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save the children.jpg

 

Imagem da Internet 

 

O vídeo pretende mostrar como seria a história de Lily, uma jovem britânica, num mundo em que a Inglaterra está em guerra e ela tem que fugir para a Alemanha

 

Numa  Londres em guerra e sem recursos, tem que enfrentar homens armados e predadores sexuais, chega um momento em que decide fugir, nessa fuga atravessa parte do continente europeu viajando das mais variadas formas e passando por campos de refugiados.

 

A história criada pela organização Save the Children dos Estados Unidos,  é evidentemente ficcionada, mas foi baseada em casos reais relatados por vários  refugiados Sirios.

 

A Save the children é uma organização americana que presta ajuda a crianças e famílias de refugiados na Síria e na Europa.

 

Para ver e reflectir.

Jorge Soares

 

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publicado às 14:47

A Joana Vasconcelos não ia longe

por Jorge Soares, em 08.04.16

joana vasconcelos.jpg

 

Imagem do P3

 

Aposto que o IPAD, os óculos de Sol de marca e as jóias iam dar imenso jeito.. .quando fossem vendidos ao desbarato para comprar roupa e comida... .as lãs e a agulha iam de certeza servir para fazer roupa interior.... 

 

Está visto que há gente a quem a cultura serve de pouco, da realidade da vida, esta senhora sabe zero.

 

Vejam o Vídeo:

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:00

refugiado3.jpg

 

Imagem de aqui

 

Li algures que "o ser humano é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra", esta semana lembrei-me desta frase mais que  uma vez, primeiro quando vi nas noticias a forma que a Dinamarca está a utilizar para manter os refugiados longe, o roubo descarado.

 

Hoje voltei a lembrar-me quando li aqui, que no país de Gales os refugiados são obrigados a utilizar uma pulseira vermelha que serve para os identificar e terem acesso a comida. Em Middlesbrough, no Reino Unido, as portas das casas que lhes são entregues são pintadas de cor vermelha. Ambas as medidas terminam por facilitar a identificação dos recem chegados e os ataques racistas contra eles.

 

Junto com a frase vieram-me à lembrança outras coisas e outras épocas. Na Europa do Século XX milhões foram primeiro obrigados a utilizar uma estrela amarela na lapela, depois espoliados de todos os seus bens, marcados e enviados como gado para campos de morte.... 

 

A julgar pelas coisas que leio nos meios de comunicação e nas redes sociais, não me estranharia nada que um destes dias surja a noticia que algures foi criado um campo de trabalho para juntar todos os que agora chegam.

 

Em Dezembro estive em Berlim, entre as muitas coisas que aprendi da história e da forma de viver dos alemães, está o facto de todas as crianças alemãs terem que fazer pelo menos uma visita em cada um dos ciclos escolares a um campo de concentração. O objectivo é que nenhuma geração esqueça o que se passou na Europa do século XX e assim tentar evitar que se cometam os mesmos erros.

 

Não sei até que  ponto não será esta a explicação para a forma,  tão diferente do resto da Europa,  como os alemães estão a tratar o problema dos refugiados. Quer-me parecer que há muita gente por essa Europa fora que tem a memória curta e a quem não faria mal uma visita aos campos de concentração, talvez assim ficassem mais humanos, mais humildes, menos racistas, menos  preconceituosos... e não ouvíssemos falar de mais medidas como as agora tomadas na Dinamarca e no Reino Unido.

 

Já agora, para quem não percebeu ou não quer perceber, o que aconteceu no século XX na Europa tem um nome, chama-se holocausto e os que o causaram chamavam-se nazis.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

Continuamos a ser Charlie?

por Jorge Soares, em 07.01.16

jesuischarlie.jpg

 

Imagem de aqui

 

Passou um ano desde o ataque ao Charlie Hebdo, naquele dia acordamos por via indirecta e da pior forma para a realidade de uma guerra que até aquele momento estava longe da vista e longe do coração algures Síria e no Iraque.

 

Durante uns dias e perante o choque de uma dúzia de mortos numa cidade que para muita gente é um símbolo do romantismo, todos fomos Charlie e todos condenamos a barbárie de um ataque cobarde e, aos nossos olhos, sem sentido.

 

Passado uns tempos a mesma guerra haveria de nos entrar de novo pela casa dentro via televisão e redes sociais na forma de centenas de  milhares de pessoas que deixando tudo para trás e muitas vezes arriscando as suas vidas e as dos seus,  insistiam em atravessar fronteiras para poderem ter direito a aquilo que a maioria de nós dá por garantido, uma vida.

