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Gabriel Garcia Marquez

 

 

Tudo começou com "O rastro do teu sangue na neve", um conto que encontrei nas páginas centrais do Diário de Caracas, eu teria 13 ou 14 anos e aquelas duas ou três páginas magistralmente escritas deixaram-me para além de uma enorme angustia pelo desenrolar da história, uma curiosidade ainda maior sobre o autor.

 

Seguiu-se La Hojarasca (a revoada) e a seguir Cem anos de solidão e depois muitos outros, não tenho a certeza mas acho que li todos os livros publicados por ele, incluindo alguns de contos de que não tinha ouvido falar e que encontrei nas prateleiras da biblioteca da Universidade central da Venezuela.

 

Morreu um enorme escritor, o expoente máximo do Realismo Mágico, um género literário que caracterizou a literatura da América latina do último quarto do século XX e que levou ao mundo uma visão muito própria do povo e da cultura dos países da América central e do Sul.

 

Garcia Marquez era um escritor extremamente descritivo que nos conseguia levar até dentro dos seus livros de uma forma em que quase conseguíamos sentir os cheiros e as cores. 

 

Vencedor do prémio Nobel em 1982, morreu hoje na cidade do México aos 87 anos, o mundo em geral e a literatura em particular ficaram hoje muito mais pobres.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:13

Sonhei ....

por Jorge Soares, em 24.04.08

Sonhei... a noite


Sonhei….

 

Estava perdido, era um local ermo e desconhecido, eu andava às voltas, gritava o teu nome e algures ouvia a tua voz. Fui andando atrás do  som das tuas palavras até que dei de caras com um muro alto, muito alto,  que tentei rodear, em breve estava no ponto de partida apesar de sentir que tinha andado em linha recta. Pouco a pouco e com as minhas mãos nuas comecei a derrubar o muro, pedra a pedra. Por momentos conseguia ver os teus olhos negros por entre o vazio que deixava alguma pedra que caia.  Sei que falavas,  era a tua voz, mas não eram as tuas palavras…

 

Cada vez que conseguia vislumbrar o brilho do negro dos teus olhos, como por arte de magia o muro voltava à sua posição inicial,  eu ouvia a tua voz, sentia a tua presença… mas não eram as tua palavras… e voltava a derrubar o muro, pedra a pedra.

 

Agora estavas sentada no cimo do muro, eu implorava que descesses, que falasses comigo, tu sorrias, os teus olhos brilhavam, mas não era o teu brilho, eu conseguia sentir a tua presença, mas não eras tu,  estavas  tão próxima que sentia que se estendesse a mão te conseguia tocar, e ao mesmo tempo tão longe que simplesmente desistia de levantar a mão porque achava que nunca conseguiria lá chegar.

 

Agora o muro é um fosso escuro e profundo mas estreito o suficiente para te poder ver  claramente , estás sentada do outro lado, sorridente e radiante, olhas para mim e finalmente vejo que não és tu, é só uma imagem de aquilo que me queres mostrar, não és tu porque na realidade falta a tua alma que decidiste esconder, longe, muito longe de mim e dos meus sentimentos.  E eu não consigo derrubar o muro que esconde o teu coração, e não consigo saltar o fosso que constróis lentamente dia a dia e que me separa do teu olhar, do brilho dos teus olhos negros, da luz do teu sorriso.

 

Sonhei ….

Por norma não me lembro dos meu sonhos...dificilmente conseguiria lembrar-me deste sonho.... simplesmente deixei-me levar pelas palavras na procura do texto.

Jorge
PS:Imagem imagino que retirada da internet .. por alguém simpático.

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publicado às 22:00

Frio.... Despedida!

por Jorge Soares, em 14.04.08
Frio

Frio, sinto frio, um frio cortante que me chega ao mais profundo da alma, apesar de ser verão, apesar do calor, eu sinto um frio enorme que me gela os sentimentos.

Sei que fui eu quem te pediu para partires, que fui eu quem disse basta! Apesar de tudo o que te disse, do teu silêncio e da nossa culpa, sinto o frio da solidão que se entranha na minha alma. Enxugaste as lágrimas, sem palavras, sem reclamações, apesar da  tua pena, da tua tristeza e da minha raiva... no fim só restou um enorme silêncio.... e partiste, a penumbra do caminho foi escondendo os teus traços na distância, e à medida que te afastavas, aumentava em mim o frio. ...  com cada passo que te afasta, cresce esta solidão dentro de mim e do meu coração.

De seguida andei por aí sem rumo, passei por todos aqueles lugares donde podia recordar o teu sorriso, quase podia escutar as tuas palavras por trás daquelas portas que não abri por temor à solidão, tudo me recordava a tua presença naqueles sítios donde não entrei, para não sentir o vazio da tua falta.

Andei, andei muito tempo, até que cheguei perto daquele banco junto ao rio, donde por primeira vez senti o sabor doce dos teus lábios, donde roubei aquele primeiro beijo que nos marcou. Sentei-me, à volta havia quem sussurrasse segredos por entre beijos e sorrisos, pares de namorados ocupavam os outros bancos, sorriam, beijavam, amavam... como tantas outras vezes tínhamos feito tu e eu.....

- Já não temos idade para isto - dizias.
-Nunca se deixa de ter idade para namorar - dizia eu enquanto te roubava mais um beijo e obtinha mais um sorriso.
-Sim, mas já não temos idade para isto!

Hoje estou só no mesmo banco, eu e o brilho da lua que se reflecte nas águas do rio, nesse banco tantas vezes testemunha dos nossos encontros e do nosso amor que sempre juramos seria eterno. Pergunto-me, por donde andarás agora? Se porventura estarás a observar aquela mesma lua, desejo ardentemente que assim seja e que ela te diga que apesar de tudo, apesar de que fui eu quem disse basta!.... eu  amo-te,  mais que  a mim mesmo.  Espero que o seu brilho  te leve noticias destas lágrimas que me esforcei para não verter na despedida e que agora finalmente liberto, lágrimas de amor, de saudade, lágrimas tuas que saem de mim.

Acordei... lá fora chove..... Estava a sonhar contigo... ou seria comigo?

Jorge
PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 21:06


Ó pra mim!

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