a minha candidata, mais uma mulher do bloco com um discurso afirmativo, cheio de conteúdo e de sucesso. Os 10% de votos são sem dúvida um excelente resultado, mas não foram suficientes para impedir que Marcelo vencesse na primeira volta. Com este resultado o Bloco de Esquerda mantém a dinâmica de crescimento... e verá sem dúvida fortalecida a sua posição nas muitas e duras negociações com António Costa e o PS que irão acontecer nos próximos tempos.

 

Ao contrário do que costuma acontecer, hoje não vimos ambiente de vitória na sede do Partido Comunista português, apesar de todo o empenho colocado pela máquina partidária do partido, Edgar Silva  teve um resultado parecido ao do Tino de Rans. O partido comunista português é cada vez mais uma organização longe da realidade do mundo e isso notou-se no discurso e na  forma de encarar a campanha de Edgar Silva. No século XXI é preciso muito mais que falar de Abril e dos direitos dos trabalhadores para se conquistarem votos, não é que isso não seja importante, mas há muitas outras coisas que também são importantes e raramente se ouviu o que quer que fosse na campanha do Ex Padre madeirense.

 

Falta falar da grande surpresa destas eleições, Vitorino Silva, ou Tino De Rans, com uma campanha de um homem só, muitas vezes esquecido e até ostracizado pela comunicação social, consegui ter mais de 3% dos votos. Durante esta semana alguém dizia que Vitorino é o Marcelo Rebelo de Sousa dos pobres, alguém que conseguiu aproveitar ao máximo a sua notoriedade para se fazer ouvir. Ele queixou-se muitas vezes que não lhe era dado o mesmo tempo de antena que aos outros candidatos, a verdade é que ele soube aproveitar muito bem os poucos momentos que lhe deram e sobretudo o tempo que teve no último debate.

 

Dos outros candidatos não reza a história, Já aqui falei de Paulo Morais e da sua suposta "cruzada" contra a corrupção,achoque o resultado obtido está à altura da sua credibilidade, vão ler o post,não me vou repetir.

 

É sempre positivo termos muitos candidatos e muitas opções de escolha, mas convém que estes tenham alguma coisa para dizer a quem vai votar, nestas eleições a grande maioria tinha pouco para dizer, mas havia mesmo quem não tivesse mesmo nada e não se perceba muito bem para que se candidataram.

 

Marcelo tentou convencernos de que era um candidato independente e longe do seu partido e da sua origem política, todos sabemos que nem sempre o que ele diz é para se levar a sério e que muda de opinião com alguma facilidade, há quem diga que António Costa é o outro grande vencedor da noite... esperemos que sim, para bem do país e de todos os portugueses.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:32

Alguém falou de mau perder?

por Jorge Soares, em 25.10.15

ferrorodrigues.jpg

 

Imagem do Expresso

 

"Líder parlamentar do PSD lamenta que a “tradição” tenha sido quebrada esta sexta-feira de tarde com a eleição de um presidente da Assembleia da República que não pertence ao partido mais votado nas legislativas."

 

"Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, entende que a eleição de Ferro Rodrigues como presidente da Assembleia da República é “um facto negativo”"

 

Passamos os últimos dias a falar de assaltos ao poder, de não se respeitar a vontade dos portugueses, de golpes de estado, de que quem tem que governar é quem tem mais votos.

 

Hoje em votação secreta Ferro Rodrigues foi eleito presidente da assembleia da república com 120 votos, Fernando Negrão teve 108 ...está visto que os deputados decidiram desde já seguir os conselhos do presidente da República e votar em consciência.

 

Parece que há uma regra qualquer não escrita que diz que elege o presidente da assembleia quem ganhou as eleições... sendo assim, para que se obriga os deputados a ir depositar o voto naquela urna de barro? Só para fazer ver? 

 

Há sempre uma primeira vez para tudo, até para a verdadeira democracia funcionar na eleição do presidente da assembleia da república... quer dizer, há quatro anos já se tinha vislumbrado... mas era só um  aviso.

