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Foi no início de Fevereiro que no Post  "A MEO e a falta de respeito pelos clientes" relatei a insólita situação que me aconteceu quando tentei retirar o terceiro telemóvel do pacote M4O de que sou cliente na MEO.

 

Na manhã do dia  em que escrevi o post tinha sido contactado por alguém da MEO em resposta a uma reclamação, nesse telefonema, que foi mais ou menos surreal e que me deixou ao borde de um ataque de nervos, foi-me explicado que ao contrário do que me tinha sido dito e prometido em três ocasiões diferentes, não era possível retirar o número e que utilizasse ou não, teria que continuar a pagar os sete euros e meio para sempre.... ou até que o período de fidelização terminasse e eu me mudasse com os serviços todos para outro operador.

 

Evidentemente não era uma conversa telefónica de surdos que me iria fazer desistir de reclamar, decidi dar-me um tempo para acalmar a raiva. A seguir ia ir  ir com o meu mau feitio a uma loja da PT  pedir o livro de reclamações e esta vez fazer a reclamação por escrito, não é um telefonema parvo que me derrota.

 

No início da semana passada chegou-me uma carta da MEO, para minha grande surpresa, afinal, pelo menos quando o cliente reclama, parece que por vezes o impossível se torna possível. A carta era para me informar que conforme o meu pedido, o número tinha sido retirado do contrato e seriam feitos os acertos financeiros na seguinte factura. 

 

Como já estou na fase ver para crer, decidi esperar a dita factura antes de ir reclamar, que chegou no fim da semana passada e onde efectivamente não constava o número em causa e constavam acertos relativos a períodos facturados indevidamente com anterioridade....

 

Está visto que ter mau feitio compensa, reclamar compensa, juro que quando me lembro da conversa telefónica com a senhora que me respondeu à queixa, ainda fico nervoso... Dá trabalho e cabelos brancos, mas pelo menos com a MEO, ainda conseguimos fazer com que o impossível se torne possível.

 

Uma das coisas que fiz foi pegar no post e colá-lo na página do Facebook da MEO, passados dez minutos alguém da gestão da página, não vou divulgar aqui o nome da pessoa em causa mas o comentário ainda lá está, respondeu ao  meu post lamentando o facto de eu estar insatisfeito e pedindo mais dados para irem averiguar a situação, com a garantia de que me contactariam para dar novidades à posteriori. Dados que eu facultei de imediato. Ainda estou à espera desse contacto.... antes de receber a carta tinha lá passado a perguntar se sempre me iriam responder... até hoje.

 

Percebo que fique bonito no Facebook responder aos clientes, mas convém que depois cumpram com o que lá escrevem, não é pelo facto de o post desaparecer da primeira página do mural que os clientes se esquecem do que lá foi escrito.... o que mostram com isto é mais falta de profissionalismo e de respeito pelos clientes.

 

Evidentemente a carta era do estilo curo e grosso, continuo sem perceber como é que em três ocasiões me foi garantido que o número tinha sido retirado do contrato, me foi enviada uma nota de crédito e depois há alguém que me diz que isso não é possível e que os funcionários do atendimento telefónico andam a mentir aos clientes... mas pronto, o que interessa é que está resolvido.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:28

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Imagem da internet

 

O estudo é da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) e pode ser lido aqui. O primeiro sentimento que me ocorreu  quando comecei a ouvir noticias que dizem que 22% dos jovens consultados aceitam como normal a violência sexual, foi a incredulidade. Estamos em 2016, vivemos num país europeu com educação e cultura ocidental... logo, não pode ser possível que quase um quarto dos jovens possa pensar assim.

 

É verdade que a violência doméstica continua a ser uma realidade em Portugal, todos os anos são assassinadas entre 30 e 40 mulheres. Apesar de haver uma maior consciência para o assunto e de aumentarem as denuncias, a verdade é que estes números não descem e o nível de violência se mantém... e a julgar pelos resultados deste estudo, irão manter-se por muito tempo.

 

Algures no século passado Portugal era um país em que os maridos podiam por e dispor sobre a vida das mulheres com quem casavam, todos temos a percepção de que esse tempo acabou há muito, como é que explicamos que 23% dos jovens  pensem que  pressionar para beijar e  pressionar para ter relações sexuais não é violência no namoro? Ou que uma boa parte pense que pode dizer com quem pode ou não falar a namorado ou namorado?

