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O homem com mais sorte do mundo

por Jorge Soares, em 19.07.14

Maarten de Jonge

 

 

O senhor ali da fotografia chama-se Maarten de Jonge é holandês e ciclista, corre para uma equipa da Malásia, a  Terengganu Cycling. A passar uns dias na Holanda, tinha bilhete reservado  para o Voo da MH17 da Air Malásia que foi abatido por um míssil na Ucrânia.

 

Jonge vai competir no tour do Taiwan e por isso escolheu o voo da Air Malásia para ir para o Oriente, uns dias ante encontrou um voo 300 Euros mais barato à última hora decidiu trocar. Hoje sabemos que essa troca de voos lhe salvou a vida.

 

Acontece que não é a primeira vez que Jonge se livra de morrer num desastre aéreo por trocas de última hora, há uns meses ele também  tinha lugar marcado no voo da mesma companhia, ver aqui, que desapareceu não se sabe onde  com 229 pessoas a bordo. Na altura decidiu trocar o bilhete para outro voo que ia para a Holanda sem escalas.

 

Quais serão as probabilidades de uma sequência de eventos como estes acontecerem a uma só pessoa? Se não é a pessoa com mais sorte do mundo, deve andar lá perto.... 

 

Jorge Soares

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publicado às 12:09

A R. e a estranha lógica dos adolescentes

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

 

Foi no post Quem sai aos seus.... tem muitas chatices! que falei da má sina da R., como dizia naquele dia, a miúda entre muitas outras coisas (quase tudo), herdou da mãe a estranha capacidade de perder as coisas, e para enorme azar dela, herdou do pai o facto que ao contrario das coisas da mãe, as dela quase nunca aparecem.

 

Bom, parece que com a idade algumas coisas vão mudando, infelizmente para a R. e para a paciência dos pais, o cuidado com as coisas dela não é das que muda para melhor, bem pelo contrário... O que parece que está a mudar, pelo menos no que diz respeito ás peças de roupa, é a sorte, apesar de que ela perde pelo menos uma vez por semana o casaco, este aparece quase sempre.

 

Esta semana tem sido complicada, na segunda feira faltava a tampa da máquina de calcular, a mãe que já não tem paciência para tantas coisas desaparecidas armou-lhe uma daquelas broncas, a miúda pede desculpa, chora, promete que vai ter atenção... palavras vãs... todos sabemos que é um caso perdido mesmo.

 

Na Terça fui eu que os fui buscar às escolas, estava frio e a chover e ela chegou-me ao carro de manga curta, ela é friorenta, achei aquilo estranho:

 

-R. Onde está o casaco?

-Dentro da mochila

-Na Mochila?, mas tu não tens frio?

-Eu tive educação física na ultima aula.

 

Continuei a achar estranho, mas lá fomos para casa.

 

Ao chegar a casa a mãe olha para ela e pergunta logo:

 

-Onde está o casaco?

-Está na mochila?

-Na mochila?, como é que aquele casaco está na mochila?, ele não cabe lá!

-Está sim

-Mostra lá

 

É claro que não estava, nem ela fazia a menor ideia onde poderia estar...e lá estava a mãe em desespero que o casaco tinha custado dinheiro, que ela era uma irresponsável, que não podia ser... quando me apercebi fui eu que perdi a paciência, eu tinha-lhe perguntado pelo casaco à porta da escola e ela tinha-me escondido a verdade.

 

-Se o Casaco não aparecer, sou eu que vou contigo aos chineses comprar o casaco mais barato que lá estiver.

-Ok papá.

-Mas é que é mesmo o mais barato, e não quero saber se o achas feio ou não.

-Está bem.

 

Aí a mãe volta a intervir:

 

- Se o casaco não aparecer passas a ir para a escola de fato de treino nos dias em que tens educação física!

- Não mamã, isso não, não me faças isso! - diz ela já lavada em lágrimas.

