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Praias da Arrábida

 

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

Foi há quase um ano que foram elegidas as  7 maravilhas naturais e que escrevi o post: Setúbal: o que queremos fazer da maravilha natural, da serra e das praias? Entretanto algo mudou, este ano a praia da Figueirinha tem direito a bandeira azul... custa-me a entender como, não vi que fizessem obras, a menos que me esteja a escapar algo a única casa de banho continua a ser a do restaurante e não me parece que o proprietário passe a gostar de a ter invadida pelos banhistas, de resto, as condições são exactamente as mesmas do ano passado... vá lá a gente entender.

 

Este fim de semana fomos à praia do Portinho da Arrábida, como a época balnear ainda não começou, não há apoios de praia, não há nadadores salvavidas, a areia ainda não foi limpa e continua com uma parte do lixo que o mar depositou durante o inverno. Não há caixotes do lixo e pelos vistos também não há recolha do lixo, no Domingo ao fim do dia os contentores ao lado do primeiro restaurante estavam cheios e quase cobertos com o lixo que entretanto se ia acumulando à volta, evidentemente com o calor que se fazia sentir o cheiro não era  nada agradável.

 

Como era de esperar a praia estava cheia de gente, a do Portinho, a da Figueirinha, a do Creiro, Galápos e Galapinhos, todas as praias estavam cheias, alguém me explica porque é que a época balnear em Setúbal só começa a 1 de Junho quando as praias estão cheias todos os fins de semana desde meio de Abril? 

 

Com as praias cheias a estrada desde o Outão até depois do Portinho estava convertida num gigantesco parque de estacionamento, com carros estacionados de ambos lados, sem respeito por sinais ou traços amarelos. É claro que nestas condições não havia espaço para o trânsito que só durante a época balnear tem restrições de sentidos, o resultado foi um enorme engarrafamento, nervos, discussões, gritos de quem queria passar e não conseguia, etc, etc, etc. É claro que não vimos um  único GNR ou policia.

 

Resumindo, um ano depois e às portas do verão, nada mudou, para quem alimentava a esperança de que o galardão de maravilha natural viesse com algum carinho pela serra e pela paisagem, desengane-se, para o único que serviu foi para estar a ganhar pó nalgum gabinete de alguma eminência parda da câmara de Setúbal.

 

Entretanto, no próximo Sábado dia 21 de Maio, o Clube Arrábida vai promover uma acção de limpeza na zona do Portinho da Arrábida que se designa Operação Arrábida Limpa.

 

Mais informação na página do facebook do Clube Arrábida 

 

Jorge Soares

publicado às 23:02

A lenda da Serra da Estrela

por Jorge Soares, em 01.06.08

Serra da estrela

 

Tenho pendente um desafio da minha amiga Sofia, do Sorriso de lua, escrever um texto sobre a Serra da Estrela... desafio dificil... e ainda não é hoje... desculpa amiga.

 

Entretanto, descobri que existe uma lenda que explica a origem do nome da serra..... lenda que vou copiar aqui...sem prejuizo de continuar a dever o texto ....

 

Era uma vez um jovem pastor que vivia numa longínqua aldeia. Por único amigo tinha um cachorrinho, que nas longas noites de solidão se deitava a seus pés sem esperar nenhum gesto, nenhuma palavra. Sofria este pastor de uma estranha inquietação: cismava alcançar uma Serra enorme que via muito ao longe, as terras que existiam para lá da muralha rochosa que constituía o seu horizonte desde que nascera. E muitas noites passava em claro, meditando nesse seu desejo infindável.

Certa noite em que se julgava acordado, sonhou que uma estrela descia até a si e lhe segredava que o guiaria até ao objecto dos seus desejos. 

Acordou o pastor mais inquieto e angustiado que nunca, e procurou no céu a verdade do que sonhara. Lá estavam todas as estrelas iguais a si mesmas, imutáveis e eternas aparentemente. Mas estava também uma que lhe pareceu diferente, a mais sua. Passavam-se os dias e o desejo do pastor aumentava, fazia doer-lhe o corpo, ardia-lhe febril na cabeça. De noite, todas as noites, procurava no céu a sua estrela diferente. E em sonhos ela aparecia-lhe muitas vezes desafiando-o, desafiando-lhe sempre a vontade. Mas a vontade por vezes é tão difícil!!

Uma noite, num ímpeto, decidiu-se. Arrumou tudo o que tinha e era nada, chamou o cão e partiu. Ao passar pela aldeia o cão ladrou e os velhos souberam que ele ia partir. Abanaram a cabeça ante a loucura do que assim partia à procura da fome, do frio, da morte. Mas o pastor levava consigo toda a riqueza que tinha: a fé, a vida e uma estrela.

E o pastor caminhou tantos anos que o cão envelheceu e não aguentou a caminhada. Morreu uma noite, nos caminhos, e foi enterrado à beira da estrada que fora de ambos. Só com a sua estrela, agora, o pastor continuou a caminhar, sempre com a serra adiante, e à medida que caminhava a serra ia sempre ali, no mesmo sítio e à mesma distância. Passou todas as fomes e frios que os velhos lhe tinham vaticinado.

Atravessou rios, galgou campos verdes e campos ressequidos, caminhou sobre rochedos escarpados, passou dentro de cidades cheias de muros e gente, mas a montanha dos seus desejos nunca a baniu do coração. Por fim, já velho alcançou a muralha escarpada que desde a infância o chamava. Subiu até ao mais alto da serra e ali pôde então largar o desejo do seu coração, agora em paz e sem desejo.

O horizonte era vasto, tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor que mais parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de silêncio.

Instalou-se o velho pastor e a sua estrela com ele, no céu.

O rei do mundo, porém, ouviu falar naquele velho pastor e na sua estrela fantástica. Mandou emissários à serra: todas as riquezas do mundo daria ao pastor em troca da sua pequena estrela.

O pastor ouviu com atenção o que lhe mandava dizer o rei. Depois, olhou em volta. Tudo eram pedras e rochedos. Uma côdea de pão negro e uma gamela de leite as suas refeições. A sua distracção a paisagem "infindamente" igual e diferente do mundo lá em cima. A sua única amiga, a estrela.

Suavemente, como quem sabe o segredo das palavras e o valor de todos os bens possíveis, virou-se para os emissários do rei do mundo e rejeitou todos os tesouros da terra, escolhendo a pequenez da sua estrela.

Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam também entre as outras, pelo que o velho lhes contava em certas noites.

 E desde então a serra passou a chamar-se, para sempre Serra da Estrela".

 

Retirado de:http://sweet.ua.pt/~deus/seia/lendaserra.html

Jorge

PS:imagem da Sofia... que irá inspirar um texto!

 

 

publicado às 00:09


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