 

Nessa altura a maioria esqueceu-se que era Charlie e que aquelas pessoas queriam chegar à Europa, rica,  precisamente porque estavam a fugir dos mesmos que (nos) tinham atacado em Paris... ser Charlie é giro desde que eles fiquem na terra deles ou na terra dos que são como eles.

 

Entretanto a guerra voltou a Paris, esta vez de uma forma mais organizada e talvez por isso as mortes passaram da dezena para mais de uma centena.... e um destes dias voltará em Paris ou noutra cidade europeia qualquer e quem sabe quantos mais morrerão.

 

Apesar de do Charlie Hebdo, do Bataclan e de todas as vidas que se perderam, a verdade é que na Síria e no Iraque tudo continua igual, nada mudou, a guerra continua e pouco ou nada se fez para que as coisas mudassem, os bons e os maus continuam a ser apoiados e alimentados, porque para além dos milhares que fogem e/ou morrem, por trás de tudo isto há sempre alguém que ganha com a guerra, com esta ou com outra qualquer e por isso não interessa muito que ela acabe.

 

Continuamos a ser Charlie? Não, claro que não, porque na maior parte dos casos nunca o fomos.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

Se Jesus nascesse hoje!

por Jorge Soares, em 23.12.15

natalderefugiados.jpg

 

 

Imagem de aqui

 

Mudam-se os tempos, como seria o mundo se Maria e José tivessem sido barrados a meio caminho de Belém por algum muro ou barreira  de arame farpado?

 

Bom natal para todos os que por aqui passam e que 2016 seja um ano com menos gente a precisar de fugir de sua casa e do seu país, com menos barreiras, menos muros e muito mais bom senso e mentes abertas ao mundo.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 15:03

E quando o racismo nos calha a nós?

por Jorge Soares, em 14.12.15

morteaosportugueses.jpg

 

Imagem da RR

 

A sede do Clube Português de Brie-Comte-Robert, a sudeste de Paris, foi vandalizada. Foram escritas na fachada do edifício frases como "morte aos portugueses"

 

Há uns dias, numa resposta a um comentário num dos posts sobre os refugiados, eu perguntava o que sentiríamos se num dos muitos países para onde vão os nossos emigrantes, alguém os tratasse como alguns portugueses querem tratar os refugiados da Síria e do médio oriente... bom, não foi preciso esperar muito, a fotografia é da semana passada e acho que não precisa de tradução ou explicação.

 

É verdade que por cá ainda não se foi tão longe, mas isso é só porque como era de esperar, os refugiados não querem vir para Portugal e dos cinco mil que eram esperados, nem uma centena cá chegou. Mas não tenho dúvidas que há por aí muita gente que os trataria da mesma forma que alguns (espera-se que poucos) franceses querem tratar os portugueses.

 

A seguir aos atentados de Paris eu ouvi num dos canais de televisão uma senhora portuguesa imigrante em França há pouco tempo, que dizia que o país nunca deveria ter permitido a entrada de imigrantes, pelos vistos ela ou não se considerava imigrante ou se achava melhor pessoa que quem chegou a França vindo do Magrebe e do médio oriente e que, tal como ela, chegaram ao país à procura de uma vida melhor.

 

Alguém devia ir tentar encontrar essa senhora e perguntar-lhe se ela gostou de ser tratada desta forma e se agora percebe o que sentem os refugiados quando lhes queremos fechar as portas da Europa.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:25

Porque morreram mais de cem pessoas em Paris?

por Jorge Soares, em 16.11.15

prayforParis.jpg

 

Era inevitável, mal começaram as noticias sobre os atentados em Paris apareceram os comentários nas redes sociais sobre os refugiados e a Europa, quando o mais lógico é pensarmos que é precisamente de pessoas como estas que fogem os refugiados, não falta quem aproveite qualquer ocasião para mostrar o seu racismo e xenofobia.

 

Numa resposta ao um comentário no post de sexta (aqui), eu dizia que devíamos esperar dois ou três dias pelas investigações, mas que era capaz de apostar que os culpados seriam franceses. Só foi preciso esperar um dia, o primeiro terrorista identificado era francês, tal como o eram outros e os cúmplices já identificados e detidos. Hoje até ficamos a saber que um dos terroristas não só é francês, como tem mãe portuguesa.... Bem me parecia que essa gente não era de fiar!

 

Por mais irónico que possa parecer, no Sábado na SIC noticias uma senhora portuguesa imigrante em França, criticava a França por  permitir a imigração... irónico mesmo seria que ela até conhecesse a mãe do terrorista luso-descendente.

 

Mas afinal porque morreram mais de cem pessoas em Paris?