 

É evidente que há algo que está a falhar na forma como educamos os jovens portugueses, os diversos números apresentados no estudo mostram que há uma clara falta da percepção do que é o respeito pela liberdade e privacidade dos outros.  Vivemos no século XXI mas e há jovens que acham normal poder espreitar o telemóvel do namorado ou namorada, ou que podem usar a força física para obrigar alguém a beijar ou ser beijado, ou a ter relações sexuais.

 

Há uns tempos a tentativa de tornar a educação sexual uma disciplina escolar foi motivo de muita polémica, sendo que havia pais que se opunham terminantemente a tal coisa, o que pensarão estes pais dos resultados deste estudo? Será que falam com os seus filhos do assunto?

 

Os números agora apresentados deveriam ser objecto de uma profunda reflexão, algo está a falhar nas nossas casas e nas nossas escolas. Será que sabemos educar os nossos filhos para o respeito e o civismo?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:40

Agora vamos empatar mais um bocadinho

por Jorge Soares, em 23.11.15

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Imagem de aqui

 

Antes das eleições o senhor já tinha tudo previsto e até já sabia perfeitamente o que ia fazer a seguir, lembram-se? Até achamos que o homem tinha ido à bruxa?. Pelos vistos a bruxa não era lá grande espingarda, porque passados quase dois meses o país ainda está à espera de saber quem vai governar a seguir.... 

 

Como a bruxa falhou completamente as previsões, e uma boa parte dos portugueses votamos ao lado do que seria desejável para o senhor e os seus interesses, ele decidiu ouvir meio país, mas mesmo assim não está contente e vai de aí resolveu fazer mais umas perguntas a António Costa.

 

Está visto que andamos numa de empatar, entretanto Passos Coelho vai fingindo que governa, os mercados sorriem e a Europa desespera porque quer lá o orçamento para poder dizer da sua justiça.

 

Podemos levar isto na brincadeira, mas a mim parece-me uma falta de respeito para com o país e os portugueses, Cavaco Silva pode estar amuado com o resultado das eleições e com o facto de não poder fazer a vontade ao PSD e manter Passos Coelho e Portas no governo, mas o presidente da república está lá para cumprir o seu papel, não para brincar aos governos e ao poder.

 

Se calhar dava mais jeito poder dissolver a assembleia e marcar eleições, pelos vistos há  quem ache que a seguir o PSD ganhava de caras, se calhar tinham uma surpresa, nunca vamos mesmo ter a certeza, a verdade é que não dá, e há uma maioria que mostrou condições para governar, o senhor tem é que aceitar e respeitar a vontade da assembleia da república.

 

Hoje decidiu fazer mais perguntas a quem mostrou condições para governar, só gostava de lhe poder perguntar porque é que não as fez a quem, como se viu, não as tinha?

 

Pode-se dar posse a um governo do PSD sem maioria no parlamento, mas tem que se fazer perguntas a um do PS que apresentou provas de que as tem... está visto que temos um senhor muito democrático....mesmo

 

Jorge Soares

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publicado às 21:33

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"De todo o exposto resumindo e concluindo, estar caído/inanimado a porta de um hospital ou de um cemitério e a mesma coisa se o caso for serio. A única diferença e que num caso já chegou ao destino.

De tudo isto só me deixa uma grande náusea, o resto e a vida que temos sem precisar de muitos comentários."

 

Comentário de um anónimo ao post (auto link) sobre a senhora caída na porta do hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro

 

De repente apetecia-me ficar por aqui, mas não sou de deixar coisas por dizer.

 

Talvez seja defeito meu, mas para mim se alguém está a precisar de ajuda, eu pelo menos tento ajudar, se esse alguém está caído no chão, então o mais certo é que  precisa mesmo de ajuda e aí não interessam as regras ou as normas, o meu dever como pessoa e cidadão é ajudar.

 

Se um profissional de saúde é avisado de que alguém está caído no chão e precisa de assistência, independentemente das regras, das normas ou das condições, esse profissional deve ajudar, pelo menos para se inteirar da gravidade do assunto e poder tomar decisões. Se não o faz, se antes de pensar no bem estar da pessoa em questão coloca o seu bem estar ou as regras do hospital, para mim esse profissional não cumpriu o seu dever principal nem como profissional de saúde nem como cidadão.

