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Braga de Macedo Renuncia ao subsidio

Imagem do Público

Ministro da Administração Interna renuncia ao subsídio de alojamento 

Uma vitória da blogosfera e das redes sociais, o senhor afinal ainda tem um bocadinho de vergonha, resta saber quantos mais casos destes há, quantos mais membros do governo recebem estes subsidios e quantos serão os deputados? 

 

Jorge Soares

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publicado às 19:56

Não vai haver nada p´ra ninguém

por Jorge Soares, em 14.10.11

Passo Coelho e o fim dos subsídios

Imagem do Henricartoon

 

Hoje foi um dia estranho, assim uma espécie de ressaca, de repente damos por nós a fazer contas e a pensar no que significa tudo isto... há muito que não dava por mim a pensar no que se pode cortar... onde cortar. As pessoas falam dos subsídios e esquecem o resto, porque não são só os subsídios, são os subsídios, mais os 10% de salário todos os meses, mais o aumento do IVA, mais os cortes nas deduções fiscais... mais o que ainda está por vir... porque se alguém acha que as coisas ficam por aqui, desengane-se. 

 

Tudo somado é muito dinheiro e a redução é só no haver, porque no deve não há reduções, a prestação da casa não desce... e já estamos com alguma sorte que ainda não começou a subir, as prestações do carro não descem, os ATL não descem e cá em casa não há avós que os vão buscar, a conta do supermercado não desce, só sobe que as crianças crescem, o gasóleo não desce, a água, a luz, o gás, sobem... tudo sobe, só os salários descem.

 

Há coisas que são até difíceis de pensar, se tudo isto tivesse sido há dois ou três anos, a minha mais nova continuaria a viver lá em Cabo Verde, porque sem subsídios de férias e natal nunca teríamos poupado o suficiente para podermos pagar viagens  e estadias em Cabo Verde... e nem sei se haveria possibilidade em adoptar mesmo por cá.

 

Alguém me perguntava qual era a alternativa, na realidade não sei qual será a alternativa, não sei, não sei sequer se há uma alternativa, sei que a receita que está a ser aplicada por cá já foi testada na Grécia e os resultados estão à vista.... neste momento ninguém acredita que a Grécia possa sair do buraco,  hoje falava-se do perdão de 50% da divida grega... se não funcionou na Grécia, vai funcionar por cá porquê? alguém acredita que nós somos muito melhores que os gregos?...tirem o cavalinho da chuva. Para amostra um botão, depois do que ontem foi anunciado pelo primeiro ministro o que foi para a comunicação social o centro do debate na assembleia da República?... o leite achocolatado.!

 

É claro que no meio de tudo isto até somos uns privilegiados, cá em casa há duas pessoas a trabalhar e dois salários razoáveis, como será o futuro de quem não tem salário ou tem o salário mínimo?

 

Há muito que não colocava uma música... ontem encontrei esta por aí... tem muito tempo... mas podia ter sido escrita hoje.

 

 

 

Vamos embora Manel !!! E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há homens pra ninguém
Não há nada pra ninguém 
Vamos embora manel!!
Aqui não há nada pra ninguém!!

Certo dia em Lagos ao passar de caminho

Para o Parque de Campismo gritei ‘Ai Toninho !!! `'

Qual não era o meu espanto

Que ao meu lado direito

Julgava estar a ver mal

Belisquei-me, estava feito

Um Parque de Campismo Especial de Corrida para os Senhores Militares, é

inacreditavel !!!


E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há homens pra ninguém
Não há nada pra ninguém
é uma alegria!!
Não há nada pra ninguém!!


Em Lagos não há Piscinas, Parques Culturais
E todas as tentativas são cortadas pelos tais
Se dormires na praia, vem o Cabo do Mar
Se cantares na rua à Esquadra vais dançar (o Vira )
Bate baixo a bolinha bate bate pianinho se por cá queres andar
Que a Judite anda doidinha por te pôr a pata em cima e por te agarrar

E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há homens pra ninguém
Não há nada pra ninguém
é uma alegria!!
Não há nada pra ninguém!!