 

Não sei, mas a mim hoje pareceu-me que há muita gente na assembleia da república com muito mau perder.... e deve haver algures para os lados de Belém um senhor a engolir um discurso.

 

Jorge Soares

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publicado às 18:55

Para que servem os votos dos portugueses?

por Jorge Soares, em 14.10.15

voto.jpgImagem de aqui

 

“Eleitores socialistas não votaram no PS para um Governo com o PCP e o BE”

Durão Barroso

 

Há pouco no telejornal ouvi Durão Barroso a dizer a frase acima e fiquei a pensar: E votaram para que o PS se abstenha na votação do orçamento da maioria? É claro que não!

 

Conheço algumas pessoas que votaram PS, mais que uma que costumava votar PSD  esta vez votou PS porque não queria que continuassem as politicas de austeridade, de saúde e de educação,  que estavam a ser seguidas até agora.

 

O PS é um dos partidos do  chamado arco do poder, quem vota PS é porque quer que seja este o partido que vá para o governo. Acredito que haja quem prefira um acordo com o PSD que com os partidos mais à esquerda, mas não estou a ver que essas pessoas no momento de colocar o voto na urna estivessem a pensar: "Este voto vai servir para viabilizar um governo do Passos Coelho e do Portas"

 

Nos últimos dias tenho ouvido as teorias mais mirabolantes sobre quem deve ou não governar, há muita gente que esquece que as  leis e os orçamentos não dependem só do governo, dependem da assembleia da república e dos deputados e feliz ou infelizmente a soma dos deputados de PSD+CDS não tem maioria.

 

Além de PSD e CDS há mais partidos em Portugal, partidos que tiveram votos para ter deputados, mais deputados que a antiga maioria e não, o facto de não terem ganho as eleições não os obriga a votar nas leis e nos orçamentos com os quais não estão de acordo.

 

Em Portugal a democracia é isto, as pessoas votam  em partidos que elegem deputados e esperam que esses deputados representem as suas ideias.

 

Da última vez houve mais pessoas a eleger deputados de direita que de esquerda  e tivemos que levar com Passos Coelho e com o irrevogável Portas durante quatro anos, esta vez houve mais pessoas a eleger deputados de esquerda que de direita, quer-me parecer que isso significa que há mais pessoas a querer mudar de governo que as que querem que este continue... é claro que podem haver outras formas de entender os resultados... mas a mim parece-me claro.

 

Durão Barroso pode tentar achar que quem votou PS é parvo, espero que o António Costa seja mais esperto e perceba o porque de haver tanta gente a votar PS.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:04

E se a esquerda chegar mesmo a acordo?

por Jorge Soares, em 08.10.15

cavacoecoelho.jpg

 

Imagem do Expresso

 

E se o homem que nunca se engana nem tem dúvidas desta vez se enganou?

 

Imaginemos que quando finalmente António Costa for recebido em Belém, chega com a novidade que tem um compromisso com Bloco de Esquerda e Partido comunista para votar contra o programa de governo do PSD/CDS e a garantia que nem o orçamento nem  nenhuma das medidas de Passos Coelho e Portas irão passar no parlamento?

 

Era evidente para todos nós que o homem não precisava de ir à bruxa para saber o que iria fazer no dia 5 de Outubro, ele ia tentar colocar o PSD no governo, se calhar iria tentar mesmo que o PSD não tivesse mais votos que o PS.

 

Convidar Passos Coelho para formar governo sem ouvir todos os partidos com assento parlamentar é uma falta de respeito não só pela constituição como pelo povo Português e uma irresponsabilidade que pode colocar o país numa situação de ingovernabilidade caso se dê mesmo o acordo entre o PS e os restantes partidos.

 

Não me parece que seja muito provável o entendimento entre os três partidos de esquerda, mas o facto de haver vontade de dialogar já é meio caminho andado, resta saber o que vai acontecer se esse acordo chegar mesmo a Belém, irá Cavaco engolir os sapos todos e voltar com a palavra pedindo a Costa que forme governo ou, teimoso como sempre foi, irá fazer o país passar por largos meses de desgoverno?