 

Pelos vistos há noticias que dizem que afinal a senhora não estaria assim tão grave, mesmo que seja verdade, médicos e enfermeiros só saberiam isso depois de lá irem.. e ainda não vi noticia nenhuma que diga que eles lá foram, numa coisa são unânimes todas as noticias, eles não foram lá, porque tinha que ser o 112 e/ou o INEM a resolver o assunto.

 

De resto como disse antes, regras ou não regras, normas ou não normas, a vida das pessoas deve estar sempre em primeiro lugar e não me parece que alguém tirar uns minutos para se inteirar do que passava lá fora, fosse fazer assim tanta diferença no funcionamento do hospital, até porque nas urgências costumam trabalhar várias pessoas ao mesmo tempo, e não me consta que tenha acontecido nenhuma catástrofe nesse dia no Barreiro como para estarem todas a salvar vidas ao mesmo tempo e sem poderem parar uns minutos. Por outro lado, neste caso ou noutro qualquer, esses minutos podiam fazer a diferença entre a vida e a morte de alguém.

 

Não, não queremos que alguém estar caído/inanimado a porta de um hospital ou de um cemitério seja a mesma coisa.

 

É claro que a minha opinião vale tanto como outra qualquer e todas merecem respeito.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:35

Bom senso, educação respeito

Imagem de aqui

 

Já não sei o que me espanta mais, se a falta de bom senso das pessoas ou o facto de as empresas perderem tempo com coisas destas.

 

A notícia vem de Braga, no Hospital desta cidade há uma funcionária do departamento de comunicação que entre outras coisas, tem como tarefa periódica a monitorização da internet, leia-se: Facebook, blogs e restantes redes sociais, de modo a compilar tudo o que de bom ou de mau se diga acerca da instituição.

 

Não é algo assim tão estranho que as empresas se interessem pelo que delas se diz na imprensa, existem inclusivamente ferramentas do Google que servem para isso. O que já não me parece assim tão normal é que entre as pesquisas se encontre o facebook e o que dizem os seus funcionários. 

 

Mas tudo isto só veio a público porque entre o que foi compilado nestas pesquisas estão uma série de comentários pouco abonatórios  sobre o Hospital e as suas práticas, feitos por uma das funcionárias num grupo do Facebook destinado a trabalhadores do Hospital.

 

Convenhamos, já seria mau que  a senhora fizesse os comentários no seu Mural do Facebook onde os poderia tornar privados e só acessíveis aos seus contactos, mas faze-los num grupo aberto desta rede social é o cúmulo da falta do bom senso. Como seria de esperar, os comentários não tardaram nada a chegar aos ouvidos dos responsáveis do Hospital que evidentemente não acharam piada nenhuma e a senhora encontra-se sujeita a um processo disciplinar.

 

Há quem olhe para todo o caso e veja excesso de zelo por parte da instituição e até um ataque à liberdade de expressão, concordo que ir espiolhar o que dizem os funcionários no Facebook pode ser excesso de zelo... mas convenhamos que a atitude  da funcionária denota uma enorme falta de bom senso. Falar mal do Hospital e dos seus funcionários num grupo público do facebook é a mesma coisa que o fazer em voz alta num corredor ou numa das salas de espera das instituições e não me parece que alguém esteja para isso.

 

O Facebook é uma porta aberta a quem quiser entrar, convém que as pessoas tenham consciência disso, o que escrevemos no nosso mural, no dos nossos amigos ou conhecidos ou num dos milhões de grupos que existem é o mesmo que lançar folhas ao vento, nunca sabemos onde irão parar e nunca saberemos se elas serão esquecidas ou mais tarde ou mais cedo utilizadas contra nós.

 

Portanto, a próxima vez que entrar no seu Facebook, lembre-se: Bom senso, educação e respeito... nunca estarão demais.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:27

Insultos a Rui Rio em capa de guia de restauração

Imagem do Público

 

Não vou muito à bola com o Rui Rio, não só porque não partilho as suas ideias e politicas, como não gosto da pessoa em si, acho-o arrogante ... Não tenho uma ideia clara sobre os resultados da sua governação à frente da câmara do Porto, muito mal não deve ser porque o senhor foi reeleito mesmo tendo escolhido como um dos seus ódios de estimação a maior instituição da cidade, o Futebol Clube do Porto.

