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justiça

Imagem de aqui

 

Há coisas neste país que são mesmo surreais, dignas de qualquer primeiro de Abril, mas que acontecem mesmo. Segundo a Rádio Renascensa, no tribunal de Albergaria-a-Velha, está a decorrer um caso em que "Um homem que tentou assaltar uma pastelaria e churrascaria em 2011 está a pedir uma indemnização de 15 mil euros às vítimas do roubo"


O suposto agredido, entrou na pastelaria com a cabeça tapada e de arma em punho, como o assalto não correu lá muito bem, desatou aos tiros e feriu o proprietário do estabelecimento. Com a ajuda de duas pessoas que se encontravam no local, apesar de ferido o proprietário conseguiu deitar mão ao assaltante, que foi manietado e preso até que chegasse a GNR.

 

O ladrão foi preso, julgado e condenado a uma pena de 4 anos de prisão efectiva pela tentativa de roubo... mas apesar de tudo isto, decidiu colocar um processo ao dono da pastelaria e às pessoas que o prenderam por uma suposta agressão.

 

O mais estranho de tudo isto é que ainda segundo a noticia, "....  durante as alegações finais, que decorreram nesta terça-feira, o Ministério Público, que acompanha a acusação, pediu a condenação dos três arguidos. O dono do estabelecimento, que foi atingido com um tiro nos membros inferiores pelo assaltante, e outros dois homens que vieram em seu socorro, estão acusados de um crime de ofensa à integridade física."


Fantástico, o ministério público apoia o caso de um assaltante que dá um tiro numa pessoa e depois é agredido na tentativa de evitar o assalto... ou seja, os senhores o que deviam ter feito era deixar-se assaltar, deixar-se balear e depois ainda agradecer ao assaltante pelos favores recebidos?

 

Realmente com uma justiça como esta se calhar tinha ficado mais barato ao homem deixar-se assaltar, de certeza que ele não tinha 15000 Euros na caixa, se o assaltante ganha o processo os assaltados vão ter que pagar a indemnização, mais as custas e os advogados... realmente mais valia terem aberto a porta ao assaltante e dar-lhe dinheiro directamente para as mãos.

 

Mas está tudo doido?

 

Jorge Soares

publicado às 21:49

O Freeport pariu um rato

Imagem do Público

 

 

O Ministério Público pediu esta segunda-feira no Tribunal do Barreiro a absolvição dos dois arguidos do caso Freeport, Charles Smith e Manuel Pedro, considerando que durante o julgamento não ficaram provados os factos que lhes eram imputados

 

Depois dos rios de tinta que se gastou com isto, das fugas para a China, depois de tantas acusações e denuncias directas ou indirectas, depois de tantas suspeitas lançadas ao vento, foi preciso que mudasse o governo e que Sócrates fosse estudar para Paris para que no fim tudo isto desse em nada.

 

É curioso como estas coisas acontecem uma e outra vez nos processos judiciais em Portugal, eu não consigo deixar de pensar que tudo isto:

 

1- Não foi mais que uma enorme encenação para denegrir e afastar do poder um ou mais nomes que constam ou que se pretendia que constassem do processo.

 

ou

 

2- A nossa justiça está mesmo ferida de morte e raramente algum processo que envolva actuais ou ex-politicos termina em condenação efectiva porque por trás de tudo o que vemos há quem mexa todos os cordelinhos para garantir a impunidade.

 

Depois de todo o folclore e todo o barulho feito por não sei quantos magistrados e investigadores do ministério público, como podem estes senhores pedir a absolvição dos acusados? Então aquilo tudo foi para quê?

 

O pior é que depois disto tudo e de todo o tempo e dinheiro que já se gastou com todo este filme triste, agora vão de certeza vir os pedidos de indemnização de quem durante anos foi acusado e viu o seu nome ser denegrido junto da opinião pública... indemnizações que irão evidentemente sair dos nossos impostos e não do bolso de quem andou anos a brincar à justiça.

 

Este país é sem dúvida nenhuma cada vez mais surreal

 

Jorge Soares

publicado às 22:58

 

Se alguém me tivesse contado esta história, eu tinha-me rido na cara da pessoa, é daquelas coisas que não dá para acreditar, e mesmo depois do ver o vídeo eu fui ao Youtube para verificar se não tinha sido carregado num primeiro de Abril....

 

A nossa relação com o cartão multibanco é baseada na confiança, cada vez que o utilizamos nós acreditamos que as transacções são secretas, a máquina lê o cartão, nós colocamos a senha e as coisas acontecem, mas só é suposto acontecerem quando andam as duas juntas, o cartão e a senha,  cada um deles sem o outro não deveriam servir para nada.

 

O que se conta no vídeo não coloca tudo isto em causa... mas coloca uma boa parte, porque prova que na realidade basta o número do cartão, era isso que as funcionárias da Zara tinham, e alguma falta de escrúpulos, para que alguém possa movimentar dinheiro da nossa conta sem a nossa autorização.

 

Isto é muito grave, não pelos 3 Euros que foram retirados à pessoa, mas porque de repente ficamos a saber que basta um telefonema para alguém da Unicre, para que no minuto a seguir se vá à conta bancária de qualquer um de nós e se retire dinheiro sem que sejamos tidos ou achados no assunto. Neste caso foram 3 Euros a pedido da Zara, mas se tivessem sido três mil só porque ao funcionário da Unicre lhe apeteceu ir de férias para as Caraíbas, a dificuldade de certeza que era a mesma... ou seja, nenhuma.

 

Nesta história, tirando a cliente, todos os restantes intervenientes ficam muito mal na fotografia, a Zara porque se cometeram um erro ao marcar um produto tem que o assumir, não podem de maneira nenhuma ter um procedimento destes, aliás, mesmo que tivessem detectado o erro no momento de pagamento estariam obrigados a vender pelo preço marcado. A Unicre porque para todos os efeitos efectuou um roubo na conta da cliente, retirar dinheiro desta forma da conta sem autorização do titular é para todos os efeitos um roubo. E por fim o banco, que permitiu que fossem à conta da cliente retirar dinheiro sem uma contrapartida válida.

 

Fosse isto nos Estados Unidos e havería lugar a não sei quantos processos e a muitos milhões em indemnizações, como aconteceu em Portugal... resta-nos pensar duas vezes se podemos ou não ter confiança na Zara, na Unicre e em alguns bancos.

 

Surreal.

 

Jorge Soares

publicado às 22:00


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