Se jogam contigo, joga duro com eles
Se te batem de forte, dá-lhes mais forte ainda
E aplica-lhes a táctica, do papel higiénico
Rasga por todos os lados, menos pelo picotado
Paga-lhes na mesma moeda, meio tostão furado e uma volta ao bilhar grande
Joga-lhes na mesma moeda, meio tostão furado e uma volta ao bilhar grande

E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há homens pra ninguém
Não há nada pra ninguém 
Vamos embora manel!!
Não há nada pra ninguém!!

E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há homens pra ninguém
Não há nada pra ninguém
é uma alegria!!
Não há nada pra ninguém!!

E não há fumos pra ninguém!!!

Jorge Soares

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publicado às 21:54

Ainda a natalidade e a sobrepopulação

por Jorge Soares, em 12.08.09

Sobrepopulação e pobreza

 

Eu sei que disse que ia de férias, mas também disse que ainda faltavam 3 dias..e que poderia acontecer algo que me fizesse voltar... bom, aconteceu este comentário do Antonio Dias,  o comentário dele é pertinente e o assunto não deixa de ser interessante... comecei a responder na caixa de comentários e terminei aqui... na caixa de posts... até porque quem sabe e não há por aí algum ou alguma antropóloga que queira ajudar a fazer luz.

 

Diz o António o seguinte:

 

"Acho que já disse isto dezenas de vezes, mas aqui vai mais uma. Tomando como facto que há mesmo pessoas a mais no mundo (ver http://en.wikipedia.org/wiki/Ecological_footprint ou http://www.footprintnetwork.org/newsletters/gfn_blast_0610.html ) temos três hipóteses de sair daqui:

1. Tomar medidas para voluntariamente reduzir a população mundial. Isto iria requerer uma coordenação de todas (ou quase) nações do mundo, iria levar alguns anos, dependendo das medidas adoptadas, e teria sempre como resultado que a população iria envelhecer. Porque é que uma população voluntária e controladamente envelhecida é um problema é uma coisa que ainda não consegui compreender.

2. Reduzir a população à força. Isto tem resultados muito mais rápidos... mas menos controlados. Ou seja, os efeitos laterais deste método podem atingir os seus executores.

3. Dizer que esta visão é pessimista, que ainda há lugar para muito mais gente ou que o excesso de população é apenas no terceiro mundo (esquecendo que a Europa é o continente mais sobre-povoado). Ou seja, enfim, deixar tudo correr como está e continuar com o velho esquema de pirâmide (http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_em
_pir%C3%A2mide ) em que é baseada a economia capitalista global. O resultado será deixar os processos naturais de controlo de populações actuarem o que, trocado por miúdos, quer dizer que não haverá recursos para todos e uns morrerão por falta deles e outros lutando por eles até que a população chegue a um equilíbrio sustentável.

O que eu acho lamentável é que a espécie humana escolherá esta última opção, apesar de ser provavelmente a primeira neste planeta que tem o discernimento para perceber isto e os recursos para o evitar."

 

António, Porque é que uma população voluntária e controladamente envelhecida é um problema?

 

Eu acho que é, por vários motivos, vejamos:

-Infelizmente o mundo não vive numa sociedade global, os recursos não estão distribuídos uniformemente e para conseguir sobreviver e alimentar os seus habitantes, cada país tem que conseguir produzir já seja os bens alimentares ou a riqueza para os poder adquirir. Quanto mais envelhecida for a população, menos produtiva se torna, até que chega a um ponto de rotura em que a parte da população que consegue produzir não o consegue fazer de forma a conseguir alimentar quem já não produz... e não, não estou a falar de reformas e coisas dessas, só estou a falar de capacidade de produzir.

 

Reduzir a população à força não é um conceito novo, há décadas que a China com a sua politica de um só filho o tenta fazer, não conheço o suficiente como para poder expressar uma opinião sobre os resultados desta politica, pelo que li, os objectivos foram conseguidos em alguns meios urbanos mas ninguém sabe o que se passa na China Rural..e de resto, eles já são mil e trezentos milhões e continuam a crescer... na China e em todos lados.