 

Independentemente de gostarmos ou não de alguém temos que saber distinguir a nossa opinião pessoal da nossa vida profissional. A imagem que podemos ver acima é uma reprodução da capa de um guia de restauração do Porto. Salta à vista numa das fachadas do mercado do Bolhão, a frase "Rui Rio és um FDP", frase que vista desde qualquer ponto de vista, mesmo no Porto, constitui um insulto. 

 

Segundo a noticia do Público, tanto os responsáveis da loja como todos os restantes vizinhos a quem se perguntou, garantem que aquela frase nunca lá esteve. Mesmo que alguma vez lá tivesse estado, e acredito que haverá paredes da cidade onde ela está escrita, não me parece que faça algum sentido que alguém edite um guia dirigido a turistas e que ainda por cima é distribuido nos postos do turismo do Porto, de outras cidades do norte e até da Galiza, com aquela frase na capa.

 

Já era suficientemente grave o facto de se colocar a frase na capa do guia, mas se ainda por cima como tudo indica, esta é resultado da manipulação da fotografia, é caso para perguntar onde anda o profissionalismo e o respeito pela cidade, pelos restaurantes e anunciantes que investem no guia. É que não me parece que alguém com o mínimo de bom senso queira ver o seu negócio associado a este tipo de coisas.

 

Eu sei que há muito quem diga que é a norte que está o trabalho e o empreendedorismo... mas a julgar pelo exemplo, faltam também muito profissionalismo e bom senso.,.. resta saber quantos mais número da revista verão a luz do dia... e quantas pessoas irão para o desemprego porque alguém não soube distinguir o seu trabalho dos seus ódios de estimação.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:05

Os médicos e o respeito pelos doentes

Imagem de aqui

 

Sabendo a minha meia laranja que passei a adolescência num país tropical numa época em que não tinham inventado os factores de protecção para os bronzeadores e o protector solar mais utilizado era o creme Nívea, decidiu marcar-me uma consulta com uma dermatologista. O cancro de pele mata cada vez mais pessoas e todo o cuidado é pouco.

 

A consulta estava marcada para as 9:30 e era aqui bem perto no Hospital de Santiago, como tenho o péssimo hábito de chegar cedo a tudo, às 9:15 já lá estava. Na sala de espera que é comum a várias especialidades havia meia duzia de pessoas, presumi que no inicio da manhã a coisa ainda não estivesse atrasada e que portanto não teria que esperar muito.

 

Às 9:32 vejo chegar uma  senhora que entrou directo para um dos gabinetes de consulta... não sei porquê, mas achei que era aquela a médica.. pelo meu prisma já estava atrasada dois minutos, mas pronto...

 

Às 9:40 chamam o primeiro paciente para aquele gabinete, não, não era eu, por entre a porta entreaberta consegui ver a mesma senhora já de bata vestida e pronta a atender os pacientes. Às 9:50 chamaram-me a mim, como tinha adivinhado, era mesmo aquela a médica que me ia atender.

 

Se há classe profissional que em Portugal não mostra o mínimo respeito pelos seus clientes, essa é a classe médica, eu não me lembro quando é que foi a última vez em que uma qualquer consulta minha, dos meus filhos ou da minha meia laranja, se iniciou à hora para a que estava marcada.

 

Esta vez eu até tive sorte, só tive que esperar 20 minutos, mas não deixa de ser um atraso considerável, se a minha consulta estava marcada para as 9:30 e havia outra antes, porque chegou a médica às 9:32?

 

O pior da situação é que já todos olhamos para esta situação como algo normal, ir a um médico privado e esperar uma ou duas horas para ser atendidos é o normal. E quanto mais conceituado e mais caro for o médico, maior é a espera.

 

Para mim isto não é normal, é uma falta de consideração pelos clientes que muitas vezes são obrigados a esperar horas em salas de espera minúsculas e sem condições, apinhadas de pessoas doentes, para além do abuso, isté é até perigoso para a saúde pública.