 

A lógica adolescente é mesmo estranha, ir para a escola com um casaco feio dos chineses não era problema, mas ir um ou dois dias por semana de fato de treino é um drama de levar ás lágrimas ... é claro que também há a hipótese de ela a mim não me levar a sério e à mãe levar.

 

Jorge Soares

PS: O casaco, que deve ter todos os recordes de passagem pelos perdidos e achados da escola, apareceu.

 

 

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publicado às 22:13

Quem sai aos seus.... tem muitas chatices!

por Jorge Soares, em 20.10.09

Quem sai aos seus.. a R. armada em fotógrafa e informática

 

Imagino que já não seja lá, até porque acho que aquela passagem foi fechada, a ultima vez que subi o elevador de Santa Justa foi para ver as vistas e não para ir da baixa para o Carmo e segundo me lembro, tive que descer por onde subi.

 

Há uns 15 anos atrás, os perdidos e achados da Carris eram na passagem que havia do topo do elevador para o largo do Carmo. Sei isso porque fui lá várias vezes, não que eu perdesse coisas nos autocarros e eléctricos, até porque eu preferia andar a pé. Nunca fui de perder muitas coisas e quando perco algo, é certo e sabido que não vale a pena procurar, não vai aparecer.

 

Ao contrario de mim, a P. sempre perdeu imensas coisas e também ao contrario de mim, por norma estas aparecem sempre. Deixar a mala com documentos e dinheiro nos autocarros ou eléctricos era uma coisa meio banal, o que implicava muitos passeios ao largo do Carmo onde invariavelmente estavam as coisas dela, inteiras e intocadas.

 

A R., entre muitas outras coisas (quase tudo), herdou da mãe a estranha capacidade de perder as coisas, e para enorme azar dela, herdou do pai o facto que ao contrario das coisas da mãe, as dela quase nunca aparecem.

 

Até agora, as coisas estavam mais ou menos limitadas ao material escolar mais simples, lápis, borrachas, afiadeiras, coisas simples e relativamente baratas. Agora adivinhem quem fica solenemente irritado com esta falta de sorte da miúda?, a mãe, já percebi que não há nada pior que vermos os nossos defeitos no espelho dos nossos filhos.

 

Este ano a coisa está muito complicada, felizmente para a R.  o verão prolongou-se pelo Outono dentro, caso contrário não sei o que já teria acontecido, é que desde que o tempo começou a arrefecer, ela já perdeu uma camisola e um casaco.. o  que (por agora) já fez com que a lista de prendas de anos levasse um daqueles rombos. Temo que com a desgraça de genes que herdou destes pais, e com o clima que temos, ela até ao natal consuma as prendas de este e dos anos seguintes.

 

Digam lá, se sair aos seus, não é uma grande chatice?

 

 Jorge Soares

 

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publicado às 22:01

Terei eu sorte ou ele azar?

por Jorge Soares, em 05.08.08

Poupar

Imagem retirada da internet

 

O notário que fez a escritura da casa era um senhor com alguma idade e pelo vistos uma pessoa divertida,..bom, pelo menos foi a ideia com que fiquei.
 
O vendedor estava atrasado, mas o homem decidiu que também não precisávamos dele para nada, vai daí decide começar o acto sem ele.
 
Em todas as escrituras é necessário que se leia toda a documentação, ao mesmo tempo que o notário vai lendo, o representante do banco vai conferindo nas copias se todos os dados estão correctos..... afinal são eles que pagam. Lá foram lendo até que chega ao momento do valor da casa, o diálogo foi mais ou menos assim:
 
-...compram a casa no valor de xxx mil Euros- diz o notário.
-E só pedem empréstimo de xxx a dividir por três, mil euros doutor! - Diz o homem do banco.
 
O senhor fez uma pausa, ficou a olhar para mim e diz:
 
-Você é um homem de sorte, tem uma mulher que vale ouro.
-..........???????- Fiquei meio parvo, nem disse nada.
-Trate bem dela, olhe que não há muitas assim!
 