 

O que vale é que já só faltam uns meses para que o senhor volte para Boliqueime.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:53

Alguém ganhou nestas eleições?

por Jorge Soares, em 04.10.15

Catarina Martins

 

Por norma as eleições em Portugal tem sempre muitos vencedores, para além de quem tem mais votos há sempre quem de uma forma ou outra consegue olhar para os seus (muitos ou poucos votos) de forma a ver o copo meio cheio... porque de uma ou outra forma ganhou algo... nesse sentido somos um país sui generis.

 

Olhando para o resultado destas eleições em que a maioria dos portugueses que foi votar escolheu manter no poder os mesmos e as mesmas políticas contra as que tanto ouvimos falar, não sei se haverá muita gente com razões para sorrir e festejar.

 

Para mim há uma vencedora clara, Catarina Martins, o Bloco de Esquerda teve o melhor resultado de sempre em eleições legislativas, cresceu em votos e em deputados, evidentemente um partido são muitas pessoas e há no bloco muita gente com imenso valor, mas não há duvidas que durante a campanha eleitoral ela teve um papel decisivo. Fez uma campanha em crescendo com uma enorme garra, uma mulher de armas e uma líder enorme.

 

Evidentemente o PS foi o grande derrotado, apesar da crise, da Troika e da austeridade, António Costa não se mostrou à altura e não conseguiu convencer os portugueses que seria capaz de fazer mais e melhor pelo país, uma derrota em toda a linha

 

Há outro derrotado claro, o PCP, ao contrário do que é habitual não havia grande ambiente de festa na sede do partido comunista, foram claramente ultrapassados pelo bloco de esquerda e não conseguiram capitalizar os votos dos descontentes.

 

Quem teve mais votos foi a Coligação PSD/CDS, e quem tem mais votos costuma vencer, só que quanto a mim foi uma vitória insuficiente, já ouvimos Catarina Martins e Jerónimo de Sousa dizer que não irão viabilizar qualquer governo com o PSD/CDS, e António Costa já mandou  o recado "A coligação tem de perceber que há um novo quadro e que não pode continuar a governar como se nada tivesse acontecido".

 

Não vai ser fácil formar o próximo governo em Portugal e não seria nada estranho que as próximas legislativas fossem lá para meados do ano que vem.

 

Quanto ao resto dos partidos, eu pessoalmente tinha algumas expectativas em quanto a um resultado positivo do LIVRE, as primeira projecções da RTP davam a hipótese da eleição de um deputado, mesmo que se cumpram essas previsões, não deixa de ser um resultado curto para um movimento que conseguiu juntar tantos nomes de peso, sobretudo porque ficaram muito atrás, em número de votos, de partidos como o PAN, o PDR de Marinho Pinto e até do PCTP/MRPP.

 

Ia dizer que quem perdeu de certeza fomos todos nós, mas tendo em conta que 40% votou em seguir com a austeridade, o desemprego e as politicas da Troika..... se calhar sou eu que não percebo nada disto.

 

Update: O PAN conseguiu eleger um deputado por Lisboa e assim se converteu no quinto sétimo partido com assento na assembleia, quinto grupo parlamentar.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:43

Seremos masoquistas ou mentirosos?

por Jorge Soares, em 23.09.15

sondagens.jpg

 

Imagem do Público

 

Passei os últimos 4 anos a ouvir as pessoas queixarem-se dos aumentos de impostos, da austeridade da TRoika com a bençao do governo, das mentiras do Passos Coelho, das incoerências do Portas, das trafulhices do Sócrates e da falta de oposição do PS.... quando tentava explicar que a culpa era de quem tinha votado neles, normalmente a resposta era: "Eu não fui"

 

Depois de tantas queixas e lamúrias o mínimo que estava à espera era que pelo menos não fossem votar nos mesmos... afinal das duas uma, ou somos um povo de masoquistas ou de mentirosos que tem medo de assumir a sua responsabilidade.