 

Porque não tem os médicos a menor consideração pelos seus doentes?, porque não chegam a horas ao inicio das consultas?, porque marcam mais consultas que aquelas que realmente conseguem fazer no horário previsto? Porque aceitamos tudo isto como algo normal?, afinal estamos todos a pagar a maior parte das vezes muito dinheiro, para sermos mal atendidos.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:31

O grafitti nas escolas

 

A reportagem é interessante e está muito bem conseguida, fala de uma iniciativa que é de louvar e que sem dúvida deveria ser repetida em muitas outras escolas, mas a mim uma das coisas que me chamou realmente a atenção foram as condições em que está aquela escola e que são visíveis nas diversas partes que foram gravadas no recinto.

 

O que podemos ver são paredes e portas completamente cobertas de grafitti e num estado miserável, e confesso, a mim faz-me imensa confusão.

 

Dos meus tempos de Liceu, Liceo Carlos Soublette em Caracas, lembro-me de mais de uma vez andar a pintar paredes com alguns dos meus colegas, na entrada havia uma parede enorme com um mapa do país com cada um dos estados pintados da sua cor e uma frase de Simon Bolivar ao lado. Esse mural era mantido impecável e repintado todos os anos... por nós.

 

Naquela altura ainda era o tempo das vacas gordas na Venezuela e não faltava dinheiro para a educação, acho que nos faziam pintar algumas das paredes para nos dar consciência que a escola era de todos e que portanto a tínhamos que cuidar... e nós cuidávamos... e não havia um grafitti ou uma frase numa parede em toda a escola. Porque para além de mais, nós respeitávamos o recinto da escola. Depois de ver a reportagem fui dar uma volta pelo google... encontrei algumas fotografias actuais do meu liceu... as paredes continuam limpas... e até há uma fotografia de alunos a pintar.

 

Ver as paredes daquela escola de Lisboa fez-me pensarem  que tipo de respeito tem os alunos actuais pelo recinto escolar, como é que se deixa chegar as instalações de uma escola até aquele estado?

 

Queremos tanto ser um país desenvolvido, um país da linha da frente... como? se as nossas escolas tem aspecto de zonas de guerra?...de uma guerra perdida!

 

O Programa é o 30 minutos e foi na RTP 1 no dia 15 de Janeiro, podem ver aqui

 

Jorge Soares

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publicado às 21:31

Fátima, futebol e to

Imagem do público

 

 

Os zun zuns já andavam pela blogosfera desde há umas duas semanas, o governo estava-se a preparar para mexer nos impostos e no subsídio de natal. Quando escrevi o post sobre a tolerância de ponto da vinda do papa, já tinha lido mais de um blog onde se ventilava o assunto, na altura falava-se no subsidio de férias dos funcionários públicos, os mesmo que tem direito a tolerância de ponto e a dias de férias extra, mas não, não era disso que se tratava, é mesmo no subsidio de natal de todos nós, no Público podemos ler o seguinte:

 

Nova subida de IVA e tributação extraordinária do subsídio de Natal de toda a população, duas medidas ponderadas pelo Governo para garantir o novo objectivo do défice, têm o potencial para, este ano, gerar uma receita adicional para o Estado de mais de 3000 milhões de euros.

 

Antes de mais, devo dizer que eu entendo a necessidade destas medidas, a crise financeira e o custo do dinheiro está a afectar duramente   a nossa economia e se não forem tomadas medidas não demorará muito a estarmos na mesma situação da Grécia com tudo o que isso significa. Mas assim como entendo que é necessário que se tomem as medidas necessárias, não entendo que se gastem milhões em todo este circo montado à volta da vinda do papa e muito menos que um governo que se  prepara para mexer assim no bolso de todos nós, dê dois dias de tolerância de ponto a todos os funcionários públicos.. afinal, o exemplo deve vir de cima.. ou não?

 

Já o disse no outro post e volto a dizer, esta tolerância de ponto é uma vergonha, que se pare o país dois dias para as pessoas irem ver o papa é uma vergonha e é uma falta de respeito por todos nós que com os nossos impostos estamos a pagar todo este circo e que aparentemente com o nosso subsidio de natal vamos pagar a crise.