 

Porque o ocidente está à muito tempo a ver o que se passa no médio oriente e a olhar para o lado. Na Síria há uma guerra civil onde morrem diariamente centenas de pessoas, há limpezas étnicas, perseguições religiosas,...  mas para a Europa e os europeus isso só passou a ser um problema quando os refugiados começaram a deixar os países limítrofes da Síria e começaram a chegar aos milhares às nossas fronteiras.

 

Há muita gente, a começar por alguns políticos franceses e de outros países europeus, que acham que a solução é fechar as fronteiras, virar as costas ao mundo e deixar a Europa para os Europeus, em que é que isso iria resolver o problema quando os terroristas que atacam em Paris são nascidos, criados e educados em França ? 

 

Foi na sexta que ficamos a saber que foi morto o principal assassino de reféns do estado islâmico, nascido, criado e educado na Inglaterra. Na Síria e no Iraque há dezenas de combatentes Portugueses, Espanhóis, italianos, o que prova que ao contrário do que muita gente acha, os terroristas não vem com os refugiados, vão da Europa para lá.....

 

A verdade é que o problema está em nós,na forma como estamos a criar e a educar os nossos filhos, é antes de mais um problema cultural e de educação, para além de combater os terroristas no médio Oriente, é necessário dar educação e oportunidades aos nossos filhos, sem isso atentados como estes irão acontecer muitas mais vezes.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:54

Afinal de que temos medo?

por Jorge Soares, em 21.09.15

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...há neste mundo mais medo de coisas más

que coisas más propriamente ditas..

Mia Couto

 

Há pouco  no telejornal foi noticia uma manifestação onde  umas dezenas de pessoas algures em Lisboa,  mostravam cartazes e gritavam consignas contra a entrada de refugiados em Portugal.. Para além dos slogans mais ou menos racistas e xenófobos, o jornalista tentou fazer as pessoas falarem do que estavam ali a fazer, em vão, todos repetem as mesmas frases feitas, mas ninguém consegue ir mais além e formular duas ou três ideias.

 

Esta manifestação não me estranha, a extrema direita nacionalista, racista e xenófoba existe em Portugal e até tem um partido que concorre em todas as eleições, felizmente não são mais que aquelas poucas dezenas.

 

Para ser sincero a mim tem-me chocado  muito mais ver pessoas que conheço há anos, com as que já falei muitas vezes, a publicar ou partilhar no Facebook  posts contra os refugiados, contra o islão, contra a emigração...

 

De vez em quando o assunto vem à baila nas conversas do dia a dia e para grande espanto meu a maioria das pessoas ainda que não expresse directamente, parece de uma ou outra forma ser contra o acolhimento de refugiados em Portugal.

 

Em comum há sempre duas coisas, a situação do país e o medo ao que possa vir, e não vale a pena explicar que não são 5 ou seis mil pessoas que irão fazer a diferença na economia portuguesa, ou que os terroristas ou já cá  estão ou se quiserem vir não vão atravessar desertos e arriscar-se a morrer nas travessia do mediterrâneo, aliás, o que temos vistos é que há portugueses a ir combater na Síria e no Iraque ao lado do estado islâmico e esses vão para lá de avião.

 

Não percebo bem porquê nem desde quando, mas pelos vistos para o português médio, Sírio é sinónimo de terrorista e mesmo que venha com a mulher e os filhos pequenos, continua a ser terrorista e só pode vir para cá causar problemas.

 

O mais estranho é que esta conversa parece ser transversal a toda a sociedade portuguesa, porque ouvi o mesmo medo em pessoas de todas as classes sociais e níveis de instrução.

 

Estas conversas deixa-me sempre triste e irritado, primeiro porque há pessoas que me causam uma enorme decepção, porque na maior parte dos casos são pessoas com as que de uma ou outra forma trato  há anos e parece que afinal não as conhecia. Por outro lado a tristeza é muito maior porque é de seres humanos que estamos a falar e parece que a maioria desta gente os preferia ver a morrer já seja na miséria ou nas guerras civis dos seus países de origem.

 

Dizia Mia Couto há dois ou três anos no Estoril que ...há neste mundo mais medo de coisas más que coisas más propriamente ditas... nestas alturas percebemos o alcance das palavras do grande escritor Moçambicano. 

 

Quanto a mim, há pessoas que para as quais não voltarei a olhar da mesma forma, sempre tive mais ou menos a noção que o povo português é na sua génese racista e xenófobo, já não devia ser apanhado de surpresa, mas confesso que não tinha a noção de que somos tão medrosos e vivemos com tantos fantasmas à  nossa volta.

 

Se puderem vão ler o texto de Mia Couto sobre o Medo, aqui

 

Jorge Soares

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publicado às 22:23

Europa, século XXI

por Jorge Soares, em 17.09.15

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Fronteira entre a Sérvia e a Hungria, 16 de Setembro de 2015, é assim que a Europa do século XXI trata quem foge da guerra.... não passou assim tanto tempo desde que este europeus fugiam de uma das muitas guerras que por ali passaram, não há duvida que temos a memória curta.