 

Pelos vistos os portugueses gostaram muito do que aconteceu no país nos últimos anos e querem mais.... este país tem os governantes que merece.... 

 

Jorge Soares

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publicado às 23:05

A guerra dos (aos) cartazes políticos

por Jorge Soares, em 13.08.15

cartazes.jpg

 

Imagem de aqui

 

Foi há cinco anos  que dei por mim um dia estupefacto a olhar para um cartaz de campanha à presidência da república com uma das minhas fotografias ao lado do nome do candidato, (ver este post), por isso consigo entender o que terão sentido as pessoas que apareciam nos cartazes do PS ao lado das frases sobre emigração ou desemprego em Portugal, que não tinham nada a ver com elas

 

Entretanto ficamos a saber que a coligação de governo recorre a fotografias compradas em bancos de imagens destinadas à publicidade para fazer os seus cartazes, a probabilidade de alguma das pessoas que aparecem nos cartazes ser portuguesa é mínima e evidentemente não tem nada a ver com as frases que as acompanham.

 

Os cartazes das campanhas políticas não passam de publicidade, para as agências de publicidade a politica não passa de um produto mais que se tenta vender, e tal como sabemos que as pessoas que aparecem nos outros anúncios muitas vezes nem gostam do que estão a vender, deveríamos saber que quem aparece nos cartazes dos políticos, nem sempre tem que acreditar no que vem lá escrito.

 

O que está errado nos cartazes do PS não é o facto de as pessoas não serem mesmo desempregadas ou emigrantes, é o facto de terem tirado as fotografias e não terem explicado às pessoas a que fim se destinavam.  Se eles tivessem ido buscar as fotografias ao banco de imagens onde foram os outros partidos, não tinha havido polémica, isto apesar de  as histórias continuarem a não ser reais.

 

Será que alguém que está desempregado à cinco anos estaria disposto a associar a sua cara e a sua história de vida a uma campanha politica de um partido sem ser a troco de nada? E acharíamos bem que um partido pagasse por histórias reais para colocar nos cartazes de campanha? O escândalo não seria o mesmo ou maior?

 

Entretanto as redes sociais tem estado a ser inundadas de imagens como as do topo do post que por acaso até retirei do site de um jornal, será que alguém pediu a Paulo Portas, ou a alguma das figuras públicas que aparece nas imagens, autorização para usarem a sua imagem nos "cartazes"?, É claro que não! 

 

Porque é que o que não é permitido aos partidos parece ser licito para o resto dos mortais que gosta de brincar com a situação? E se Paulo Portas decidisse cobrar direitos de imagem a cada pessoa que partilhou o cartaz acima?  (sim eu sei, também tinha que pagar a minha parte!)

 

Jorge Soares

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publicado às 22:27

Este é um país de masoquistas

por Jorge Soares, em 12.06.15

sondagens.jpg

 

Imagem do Facebook 

 

Há qualquer coisa que me escapa na mente deste povo, passamos  os últimos quatro anos a ouvir falar da austeridade, dos cortes nos salários, da pobreza, do desemprego, da miséria... e mal chega a altura das eleições, dá nisto...

 

Das duas uma, ou a crise e a miséria são uma miragem, ou então o povo português gosta mesmo é de sofrer....está visto que este é um país de masoquistas... .que fala, fala, mas gosta mesmo é de sofrer.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:06

Queremos mesmo políticos sérios?

por Jorge Soares, em 08.03.15

mafalda.jpg

 

Imagem de aqui

 

Os dois posts da semana passada sobre Passos Coelho (este e este),  os seus esquecimentos  e atrasos no cumprimento das suas obrigações com a segurança social e o fisco, tiveram honra de destaque no Sapo (obrigado pessoal do SAPO) e como tal para além das milhares de visitas, tiveram bastantes comentários.