 

Eu sou pouco de deitar pedras ao governo, este ou outro qualquer,  mas terem escolhido o intervalo entre a vitória do Benfica no Futebol e a vinda do papa para falarem destas medidas, é no mínimo gozarem com a nossa cara, o tempo do Fátima, fado e  futebol  já lá vai, mas este governo prepara-se para nos lixar com F. grande e entretanto dá-nos circo... pena que ao mesmo  tempo se prepare para nos tirar parte do pão.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:52

Já tenho idade para deixar de ser inocente II

por Jorge Soares, em 14.04.10

Plágio é crime

 

Retirado de http://www.blogdicas.com.br/fotos/2007/08/o-plagio-de-textos-dos-blogs.jpg

 

Foi há mais de um ano que a Cigana escreveu um post que tinha como titulo Plágio é Crime, um post em que se falava de  plágio na blogosfera e na internet, na altura achei aquilo um exagero e os comentários deram para uma saudável troca de ideias em que escrevi coisas como estas:

 

Na verdade é coisa que não me preocupa .. também não sei quem haveria de me querer plagiar! ou "Eu tenho um blog de fotografias.... de vez em quando olho para os logs e vejo que me chegam pessoas de blogs que eu nem sabia que existiam... vou lá e é alguém que utilizou uma das minhas fotografias e colocou o link .... devo ficar chateado ou orgulhoso?"

 

Quando contei à Cigana o que se estava a passar, ela não perdeu tempo a atirar-me com o post e os meus comentários da altura, hoje a Rita Tomás  nos comentários ao ultimo post fez o mesmo e quanto a mim muito bem... porque eu mereço.

 

Há quem diga que eu tenho mau feitio, que por vezes tenho, mas se há algo que sei reconhecer é que não sou dono da verdade e que a vida me pode ensinar que há mais formas de olhar para ela para além da minha... e desta vez, eu reconheço... se calhar não sou assim tão mau fotógrafo... e por vezes, o facto de alguém nos plagiar ou abusar da nossa boa vontade, pode ser motivo de raiva.... mesmo que como o António e a Sofia repetiram, esta não tenha sido bem uma situação de plágio.... foi mesmo inocência minha... ou como dizia a Flor... é a consequência de sermos bonzinhos.

 

Eu já disse isto nos comentários, mas vou repetir aqui para quem não leu, acreditem ou não, eu passei dois dias a remoer esta situação... e até dormi mal. No topo do blog há uma frase lapidar  "Viver é uma das coisas mais difíceis do mundo, a maioria das pessoas limita-se a existir!", limitar-me a existir teria sido deixar que utilizassem a fotografia depois daquele mail deles que considerei arrogante, seria passar o próximo ano a ver a minha fotografia em tudo quanto era sitio e em lugar de orgulho, sentir raiva pela arrogância deles... um ano é muito tempo..e eu gosto de sentir orgulho das coisas que faço... se dão raiva, é porque estão erradas... só me restava viver..e viver teria que ser dizer o que me ia na alma.. e foi isso que fiz.

 

Não vou discutir aqui quem tem razão ou não, quem leu o post de ontem percebeu que deixei a porta aberta a autorizar a utilização da fotografia, bastava que falassem comigo e discutissem as condições.. e cedia-a de forma gratuita... sim, eu sei, sou lírico e não aprendo nada... mas sou eu.

 

Consequência imediata de tudo isto... como dizia a minha meia laranja esta tarde, estou a fazer que paguem justos por pecadores, mas não só alterei o disclaimer do Blog, como coloquei código que vai dificultar a copia das fotografias.. não quero voltar a passar por isto... continuarei a ceder as fotografias a quem mas pedir ... mas definitivamente, a verdade é que vivemos num mundo em que quem dá a mão fica sem o braço...e está na altura de eu deixar de ser bonzinho.

 

Não quero deixar de referir  o Post do Shark sobre este assunto e estas suas palavras que subscrevo na totalidade:

 

E é mais um exemplo de como nós, autores que blogam, temos mesmo que nos pôr a pau com as utilizações (aproveitamentos?) possíveis do trabalho que publicamos de borla e, na maioria, sem a redoma do estatuto de figura pública, acautelando o necessário enquadramento de tudo quanto publicamos numa legislação que evite os abusos ou, como parece ser o caso, a simples falta de cortesia.

 

A blogosfera é feita de muitas coisas, e há pessoas que todos os dias criam coisas válidas... coisas que merecem o respeito de todos.

 

E sim, eu mereço mesmo que me atirem as minhas palavras naquele post da cigana pela cabeça abaixo.

 

Jorge Soares

 

PS:Para quem gosta de papoilas... vejam só estas belezas

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publicado às 21:37


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