 

Tenho uma dúvida, sabemos que o objectivo destes refugiados não é ficar na Hungria, este país é só um ponto de passagem, o que fariam os húngaros se o destino fosse mesmo a Hungria? Usariam balas em vez de gás e canhões água?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:45

Já não há pachorra.

por Jorge Soares, em 08.09.15

refugiados.jpg

 

Imagem de aqui

 

Porque já não há mesmo pachorra e já me começam a faltar as palavras, sobretudo quando alguém partilha uma petição online claramente xenófoba e até fascista, contra a entrada de refugiados em Portugal. Deixo o testemunho de alguém que consegue expressar o que eu sinto mas muito melhor escrito do que eu alguma vez conseguiria

 

Já não há pachorra.

 

1 - Pachorra para explicar que existem cerca de 4 milhões de refugiados sírios nos países limítrofes, Turquia, Iraque e Líbano,

 

2 - Pachorra para contra pôr que existe uma diferença entre ser vítima de pobreza endémica por razões sociais, o que infelizmente acontece em todos os países do mundo mesmo os mais desenvolvidos, e fugir com os nossos filhos para lhes dar uma hipótese de viver.

 

3 - Pachorra para explicar que os tão temidos guerrilheiros do estado islâmico não vieram da Síria para a Europa, mas que grande parte deles na realidade foram da Europa para a Síria.

 

4 - Pachorra para contra pôr que existe um estatuto totalmente diferente, mesmo legalmente, entre um refugiado e um imigrante, a permanência de um e de outro, obedecem a regras diferentes.

 

5 - Pachorra para explicar que defender a obrigatoriedade de civilização de apoiar inocentes, mulheres e crianças que fogem da guerra e da morte não significa que se defenda que portugueses ou quem quer que seja durma na rua ou passem fome numa altura do nosso desenvolvimento em que mais riqueza se produz.

 

6 - Pachorra para explicar que antes pelo contrário defender o apoio aos refugiados de guerra é também combater a pobreza e a exclusão, dado que pior que ter fome e dormir na rua, é ter fome, dormir na rua e temer pela vida a cada hora e a cada minuto que passa.

 

7 - Por fim pachorra para explicar o medo, pachorra para explicar que temos todos medo, temos medo do muçulmano, do moreno, do negro, do que não conhecemos, sem perceber uma coisa, os Sírios também fogem desse medo, fogem do "Estado Islâmico" e do medo que ele impõe, e o que procuram na Europa, nesta Europa, é o esclarecimento, a ordem, no fundo a CIVILIZAÇÃO que este continente ainda representa para eles e para muitos povos no mundo, deveríamos orgulhar-nos disso, do facto deles nos procurarem por causa disso.

 

Eu tenho medo de muitas coisas, mas não tenho medo que os meus netos se convertam ao islão, não tenho medo que as minhas netas usem burka, porque existe algo que eu sei...o esclarecimento, a civilização ganha sempre ao medo e à ignorância.

 

Pode demorar tempo, mas é essa a lição da história, no fim a ignorância perde sempre. E nós europeus deveríamos saber isso melhor do ninguém. Foi aqui neste continente que o "tempo das luzes" começou a derrotar o obscurantismo, foi aqui que começámos a colocar em causa os dogmas da religião e escolhemos a ciência para grande parte das nossas certezas.

 

Sou ateu, mas não islamofóbico, os meus netos serão o que bem entenderem e por isso não temo a reconquista islâmica do país a partir de um descampado de Silves, temo sim a estupidez do racialismo de um povo que há cerca de dois séculos atrás um viajante inglês descreveu como sendo tão marroquino que era quase negróide. Ficariam chocados de saber que temos geneticamente mais a ver com os sírios do que com os suecos?

 

Haverá maior confissão de fraqueza do que o facto de recusarmos ajuda devido ao medo de sermos conquistados culturalmente por um homem com fome e uma criança nos braços? Somos assim tão fracos como país com centenas de anos de história?

 

Por isso, publiquem os vídeos que quiserem retirados de contexto com refugiados na Hungria a rejeitar água sabe-se lá porquê, publiquem fotos de quão sujos e ingratos eles são, publiquem cartoons sobre o secreto plano árabe para nos conquistar.

 

Para mim suporto tudo isso para não ver mais nenhum miúdo de três anos afogado numa praia, chama-se a isso ser...europeu e civilizado.

 

PS - Sou descendente de judeus...e orgulho-me disso.

 

Paulo Mendes no Facebook

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publicado às 21:09


Ó pra mim!

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