 

É claro que há soluções mais drásticas... mas acho que ainda não estamos o suficientemente desesperados para isso. 

 

Quanto ao ponto 3, partilho da tua opinião, de facto, no estado de evolução tecnológico e de capacidade de produção em que estamos, dificilmente haverá capacidade para alimentar de uma forma equilibrada toda a população actual, o que não quer dizer que no futuro não aconteça uma de duas coisas: a evolução nos leve a um estágio em que exista uma maior capacidade de produção, ou, como muito bem dizes, a própria natureza na sua constante tendência para o equilíbrio se encarregue de colocar tudo no seu devido sitio, já seja através da mão humana ( e aqui podemos voltar à redução à força ou não) ou através de uma qualquer gripe (uma a sério, não esta) 

 

Até agora a evolução humana e a distribuição da população ao longo do planeta, foi feita numa procura incessante de melhores condições, há algum tempo que atingimos um estágio em que já ocupamos o planeta inteiro e foi a comida que se passou a deslocar....se calhar está na altura de recomeçar... e ou muito me engano, ou não haverá quem pare este movimento.

 

E agora... volto para a preparação das férias.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:56

Incentivos à natalidade ou à imigração?

por Jorge Soares, em 10.08.09

Incentivos à natalidade?

Imagem de aqui

 

Um destes dias, e a propósito dos meus posts sobre o incentivo à natalidade (este e este), uma amiga perguntava-se se a ideia do incentivo seria boa ou má?, e se não seria só mais um motivo para muita gente se deitar à sombra do estado.  É claro que 200 Euros não convencem ninguém a ter filhos, talvez os 25 mil da Alemanha....

 

A propósito do meu primeiro Post, o António Dias, dizia o seguinte:

 

"200 euros para daqui a 18 anos é mesmo estúpido como incentivo à natalidade, o que só mostra o desespero de quem escreve e oferece coisas destas num programa eleitoral.

Mas eu penso que ainda menos inteligente é o próprio conceito de incentivo à natalidade numa altura em que a população portuguesa continua a aumentar e em que a população mundial, que é o que verdadeiramente importa, está cada vez mais perto dos sete mil milhões de pessoas(http://www.census.gov/ipc/www/popclockworld.html). Será que alguém pensa que há tão pouca gente que é necessário incentivar o nascimento de mais? Será que a espécie humana está em perigo de extinção e é necessário uma protecção especial?"

 

Sim e não, é verdade que a população do mundo não para de aumentar, e uma grande parte vive abaixo do limiar da pobreza, por outro lado, a população na Europa está cada vez  mais envelhecida, a população Portuguesa praticamente estagnou e só não começou a diminuir porque nos últimos 10 anos existiram duas grandes vagas de imigração, do Brasil e dos países de leste, como podemos ler nesta noticia  do iol Diário.

 

Fará ou não sentido o incentivo à natalidade?, olhando para o comentário do António, eu diria que não, mas se calhar, e atendendo à sobrepopulação do mundo e ao envelhecimento da população na Europa Ocidental, fariam sentido incentivos à imigração. O Envelhecimento da populaçao fará com que mais tarde ou mais cedo haja falta de mão de obra em Portugal e na Europa, primeiro a menos qualificada e com o tempo a restante, mão de obra que por outro lado será cada vez mais abundante nos países mais pobres e menos desenvolvidos.

 

Ou seja, alguém deveria dizer ao Sócrates, que em lugar de prometer uns trocos que serão utilizáveis algures no futuro longínquo, deveria pensar em dar condições à vinda de pessoas com vontade de trabalhar e de dar novas cores e novas ideias ao nosso já velho país.

 

É claro que eu sei que nem o PS nem ninguém se atreveria a uma "alarvidade" destas.... pelo menos agora, mas daqui a uns 30 ou 40 anos..... já veremos!!!!

 

Jorge Soares ( Quase de férias)

 

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publicado às 22:02


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