 

Entre estes muitos comentários há evidentemente alguns que tentam defender Passos Coelho, talvez porque a posição do primeiro ministro é quase indefensável, ninguém o faz dizendo que o senhor é sério e que cumpre as suas obrigações. A forma que encontram para o defender é atacando António Costa, tentando usar  a questão do pagamento da Siza que alguém se apressou a desenterrar e dizendo que eu devia falar disso também.

 

Pelos vistos há muita gente para quem facto de haver mais como ele desculpa Passos Coelho do não cumprimento das suas obrigações de cidadão responsável, deixo uma pergunta para essas pessoas, o facto de haver um Isaltino e um Valentim Loureiro no PSD desculpam Sócrates?

 

Eu não sei o que quer o resto do país, mas o que eu quero é viver num país sério, um país de pessoas e políticos sérios.

 

Só políticos sérios conseguem fazer governos sérios... ora, tudo o que temos vindo a descobrir nos últimos dias o que mostram é que temos um primeiro ministro que não cumpre com as suas obrigações ou o faz tarde e a más horas.


Há quem coloque Sócrates, Isaltino e Valentim Loureiro noutro patamar, para mim as pessoas ou são ou não são sérias e quem não cumpre com as suas obrigações com o país não é sério.... por muito primeiro ministro que seja.


Nó último post eu dizia que nunca seremos nórdicos, a nossa matriz legal e cultural não é a mesma dos nórdicos porque nós não exigimos que seja. Em Portugal as pessoas acham um um primeiro ministro que não paga os seus impostos é digno de confiança e até o defendem.

 

As minhas exigências são diferentes, para mim os políticos tem que ser sérios e os que não o são não são dignos de me governar... mas eu sou alto e loiro, pelos vistos nasci com expectativas erradas e no país errado, eu quero mais e melhor, quero ser governado por pessoas sérias e com consciência.

 

Ser sério ou não não tem nada a ver com a cor política, apesar do caso Sócrates, do BPN, dos submarinos, do Freeport, da Tecnoforma,  do BES e agora deste caso da Segurança Social, nós olhámos para as sondagens e o que vemos é que as intenções de voto continuam a ir maioritariamente para a maioria que governa  e para o PS, o que me leva a questionar se as pessoas votam mesmo em consciência ou naquela altura fazem como a Mafalda na imagem acima? 

 

- Queremos mesmo políticos sérios?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:21

socrates2.png

 

Imagem do Sapo

 

Confesso que achava que isto iria ter um desfecho diferente, principalmente porque durante os dois últimos dias tenho estado a ouvir muita gente e a maioria dos juristas que ouvi achavam que os crimes de que se falavam e as circunstâncias em que José Sócrates fora detido, não justificariam a medida mais dura.

 

Certo é que a medida foi mesmo prisão preventiva, não sou jurista, não percebo nada de leis, acredito que se o juiz ditou esta medida foi porque há indícios suficientes para tal e não porque o arguido se chama Sócrates, ou porque foi primeiro ministro, ou porque é socialista. Espero sim que se se provarem os factos, caia sobre ele o peso da lei.

 

Há quem diga que tudo isto é um desprestigio para o país, não concordo, bem pelo contrário, é a prova que há independência entre as instituições e que estas funcionam apesar do nome ou do prestigio dos acusados. Se é verdade que há muita gente por esse mundo fora que está de olhos em nós devido a este caso, estarão neste momento a pensar que afinal, somos capazes de investigar e de levar a tribunal quem prevarica, sem importar nomes ou tendências políticas, se isso não é um sinal de desenvolvimento, não sei o que será.

 

Quanto à frase muitas vezes repetida nos últimos dias "A partir de agora nada será igual na política e/ou na justiça", não tenho tanta certeza, é verdade que é a primeira vez que se leva um ex primeiro ministro à prisão, mas uma andorinha não faz a primavera e apesar dos ventos de mudança dos últimos dias, continua a haver muita gente a viver na impunidade... ver para crer.

 

Sobre o futuro do partido socialista.. se o CDS sobreviveu aos submarinos, se o PSD sobreviveu sem grandes sobressaltos ao BPN, porque não irá o PS sobreviver sem grandes mossas a isto?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:40


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