Nisto a P. reagiu e disse:


-Sabe doutor, nós temos por principio que só compramos o que quer que seja se tivermos pelo menos metade do valor.
-E é um excelente principio, fazem muito bem, o senhor é um homem com muita sorte.
 
Lá se continuou com a escritura e no fim, lá voltou o homem à conversa.
 
-O senhor é mesmo um homem de sorte, trate muito bem dela, olhe que não há muitas assim... bom, mas o senhor soube escolher, também tem mérito.
 
Fiquei na duvida, há varias interpretações possíveis para esta conversa, e na realidade não sei qual se aplica, vejamos se alguém me ajuda:

  • Primeira hipótese: as mulheres são as responsáveis pelo descalabro financeiro das famílias portuguesas, eu tenho muita sorte porque a minha não é assim e conseguimos poupar.
  • Segunda hipótese: Os homens não conseguem poupar nada, mas eu tenho uma que me põe na ordem.
  • Terceira hipótese: O notário tem lá em casa uma mulher que lhe dá cabo das economias e  apesar do valor absurdo que eu paguei por uma hora de trabalho dele, ele não consegue poupar nada.

Certo é que desde a perspectiva dele, o meu único mérito é que soube escolher e não fosse essa minha qualidade, estava condenado à penúria......é caso para dizer: E esta hein?
 
Jorge

 

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publicado às 22:16

Sobre a amizade e a Internet

por Jorge Soares, em 10.07.08

Amigos

 

A Linda diz que eu sou um crente, mais não fosse porque essa minha característica já fez com que eu a conhecesse, e que ela até já me serviu de cicerone na minha estreia no São João do Porto, fico feliz por ser assim.

 

Vem tudo isto a propósito deste post da Ana, e das amizades da Internet. Dizia a Ana no Post dela, que falava com um amigo há quase um ano via internet, inclusivamente costumava falar com ele por telefone, mas não sabia se devia ou não aceder a encontrar-se pessoalmente com essa pessoa. Fez-me alguma confusão essa reticência da Ana, mas não devo esquecer que ao contrario de mim, as pessoas são desconfiadas por natureza, e partem do principio contrario ao meu.

 

Eu parto sempre do principio que as pessoas vem por bem, este blog tem um ano e de uma maneira ou outra fui conhecendo pessoas, uma ajuda para mudar algo no blog, dois dedos de conversa no messenger, uma troca de ideias  sobre fotografias, uma ajuda na configuração do computador, uma conversa sobre templates, duvidas sobre o processo de adopção, alguém que envia contos infantis para a Raquel ler, alguém que responde a um post enviando um livro para eu ler, etc, etc, etc. Curiosamente a Linda foi a única que conheci em pessoa, mas acredito que não será a ultima, até porque eu acho que as pessoas dos blogs são especiais.

 

Existe na sociedade, na Portuguesa e em geral, um enorme preconceito contra a internet, e em especial contra as relações que nascem da internet, como se isto fosse um antro de marginais e degenerados. A internet faz parte da vida, é só mais uma pequena parte da sociedade em que vivemos, e como em tudo o resto, há de tudo, talvez eu seja um gajo de sorte, não sei. Até hoje só tenho a dizer bem das pessoas que tenho conhecido por esta via.... e eu ando nisto desde 1993, já conheci pessoas de muitos países, já participei em listas de mail com centenas de pessoas espalhadas pelo mundo. Sorte?, eu diria bom senso!

 

A prova de que as pessoas dos blogs são especiais, está aqui, numa campanha que teve resposta imediata, e em muitas outras que vamos vendo pelos mais diversos blogs e que tem sempre resposta. Por certo, a Cigana é mais uma dessas pessoas especiais que há na internet, vão lá e dêem uma ajuda.

 

Jorge

PS:Imagem gamada do blog da Cigana

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publicado às 21:46


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